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A Engenharia da Casa da Música

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Artigo retirado do site da Ordem dos Engenheiros (http://www.ordemengenheiros.pt/).

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A Casa da Música é uma daquelas obras em que a Arquitectura e a Engenharia são indissociáveis e se potenciam mutuamente. O desafio era “encaixar” um complexo programa funcional num objecto com uma forma atípica, conseguindo simultaneamente que a estrutura de suporte fizesse parte integrante do conceito espacial do Arquitecto.



AFAssociados - Projectos de Engenharia, S.A.
Rui Furtado, Rui Oliveira, Pedro Moás, Paulo Silva, Marco Carvalho, Joaquim Viseu, Luís Graça


Para Rem Koolhaas os elementos de que a Engenharia necessita constituem oportunidades e temas que vão dando forma ao espaço. Fazendo sentido estrutural, pilares e paredes inclinadas são trabalhados formalmente e integrados no projecto, não através da sua dissimulação, mas assumindo, por vezes, um protagonismo inesperado. Este processo cria uma liberdade inicial de concepção que, através de um rigoroso controlo formal, conduz ao resultado desejado.



A ideia inicial pressupunha um Edifício “translúcido” com uma estrutura metálica. Razões de custo e a perda do efeito de transparência a que a densidade de elementos estruturais inevitavelmente obrigaria, levaram à opção pelo betão branco. Embora agradasse claramente a Rem Koolhaas, o betão branco só não tinha sido proposto inicialmente por não ser um material comum nos países do Norte da Europa, onde é já difícil encontrar mão-de-obra qualificada para trabalhar com qualidade em betão aparente.


O projecto iniciou-se em Setembro de 1999, na sequência de um concurso de ideias ganho pelo consórcio OMA/ARUP, que integrava já a AFAssociados. O projecto de escoramento e faseamento construtivo foi realizado em 2001, no âmbito de uma encomenda feita pelo consórcio construtor à AFAssociados.




O Estudo Prévio devia desenrolar-se até Dezembro de 1999. Tratando-se de um projecto extremamente complexo, em que às dificuldades técnicas inerentes a este tipo de equipamentos se associava uma geometria invulgar e uma estrutura arrojada, houve que mobilizar uma equipa mista pluridisciplinar, reunindo semanalmente em Roterdão para discutir e acordar as soluções a desenvolver até à reunião seguinte.


No que se refere ao Projecto de Estruturas, foi montada uma equipa conjunta entre os Engenheiros da ARUP e da AFAssociados que, trabalhando em Londres durante a fase do Estudo Prévio, viabilizaram as soluções discutidas e acordadas nas reuniões semanais. A partir de Janeiro de 2000, após a entrega do Estudo Prévio, o Projecto passou a ser desenvolvido no Porto por equipas nacionais.


Neste período, estava em curso a empreitada de escavação e contenção periférica, lançada pela PORTO 2001 fora do âmbito do contrato com a Equipa de Projecto, e o lançamento do concurso para a empreitada de Estruturas estava agendado para Março de 2000, tendo em vista a adjudicação de uma empreitada por série de preços.


O concurso foi, efectivamente, lançado em Março, mas a adjudicação, nos moldes previstos, ocorreu apenas em Agosto de 2000, devido a atrasos na empreitada de escavação e contenção e à inclusão no projecto de um terceiro nível no parque de estacionamento.


Em termos de estruturas, para além de haver que garantir a estabilidade global do Edifício, merecem destaque as seguintes preocupações fundamentais:


- encontrar um conjunto de elementos estruturais, integrados na Arquitectura, que assegurassem a transmissão das cargas à fundação. A complexidade geométrica do Edifício, em particular na zona Norte, não tornava esta tarefa fácil, obrigando à consideração de um complicado sistema de transferência de cargas, através do aproveitamento estrutural de grande parte das paredes;


- conseguir um elevado rigor de pormenorização que permitisse definir a geometria do Edifício e dos seus elementos estruturais, caracterizando com rigor as aberturas e courettes destinadas às instalações. Tratando-se de um Edifício em betão branco aparente, muitas das infra-estruturas encontram-se embebidas no próprio betão, obrigando a que o rigor da pormenorização se aplicasse igualmente a estas instalações;


- o estabelecimento de um faseamento construtivo e um sistema de escoramento compatível com os prazos da obra e as preferências do construtor;


- o controlo da fissuração superficial, dada a sua importância na durabilidade de um Edifício em betão branco aparente;


- a garantia de qualidade da execução da obra, através da realização de protótipos que permitissem testar materiais e metodologias de trabalho e do estudo de processos e materiais alternativos, em conjunto com o empreiteiro.
No que se refere às especialidades, salienta-se a importância das Instalações Mecânicas, em que a geometria irregular do Edifício dificultava a tarefa de encontrar traçados de condutas de grandes dimensões compatíveis com os requisitos da Arquitectura e as necessidades da estrutura. As elevadas exigências de controlo acústico das diversas instalações e áreas técnicas determinaram a qualidade dos sistemas previstos.


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A Engenharia da Casa da Música - Desenvolvimento
Estrutura - Descrição Geral
Estrutura - Zona Norte
Estrutura - Zona Sul – Foyer
Estrutura - Auditório Principal
Estrutura - Cobertura do Auditório Principal
Estrutura - Parque de Estacionamento
Betão Branco

Cálculo de esforços e dimensionamento
Faseamento Construtivo e Escoramento
Fundações
Parque de Estacionamento
Edifício dos Auditórios
Ensaios em Estacas
Instalações Eléctricas
Instalações Mecânicas
Instalações Hidráulicas

Link:
http://www.ordemengenheiros.pt/Default.aspx?tabid=1017

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