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Pós-modernismo E Desconstrutivismo Em Arquitetura

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PÓS-MODERNISMO E DESCONSTRUTIVISMO EM ARQUITETURA
Autor: Silvio Colin
Data: 16/11/2007

Arquiteto (FAU/UFRJ, 1970), Mestre em Teoria & História da Arquitetura (PROARQ/FAU/UFRJ) e Professor Assistente do Departamento de Projetos da FAU/UFRJ. Autor de Uma Introdução à Arquitetura (Editora Uapê, 2002) e Pós-modernismo: repensando a Arquitetura (Uapê, 2004).

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É muito comum, na crítica de Arquitetura dos tempos atuais, ouvirmos a versão de que o Pós-modernismo foi um conjunto de práticas arquitetônicas dos anos 70 e 80, na Europa e Estados Unidos, e que nos anos 90, estas práticas foram substituídas por aquelas do Desconstrutivismo. Muitas vezes até, esses comentários vêm acompanhados de certo acento de alívio pois, desta forma, o mundo da grande Arquitetura estaria a salvo daquelas manifestações grotescas, bizarras, e de freqüente mau gosto, características – segundo esses críticos –, do Pós-modernismo. É uma versão que encontra mesmo certo respaldo em alguns pesos-pesados da crítica, como Bruno Zevi¹.

Se isto pode conter alguma verdade – com relação, sobretudo, ao número de realizações e entusiasmo dos arquitetos e estudantes com essas práticas – trata-se, não obstante, de uma simplificação conceitual inadmissível para aqueles que estão preocupados com a Arquitetura no mundo atual, e que se dedicam ao entendimento de suas manifestações.

Na verdade, não existe tal oposição rígida entre o que chamamos de 'Pós-modernismo' e 'Desconstrutivismo' em Arquitetura. Mais adequado, seria – para usar uma metáfora matemática retirada da Teoria dos Conjuntos – falarmos de dois 'conjuntos secantes', isto é, diferentes entre si e com campos externos um ao outro, mas que possuem também um campo comum. No nosso caso específico, um campo comum bastante vasto.


Para esclarecermos este ponto, vejamos cada um destes campos isoladamente. Quanto ao Pós-modernismo, podemos dizer, em primeiro lugar, que não existe apenas um, mas vários 'pós-modernismos', que se espraiam por diversos domínios da cultura – Filosofia, Literatura, Política, Sociologia, Artes Visuais – e que em alguns desses, diferentemente de suas representações na Arquitetura, sua influência é crescente e constantemente renovada. Temos a crítica sociológica de Daniel Bell², diferenciando o 'mundo pós-industrial' – da informação e prestação de serviços, com suas amplas conseqüências –, do antigo 'mundo industrial' – cuja ênfase estava, inicialmente, na produção de bens de produção e, em meados do século XX, na produção de bens de consumo.

Temos o pós-modernismo de Jean-François Lyotard³, o filósofo que mais reivindicou o termo, no domínio da Filosofia, colocando a questão da absoluta descrença nas metanarrativas4, a questão dos jogos de linguagem, e da condição do saber na era da Informática. Temos o pós-modernismo de Jean Baudrillard5, que inicia sua obra trabalhando com a questão do valor simbólico dos objetos e seu valor de signo – em oposição ao valor de troca –, e evolui para o estudo das implicações do 'simulacro' e do 'hiper-real'6 na Cultura, na Mídia, e na Política. Temos a visão de Frederic Jameson7, a quem se deve a definição de 'Pós-modernismo' como "a lógica cultural do capitalismo tardio", título de um de seus livros. Seguindo os passos de teóricos da chamada Escola de Frankfurt – como Theodor Adorno e Herbert Marcuse –, Jameson representa a resposta marxista aos conceitos de Lyotard.

Este breve apanhado – que não pretende senão apontar alguns dos mais influentes pensadores do Pós-modernismo –, pode ser concluído com o filósofo italiano Gianni Vattimo8 – mais claro ponto de ligação entre 'Pós-modernismo' e 'Desconstrutivismo' na Filosofia –, que tenta informar o pensamento pós-moderno com um extenso trabalho sobre Nietzsche e Heidegger.

Já na Arquitetura, as representações pós-modernas tomam forma, de maneira mais intensa, nos anos 60, com as obras arquitetônicas de Robert Venturi e a publicação de seu livro Complexity and Contradiction in Architecture, nos Estados Unidos, e com o trabalho dos arquitetos da chamada Tendenza, vinculados à revista Casabella e liderados por Aldo Rossi, na Itália.

Venturi fazia uma crítica do Movimento Moderno e sua frustrada tentativa de simplificação da Arquitetura, expressa no lema de Mies van der Rohe: "Menos é mais". Uma releitura da Arquitetura, desde o Renascimento, mostrava que a 'complexidade' lhe era bem-vinda. O arquiteto americano, que preferia chamar seu trabalho de 'Arquitetura Pop', abriu caminho para uma produção diversificada, que ia do historicismo ao regionalismo, do vernacular ao bizarro, temas estes excluídos da Arquitetura, desde as vanguardas européias. Arquitetos como Charles Moore, James Stirling, Ricardo Bofill, Michael Graves, Hans Hollein e o próprio Philip Johnson alinharam-se, mais cedo ou mais tarde, nesta produção.

Na Europa, surgia, na mesma época, a chamada Tendenza ('Arquitetura Racional') agrupando os arquitetos Aldo Rossi, Giorgio Grassi, os irmãos Rob e Leon Krier, Oswaldo Mathias Ungers, e outros. Criticavam, estes arquitetos, a orientação universalizante do Estilo Internacional e sua estética redutiva, propondo uma revalorização das tradições locais e dos métodos projetuais históricos, os quais eram considerados abertos a novas interpretações. Conceito perdidos no tempo, como 'genius loci' e 'tipologia', eram revisitados.

O Pós-modernismo arquitetônico incluía, ainda, outras atitudes que não caberiam na classificação acima, ressaltando-se, sobretudo, o trabalho de James Wines e seu grupo Site, e a obra do arquiteto Paolo Portoghese, entre outros9.

O Desconstrutivismo, na Arquitetura, começa a ser visto como tal – e a assim ser chamado – a partir de dois eventos sincrônicos: um simpósio na Tate Gallery de Londres, e a exposição Deconstructivist Architecture, montada no Museum of Modern Art de Nova Iorque, a partir de março de 1988. O termo 'Desconstrutivismo' guarda duas relações importantes, que vão trazer para a matéria grandes motivos de discussão. Em primeiro lugar, refere-se a 'desconstrução', um termo atavicamente ligado ao trabalho de Jacques Derrida, na Filosofia e crítica da Literatura e das Artes. Em segundo lugar, refere-se ao Construtivismo soviético, movimento de vanguarda do início do século XX.

Mark Wigley, um dos curadores da exposição, apressa-se em dizer que os projetos apresentados não derivam da "modalidade filosófica contemporânea, chamada 'Desconstrução'10". Fica difícil entender esta afirmação, quando era do conhecimento geral que Derrida – personalidade do mundo da Filosofia que mais reivindica o termo 'desconstrução' – havia colaborado, em pessoa, com dois dos arquitetos expostos – Peter Eisenman e Bernard Tchumi –, por ocasião do concurso para o Parque La Villette, em 1983.

Quanto ao Construtivismo soviético, as ligações não são menos ambivalentes, a começar pelo próprio termo – 'construtivismo' – utilizado em várias disciplinas – Semiótica, Pedagogia, crítica literária, crítica de Arte em geral – para designar uma atitude mental criativa – resultante de atos metódicos, identificáveis e reproduzíveis –, em oposição a outros atos criativos – mais espontâneos e não identificáveis, portanto, não reproduzíveis. Em russo, o termo konstruktsia tem a ver com a 'estrutura das idéias', o 'arranjo dos argumentos' e a 'organização mental'; já o termo stroitel’stvo – derivado de stroit –, refere-se à 'construção', no sentido adotado por engenheiros, arquitetos e construtores11. Numa visão panorâmica, esta palavra designa ainda – no âmbito da história e crítica arquitetônicas –, toda a produção artística de vanguarda, da recém nascida União Soviética, nos anos 20. Os diversos grupos e movimentos artísticos de então – UNOVIS12, ASNOVA13, OSA14 – e suas orientações às vezes conflitantes – que vão desde a profunda abstração ao forte colorido social, passando pela ousadia formal fundamentada na nascente teoria da Gestalt – são, muitas vezes, condensados sob o cunho 'Construtivismo soviético'.

Nos anos que precederam à Revolução Bolchevique, e nos anos que se lhe seguiram, a Arquitetura ganhou enorme prestígio entre os artistas soviéticos. É que as outras artes – Pintura e Escultura – eram, muitas vezes, tidas como 'escapistas' ou 'alienadas', enquanto a Arquitetura recebia melhor os conteúdos socializantes, de que estavam impregnados os artistas. O fenômeno não ocorria somente na União Soviética, mas também na Alemanha e Holanda.

A arquitetura do chamado Construtivismo soviético tinha, então, um programa extremamente renovador, que incluía: o uso e exposição dos novos materiais e técnicas, e as formas inovadoras, instáveis e desafiadoras, que não guardavam relação com as formas do passado recente. Podemos diferenciar, no entanto, duas inspirações distintas para os projetos arquitetônicos de então. A primeira, de forte colorido social, refere-se à expressão, na Arquitetura, de uma mudança política e social. A segunda inspiração, por sua vez, não tinha um claro caráter político – já que advinha das pesquisas 'elementaristas' de Kazimir Malevitch, que antecedem em alguns anos a Revolução –, mas persistiu como uma forte influência para muitos arquitetos, com obvio destaque para El Lissitsky, declaradamente um suprematista.

As teorias de Malevitch, calcadas na busca de uma nova Arte, não evidenciavam uma preocupação social comprometida com a Revolução Ao contrário, o próprio Malevitch demonstraria, em diversas ocasiões, sua desconfiança, uma atitude retribuída pelos afiliados da Revolução, que o acusavam de extremo subjetivismo e fantasias filosóficas abstratas, o que acabou por lhe valer a perseguição política.

Qualquer que seja a inspiração, é evidente que as propostas dos construtivistas, quando ainda em projeto – ou simplesmente seus desenhos, que não tinham uma expectativa imediata de construção – eram muito mais radicais e inovadoras que os edifícios efetivamente construídos.

Destes últimos, apenas uns poucos podem se destacar como legítimos representantes das teorias mais radicais e formas mais ousadas. É o caso do Pavilhão Soviético na Exposição Art Déco, de Konstantin Melnikov.

Pois foi esta arquitetura esquecida, perdida nos anos 30 – e preterida anos depois, na própria União Soviética, pela monumentalidade stalinista –, a que foi retomada pela grande maioria dos edifícios expostos na exposição do MoMA. Embora não possamos afirmar que, neles, ela seja a única influência – pois nem todos os arquitetos tinham em mente essas referências –, são, por certo, marcantes as semelhanças entre ambas. Podemos ainda dizer que os projetos expostos em Nova Iorque se calçam na vertente mais formalista do movimento soviético, profundamente influenciada pelo Suprematismo de Kazimir Malevitch, do qual extraem, sobretudo, duas orientações metodológicas: o 'anamorfismo' – isto é, a deformação da imagem de uma figura conhecida – e a 'articulação livre' – isto é, liberta dos eixos ortogonais.


Recordemos que a 'desconstrução', como método de Derrida, sustenta uma leitura atenta de textos consagrados e explora as fraturas de seus discursos, as entrelinhas, e os não ditos, destes retirando uma nova compreensão. De outra parte, Chistopher Norris aponta para a força estruturante dos pares binários conceituais:

"A desconstrução localiza certas oposições cruciais ou estruturas binárias de significado e valor que constituem o discurso da 'Metafísica ocidental'. Estas incluem, entre outras a distinção entre forma e conteúdo, natureza e cultura, pensamento e percepção, essência e acidente, corpo e mente, teoria e prática, macho e fêmea, conceito e metáfora, fala e escrita etc. A leitura desconstrutiva intenta mostrar como estes termos são inscritos dentro de uma estrutura sistemática de privilégio hierárquico, de tal modo que um termo em cada par ocupa uma posição soberana. O objetivo é demonstrar – pela leitura atenta – como este sistema é incompleto por dentro e como o termo subordinado de cada par tem igual – talvez maior – pretensão de ser tratado como condição de possibilidade para o sistema inteiro."15

É neste ponto que podemos voltar ao nosso tema inicial, qual seja, a relação entre Pós-modernismo e Desconstrutivismo, na Arquitetura. Se retirarmos o método de Derrida de seu berço, a Metafísica ocidental, e o estendermos à produção cultural como um todo – incluindo a Pintura e a Arquitetura, tarefa já empreendida pelo filosofo francês, ao logo de sua obra –, poderemos fazer uma paráfrase do texto de Norris, transcrito acima, dizendo que a 'desconstrução' consiste em rever, reestudar atentamente, e questionar as estruturas que constituem o discurso formador da Arte ocidental.

Temos, agora, plena condição de estabelecer as reais diferenças e semelhanças entre Desconstrutivismo e Pós-modernismo, na Arquitetura, sob esta ótica. Ambas as tendências 'desconstroem' o discurso da Arte ocidental. A diferença está nas estruturas consideradas. O Pós-modernismo trabalha mais com 'conceitos estruturantes'. Se quisermos vê-los como os pares binários, mencionados por Norris, podemos dizer 'forma' / 'função', 'estrutura' / 'ornamento', 'interior' / 'exterior', 'lugar' / 'não lugar', 'tradição' / 'contemporaneidade', e assim por diante. Já a chamada Arquitetura Desconstrutivista trabalha questionando 'formas e esquemas estruturantes', como os 'eixos ortogonais', as 'linhas e planos horizontais e verticais', o 'triedro tri-retângulo mongeano' etc.

Neste procedimento, os arquitetos desconstrutivistas estão perfeitamente integrados ao pensamento pós-estruturalista, na medida em que reconhecem as estruturas mentais de trabalho do arquiteto, e as questionam. Estas estruturas – como, por exemplo, a reprodução de figuras geométricas regulares e a articulação ortogonal entre estas figuras – estão profundamente enraizadas na tradição iluminista, funcionando mesmo como 'estruturas mentais'. Questioná-las corresponde à "leitura atenta" de Derrida, princípio ativo de sua 'desconstrução'. Assim sendo, os projetos da exposição do MoMA estão, sim, ligados ao projeto de desconstrução de Jacques Derrida, como aliás já o estavam, avant la lettre, os construtivistas de primeira hora.

É necessário que se observe, entretanto, que os projetos e obras de Zaha Hadid, de Daniel Libeskind, do grupo Coop Himmelblau, e do grupo OMA, não somente assinalam semelhanças formais com edifícios projetados pelos arquitetos soviéticos, como se integram em um outro programa de representação: não mais aquele afinado com a formação do mundo industrial – característico dos modernistas –, mas sim com um outro, muito mais complexo e fraturado – o mundo da descrença nas metanarrativas, e do simulacro nas relações políticas e sociais, temas do Pós-modernismo.

Separar Pós-modernismo de Desconstrutivismo, na Arquitetura, é ver estes dois complexos de tendências como simples manifestações estilísticas, ou maneirismos caprichosos – coisa que nunca o foram –, e ignorar a crítica profunda, subjacente em ambos os conjuntos, crítica esta que se integra em um mesmo programa de revisão das práticas arquitetônicas da Cultura Ocidental. Se diferenças existem entre a Arquitetura Pop e o Historicismo Abstrato, de um lado, e os Desconstrutivistas, de outro, essas diferenças residem nos 'sistemas da arquitetura' trabalhados: os primeiros, voltando-se para a forma mural do edifício, a reutilização de tipologias tradicionais, os múltiplos significados etc.; e os últimos, aceitando as formas arquitetônicas 'modernas', mas submetendo-as a um processo de anamorfismo e desarticulação. Estas diferenças não significam oposição de campos de trabalho, nem uma superação de um conjunto sobre outro, mas a escolha de uma orientação em um mesmo campo, que admite características múltiplas.

* * *

NOTAS DO AUTOR

1. Por ocasião da Exposição do MoMA – Deconstructivist Architecture, em 1988 –, Bruno Zevi, numa carta ao Comitê Internacional de Críticos de Arquitetura, dizia que o Pós-modernismo de Philip Johnson era ridículo, e que agora, com o Desconstrutivismo, parecia que a Arquitetura estava no rumo certo.

2. Cf. BELL, Daniel. O Advento da Sociedade Pós-industrial. São Paulo: Cultrix, s.d. [edição original: 1973].

3. Cf. LYOTARD, Jean-François. O Pós-moderno. Rio de janeiro: José Olympio, 1986 [edição original: 1979].

4. 'Metanarrativas', 'metarrelatos' ou 'macronarrativas', segundo Lyotard, são explicações totalizantes, calcadas em verdades universais e transcendentes, tais como 'a infalibilidade da Ciência', 'o progresso da História', e 'a possibilidade de liberdade absoluta', que se fixaram em esquemas de teorias ou filosofias, organizando o conhecimento e a experiência humana do mundo ocidental, durante a Modernidade.

5. Cf. BAUDRILLARD, Jean. O Sistema dos Objetos. São Paulo: Perspectiva, 1997 [edição original: 1968]; e também, do mesmo autor, Por uma Crítica da Economia Política do Signo. Rio de Janeiro: Elfos, 1995; e ainda, Simulacros e Simulação. Lisboa: Relógio D'água, 1991.

6. Numa sociedade dominada pelos meios de comunicação, a imagem de um objeto ou acontecimento tem mais importância do que o objeto ou acontecimento em si.

7. Cf. JAMESON, Frederic. Pós-modernismo: a lógica cultural do capitalismo tardio. São Paulo, Ática, 1997 [edição original: 1991].

8. Cf. VATTIMO, Gianni. O Fim da Modernidade. São Paulo: Martins Fontes, 1996.

9. Para uma classificação mais extensa, ver: COLIN, Silvio. Pós-modernismo: repensando a Arquitetura. Rio de Janeiro: Uapê, 2004.

10. Cf.JOHNSON, Philip e WIGLEY, Mark. Arquitectura Deconstrutivista. Barcelona: Gustavo Gili, 1988; p. 10.

11. Cf. COOKE, C. "Russian precursors", in PAPADAKIS, A.; COOKE, C. & BENJAMIN, A. Deconstruction: omnibus volume. Nova Iorque: Rizzoli, 1989; p. 11.

12. Grupo de artistas fundado e dirigido por Kazimir Malevich, em 1919, na Escola de Arte Vitebsk. O nome é uma abreviação de Utverditeli Novogo Iskusstva [Grandes Artistas da Nova Arte]. O grupo contou com a participação destacada dos arquitetos El Lissitzky & Illia Chashnik. O nome PROUN, cunhado por Lissitzky para seus objetos e instalações, deriva de 'Pró-UNOVIS'.

13. Em russo, АСНОВA, uma abreviação de АССОЦИАЦИЕЙ НОВЫХ АРХИТЕКТОРОВ [Associação de Novos Arquitetos], fundada em 1921 e liderada por Nikolai Ladowsky, tendo como membros destacados El Lissitzky & Konstantin Melnikov. Sua orientação, calcada em princípios da teoria da Gestalt, admitia a fantasia nas propostas de teor social.

14. Obchestvo Sovremioneh-Arkhitektoruv [Organização da Arquitetura Contemporânea], um grupo fundado, em 1924, por Alexander Vesnin & Moisei Ginzburg, e que representava uma alternativa mais tecnológica e funcionalista para a Arquitetura soviética. O grupo foi o criador do termo 'condensadores sociais', com o qual designava seus objetivos: uma Arquitetura fortemente carregada de conteúdo social.

15. Cf. NORRIS, Chistopher. "Jacques Derrida in discussion with Christopher Norris", in PAPADAKIS, A.; COOKE, C. & BENJAMIN, A. Deconstruction: omnibus volume. Nova Iorque: Rizzoli, 1989; p. 71.

in http://www.vivercidades.org.br/publique222/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1278&sid=21

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