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kaz

Cerva, Ribeira de Pena | Casa Tóló | Alvaro Leite Siza

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Mas alguém falou em habitação colectiva? Só se for na referência à quantidade de lanços de escadas... :) A questão que suscitou a discussão não foi se é público ou privado, se a solução é interessante, ou não (todos estamos de acordo que é interessante), mas apenas que EU, ao ver o projecto da habitação, não gostei da solução... Claro que a minha opinião vale o que vale, porque o que importa é a opinião do cliente, mas tenho o direito de a expressar... por isso é que a discussão nasceu...

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A mesma questão foi levantada num projecto que realizei no 3º ano que tinha como cliente ficticio o Arquitecto Fernando Guerra.
http://www.arquitectura.pt/forum/showthread.php?t=1604

Lembro-me do seguinte:

"Então e se o cliente decidir vender a casa?", "Então e se o cliente tiver um acidente e ficar paralitico e passar a andar de cadeira de rodas?"


Quanto à Casa Tolo, parece-me um projecto bastante interessante, controlado, e que se esconde no terreno como um bunquer, trabalhando suavemente a sua relação com a luz solar.
Creio que não existe uma tentativa de seguir as pegadas do pai, apesar disso, aqui fica uma nota biográfica interessante:

Álvaro Leite Siza Vieira was born in Porto, Portugal in 1962. He worked as a curricular trainee at the architecture studio of Eduardo Souto de Moura in 1992, and graduated from the Faculty of Architecture in Escola do Porto in 1994. Before that, he collaborated with his father, architect, Alvaro Siza Vieira on a first project in Lisbon in 1987, a competition for the Museum of Contemporary Art in Helsinki in 1992 and the Olympic complex of the University of Palermo in 1995. He has participated in competitions, exhibited his own works at international design exhibitions, and designed many houses around Portugal. His recent projects include the Sports Complex in Porto (2004–) and the Museum of Manuel Cargaleiro Foundation (2003–).


Abraços

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PALMAS para este senhor!!!
finalmente alguem percebeu k o gesto é k tem interesse, e k é através de gestos intencionais k se faz arquitectura!



concordo com esta questao do gesto. sem duvida que esta implantaçao podera ter os seus problemas mas o modo como se adorna ao terreno e estabelece diferentes relações, merece elogios. Alem q pode e resolve determinados problemas e circunstancias, como é o caso da transição de cotas das 2 estradas adjacentes ao lote, segundo as notas do autor.

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Boas,

bem ao que me parece esta casa já se encontra à venda... Podem verificar em www.casatolo.com
sera que já se fartaram da casa? Não sei...

Quanto ao projecto em si, achei uma habitação muito interessante, uma vez que a escada é o tema principal desta casa. Alguns podem achar que não é habitável, outros apreciam a conjugação do construído com a envolvente... enfim uma série de opiniões que se foram fazendo... Pessoalmente, o que me agradou nesta habitação é o facto de estar longe de parecer uma casa, seja pela sua forma inexplicável, com escadas, plataformas, ausência de uma frente ou contra frente (próprio da maioria das casas ou edifícios convencionais), a sua relação íntima com a envolvente... Acho que o Sr. Siza Jr. conseguiu algo de "novo" e intemporal ao mesmo tempo, e nesse aspecto gostei da obra.

Sobre o arquitecto Álvaro Siza Leite, alguém tem alguma info?

Gostava de saber mais sobre o próprio pois encontra-se muita coisa sobre a casa em si e pouco sobre ele.

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Pode ter acontecido que o dono de obra tenha-a construído para vender... ou que vendo o impacto que a casa (positivo ou negativo) teve, viu a oportunidade de fazer algum dinheiro extra... ou simplesmente "experimentou" o espaço (porque neste tempo não deve ter dado para mais do que isso) e não gostou... Talvez seja uma coisa que ficará para sempre no segredo dos deuses... mas eu, por mais que gostasse de uma casa, ia gostar de saber porque é que o anterior dono decidiu vendê-la...

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Connecty, o thunderneo queria informação sobre o filho do Alvaro Siza, ou seja, Alvaro Siza Leite :p

thunderneo posso aqui deixar-te uma pequena discrição sobre o arquitecto em causa:

Álvaro Leite Siza Vieira

Álvaro Leite Siza Vieira was born in Porto, Portugal in 1962. He worked as a curricular trainee at the architecture studio of Eduardo Souto de Moura in 1992, and graduated from the Faculty of Architecture in Escola do Porto in 1994. Before that, he collaborated with his father, architect, Alvaro Siza Vieira on a first project in Lisbon in 1987, a competition for the Museum of Contemporary Art in Helsinki in 1992 and the Olympic complex of the University of Palermo in 1995. He has participated in competitions, exhibited his own works at international design exhibitions, and designed many houses around Portugal. His recent projects include the Sports Complex in Porto (2004–) and the Museum of Manuel Cargaleiro Foundation (2003–).

FONTE:

http://www.japan-architect.co.jp/english/2maga/au/Architects/a/AlvaroLeiteSizaVieira.html

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A meu ver é uma casa que claramente se vira para o interior, apesar de criar patamares exteriores, nao percebo como se cria uma vivência para os mesmos. O jogo de sombras e percursos parece extremamente interessante, contudo quando vejo a extensão das escadas começo a questionar a válidade de tanto esforço. Ainda para mais pelo que me constou, é uma casa de fim-de-semana, ou férias para um filho que ainda para mais tem dificuldades fisicas. Continuo a ver a casa como um espaço egocentrico, e autista porque embora se procure adaptar ao terreno, os espaços internos apenas tiram um caracter introspectório...para quem quer se refugiar e escrever um livro, ou para quem quer emagrecer a subir e descer escadas parece muito bem conseguido. Apesar disso os percursos e sucessão de espaços parecem muito interessantes, tenho pena que a casa se feche em si mesma....

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Eu discordo Ricardo, quando dizes que a casa se vira para o interior. Parece-me evidente a intenção de se desenvolver uma (ou várias) vivência no exterior, principalmente por proporcionar espaços exteriores através da cobertura da divisão inferior (consequentemente, da divisão inferior a essa, e aí por diante...). Aliás essa intenção vê-se nos esboços. Realmente a habitação demonstra a dificuldade de resolver o problema da inclinação, acaba por ser uma solução fatigante só de olhar, mas, à parte dessa desvantagem (que é grande, é verdade) é uma solução pertinente. Aquilo ficava excelente era com um "mini-eléctrico" daqueles que se vê em Lisboa :p

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Se tivessem a oportunidade de estar com o arquitecto que resolveu este projecto, quais seriam as perguntas pertinentes que lhe colocariam? Em breve irei estar no gabinete do próprio tendo assim a oportunidade de colocar algumas dúvidas e questões pertinentes... Quem quiser colocar algumas questões sobre a obra, posso tomar nota e depois coloco aqui as respostas no fórum.

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Se tivessem a oportunidade de estar com o arquitecto que resolveu este projecto, quais seriam as perguntas pertinentes que lhe colocariam?

Em breve irei estar no gabinete do próprio tendo assim a oportunidade de colocar algumas dúvidas e questões pertinentes...

Quem quiser colocar algumas questões sobre a obra, posso tomar nota e depois coloco aqui as respostas no fórum.


Pergunta-lhe qual foi a principal razão da construção da casa. Pelo que sei a casa seria para uns parentes proximos dele os quais nao a habitam :p Posso estar a mentir..

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O que eu perguntaria é se a falta de um revestimento isolante não vai tornar a casa fria e húmida. O facto de ter sido construída com betão aparente não é um erro térmico? De resto, se tivesse oportunidade de falar face a face com o arquitecto Alvaro Leite Siza, tirava o chapéu e, com os olhos brilhantes, dizia-lhe que ele fez uma obra apaixonante. É das coisas mais belas que vi em toda a vida. Se lhe fizeres a pergunta, posta a resposta que eu agradeço. Cumprimentos. ZM

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De facto a casa está muito bem conseguida, neste momento efectuei um estudo sobre a mesma, dai a minha deslocação até ao gabinete do arquitecto para conhecer melhor a obra. A casa surge para um primo do arquitecto, Luis Marilho Leite. Trata-se de uma habitação de férias, com três quartos e uma casa de banho de apoio, sala de estar e refeições, uma pequena cozinha com um lavabo de apoio, despensa e ainda uma pequena piscina exterior. A necessidade de enterrar parcialmente a casa resulta da falta de meios económicos, conseguindo desta forma criar um bom comportamento térmico e segurança, os pátios exteriores adequam-se de forma segura, estabelecendo uma ligação directa com o jardim, a casa unifica-se naturalmente com o terreno. A escolha do betão à vista, cria a ideia de um corpo de pedra natural daquele solo, que aparece à sua superfície. Tira-se desta forma, expressividade de uma estrutura em betão armado contínua, a mais eficaz num terreno com estas características, optimizando mais uma vez os baixos recursos económicos disponíveis. A construção da casa em betão, deve-se também a questões de estrutura, uma vez que se torna difícil a construção de uma estrutura sólida e consolidada com o terreno envolvente. A construção da obra foi difícil, uma vez que o terreno possui um declive bastante acentuado e os acessos são precários. Uma vez que as paredes são semi-enterradas o betão é aqui utilizado como estrutura de revestimento exterior, apenas as coberturas são isoladas, uma vez que as paredes são em grande parte enterradas... Enfim penso que isto já responde a algumas perguntas. Cumprimentos.

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A moradia em si... repito as palavras dum colega de trabalho... e um exercicio ... passo paras as minhas ... de projectar uma moradia num declive destes e numa faixa tao estreita. Projectar uma moradia num terreno destes e um desafio. Em vez de desistir ou de fazer um paralelipipedo assumiu o terreno. Mas depois este projecto tem aqueles pormenores um tanto discutiveis como a inexistencia de guardas, a piscina, o lugar de estacionamento... Em relacao ao topico inicial... e so colocar as imagens e pimba! Ja esta. E o resto? Onde e que estao as plantas? Onde e que esta a memoria descritiva? Onde e que esta a razao pela qual se fez esta moradia... enfim... pormenores.

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Se calhar um dos factores de a casa estar à venda é o facto de o casal ter um filho que tem uma deficiência motora, e que anda numa cadeira de rodas, logo para ele a mobilidade na habitação é realmente um problema.Quanto a habitação ser em betão por condicionantes estruturais, tenho que discordar, pois existiam outras soluções perfeitamente viáveis e provavelmente de muito mais fácil execução, pois eu devo dizer porque já fui visitar a casa, que a qualidade do betão é muito má. Tal facto deve-se provavelmente às dificeis condições de trabalho que devem ter existido devido ao declive do local. Segundo informações que obtive no local, o betão foi todo feito em obra pois os camiões de betão pronto não conseguiam aceder à obra.Mas como já alguém disse, que a solução foi bem "esgalhada" lá isso foi

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MEus caros ;) Acho que é inevitável colocarmos sempre um termo de comparação entre pai e filho... Mas deixem la o rapaz em paz não o ponham no mesmo patamar do pai pq ate por razões de ordem actual do que é a arquitectura eel nunca poderá atingir o patamar do pai face a concorrência existente...

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Falando agr da casa ...acho que a casa é um exercício bastante interessante... Ao contrário do que mtos consideram ...Acho que está extremamente bem resolvida a forma como os volumes se agarram ao terreno ..Ainda assim, tenho as minhas dúvidas quanto a facilidade com que se habita a casa...porque para passar de um ptamar p outro é quase um percurso...... Contudo acho que a Casa tem mto de cénico ...cada espaço e um momento diferente... Acho que é aí que o projecto ganha sem dúvida.....

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