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Cerva, Ribeira de Pena | Casa Tóló | Alvaro Leite Siza

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Fico algo apreensivo quando leio comentários que enaltecem tanto esta casa. Penso que uma habitação deve ser versátil e dinâmica. a arquitectura deve ser feita para as pessoas e não para os arquitectos colegas de trabalho verem e ficarem completamente maravilhados com pormenores que para o quem nao tem qualquer tipo de formação na área passam completamente ao lado. Acho que devemos ser cautelosos quando falamos de arquitectura como uma escultura habitavel. Essa escultura habitavel não pode ser um devaneio egocêntrico no arquitecto. Falando mais especificamente desta casa. Penso que é um local demasiado impessoal para ser denominado de casa. A menos que o habitar seja comer, dormir e pouco mais que isso. Esta casa, demonstra alguma frieza no seu interior, um racionalismo talvez desmedido. Parece seguir a linha do pai. Que apesar de ser aclamado como o expoente máximo da arquitectura portuguesa, a mim não impressiona. Inveja? não, chamo pensar pela própria cabeça e ter uma idéia própria do que é a arquitectura

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Esta casa (Casa Tóló) suscita-me uma dúvida no mínimo curiosa...

Em termos regulamentares quantos pisos lhe são legalmente atribuídos?
Será que o PDM da zona permitiria uma construção deste tipo, se inciarmos a contagem do número de pisos a partir da cota de soleira(de entrada do edifício)??

Se não estou em erro o RGEU atribui pisos, contabilizados a partir desta cota e somando cotas regulamentares, com mínimo de 2,70m...


Alguém que entenda do assunto que exponha aqui o seu conhecimento.


Uma questão interessante, sem dúvida, mas por uma questão de pormenor, creio que a entrada principal se processa à cota alta, ainda que também seja possível aceder ao terreno pela cota baixa. Nesse caso, este projecto seria interpretado como uma sucessão de pisos abaixo da cota de soleira.

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Se o projecto fosse meu dar-lhe-ia outro nome...Casa Tótó!...sim porque só um cliente tótó aceitaria um projecto destes. ;) A parte gira da coisa...é que esta casa deve ter apenas +- 3m de cercea em projecto e será que não existe RAN ou REN nessa zona??? enfim...

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Mais surpreendente do que 1001 pessoas a dizerem mal deste projecto - que já aqui fiz saber que acho apaixonante - é o facto de estarem aqui tantos arquitectos ou candidatos a arquitectos com tantos perconceitos sobre a arquitectura.
Será que é assim que pretendem que os vossos pares apreciem as vossas (futuras ou presentes) obras? Será preferivel fazer casas com quartos de 25m2, sem escadas, mas cheias de alpendres, beirados, janelas aos quadradinhos, paredes amarelas, chaminés rococós e outras coisas do tipo que caracterizam a "arquitectura" que cobre o nosso deprimente solo?
O mínimo que esperaria de uma nova geração de arquitectos era que louvasse um projecto que saiu do comum; que teve a coragem de quebrar costumes, regras, barreiras; que ousou um percurso que poucos arriscariam.
Por muito que haja aspectos falhados do ponto de vista funcional (que de resto sempre houve, desde a casa Farnsworth, passando pela Cascata ou a Ville Savoye), é assustador ver aqui a forma como a mais recente fornada de arquitectos nacionais (ou pelo menos grande parte dos que aqui estão representados) recusa tão liminarmente uma obra que é sobretudo inovadora.
Tenho para mim que a génese de algum desse maldizer é uma pontinha de inveja, tão característica das nossas gentes...



Pois é Zemaria, se a casa fosse sua de certeza que a conversa seria outra (...)

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Luis, Como já tive oportunidade de dizer, se esta casa fosse minha eu só estaria descontente com a falta de isolamento térmico contínuo pelo exterior. Podendo resolver esse aspecto, que para mim é fundamental em qualquer casa que habite, tudo o mais seriam "amendoins". Acho mesmo esta casa fantástica e teria todo o gosto em lá morar. Não tenho medo de escadas. Isto é verdadeiramente o que sinto relativamente a este projecto. Acho que o arquitecto fez uma obra fabulosa, seguramente a melhor que poderia ter sido erguida neste terreno. ZM

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Concordo plenamente consigo Zemaria.
No entanto apenas estava a comentar o artigo, e mais concretamente o seu desagrado pelas criticas aqui expostas. (apesar de não achar que sejam essencialmente destrutivas).
Quanto ao projecto até gosto bastante (...) (se bem que que faltam elementos para uma melhor abordagem). Aliás já aqui disse mais do que uma vez que me identifico com o pós-modernismo. E além do mais gosto bastante da maioria dos projectos de Herzog and the Meuron. Este em especial agrada-me imenso (...) Mas quando se fala de Herzog and the Meuron, não se está a falar de "candidatos a arquitectos". Estamos sim a falar de Arquitectos internacionalmente reconhecidos, que deveriam fazer mais arquitectura e menos "arquitectura de imagem".
No entanto a minha intenção é tentar fazer passar a mensagem (pelo menos a minha) de que a arquitectura significa resolver construtivamente os problemas (e não só) (...) ou então nunca sairiamos do modernismo, que tem efectivamente uma grande importância na história da arquitectura, mas que tem os seus problemas (...)

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Acho que o arquitecto fez uma obra fabulosa, seguramente a melhor que poderia ter sido erguida neste terreno.
ZM


No que diz respeito à obra ser fabulosa...é uma opinião pessoal que respeito e entendo. Mas afirmar que é seguramente a melhor que poderia ter sido erguida neste terreno...;):ninja: upa upa é genializar uma obra que sinceramente, no seu todo, não o é...

e acredito que se todos os arquitectos deste forum recebecem os honorários desse "menino" e se tivessem o factor C a proteger-lhes as costas, muitas obras igualmente geniais surgiriam.

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e acredito que se todos os arquitectos deste forum recebecem os honorários desse "menino" e se tivessem o factor C a proteger-lhes as costas, muitas obras igualmente geniais surgiriam.


Tenho para mim que a maldição deste arquitecto é justamente o facto de carregar às costas o nome Siza. No lugar dele, eu teria assinado com um pseudónimo. Tenho pena que isso não tenha acontecido, para que a apreciação do projecto não fosse tão envenenada pela habitual maledicência lusa.

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No lugar dele, eu teria assinado com um pseudónimo. Tenho pena que isso não tenha acontecido, para que a apreciação do projecto não fosse tão envenenada pela habitual maledicência lusa.


É provável que sim...se tivesse assinado com um pseudónimo talvez o projecto tivesse "levado sopa"

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hum, mas alguém sabe que isto é uma habitação de férias?????????????????? e que a cada patamar corresponde um acesso ao exterior portanto uma vivência independente em cada nível? bom, eu ainda não estive lá mas à partida tenho muita vontade de conhecer

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fico desapontado por constactar tantas pessoas maduras neste forum.Pessoas ja com ideias claras de tudo o que respeita à arquitectura.É claramente descutivel a destribuiçao programatica deste projecto, no entanto como objecto de arquitectura tem especial interesse.Relativamente às escadas o arquitecto num dos programas Arquitectarte, explicou que era a alma da casa.Se estas propiciam a dificuldade de mobilidade interior , o guggenheim de Wright tambem acarreta essa tal dificuldade que nao deixando de ser um edificio referencia do seculo xx.Mesmo as teorias geradas da segunda metade do seculo xx revelaram desencantos face à cidade , mas tambem à arquitectura(arquitectura desconstrutivista).Mas o que se salva de tanta descussao é facto de os promotores terem dado a liberdade ao arquitecto de realizar esta obra , talvez livianamente, existindo tantos arquitectos ou pseudo, escandalizados com esta casa.

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"Relativamente às escadas o arquitecto num dos programas Arquitectarte, explicou que era a alma da casa.Se estas propiciam a dificuldade de mobilidade interior , o guggenheim de Wright tambem acarreta essa tal dificuldade que nao deixando de ser um edificio referencia do seculo xx.Mesmo as teorias geradas da segunda metade do seculo xx revelaram desencantos face à cidade , mas tambem à arquitectura(arquitectura desconstrutivista).Mas o que se salva de tanta descussao é facto de os promotores terem dado a liberdade ao arquitecto de realizar esta obra , talvez livianamente, existindo tantos arquitectos ou pseudo, escandalizados com esta casa." Os promotores não deram liberdade nenhuma, até eram familiares, o sizinha é que se esteve nas tintas, já expliquei mais atrás que a casa foi colocada à venda porque um dos familiares é deficiente motor. Sobre o Gugg de Nova Iorque nunca ouvi tal critica, já la estive e constatei que os deficientes motores não têm qualquer tipo de dificuldade no interior do edificio. Existe um elevador, e a exposição tem o sentido de cima para baixo, e as rampas servem o percurso expositivo. Nas zonas de exposição o pavimento é de nivel, ninguem desce as rampas de uma só vez???? E não esquecer que o museu é um projecto de 1959, e Casa Tóó é recente!:D

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fico desapontado por constactar tantas pessoas maduras neste forum.Pessoas ja com ideias claras de tudo o que respeita à arquitectura.............


Não percebi onde querias chegar!? Sem ofensa!!
Acho deveras que o Alvarinho não pensou nas pessoas que iriam habitar a casa mas sim na casa que ele queria para aquele lugar! No gozo que lhe deve ter dado a construção do seu projecto...
Arquitectura poderá ser isto!? Em muitos casos é..!
Esta casa como projecto singular que é, desperta ódios e paixões!

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Eu participei na construção da Casa, e vou tentar em breve colocar algumas fotos da fase de construção. De facto a casa foi construída como princípio de ser uma casa de férias, e como tal a questão da mobilidade seria secundária no entender dos interessados, prevalecendo a questão dos custos da obra. Na minha opinião (de leigo que sou na matéria) é um projecto interessante e diferente, e se calhar como já alguém aqui disse, a Arquitectura também é isto.

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Eu participei na construção da Casa, e vou tentar em breve colocar algumas fotos da fase de construção.


Ficamos ah espera. Obrigado.

Se tiveres mais informacoes sobre o projecto escreve aqui. Como podes ver este projecto estimulou uma grande discussao. Existem misterios ainda por resolver que tu enquanto participante da obra, alem do arquitecto-autor do projecto, deveras saber melhor do que ninguem. Portanto alem das fotos que agradecemos conta-nos mais estorias sobre o projecto.

Obrigado.

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Uma das dificuldades da consrução, foi sem dúvida o declive do terreno. Para termos uma ideia a casa tem em linha recta cerca de 45m e de diferença de cota desde o patamar superior ao inferior tambem cerca de 45m! Pelo que sei da fase inicial deste projecto, esta casa foi pensada para ser uma casa de férias. O proprietário é de facto familiar do Alvarinho, e deu liberdade ao Arq.º para projectar uma casa ao seu gosto, desde que dentro dos valores de custo final por ele estabelecidos. Partindo deste princípio, a casa inicialmente não era para ter sequer aquecimento. A casa foi projectada para ser em betão à vista, e esse acabamento foi de facto muito difícil, pois não havia camião bomba que chegasse às primeiras plataforma de trabalho, e além de não chegar não tinha espaço para estabilizar na plataforma superior. Foi utilizado um sistema de caleiras, mas dada a distância o betão já chegava ao local desagregado, o que originou o aspecto final menos cuidado. A escavação foi também interessante, pois a rectroescavador começou pela cota superior, foi efectuando a escavação no sentido descendente, ia fazendo as plataformas e descendo e saiu pela parte inferior do terreno. Depois de começar este sempre dentro do terreno, pois só conseguiu sair após acabar a escavação, uma vez que não tinha mais acessos.

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Ideia porreirísma , mas se as escadas são a alma da casa, isto torna-se sem dúvida numa faca de dois gumes. Adorava passar um fim de semana nessa casa, mas mais do que isso tornar-se-ia ... aborrecido. Se me tivesse esquecido de algo no patamar mais alto e estivesse por sua vez no patamar oposto, de certeza que pensaria duas vezes em ir até lá .

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fjesus. Talvez a abertura de um tópico, correspondente à tua dúvida, não fosse má ideia (...)



A minha duvida não é duvida. É uma questão para aquelas pessoas que tantas interrogações fazem relativamente às acessibilidades deste projecto.

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Eu acho que esta casa é um maravilhoso exemplo de forma. A idea que é uma obra de arte não é posta de parte, mas a existência de espaços dentro desta forma é um dos preceitos da Arquitectura, logo esses espaços têm igualmente de ser funcionais e ergonómicos pois a Arte é mais sinónimo de Apreciação e não de Utilização o qual mais se adequa a um projecto arquitectónico. Se gostaria de morar nesta Casa habitualmente? Não. Comprei uma recentemente e só não foi parar a um Duplex num quarto andar sem elevador precisamente por uma questão de escadas. Se gostaria de viver nela em Férias? Sim Compraria? Talvez, mas somente para um projecto específico: Possivelmente, um dos aspectos mais maravilhosos do projecto é uma noção clara de... Vazio, de Sentimento, de Introspeção, ou seja a própria casa é um objecto de arte que pode inclusivê Apelar Á Arte, ou seja o espaço é nitidamente um local de pensamento, de génese, de criação, um lugar de arte pela arte e por isso não punha de parte a idea de usá-la para um campo de artistas, ou uma sede cultural para projectos artísticos. Aqueles patamares sugerem-me um âmbito muito 60's na sua génese, uma forma de olhares, de degraus, escada em direção ao caminho mais alto, a arte sim, mas também o esforço portanto. Esforço criativo envolto numa necessidade física. Porque é que será que os lugares ditos inspiradores têm de ser sempre jardins abertos com vista para o mar? O projecto é um Espaço Instrospectivo, sem dúvida, mas não é uma Casa.

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A minha duvida não é duvida. É uma questão para aquelas pessoas que tantas interrogações fazem relativamente às acessibilidades deste projecto.


A construção da tua frase tinha sentido interrogativo, e, por sua vez, sentido único (...) Nesse caso, o apropriado seria um ponto de exclamação no final da sentença.
(...) Parece-me que alguns de vocês vem para aqui responder às pressas, submetendo, supostas, respostas, que em nada dignificam, nem tampouco contribuem para o progresso do arquitectura.pt. Agravando o facto de se tratarem de assuntos, que me parecem, terem um certo grau de importância, que não devem ser encarados levianamente (...)

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A construção da tua frase tinha sentido interrogativo, e, por sua vez, sentido único (...) Nesse caso, o apropriado seria um ponto de exclamação no final da sentença.
(...) Parece-me que alguns de vocês vem para aqui responder às pressas, submetendo, supostas, respostas, que em nada dignificam, nem tampouco contribuem para o progresso do arquitectura.pt. Agravando o facto de se tratarem de assuntos, que me parecem, terem um certo grau de importância, que não devem ser encarados levianamente (...)



Peço desculpa pelo meu erro gramatical, mas foi uma forma de "atacar" certas levianisses e comentários pouco dignificantes relativamente ao projecto em questão. Parece-me existir por aqui muita malta com a mania da perseguição...

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