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Bairro do Aleixo vai ser demolido

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Câmara do Porto aprova terça-feira requalificação do Aleixo

A Câmara do Porto vai aprovar terça-feira o plano de requalificação do Bairro do Aleixo, que prevê a criação de um fundo de investimento imobiliário com parceiros privados para o aproveitamento daquele terreno sobranceiro ao rio Douro.


O plano, apresentado por Rui Rio em meados de Julho, tem a aprovação assegurada pelos votos da maioria PSD/CDS no executivo municipal, mas o vereador comunista, Rui Sá, pretende apresentar uma proposta alternativa que mantenha os moradores no bairro, apesar de também admitir a demolição das actuais torres.

Numa reacção inicial à proposta da autarquia, Rui Sá tinha considerado "preocupante" que se entenda que "os moradores dos bairros sociais não têm direito a viver nas encostas sobre o Douro", numa alusão à localização do bairro.

Esta proposta do vereador comunista é semelhante à que o anterior presidente socialista da autarquia, Nuno Cardoso, fez em 2001 e que também defendia a demolição das cinco torres e a manutenção dos moradores no bairro, a par da construção de habitação privada.

O Bairro do Aleixo, que conta com cinco torres, cada uma com 13 pisos e onde moram cerca de 1.300 pessoas, é um dos mais problemáticos do Porto, sendo um dos mais conhecidos locais de tráfico de droga na cidade.

O 'Aleixo', como é vulgarmente conhecido, começou a ser construído em 1974 para alojar pessoas provenientes da zona da Ribeira, mas a sua localização privilegiada sempre suscitou ao longo dos anos a questão do seu aproveitamento para fins imobiliários.

O Plano de Requalificação do Bairro do Aleixo prevê a realização de um concurso público para a escolha de um parceiro privado para a criação de um Fundo Especial de Investimento Imobiliário (FEII), no qual a autarquia deverá assumir uma participação entre os 10 e os 30 por cento.

O FEII receberá o Bairro do Aleixo, mas também um conjunto de propriedades da autarquia que inclui edifícios antigos devolutos situados entre o bairro e a margem do Douro e terrenos com capacidade de construção e edifícios devolutos situados no centro histórico da cidade.

Nos termos da proposta apresentada por Rui Rio, o parceiro privado poderá construir nos actuais terrenos do Bairro do Aleixo, devendo assegurar previamente o realojamento dos habitantes, em habitação social nova ou em edifícios recuperados pertencentes ao FEII.

Para Rui Rio, esta é a única hipótese viável para solucionar "a chaga social que é o Bairro do Aleixo", considerando que "seria errado" reabilitar as actuais torres.

"Aquelas torres são demasiado grandes, exigiriam um investimento maciço e daqui a meia dúzia de anos tudo voltaria ao mesmo", afirmou o autarca, na apresentação do plano, admitindo que o bairro poderá estar demolido e os seus moradores realojados até 2013.

A proposta da autarquia conta, no entanto, com a oposição da Associação de Promoção Social da População do Bairro do Aleixo (APSBA), que pretende apresentar nos próximos dias uma providência cautelar para impedir a demolição do bairro.

Contra a intenção da Câmara do Porto está também o Bloco de Esquerda, que acusou Rui Rio de necessitar de medidas de grande impacto para "esconder o fracasso das suas bandeiras eleitorais".

Diferente foi a reacção inicial do PS, a principal força de oposição no executivo municipal, tendo o vereador Francisco Assis considerado "correctos" os princípios em que se baseia a proposta da maioria que lidera a autarquia portuense.

A aguardar a decisão do executivo municipal estão algumas das principais empresas de construção civil, tendo a Edifer admitido estar "naturalmente interessada" em participar no FEII, enquanto a MonteAdriano considerou a iniciativa "interessante".

Quanto à Mota/Engil, o presidente da construtora, Jorge Coelho, já admitiu que está a analisar a questão, remetendo para mais tarde uma decisão final da empresa.

Link:
http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=970080

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CDU defende construção de novo bairro no Aleixo
Porto Vereador Rui Sá apresenta hoje proposta na reunião do Executivo

MARTA NEVES

O vereador da CDU na Câmara do Porto, Rui Sá, qualificou de "pecado capital" a proposta de Rui Rio em mandar demolir o Bairro do Aleixo, apresentando, hoje, em reunião do Executivo uma proposta alternativa.

Numa conferência de Imprensa, realizada, ontem, na sede do PCP, no Porto, o vereador comunista considerou descabida a proposta de Rui Rio em "expulsar os moradores do bairro do Aleixo para outros locais, não lhes reconhecendo o direito de continuarem a viver num local privilegiado (em termos de vistas) da cidade, considerando que esse mesmo local se deve destinar a condomínios de luxo só ao alcance das classes economicamente mais favorecidas".

Tendo consciência que com a aprovação da proposta de Rui Rio "o mais provável é que os moradores do bairro do Aleixo sejam expulsos para um terreno situado junto ao bairro de Lordelo ou para o bairro do Leal", Rui Sá é da opinião que isso só "demonstra a perfeita insensibilidade social, em que os inquilinos municipais são peças que a coligação PSD/CDS move pela cidade ao sabor das suas conveniências".

Nesse sentido, o autarca defende a elaboração de um projecto de construção de um novo bairro municipal nos terrenos do bairro do Aleixo, em que seja privilegiada "a construção horizontal, a ligação à envolvente e a possibilidade da construção faseada e articulada com o processo de demolição das actuais torres".

Na proposta apresentada por Rui Sá, o vereador sugere também o "realojamento noutros bairros municipais da cidade de todos os moradores do bairro do Aleixo que pretendam, no imediato abandonar o bairro", levando à diminuição de fogos a construir.

Link:
http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=970290

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antes de se formar uma opinião sobre algo concreto é necessário estudar sobre o assunto ou informar-mo-nos...

parece-me que faz falta umas aulas de urbanismo e de sociologia ao marcio e ao ricardo loureiro, antes de opinarem sobre o quer que seja...e já agora umas leituras de Marc Augé

depois sim, falaremos sobre arquitectura, urbanismo e problemas sociais... até lá, não é inteligente falar-se apenas com conhecimento de senso comum.....




Concordo contigo, quanto às aulas de urbanismo... Mas também aconselho-te abrir os teus horizontes, não basta ter meia duzia de aulas e ler meia duzia de livros para se ser um expert na matéria...

Quando ao tema, eu já dei a minha opinião, não concordo com os bairros sociais e acho que não funcionam, mas a cidade é dos portuentes e eles é que sabem o que querem para a cidade, como sou de Braga, fico assistir de fora..

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Não concordas com os bairros sociais então concordas com o quê? Cada uma dessa famílias ir viver para um barraco nos arredores da cidade? É importante não esquecer que o Porto é uma cidade com uma história grande de habitação operária. Vejamos o exemplo das imensas "ilhas" que ocupam os interiores dos quarteirões e que quase nunca as vemos. Há que arranjar soluções para essas pessoas que lá vivem há gerações em condições quase subhumanas

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Concordo com a autonomia financeira das pessoas para que possam escolher o local onde viver, em vez de baterem a porta da câmara para lhes arranjarem casa para elas, como acontece agora em Loures. Como já disse não concordo com a politica social aqui em portugal, em que, alguma pessoas vivem as custas do estado, A habitação social justificava-se no sec. XX, devido à situação socio-economica da altura, mas agora, o país é diferente, temos que deixar para trás aquela mentalidade de que o estado tem manter os coitadinhos... Porque essa solução já provou estar errada, pois as pessoas ecomodam-se ao fraco, em vez de lutarem por uma vida melhor. Vejamos o caso de Loures, passado 10 anos, as pessoas do Bairro continuam a depender do estado para viver, vemos os ciganos a terem casa a um peço baixo, mas mesmo assim não pagam, continuam a não se itegrarem na sociedade, e ainda por cima, exigem que a câmara lhes dêem casa nova porque eles são uns coitadinhos. Não é melhor criar um programa social, em que as pessoas que percam a autonomia economica, possam entrar num programa de recuperação social, em que o estado os apoia financeiramente, durante um periodo de tempo, e eles terão que procurar um emprego para que possam voltar a ter autonomia financeira...

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Já agora, para quem poder, aqui fica a sugestão:




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Margarida, quanto aos bairros sociais, não basta ler livros para os conhecer, é preciso viver neles....





não vás por ai porque há bairros sociais E BAIRROS SOCIAIS. desde quando é que são todos iguais? além disso, tu não sabes onde moro...quem te diz a ti que não moro num? portanto, caro colega, mais uma vez digo: o senso comum e o que se vê na tv não é de todo uma verdade absoluta. mais, foram muito importantes e esclarecedoras as opinioes do ricardo mota e do joão. talvez devessem ler com atenção e reflectir sobre o que foi dito :clap:


(peço desculpa por ter "mexido" na tua frase que escreveste...enganei-me no botão)

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Muito bom link!!! tem os painéis (em boa resolução) da proposta e análise da FAUP para o bairro. Nao me querendo meter na discussão... concordo com tudo o que foi dito aqui por três pessoas: Ricardo Mota, Margarida Duarte e João Sousa. Mostraram os três um grande senso para o racionalismo social necessário nestas situações... A quem chegou agora à conversa (como eu) sugiro que leia as respostas destes 3 mosqueteiros. Completas, formadas e instrutivas!

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Demolição do Aleixo passa com gritos na rua
Moradores prometem avançar para tribunal e Rui Rio garante diálogo

MARTA NEVES, LILIANA GONÇALVES

Várias dezenas de moradores do Bairro do Aleixo manifestaram-se, terça-feira, frente à Câmara do Porto contra o projecto de demolição das torres, que foi aprovado pelo Executivo municipal, com um único voto contra da CDU.

Independentemente da votação da sessão da Assembleia Municipal, que acontece esta terça-feira a partir das 20.30 horas, é certo que a Associação de Promoção Social da População do Bairro do Aleixo vai apresentar, até ao final da semana, uma providência cautelar, seguida de uma "acção principal", com o objectivo "de suspender o processo", garantiu, ao JN, Tiago Machado, advogado dos moradores. "Entendemos que a demolição não é a melhor solução. Por isso, é que defendemos a requalificação", acrescentou.

Ainda assim, os moradores que se manifestaram toda a manhã, empunhando cartazes e gritando palvars de ordem, acabaram por se desmobilizar, por volta das 14 horas, sem saberem que a proposta havia sido aprovada com 12 votos (coligação PSD/CDS e PS) e, apenas com um contra, do vereador comunista, Rui Sá.

Bem mais contido foi o protesto dos funcionários que fazem a recolha do lixo, que contestaram a privatização do sector (ler texto ao lado).

"É a tristeza maior da minha vida", soluçava Maria Alice Ferreira, de 73 anos, moradora no Bairro do Aleixo há 34 anos, enquanto assistia emocionada à chegada de uma grande franja de "vizinhos", que haviam arriscado o percurso, do bairro até à câmara do Porto, a pé. "O senhor Rui Rio usou-nos para ter votos , mas depois disso nunca mais deu a cara no Aleixo", desabafou a idosa, que vive com uma filha, de 48 anos, e um neto, de 24.

A mesma revolta era partilhada por Rui Cardinal, de 34 anos, que foi viver para o Aleixo com apenas meio ano. "Existe problemas no nosso bairro como em todos os bairros do mundo. A diferença é que os terrenos do Aleixo valem muito dinheiro".

"Tenho alguma culpa de ser rico em paisagem?", questionou um morador, mencionando a localização privilegiada das cinco torres do Bairro do Aleixo.

Nem mesmo Feliciano, "quase a fazer 80 anos", um dos moradores mais antigos do bairro, quis faltar à manifestação de ontem, em frente à Câmara do Porto. "Agora, eram precisos cinco salazares! Estamos num país democrático, mas a repressão continua", criticando o aparato policial.

Visivelmente satisfeito com "a votação favorável" do Partido Socialista na aprovação de demolição das torres do Aleixo, Rui Rio não teve dúvidas em afirmar o mérito" da sua proposta, desvalorizando a intenção dos moradores de colocarem uma providência cautelar a fim de impedir o negócio. "Acho normal que o façam, afinal em Portugal metem-se providências cautelares por tudo e por nada".

Rui Rio - que falava aos jornalistas no final da reunião do Executivo Municipal que aprovou, por maioria, o plano de requalificação do Bairro do Aleixo, que prevê a criação de um fundo de investimento imobiliário com parceiros privados para o aproveitamento daquele terreno sobranceiro ao rio Douro - assegurou ainda que a Autarquia vai dialogar com as famílias do Bairro do Aleixo tendo em vista o seu realojamento.

"As pessoas têm que ser tratadas como deve ser", frisou o presidente da Câmara do Porto.

Link:
Demolição do Aleixo passa com gritos na rua* - JN

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Rui Rio quer dialogar com famílias do Aleixo


O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, assegurou que a autarquia vai dialogar com as famílias do Bairro do Aleixo tendo em vista o seu realojamento.

"As pessoas têm que ser tratadas como deve ser", frisou o autarca, garantindo que vai "haver diálogo sobre a situação de cada família".

"As preferências das pessoas vão ser atendidas, dentro do que for possível", admitiu Rui Rio.

Nesse sentido, o autarca desvalorizou a providência cautelar que o advogado dos moradores do Aleixo pretende apresentar, ainda esta semana, no tribunal para impedir a concretização do plano aprovado pelo executivo municipal.

"É normal que metam uma providência cautelar, hoje em dia em Portugal mete-se uma providência cautelar por tudo e por nada", declarou.

Rui Rio falava aos jornalistas no final da reunião do executivo municipal que aprovou, por maioria, o plano de requalificação do Bairro do Aleixo, que prevê a criação de um fundo de investimento imobiliário com parceiros privados para o aproveitamento daquele terreno sobranceiro ao rio Douro.

O plano foi aprovado com os votos favoráveis da coligação PSD/CDS e dos vereadores socialistas, tendo recebido apenas o voto contra do vereador da CDU, Rui Sá.

"É muito positivo que o PS tenha aprovado a proposta, apesar de eu não dar como líquido que também vote a favor na reunião da Assembleia Municipal, já que têm sido muitas as vezes em que vota a favor no executivo e contra na assembleia", frisou Rui Rio.

O autarca referia-se à reunião da Assembleia Municipal do Porto, marcada para quinta-feira, onde será debatida a proposta de requalificação do Bairro do Aleixo.

O Bairro do Aleixo, que conta com cinco torres, cada uma com 13 pisos, onde moram cerca de 1300 pessoas, é um dos mais problemáticos do Porto, sendo um dos mais conhecidos locais de tráfico de droga na cidade.

Link:
Rui Rio quer dialogar com famílias do Aleixo - JN

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Providência cautelar contra demolição do Aleixo


Os moradores do bairro do Aleixo, Porto, cujas cinco torres Rui Rio pretende demolir, vão apresentar uma providência cautelar, esta semana, para suspender o processo.

"Vai ser de certeza ainda esta semana", disse à Lusa o advogado Tiago Machado que representa a maioria dos moradores. O causídico acrescentou que a medida pretende "defender os direitos das pessoas que querem continuar a morar no bairro, muitas há mais de 30 anos".

"O que a câmara quer é deslocalizar as pessoas, retirá-las das suas casas e mandá-las para outras zonas da cidade que ainda não se sabe quais são", disse.

O advogado referiu ainda que a providência cautelar pretende suspender este processo para obrigar o executivo municipal a reunir-se com os moradores para se encontrar uma solução de consenso".

"Numa situação como esta há que falar com as pessoas não se podem tomar decisões unilaterais", frisou.

O advogado disse-se "consciente" de que há moradores que querem sair do bairro mas sustentou que "a maioria pretende ficar".

A Câmara do Porto está a analisar um plano de requalificação do bairro do Aleixo, que prevê a criação de um fundo de investimento imobiliário com parceiros privados para o aproveitamento daquele terreno sobranceiro ao rio Douro.

O plano, apresentado por Rui Rio em meados de Julho, tem a aprovação assegurada pelos votos da maioria PSD/CDS no executivo municipal, mas o vereador comunista, Rui Sá, pretende apresentar uma proposta alternativa que mantenha os moradores no bairro, apesar de também admitir a demolição das actuais torres.

Tiago Machado criticou ainda o contingente policial que está visível nas imediações da autarquia "por não ser necessário".

Segundo a Lusa constatou no local encontram-se visíveis cerca de duas dezenas de agentes da PSP, Polícia Municipal e Divisão de Trânsito.

Link:
Providência cautelar contra demolição do Aleixo - JN

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[...]

Quanto ao resto, não passam de sound bits de quem nunca esteve no bairro ou num bairro e não percebe puto do que é "construir cidade".

Aquela dita Arq. Ana Lima é o espelho do porquê da maioria dos arquitectos portugueses não merecerem nenhum respeito por parte da maioria da população.

Ela projectou aquilo sem conhecer o lugar , coisa fundamental para quem projecta !
Alguma vez o lugar ia mudar por mera cosmética de fachadas ?)




A minha resposta a isto é: e se te informasses melhor antes de insultar os arquitectos deste pais??? este projecto, de cosmética de fachadas não tem nada, até pelo contrário! olha o que eu encontrei...

http://registrobiau.webs.upv.es/16-galeria.html

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Dada a tamanha verborreia instalada por aqui sou "obrigado" a responder. Que parte da frase "trafico de droga" não percebeste ? E se és a Arq. Ana Lima deixa que te diga que a tua fluidez no discurso de explicação do projecto dado em entrevista à RTPN é o espelho da fraca noção de realidade patente na tua proposta. Não é que a proposta seja má, agora falta um elemento fundamental: A realidade do lugar ! Por mais excêntrico que fosse o restauro das torres isso não ia alterar nenhum dos problemas que vive aquele sitio. E pronto, tiveste os teus 15 minutos de fama :clap: foi pena é não os teres aproveitado da melhor maneira, mas deixa lá, o teu bastonário também não faz melhor. Espero que o processo de demolição corra o mais rápido possível, que as pessoas honestas e que necessitam mesmo de habitação social tenham uma casa melhor e principalmente uma envolvente mais saudável. Que as crianças possam ir à escola (com as cabeças livres dos filmes que as rodeiam) e que um dia uma delas possa ser Arquitecto/a e ai talvez exista alguém que sabe pensar sobre essa disciplina que é "habitação social". Isto sim é um projecto, que dá mais valor as vidas do que às paredes !

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Conheça o projecto que pode salvar o bairro do Aleixo

Projecto de arquitectura distinguido permitiria manter os moradores no bairro a custos reduzidos


Demolição é a palavra que, nos últimos dias, mais surge associada ao bairro do Aleixo. O PortugalDiário descobriu um projecto que poderia «salvar» as cinco torres com vista para o Douro. Em Dezembro de 2007, a arquitecta Ana Lima, na altura ainda finalista da Universidade do Porto, propôs, uma solução mais económica do que a demolição e que manteria os moradores onde eles querem ficar: no Aleixo.


Para o presidente da câmara do Porto, a reabilitação do bairro é «um desperdício de dinheiro». Às vozes discordantes que se ouvem contra a orientação camária, surge um projecto capaz de requalificar e não destruir o Aleixo. Mais espaço, luz e uma melhor disposição interna são apenas alguns dos pontos abordados por Ana Lima no seu projecto de licenciatura, que lhe valeu uma menção honrosa na sexta Bienal Ibero-Americana de Arquitectura e Urbanística.

«Demolir e voltar a construir fica mais caro», esclarece a arquitecta ao PortugalDiário, que se inspirou no trabalho de uma dupla de arquitectos franceses, Lacaton & Vassal, e apresentou um projecto que poderia revolucionar as torres do Aleixo.

Deparou-se com falta de informação e pouca colaboração, por parte da câmara, na altura em que realizava o projecto. Mas os entraves não a demoveram de abraçar esta ideia.

Rui Rio «não gosta dos pobres»

O outro lado do Aleixo

As paredes degradadas, que tendem a deixar cair pedaços sobre quem passa na rua, seriam substituídas por fachadas modernas; a criação de amplos halls de entrada, a duplicação dos elevadores e profundas alterações na cave, que passaria a dispor de lojas com acesso ao exterior, mudariam a cara do Aleixo e permitiriam demonstrar uma real preocupação com o espaço e a comodidade dos habitantes.

«Este projecto procura não violentar as populações que lá vivem e que já tiveram de se mudar uma vez, da Ribeira para o Aleixo. O projecto procura trabalhar para as populações».

«Os pobres não têm direito a ter vista para o rio»

Rio Fernandes, geógrafo e professor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, explicou ao PortugalDiário a visão que tem da proposta da Câmara do Porto. «Primeiro vejo o projecto como uma solução para um erro cometido no passado. Segundo como uma alteração política de Rui Rio e terceiro com apreensão, porque ninguém esclarece, não há informação».

De acordo com Rio Fernandes, é importante respeitar a vontade das pessoas: «Quem quer ficar devia poder ficar». O professor considera que este tipo de solução apenas aumenta a desigualdade social. «As classes mais altas situam-se junto ao rio, ou seja, na zona ocidental da cidade, as classe mais baixas concentram-se na parte oriental do distrito, porque os pobres não têm direito a ter vista para o rio», ironizou.

Pobres de um lado, ricos do outro, igual a violência

Rio Fernandes salientou ainda o facto de há já muito tempo, pelo menos desde meados de 1970, que nenhum tipo de habitação social é construída na zona da Foz, de Leça da Palmeira, ou seja, na zona ocidental e que cada vez mais surgem bairros deste tipo em, por exemplo, Gondomar e Fânzeres, na zona oriental da cidade.

«A demolição pode ser um "óptima" oportunidade de juntar pobres a pobres e ricos a ricos promovendo uma assimetria social, uma dualidade que pode resultar, como já aconteceu em outros países (Brasil), num aumento da violência».

O geógrafo alerta para o perigo da «segregação» social, quando «a cidade é uma mistura: não se pode resolver o problema num sítio e criar-se noutro».

in http://diario.iol.pt/sociedade/aleixo-ana-lima-requalificacao-projecto-alternativo-arquitecta-rio-fernandes/973239-4071.html

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Sinceramente não entendo esta história de colocar reportagens copy/paste aqui no fórum.

Ainda por cima como Moderador ... podia pesquisar mais um pouco :


O Aleixo é «um inferno» - Portugal Diário



"O ambiente no Aleixo, nomeadamente junto à torre 1, a mais problemática, é assustador para quem chega ao local. Há movimentação de traficantes, de dezenas de toxicodependentes, muitos deles a injectarem-se atrás dos blocos. A circulação de táxis, sempre a chegarem e a partirem, faz lembrar a de um aeroporto. Em Outubro, um taxista foi assassinado à facada por um cliente que o chamou ao bairro. Um mês antes , um jovem foi baleado na cabeça, alegadamente por motivos relacionados com o tráfico, e morreu."

Diário de Notícias


Vamos a ver se é desta que compreendem o problema que se passa ali, porque isto de estar ao computador bem confortáveis a dar uma de paternalistas e a dizer que os ricos é que têm direito as vista para o rio e que os pobres vão para a zona oriental da cidade e lá lá lá é condenar as pessoas que sofrem com os problemas.
Se o terreno não tivesse valor e a câmara não tivesse dinheiro (e pelos vistos não tem) ai sim é que aquele sitio estava condenado à auto-destruição.




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Só comentei o vómito de noticias aqui feito que não ilustram toda a realidade ...

E seleccionei uma parte de um texto ... um filtro do que achei importante ...

Mas aqui os Moderadores / Assistentes estão mais preocupados em defender os "amigos" do que a debater ideias.

Isto assim já parece mais um partido politico do que um fórum de arquitectura ...

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vamos lá a ver se assentamos as ideias e pomos os pontos nos i's....

em primeiro lugar, ninguém está aqui a defender ninguém.. apenas temos a mesma ideia e portanto é normal que a coloquemos. curiosamente, quem tem a mesma ideia já é arquitecto ou acabou este ano a faculdade e portanto, como deves compreender, temos uma visão mais "arquitectónica" e social e mais fundamentada do que as opiniões de senso comum que todos temos antes de estudar sobre o assunto.

depois, como aluno universitário que és, e portanto pessoa inteligente e aberta a opiniões diferentes das tuas, deverias saber que jamais se retira de uma noticia apenas a parte que nos interessa, pois muitas vezes isso vem descontextualizar todo o sentido da mesma, pois como também te devem ter ensinado, as noticias (quando são bem feitas) abordam sempre as duas "partes" do problema.

e depois, é feio amuar e fazer birrinha, porque somos os únicos a defender uma posição. em vez disso, que tal simplesmente, debateres o assunto mantendo a tua posição tal como nós o fizemos?

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Só comentei o vómito de noticias aqui feito que não ilustram toda a realidade ...

E seleccionei uma parte de um texto ... um filtro do que achei importante ...

Mas aqui os Moderadores / Assistentes estão mais preocupados em defender os "amigos" do que a debater ideias.

Isto assim já parece mais um partido politico do que um fórum de arquitectura ...


Esquece os moderadores e esquece os assistentes. Nao existe aqui nenhum complot para defender ninguem. O Nuno estava a brincar contigo.

Fizeste muito bem em expor essa realidade e acho que deves expor mais essa realidade. Aqui nao ha ditadura dum grupinho. Aqui damos primazia para a liberdade de expressao.

Penso que seria importante fundamentares a tua opiniao sobre este assunto. Discutir de forma seria e coerente sobre os assuntos que existem no pais e no mundo.

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Pois... eu mandei uma piada que devia ter sido mais deliberada... desculpem la a confusão. de resto concordo com o que disseram o JVS e a margarida. Defende a tua posição ;)


Nuno só tens que voltar atrás umas páginas :) :icon14:

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É difícil debater sem partir para o insulto, mas vamos lá fazer um esforço maior! Quanto ao bairro do aleixo, se por um lado as permissas para a construção de bairros sociais nos anos 70 não eram as mais correctas, a verdade é que alojaram muitas pessoas. e se se "manda abaixo" o bairro do aleixo, também se deveria fazer o mesmo com a zona j, por exemplo. Mas é redutor mandar abaixo um bairro social para construir um bairro de luxo, não se está a resolver o problema, está-se a fugir dele. So podia concordar na demolição do bairro se esta envolvesse um plano (a ir a concurso) para aquela zona que a integrasse, que incluisse serviços e equipamentos de apoio à zona. Está mais do que "provado" que as zonas exclusivamente habitacionais não funcionam (nem a nível social, nem económico... a nenhum nível).

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