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Lisboa | Novo Museu Nacional dos Coches | Paulo Mendes da Rocha

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Salvem os Museus Nacionais dos Coches e de Arqueologia e o Monumento da Cordoaria Nacional!



Com a projectada transferência do Museu Nacional dos Coches para um novo edifício a construir ao lado, nas Oficinas Gerais de Material do Exercito, bem como a transferência do espólio que constitui o Museu Nacional de Arqueologia, dos Jerónimos, para a Cordoaria Nacional, urge travar de imediato tais propósitos, Assim e sendo algo que é de todos, e para que todos possam exercer o seu direito a dizer NÃO, surgiu uma Petição on-line (link abaixo), que convidamos a que assinem.

Para assinar a petição clique aqui:
http://www.gopetition.com/petitions/salvem-o-museu-dos-coches.html


__________________________________________________________________

Exmos. Senhores,
Presidente da República Portuguesa, Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva
Presidente da Assembleia da Republica, Dr. Jaime Gama
Primeiro-Ministro, Eng. José Sócrates
Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. António Costa

O Museu Nacional dos Coches sendo de génese monárquica foi com a República que adquiriu o carácter de organização museológica, transformando-se na instituição fundadora da museologia portuguesa, de carácter nacional e com projecção internacional.

O valor artístico do espaço (antigo Picadeiro Real), a raridade da sua colecção (considerada universalmente como a mais notável no seu género, com especial destaque para os três coches monumentais da Embaixada de D. João V ao Papa Clemente XI, construídos em Roma em 1716 e únicos no mundo, bem como o raro exemplar de coche de viagem de Filipe II, construído em Espanha – Século XVI- XVII – e um dos modelos de coche mais antigos de que há conhecimento), e o sistema desenvolvido de exposição desta última, correlacionando-a com imagens e pinturas de época, garantiram-lhe a reputação europeia sem precedentes na história dos museus portugueses e na própria evolução da museologia, através de uma orientação estratégica pioneira pautada por princípios europeus modernos, criando um ambiente de exigência e trabalho de que os próprios republicanos se orgulhavam.

O projecto entretanto surgido para a construção de um novo Museu dos Coches pretende esvaziar o actual edifício e transferir a colecção para um novo espaço a construir, onde se erguem agora as Oficinas Gerais de Material de Engenharia, que serão demolidas. Não pondo em causa a qualidade do projecto de arquitectura, estima-se, no entanto, que este projecto terá um custo actual estimado de 31,5 milhões de euros.

Considerando a actual magnitude internacional do Museu Nacional dos Coches, que é o museu mais visitado de Portugal, muito significativamente por estrangeiros a quem não será indiferente a dignidade e o ambiente do espaço actual de notável valor formal e de antiguidade. Note-se que não é por acaso que em São Petersburgo se optou recentemente pela colocação de um espólio similar no antigo picadeiro real;

Considerando que o actual edifício do Museu, por imperativos técnicos e artísticos (vide, pareceres técnicos de finais dos anos 90), está impossibilitado de acolher a Escola Portuguesa de Arte Equestre, temendo-se, portanto, caso avance o projecto de novo museu, a sua subutilização;

Considerando que o projecto do novo museu não afecta somente o Museu Nacional dos Coches, mas antes constitui um verdadeiro 'terramoto' de efeito ricochete na museologia nacional, pois implicará a obrigação de deslocar os serviços do antigo IPA (actual IGESPAR) da arqueologia subaquática, do depósito de arqueologia industrial, para a Cordoaria Nacional e, por esta via, uma eventual transferência do Museu Nacional de Arqueologia para a mesma Cordoaria, que é Monumento Nacional desde 1996 (DL 2/96, DR 56, de 06-03-1996);

Considerando que a lei obriga a que uma intervenção num Monumento Nacional, como é o caso da Cordoaria Nacional, se fundamente num projecto de conservação e restauro e permita a salvaguarda dos seus valores arquitectónicos e técnicos integrados, não permitindo que se faça uma mera adaptação como parece ser o caso, o que pré-figuraria uma atitude de vandalismo de Estado;

Considerando, portanto, que o projecto em curso se nos afigura completamente desnecessário e impede que as verbas respectivas sejam aplicadas em projectos culturais de verdadeiro interesse público urgente (ex. renovação dos outros museus nacionais sedeados em Lisboa, recuperação dos MN em perigo de desclassificação pela UNESCO, qualificação da Cordoaria Nacional, como monumento técnico significativo da actividade marítima portuguesa, etc.);
Os abaixo-assinados requerem a Vossas Excelências uma intervenção rápida no sentido de travar o projecto em curso do novo museu dos coches, garantindo assim a manutenção, nos espaços actuais, do Museu Nacional dos Coches e do Museu Nacional de Arqueologia e a conservação da integridade física e técnica original da Cordoaria, enquanto monumento nacional de interesse internacional.

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e simples Marco, podendo comecar por aqui. o novo projecto de museu nacional dos Coches tem como objectivo o dignificar da colecao. se o museu de Arquelogia passar dos Jernonimos para a Cordoaria Nacional, pode ser que venha a ganhar alguma dignidade, ja que a forma como esta nso jeronimos e no minimo vergonhoso. Existe uma concentracao de Museus em Belem, que pode e deve ser dispersa ao longo da 24 julho, para que possa vir a estruturar as zonas limitrefes a Alcantra. muito honestamente nao vejo porque se deve desperdicar um terreno como aquele em que isra ser o novo museu, mantendo-o estagnado como esta, por outro lado, tenho a certeza que o deposito de arqueologia e o IPOA arranjarao melhores instalacoes do que a Cordoaria Nacional.

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Do ângulo obtuso se diz ser «o maior dos ângulos formados por duas rectas concorrentes, não perpendiculares e não coincidentes, cuja amplitude é maior que a do ângulo recto (90º) e menor que a do ângulo raso (180º). » (in Dicionário da Porto Editora). Do projecto do novo Museu dos Coches, inserido na monumental fraude, 'à la' Potemkine, chamada oficialmente 'Belém Redescoberta', convém dizer o seguinte: 1. Trata-se de uma obra de regime e não de qualquer lembrança emérita em prol da colecção de coches e berlindas actualmente em exposição. 2. Trata-se de uma obra completamente desnecessária, à luz das necessidades da rede de museus nacionais e das carências culturais e patrimoniais de Lisboa e, portanto, abusivamente introduzida nas contrapartidas do Casino Lisboa. 3. Trata-se de mais um episódio da tentativa de apropriação do actual espaço do museu pelo 'lobby' do cavalo lusitano, que, aliás, saiu defraudada por força dos pareceres contra a utilização do espaço do actual museu pela escola de equitação, o que reforça a ideia de que o actual museu servirá como salão de banquetes do regime, uma vez sem os coches. 4. A eventual transferência dos coches para o novo espaço projectado pelo arquitecto Mendes da Rocha implicará: - A demolição das antigas OGME e, por conseguinte, a concordância do Min.Defesa que assim pretende ser compensado com o alargamento do Museu da Marinha ao espaço dos Jerónimos hoje ocupado pelo MNA, sendo este transferido para a Cordoaria Nacional, MN; - O desmantelamento do acervo de arqueologia das OGME e a sua ida também para a Cordoaria; - Alterações profundas num MN, a Cordoaria, sem projecto, conforme a lei obriga. 5. Por fim, o projecto do Arq. Mendes da Rocha tem coisas aberrantes como seja: - Pensa um espaço museológico como se de um 'supermercado' se tratasse; - Parte do pressuposto que a colecção de Vila Viçosa será cedida a Lisboa; - Entende como plausível a colocação de coches como os presentes em salas brancas e 'esterilizadas', ao arrepio do que deve ser feito; - Compreende a construção de um passadiço de 80m, sobre a linha de comboio e até à margem do rio; - Compreende a construção de um silo para automóveis, com 5 andares, de dimensões apreciáveis e sobre o rio, com o argumento obtuso de que os turistas virão de automóvel. Como vê, prefiro a perspectiva do ângulo recto.

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Pelas recentes noticias que vi, o actual edifício do museu dos coches (MdC) vai manter-se como parte integrante do museu com e exposição de alguns coches, talvez os mais importantes.
A situação actual do MdC é que não pode continuar com os coches, com a importância que já foi referida, ao monte uns por cima dos outros sem poderem ser apreciados com o devido espaço e ritmo e em local próprio para a sua exposição, coisa que o novo museu oferece.
Os coches expostos sendo na sua maioria de estilo barroco ou rocco ou até os de estilo mais neoclássico vão ficar melhor expostos no novo museu devido a famosa lei da figura fundo, além disso o novo museu vai ter melhores condições de segurança em caso de catástrofe natural.
Em Vila Viçosa há um pólo do MdC que agora se pretende juntar num único em Lisboa, não há por isso o problema da doação tal como foi referido, pelo simples facto de não existir doação.
O MdC é o museu do género com maior espólio no mundo, mas aquilo a que estamos habituados a ver em Lisboa e a chamar o MdC não é o maior museu (espaço) de coches porque na Áustria existe um com mais coches em exposição, o novo museu dos coches ao juntar Vila Viçosa com Lisboa leva a criação do maior museu de coches do mundo criando-se assim um equipamento de carácter internacional.
O local onde hoje se encontra o museu de arqueologia não é mal mas tem uma intervenção de arquitectura que deixa muito a desejar, para além de que o espolio não me parece muito rico, no entanto eu não percebo nada sobre o assunto tratando-se da minha opinião pessoal.
A mudança deste museu para a cordoaria nacional trás um acrescento do eixo de museus que se esta a formar e que já referi anteriormente se não neste, noutro tópico, que vai começar com o museu do design e o museu da moeda na baixa, passando para o novo museu de arte contemporânea africana a seguir o de arte antiga, depois o do Oriente, cordoaria nacional (museu de arqueologia), MdC, Berardo, este eixo trás unidade aos museus que deixam de estar aparentemente dispersos, e permite a criação de diversos roteiros de museus.
O governo anda a entreter-se com o anuncio da criação de novos museus esquecendo-se que tem alguns praticamente a cair ou em espaços que não são os mais qualificados e que os novos museus, depois de construídos têm custos de manutenção que não vão ser suportados nem pelas visitas, nem pela típica lojinha de museu, isto apesar dos dois novos museus terem uma capacidade muito grande, se bem projectados, de gerarem receita a partir dos equipamentos exteriores á função expositiva.
Não entendo (infelizmente até vou entendendo) a tendência dos abaixo assinados em Portugal e nos países Latinos, qualquer coisinha que mexa com a memória das pessoas no que toca a espaços gera uma torrente de abaixo assinados, no Porto com a avenida dos Aliados foi a mesma coisa protestou-se fizeram-se abaixo assinados e nem se lembraram de ir a exposição pública (que durou trinta dias) do projecto propor alterações ao mesmo, daqui a 40 anos se quiserem colocar a avenida como esteve ate aqui vai acontecer exactamente a mesma coisa e uma vontade das pessoas em manter a avenida como esta porque assim é que esta bem.
Concluindo o museu dos coches como esta actualmente não tem, objectivamente, capacidade para expor o número de coches que actualmente se encontram nesse espaço, assim, a criação do novo museu é essencial para dar a dignidade de que os coches e o espaço do picadeiro precisam.

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Museu dos Coches: Conselho do Património dá "luz verde" a projecto de novo edifício (ACTUALIZADA)

10 de Março de 2009, 19:26

Lisboa, 10 Mar (Lusa) - O projecto do novo Museu dos Coches, da autoria do arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, recebeu hoje "luz verde" do Conselho Consultivo do Património, com a recomendação para ter cuidado com a área envolvente.

O director do IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico), Elísio Summavielle, disse à Lusa que "o conselho na reunião extraordinária de hoje, dedicada apenas ao projecto do novo Museu dos Coches, deu parecer positivo".

"Houve parecer positivo mas com uma recomendação para se ter cuidado com o arranjo dos espaços públicos, isto é, a área envolvente", frisou.

Relativamente à prevista construção do silo que faz parte também do projecto de Mendes da Rocha, Elísio Summavielle disse que "não vai ser construído".

"O silo não vai ser construído. Consideramos que não pode ser dada a proximidade da Central Tejo", afirmou.

Refira-se que a Câmara de Lisboa tinha já rejeitado o ano passado, a possibilidade da construção do silo automóvel de 26 metros.

Este conselho consultivo da direcção do IGESPAR emite apenas parecer nas áreas da arquitectura e urbanismo, sendo constituído quatro conselheiros convidados, um representante do Ministério das Finanças e outro do Ambiente e Ordenamento do Território, um da Conferência Episcopal Portuguesa e outro da Associação Nacional dos Municípios Portugueses.

Os conselheiros convidados são o arqueólogo Cláudio Torres, o engenheiro Maranha das Neves, e os arquitectos Alcino Soutinho, Tomás Taveira e Vasco Massapina.

O projecto que o Governo atribuiu ao arquitecto brasileiro foi já apresentado publicamente, devendo as obras iniciar-se em Setembro próximo.

O novo Museu, a inaugurar dentro de ano e meio, ficará instalado nas ex-Oficinas Gerais do Material do Exército, em Belém, onde actualmente funcionam os Serviços de Arqueologia que serão transferidos, na sua maioria, para a Cordoaria Nacional.

O edifício, que ocupará 15.177 metros quadrados foi apresentado como "um projecto-âncora da requalificação e revitalização da Frente Tejo de Lisboa".

O novo edifício - de linhas direitas, envidraçado do lado poente (virado para a Praça D. Afonso de Albuquerque) - irá albergar a colecção do actual do Museu dos Coches, incluindo o núcleo existente em Vila Viçosa.

O novo museu disporá de uma área de apoio à manutenção dos coches, restaurantes e apoio ao visitante.

Orçado em 31,5 milhões de euros, provenientes das contrapartidas do Casino de Lisboa, o Museu é, segundo o seu autor, um "pavilhão de exposição em cristal e aço" que é "uma lição de evidência do homem no universo".

A estrutura central do Museu em vidro, aço e betão será "suspensa", sustentada por colunas. O acesso ao seu interior será possível por dois elevadores com capacidade, cada um, para 75 pessoas, não estando assim previstas quaisquer rampas para deficientes, esclareceu o arquitecto.

Para conceber este projecto, o arquitecto brasileiro afirmou ter tido em conta a continuidade do eixo pedonal Ajuda-Belém, prolongando-o através do passadiço até à frente ribeirinha, a elevada frequência turística da zona e "a apresentação desse tesouro incomparável que são os coches".

Paulo Mendes da Rocha recebeu em 2006 o prémio Pritzker, a maior distinção da arquitectura mundial, e é o autor, entre outras obras, do Museu Brasileiro da Escultura, em São Paulo.

NL.

Lusa/Fim

in http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9419073.html

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Lah estao os velhos do restelo...



Iniciativa da Plataforma pelo Património Cultural e do Fórum Cidadania LX

Lisboa: agendada concentração dia 18 contra novo Museu dos Coches

10.03.2009 - 18h45 Alexandra Prado Coelho

“Basta de trapalhadas: quem quer o novo Museu dos Coches?” é o mote para a concentração convocada para dia 18 às 18 horas junto às instalações previstas para o novo museu, na Avenida da Índia, em Lisboa. A iniciativa, anunciada hoje, parte da Plataforma pelo Património Cultural (PP-CULT) e do Fórum Cidadania LX.

Amanhã, às 16 horas, uma delegação de representantes destas duas entidades irá entregar na residência oficial do primeiro-ministro, onde será recebida pelo assessor cultural de José Sócrates, uma carta questionando a necessidade de construir o novo museu – “que não constitui de modo nenhum prioridade da política museológica nacional”, escrevem num comunicado de imprensa – e protestando contra as demolições iniciadas este fim-de-semana nas instalações da Avenida da Índia.

Neste local encontram-se ainda funcionários, arquivos e colecções ligados à arqueologia. Por entenderem que “não estão reunidas as condições mínimas de segurança”, os subscritores exigem “a imediata suspensão” dos trabalhos de demolição.

in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1368603&idCanal=14

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Demolições polémicas aceleram Museu dos Coches

RUI PEDRO ANTUNES

Lisboa. Começaram as obras para o Museu dos Coches mudar de lugar. Porém, os funcionários do IGESPAR, instalado no mesmo local onde vai ser erguido o novo museu, alertam para "demolições forçadas" que põem "em risco" o arquivo arqueológico nacional. Presidente do instituto desmente

Já começaram as demolições para a construção do novo Museu dos Coches, na Avenida da Índia. O problema é que os edifícios que estão a ser destruídos ainda se encontram ocupados pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR). As escavadoras partilham agora as instalações com os funcionários do instituto, que acusam o Governo de estar a pôr "em risco" o arquivo nacional de arqueologia.

Na origem do problema está, segundo os arqueólogos, "um desentendimento entre três ministérios": Defesa, Economia e Cultura. O DN contactou o Ministério da Economia, que remeteu explicações para o Ministério da Cultura que, por sua vez, reencaminhou os esclarecimentos para o presidente do IGESPAR. Elísio Summavielle desdramatizou a situação ao garantir que os funcionários do IGESPAR estavam "a fazer uma tempestade num copo de água".

Porém, Ana Cristina Araújo, uma das arqueólogas que ameaçou avançar com queixa- -crime contra o Estado Português junto da União Europeia, define a situação como "gravíssima" e garante que "neste momento os funcionários do IGESPAR já deviam ter mudado de instalações."

Tudo começou quando, há cerca de um ano, foi celebrado um contrato entre o arquitecto Paulo Mendes da Rocha e o Governo para a construção do novo museu. Desde aí, o Ministério da Cultura anda em negociações com o Ministério da Defesa para a cedência da Cordoaria Nacional, enquanto o Ministério da Economia quer avançar com as obras do museu, que deviam ter começado em Janeiro.

Aparentemente, o impasse terminou, pois as máquinas entraram pelas instalações. Os funcionários do IGESPAR acusam o Governo de estar a recorrer a "demolições forçadas, sem olhar a meios para atingir rapidamente o fim desejado".

Já Elísio Summavielle diz que o IGESPAR foi devidamente informado e que "em breve será assinado um protocolo". O presidente do instituto faz, porém, uma garantia aos funcionários: "Nós não saímos da Avenida das Índias, enquanto não tivermos um espaço para ir."|

in http://dn.sapo.pt/2009/03/10/cidades/demolicoes_polemicas_aceleram_museu_.html

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ESCÂNDALO - MUSEU DOS COCHES: CONCELHO DO PATRIMÓNIO DÁ "LUZ VERDE" A PROJECTO DE NOVO EDIFÍCIO

É um verdadeiro escândalo, em pleno século XXI, iniciar uma obra contra todas as disposições regulamentares de carácter cultural e ambiental.É um crime.É o oposto do que se faz por toda a Europa, na reabilitação e preservação do património histórico e cultural.

Já não nos chegou a vergonha dos comentários sarcásticos sobre a ignorância e presunção portuguesas, aquando da Expo 98, pela criação de um novo e grande Aquário, orgulho dos governantes deste país. Quando, nessa data, já todo o mundo civilizado via esses tanques como meras gaiolas ou prisões de peixes e animais arrancados aos seus habitats.Quando já todos procuravam reabilitar, preservar e mentalizar a população a conservar os espaços e meios naturais onde se desenvolvem as espécies, tentando detectar e minimizar todos os factores de risco para os evitar, fomos nós mostrar a nossa "categoria", digo, a falta dela, criando, em grande escala, precisamente aquilo que é o exemplo do que se ensinava às criancinhas na verdadeira Europa que se devia evitar; que tinha sido um erro andar a fazer isso em vez de andar a perceber e a tentar preservar a natureza, pugnando pelo sua sobrevivência.

No meio das coisas boas que nessa data se fizeram, isto foi a chacota total, com que nos desacreditamos aos cultos que nos visitaram (não foram assim tão poucos, pois os comentários, não divulgados por cá, apareceram bem lá fora).Mais uma vez, vamos prendar o mundo com a nossa falta de conhecimento e civilidade, dando provas de incompetência pura.

Quando vamos lá fora visitamos museus. Eles, quando se dignam vir cá, visitam os nossos museus.

O museu dos coches é o melhor, o mais visitado, e como tal subejamente conhecido por esse mundo fora.Vamos dar cabo dele.Vamos vestir os nossos velhos coches de um embrulho branco, vasto e triste.Eles que se encontravam aconchegados e acarinhados no berço de um velho espaço à sua escala, à sua côr, à sua proporção; envoltos no sentido do ambiente dos cavalos. Cavalos esses sem os quais os coches nunca se moveram. Isto é um casamento centenário que só a incúria, a má fé e o despeito poderão querer separar... ou então a falta de conhecimento, de sentimento, de um mínimo interesse pelo bem fazer.Os coches vão morrer, pois é impossível aguentar tal rotura.

O edifício vai-se perder, da memória de um século de visitas de todo o povo.Vamos ser novamente a chacota do mundo civilizado: por não sabermos fazer, e pior, por deixarmos fazer mal quem não sabe o que anda a fazer.É triste.É muito triste, e, dentro de pouco tempo, vamos ser acusados pelos nossos filhos de termos permitido que isto se fizesse quando por aqui andávamos.

Muito se disse dos que, durante a 2ª guerra, lavaram as suas mãos e permitiram a chacina que ocorreu.É o que agora se vai dizer de nós.Uma vergonha...Depois de dar cabo desta pequena jóia preciosa, sá falta dar cabo da outra: da Torre de Belém; a única que se pode comparar com esta, pela escala e pelo carinho que, do povo, lhe temos...Para fazer este novo "prédio à beira Tejo", não importa o custo ambiental, o investimento económico ( num período em que o povo passa fome), que seja o exemplo do que não se deve fazer, que até nem seja preciso, que não respeite o regulamento térmico, e venha a ser mais um monstro consumidor de energia e de terrível manutenção (estes custos futuros vão multiplicar por 20 ?...)Que se está a fazer agora no 1º e 2º mundos? Edifícios de custos energéticos e de manutenção reduzidos, que diminuam as emissões de dióxido de carbono, que tratem naturalmente as ventilações e a iluminação natural... Olhem como os Espanhóis dão à população como exemplo a seguir, o desempenho ambiental do "supositório" de Barcelona. E já tantos outros que se encontram construidos. Isto já não é novidade em projecto. É já a realidade que nos envolve por este mundo fora.E vamos nós agora, timonados por quem não sabe, nem quer ouvir de quem sabe, pagar e aturar no futuro mais uma atoarda... uma grande burrice...Haverá ainda alguém que se consiga fazer ouvir por tamanhos moucos?...

Vamos todos à concentração marcada para dia 18, no local da obra.

2009.03.11 Ferreira arq.

Excelente artigo de opinião este do meu amigo Francisco Ferreira, que dá uma panorâmica correcta dos problemas que se levantam com a construção do novo museu dos coches.

Mais uma vez, parabéns.

IN http://cidadanialx.blogspot.com/2009/03/escandalo-museu-dos-coches-concelho-do.html

Sobre o Novo Museu dos Coches e da transferência do Museu de Arqueologia

Agora que as obra de construção do novo Museu dos Coches arrancaram impõe-se dizer que o Estado não pode pura e simplesmente fazer o que lhe apetece. Há que haver o direito a nos insurgirmos contra estas coisas e de uma vez por todas impedir que se faça tamanho disparate só para que também eles tenham uma obra de regime que, quando da do CCB, tanto criticaram.

Neste caso, mais do que um edifício completamente desproporcionado para o local, é despropositado para o objectivo. A somar ao disparate de colocar o Museu de Arqueologia na Cordoaria Nacional, a conclusão final não pode ser outra senão perguntar quem diabo é o Ministro da Cultura e o que raio está lá ele a fazer.

Jorge Santos Silva

in http://cidadanialx.blogspot.com/2009/03/sobre-o-novo-museu-dos-coches-e-da.html

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Comparar a construção do novo museo dos coches com o holocausto nazi só revela falta de argumentos e de tacto.....:) Depois ainda há a ideia provinciana de que Portugal e Lisboa em particular são o centro do mundo, toda a gente olha para aqui e comenta o que aqui se passa.... É que nem para a chacota......

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ponho a hipotese para mim claro, que o interesse dos coches está ligado ao espaço histórico que os alberga neste momento. quando era muito novo lembro-me do fascinio que foi entrar naquele espaço "antigo" como se fosse a garagem própria daquelas "carroças".

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mas quem sao estes tipos que escrevem para estas publicacoes? escrevem, escrevem escrevem, mas so fazem comparacoes absurdas e de caracter politico, sem qualquer nexo, ou qualquer conciencia arquitectonica, dizer que o Oceanario e uma vergonha e que os outros paises ja nao vao nessa, mas ao mesmo tempo esta outro aquario para abrir no Porto por investimento estrangeiro, mais o fluviario em Mora. Nao sei se a cordoaria sera melhor que os Jeronimos para o Museu de Arqueologia, mas que nao esta bem nos Jeronimos, la isso nao esta.

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Museu dos Coches: 200 personalidades lançam petição "online" a favor do novvo projecto museológico

Lisboa, 23 Mar (Lusa) - Cerca de 200 personalidades da área da Cultura,entre as quais Álvaro Siza Vieira e Joana Vasconcelos, vão entregar esta semana ao Primeiro-Ministro uma carta a favor do novo projecto do Museu dos Coches que será colocada posteriormente "online".

Lusa

14:05 Segunda-feira, 23 de Mar de 2009

Lisboa, 23 Mar (Lusa) - Cerca de 200 personalidades da área da Cultura,entre as quais Álvaro Siza Vieira e Joana Vasconcelos, vão entregar esta semana ao Primeiro-Ministro uma carta a favor do novo projecto do Museu dos Coches que será colocada posteriormente "online".

Fonte ligada ao processo disse hoje à Lusa que a ideia partiu, a título individual, dos arquitectos João Belo Rodeia e Ana Tostões, e defende exclusivamente a construção do museu projectado pelo arquitecto brasileiro Paulo Mendes Rocha.

"Este é um projecto que qualifica a zona ribeirinha lisboeta e se insere nos objectivos do Instituto de Turismo de Portugal, para que o Museu passe dos actuais 200.000 visitantes para 1 milhão", indicou a fonte.

No novo museu - acrescentou - estará praticamente toda a colecção do Museu dos Coches, incluindo algumas peças do núcleo de Vila Viçosa.

Esta opinião coincide com a do director do Instituto de Conservação e Muses (ICM), Manuel Bairrão Oleiro, que em declarações à Lusa afirmou: "No novo edifício serão apresentadas algumas das peças da colecção que actualmente se encontram em exposição em Vila Viçosa, de acordo com o programa museológico oportunamente definido".

"Nunca esteve prevista a apresentação em Lisboa da totalidade das peças que se encontram no Paço Ducal de Vila Viçosa", referiu Bairrão Oleiro.

A fonte ligada à petição, que ainda esta semana estará online, assinalou que entre os subscritores se encontram "vários arquitectos e um vasto leque de personalidades da cultura desde actores, a músicos, artistas plásticos, galeristas e até do mundo do desporto, como Rosa Mota".

Segundo esta mesma fonte, o actual edifício, antigo picadeiro, que a Rainha D.ª Amélia mandou transformar em Museu, "poderá manter alguns coches e peças da colecção e ser uma sala de recepção".

Nas declarações à Lusa, Bairrão Oleiro afastou por completo a possibilidade de o espaço voltar a ser picadeiro, mas não adiantou o futuro do edifício traçado por Giacomo Azzolino.

"A utilização do imóvel como picadeiro está posta de parte", asseverou Bairrão Oleiro, explicando ainda que o actual edifício "manter-se-á afecto ao Ministério da Cultura/IMC, estando a sua utilização futura - que se pretende multifuncional - a ser estudada".

O novo Museu dos Coches recebeu no passado dia 10 "luz verde" do Conselho Consultivo do património do IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico).

"Houve parecer positivo mas com uma recomendação para se ter cuidado com o arranjo dos espaços públicos, isto é, a área envolvente", disse à Lusa Elísio Summavielle.

O novo Museu, a inaugurar dentro de ano e meio, ficará instalado nas ex-Oficinas Gerais do Material do Exército, em Belém, onde actualmente funcionam os Serviços de Arqueologia, que serão transferidos, na sua maioria, para a Cordoaria Nacional.

O edifício, que ocupará 15.177 metros quadrados, foi apresentado como "um projecto-âncora da requalificação e revitalização da Frente Tejo de Lisboa".

O novo edifício - de linhas direitas, envidraçado do lado poente (virado para a Praça D. Afonso de Albuquerque) - disporá de uma área de apoio à manutenção dos coches, restaurantes e apoio ao visitante.

O custo da obra será suportado pelas contrapartidas do Casino de Lisboa, e, segundo o seu autor, o futuro Museu é um "pavilhão de exposição em cristal e aço" que é "uma lição de evidência do homem no universo".

Rui Vilar, presidente do Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian, os arquitectos Eduardo Souto Moura, Gonçalo Byrne, Carrilho da Graça são outros dos subscritores da petição.

"Siza Vieira, quando assinou, afirmou: 'assino e dou louvor ao projecto'", contou ainda a fonte ligada ao projecto.

NL.

Lusa/Fim

in http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/504664


Manifestação 200 pessoas em defesa dos museus dos Coches e de Arqueologia

"Monumentos a cair e os ministros a sorrir" e "Basta de incompetência, já não temos paciência" foram algumas das palavras de ordem que se fizeram ouvir, ontem à tarde, no protesto de rua contra a construção do novo Museu dos Coches, na Avenida da Índia, em Lisboa.

Cerca de 200 pessoas concentraram-se junto aos portões dos edifícios que serão demolidos para dar lugar ao espaço museológico - trata-se das antigas oficinas do Exército, que albergam o Arquivo Histórico da Arqueologia Portuguesa, o espólio de Arqueologia Náutica e Subaquática, uma biblioteca de Arqueologia e laboratórios de Arqueociências.

Os promotores da manifestação - a Plataforma pelo Património Cultural (PP-Cult) e o Fórum Cidadania Lx - receberam anteontem a notícia de que as obras de demolição das velhas oficinas foram suspensas temporariamente. Mas isso pode não significar a abertura do Governo para recuar na decisão de construir o novo Museu dos Coches. Por isso, as duas organizações ponderam avançar com uma acção popular judicial.

Ontem, os manifestantes reivindicaram a recuperação do Museu dos Coches e contestaram ainda a transferência do Museu Nacional de Arqueologia para a Cordoaria Nacional. Luís Raposo, director do Museu de Arqueologia, disse ao PÚBLICO que este é o momento propício para fazer algo que foi antes escamoteado neste processo - "debater e reflectir" sobre as propostas para os Coches e para Arqueologia. E não poupou críticas ao Ministério da Cultura (MC), que, em seu entender, se afigura um outsider nesta matéria. Foi precisamente ao MC que o Bloco de Esquerda dirigiu o requerimento que apresentou ontem à tarde no Parlamento, questionando a tutela pelo futuro da investigação arqueológica nacional. Entretanto, a petição on line que repete as reivindicações ouvidas na Avenida da Índia tinha, ao princípio da noite, 2115 subscritores.

M.J.O. Jornal Público 19-03-2009

in http://cidadanialx.blogspot.com/2009/03/manifestacao-200-pessoas-em-defesa-dos.html

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Em relação a toda esta polémica, com "uma carta em defesa do projecto do arquitecto Paulo Mendes da Rocha para o novo Museu dos Coches, tornada pública na passada semana, e assinada por, entre outras personalidades, Siza Vieira, Gonçalo Byrne, Eduardo Souto de Moura e Carrilho da Graça" (via público), o que me apetece dizer é que eu sou arquitecto e sou contra este novo museu!!! ps: lá porque 4 arquitectos de renome assinam tal carta, não quer dizer que todos tenham essa mesma opinião. Gostava de saber a opinião de arquitectos de renome como são o caso de Nuno Teotónio Pereira, Bartolomeu Costa Cabral, entre outros... ps1: gostava que alguém me explicasse como é que por exemplo o Museu Nacional de Arte Antiga teve que fechar salas por falta de verbas para pagar a vigilantes, mas há dinheiro para esta megalomania! ps2: Já agora, em vez de se começar um novo projecto para ficar inacabado, acabe-se projectos como Palácio da Ajuda e CCB !

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eu sou a favor do paulo mendes da rocha eu sou contra petições eu sou a favor dos coches eu sou contra gastar dinheiro desnecessáriamente eu sou a favor do investimento na cultura eu sou contra a consulta pública em determinados assuntos eu sou a favor da protecção do património histórico e cultural eu sou contra o bak gordon ...

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pois, ate ai eu sei, mas parece que me esta a falhar qualquer coisinha...


E' simples, foi escolhido para ser o "local Architect" ou "local consultant". E ai o gabinete responsavel pelo projecto trabalha em colaboracao com um gabinete local nas fases de Estudo Previo, Projecto Base e Execucao normalmente num regime de colaboracao na ordem dos 90%, 10%, ate' 'a fase de construcao em que se inverte a responsabilidade para 10%, 90%.

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