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Lisboa | LX Factory

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Antiga unidade industrial de Alcântara transformada em ilha criativa

Uma antiga unidade industrial de Alcântara está a ser «ocupada» por empresas e profissionais de áreas criativas, criando naqueles 23 mil metros quadrados a «LX Factory», uma ilha onde impera a criatividade
«Estamos num compasso de espera. Este terreno está englobado no plano Alcântara XXI da Câmara Municipal de Lisboa, mas o processo está a demorar mais tempo do que estávamos à espera. Para não o deixarmos ao abandono resolvemos devolvê-lo à cidade, durante um período de tempo que ainda não sabemos bem qual é», explicou à agência Lusa Filipa Baptista, da empresa LX Factory, pertencente ao grupo de investimentos imobiliários MainSide.
A LX Factory foi criada pela MainSide para gerir os 23 mil metros quadrados comprados à Gráfica Mirandela, enquanto a autarquia não finalizar o projecto de renovação da zona de Alcântara.

«No final do ano passado a gráfica começou a mudar-se para Loures e nós iniciámos a divulgação do espaço e a angariação de pessoas interessadas em participar neste projecto», contou Filipa Baptista.

O facto de ser um projecto temporário e de os edifícios não permitirem grandes intervenções, «apenas pequenos reparos», leva a que «não haja muita gente a atirar-se para isto».

«Direccionámos o projecto para as áreas criativas, porque têm que ser pessoas que consigam conviver com o espaço tal como ele está. Estes terrenos e edifícios marcam-se pela diferença, pela história que têm», disse.
Neste momento funcionam na LX Factory cerca de 30 empresas, entre agências de publicidade, uma revista de moda, ateliers de design e arquitectura, uma empresa que trabalha com jogos de computador, outra que comercializa material para montagem de exposições, músicos e um fotógrafo. Em breve, muda-se para um dos pisos do edifício principal, «um dos primeiros exemplos da arquitectura do ferro em Portugal», uma escola de dança.
Um dos edifícios ainda alberga máquinas da gráfica Mirandela, que permanecem em Alcântara, por serem de grandes dimensões e a sua mudança para Loures implicar a paragem dos trabalhos de impressão.
No dia em que a Lusa visitou a LX Factory estava a decorrer dentro de um dos edifícios uma sessão fotográfica para uma loja de roupa portuguesa. Dias antes o local tinha servido de palco para a rodagem de um anúncio televisivo.
«Também já nos abordaram para realizarem aqui videoclips. A Lx Factory já serviu também de palco para uma peça dos alunos do Chapitô, para um encontro de designers e concertos», contou a responsável.

Aos que optam por se instalar na antiga unidade fabril Filipa Baptista dá um prazo de cerca de cinco anos para permanecerem ali, mas pode ser menos.
No projecto da empresa para o local está prevista habitação, comércio e serviços, mantendo a faceta industrial daqueles 23 mil metros quadrados.
«A nossa ideia é que fiquem três edifícios, pelo menos, para marcar o que foi esta zona, para não se perder a história de Lisboa», salientou Filipa Baptista, cuja vontade é que as empresas criativas possam fazer parte da mudança.
«Gostava que durasse o tempo suficiente para que as empresas saiam daqui por opção e não porque têm de sair», desabafou.

Lusa / SOL

in http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=102283

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