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Betão Orgânico - João Ferrão e João Costa Ribeiro

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Betão Orgânico
João Ferrão e João Costa Ribeiro



O betão orgânico surge na sequência de uma série de projectos em que a diferenciação entre materiais naturais e artificiais se tornou cada vez mais questionável. Tal como numa manipulação genética, criou-se um novo material, desenvolvido para conciliar o vegetal e artificial num só elemento.
Aproveitando a capacidade de retenção de humidade do betão, o material funciona como uma pilha, em que a água é libertada durante os períodos secos.

Aplicado como superfície o betão orgânico permite obter superfícies vivas permeáveis, devolvendo uma componente natural ao espaços públicos urbanos e respondendo à falta de permeabilidade dos solos, um problema corrente na gestão urbanística da cidade contemporânea.

[...]

Ler mais sobre o projecto:
http://www.casadavizinha.eu/index.php/projectos/betaeo_organico/

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Imagem colocada “Betão Orgânico” apresentado na sede da Ordem dos Arquitectos

Ana Rita Sevilha
14 de Outubro de 2008

A Ordem dos Arquitectos vai dar início a um ciclo de investigações que pretende apresentar trabalhos de pesquisa. O "Betão Orgânico" criado pelo atelier e-studio abre este ciclo numa apresentação que decorre no próximo dia 15 de Outubro, quarta-feira, no Auditório da sede da Ordem dos Arquitectos.
De acordo com uma nota da Ordem dos Arquitectos, o material foi criado "aproveitando a capacidade de retenção de humidade do betão, e funciona como uma pilha, em que a água é libertada durante os períodos secos. Aplicado como superfície, o betão orgânico permite obter superfícies vivas permeáveis, devolvendo uma componente natural aos espaços públicos urbanos".
Esta ideia é um trabalho conjunto de João Ferrão, João Costa Ribeiro em colaboração com Sónia Oliveira, apresentado em 2005 e realizado para a ExperimentaDesign. Este trabalho, dizem os autores, "surge na sequência de uma série de projectos em que a diferenciação entre materiais naturais e artificiais se tornou cada vez mais questionável".
Este Ciclo de Investigações tem como objectivo divulgar trabalhos de investigação, teses de mestrados e de doutoramento, elaborados ou não por arquitectos. A selecção das teses a apresentar pode ser feita através de candidaturas dos interessados ou por convite da Secção Regional Sul.



Fonte: www.construir.pt

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Arquitectos portugueses criam material de construção que funde betão com a natureza

20.05.2009

, Luís Lago

Dois arquitectos portugueses criaram um híbrido entre betão e matéria orgânica, por onde vegetação pode nascer e crescer espontaneamente. Chamam-lhe betão orgânico e afirmam que pode reduzir os riscos de cheias e devolver os espaços verdes aos grandes centros urbanos.

"Essencialmente é um híbrido composto por betão normal misturado com terra compactada, que permite o crescimento de vegetação", explica João Ferrão, um dos arquitectos envolvidos neste projecto. O material pode ser utilizado na pavimentação de espaços exteriores, revestimentos de rampas e muros de suporte. “Não está pensado para lajes ou outros elementos estruturais de um edifício, mas tem capacidade de carga suficiente para que automóveis possam circular sem que o material perca as suas propriedades”, afirma o arquitecto.

João Costa Ribeiro, o outro criador do betão orgânico, aponta como principal vantagem deste híbrido a capacidade de absorver e reter água. "Ao longo dos anos as cidades tornaram-se progressivamente impermeáveis, aumentando com isso o risco de inundações", explica. "O betão orgânico é muito permeável e permite contrabalançar esta tendência".

O arquitecto acredita também que este material pode devolver a natureza aos espaços urbanos, cada vez mais artificiais. "A vegetação está cada vez menos presente nas nossas cidades", defende João Costa Ribeiro. “As calçadas, que permitiam uma mistura entre pavimento e área plantada têm sido trocadas por materiais de produção industrial, que separam a natureza daquilo que é artificial”. O betão orgânico será então “uma forma de fundir a natureza com o inorgânico”.

A ideia surgiu em 2003, quando a empresa de ambos, a Extrastudio, submeteu a concurso um projecto de remodelação do Father Collins Park, em Dublin, na Irlanda. Os arquitectos, inspirados na vegetação que cresce entre as rupturas do asfalto, idealizaram um modo de “misturar de forma orgânica os edifícios do parque com o resto da paisagem natural envolvente”, conta João Ferrão. “Queríamos que os caminhos que ligam os edifícios aos campos circundantes se desvanecessem ao entrar em contacto com o verde da natureza”. O projecto acabou por não vencer o concurso mas, no final desse ano, os arquitectos desenvolveram os primeiros protótipos, em gesso, daquilo que viria a ser o betão orgânico.

Em 2005, apresentaram um protótipo na quarta edição da ExperimentaDesign- Bienal de Lisboa, que nesse ano tinha o lema de “O meio é a matéria”. A participação neste evento despertou a atenção para o projecto e rapidamente começaram a ser contactados por inúmeros interessados no material. “Desde arquitectos paisagistas até empresas com intuitos mais comerciais, todos nos pediam quantidades enormes de betão, até 10 mil metros quadrados”, conta João Ferrão. As propostas chegaram “da Alemanha, Inglaterra, China, Brasil, mas acima de tudo dos Estados Unidos e da Europa do Norte.” As finalidades que cada um dos interessados queria dar ao material também eram bastante distintas. “Pediam-nos de tudo, desde parcerias para desenvolver betão com cinzas incorporadas na Coreia do Sul, até utilizações verticais em fachadas de edifícios.”

No entanto, os arquitectos viram-se obrigados a recusar todas estas propostas ambiciosas, pois não tinham ainda os meios para produzir quantidades tão grandes de betão. “Somos arquitectos, obviamente que produzir materiais não estava, na altura, dentro das nossas competências”, diz João Ferrão.

O projecto ficou esquecido durante algum tempo até que, em 2007, a empresa portuguesa AMOP propôs uma parceria para desenvolver o material. Depois de vários protótipos e testes, o material será finalmente aplicado no pátio de uma casa desenhada pelo arquitecto Gonçalo Byrne, inserida no projecto Vila Utopia, em Carnaxide.

Apesar de já terem o primeiro cliente, os arquitectos ainda estão a estudar qual a melhor forma de comercializar o material. “Estamos a discutir com a AMOP se o material será um produto de luxo ou algo que seja produzido em massa”, diz João Ferrão. Os arquitectos tendem mais para a segunda alternativa, mas colocam algumas reservas. “Tememos que, caso o betão orgânico seja vulgarizado, comece a ser mal aplicado”, esclarece João Costa Ribeiro.

O arquitecto receia que o material tenha o mesmo destino que as grelhas de enrelvamento, estruturas de betão que também permitem o crescimento de vegetação no seu interior. “É um produto com potencial, que pode ser aplicado de forma semelhante ao nosso, mas muitas vezes reparo que é utilizado de forma errada”, diz. “Há estacionamentos de centros comercias que, por se localizarem em reservas ecológicas nacionais, precisam de grelhas de enrelvamento. Mas este material exige manutenção a longo prazo, é preciso que a vegetação seja regada e tratada. Essa manutenção é normalmente esquecida e, ao fim de algum tempo as grelhas tornam-se em nada mais do que betão com terra batida no meio. O betão orgânico é um material muito mais complexo e necessita também de um maior cuidado.” Mesmo com estas incertezas sobre o futuro do produto, os arquitectos acreditam que o material estará disponível no mercado ainda este ano.

O betão orgânico retem mais água que o tradicional e permite que vegetação cresça espontaneamente

in http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1381829

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