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gigi

Lisboa | Novo Museu Nacional dos Coches | Paulo Mendes da Rocha

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vir a este fórum esta a tornar-se deveras divertido... pelo menos umas risadas não faltam. continuando com o projecto, não acho de todo que tenha demasiado impacto visual mas não conheço lisboa suficientemente bem para ter uma opinião válida. quanto á ponte, como ja foi dito, se o problema é á escala da avenida toda, não cabe a esta obra corrigi-lo...

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Penso que dado o arquitecto que é, tem tudo para ser uma boa obra de arquitectura e mais um pólo de atracção na cidade de Lisboa. No entanto, continuo sem perceber como é possível, dada a actual situação nacional ao nível da economia, que se pense nestes termos megalónomos. É uma enorme disparidade. O Museu dos Coches não é uma prioridade neste momento.

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Jag, vendo a coisa de uma forma mais abrangente, pode-se questionar qual o investimento, o que o Sérgio e algumas pessoas podem pensar é isso, sim o investimento, mas qual a prioridade.

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Tem que ser feito é investimento para chamar interesses internacionais. Apesar de a par terem de andar os investimentos de interesses nacionais. Mas pronto... assim começamos a entrar noutra discussão que foge ao tópico.

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13 Julho 2008 - 00h00

Paulo Mendes Rocha

Um museu elevado para acomodar relíquias da nossa História

O autor da futura sede do Museu dos Coches atribui à obra três características. Simples. Sóbria. Suspensa. Paulo Mendes Rocha, vencedor da distinção sublime Pritzker, é o arquitecto eleito para edificar um espaço que combina museologia com urbanismo e que se propõe preservar o passado com a tecnologia do futuro




Elevado do chão. Suspenso no ar. Apoiado por colunas. E será branco. Obviamente branco. As cores garridas e os dourados chegam do portento dos artefactos. O futuro Museu do Coches, situado nos terrenos das antigas Oficinas Gerais do Exército, em Belém, onde ainda se encontram instalados os serviços do ex-IPA (Instituto Português de Arqueologia) foi idealizado com clareza e concebido para ganhar a dimensão que enobrecesse as genuínas relíquias da História de Portugal; 15 000 metros de área bruta de construção resumem-se ao tamanho corpóreo do desafio. O autor desta sobrenatural rajada de arte na cidade de Lisboa é um homem encantador. O adjectivo é literal. Paulo Mendes Rocha, que em boa hora aceitou o convite do Governo de José Sócrates, figura de grandiosidade humana, mestre de uma comovente visão universalista da vida, do Mundo, do Homem, nasceu a 25 de Outubro de 1928, ano de excelente casta, em Vitória, Brasil, mas, em sua opinião, não existem arquitectos brasileiros, búlgaros ou portugueses. A verdadeira questão da nacionalidade reside unicamente no conhecimento.

O projectista urbanista que dará continuidade à iniciativa da Rainha Dona Amélia tem um curriculum que não cabe em textos com caracteres limitados. É artífice capaz de transformar a paisagem e o espaço, um criador de desenhos arrojados que se equilibram na natureza, criatura poética inspirada nos princípios e linguagem do Modernismo. Em 2006 o júri que lhe concedeu, com eminente mérito, o Prémio Pritzker, não poupou elogios à sua imaginação criadora: 'Paulo Mendes Rocha demonstrou um profundo entendimento de espaço e escala através da grande variedade de edifícios que projectou... Alguns dos seus prédios foram executados fora do Brasil, mas as lições a serem aprendidas do seu trabalho são universais'.

Paulo Mendes Rocha gosta de muita coisa, menos de falar de galardões. Recebeu os mais emblemáticos, mas 'porfavornãofaledisso.' Acende um cigarro. E vão dois, contando com o Marlboro da jornalista. As suas palavras representam tiros secos, ensinamentos, que poderiam, se quisesse, se vestisse outro espírito, matar tantos peitos ocos que andam por ali, e por acolá, a transbordar de orgulho. A imensidão da sua personalidade viaja longe: 'O Prémio, os Prémios, resumem-se a uma única evidência: é o reconhecimento de que o Homem está em qualquer lugar.' Ateu convicto, alma de inteligência intensa e prática, Paulo Mendes Rocha prefere dissertar sobre as obras, que, afinal, nunca ficam definitivamente concluídas: 'Ao longo do tempo, há sempre complementos a adir nas construções'.

A Arquitectura é intemporal. Não somente. É a mística transformação de seres e forças que unem o universo de maneira inesperada. Um discurso do que se pretende dizer através da forma. Um aviso. Ou um modo de discernimento similar ao diagnóstico. E os arquitectos, tal como os pilotos e os médicos, não podem, não devem ser 'modestos'. As consequências seriam terríveis. Os passageiros do avião morreriam. O doente passaria a defunto. A edificação provocaria calamidades. Entenda-se. Sinta-se. A verdade. A interdição à modéstia simplesmente serve para aludir a séria responsabilidade profissional. O vencedor da distinção equivalente ao ‘Nobel da Arquitectura’ prima pela tocante ausência de vaidade. Quando disse sim à incumbência governamental portuguesa, Paulo Mendes Rocha reagiu como lhe é habitual: 'Com aflição. Nada se faz sem angústia. O que move o Homem é a urgência da angústia. E por tal, eu me mobilizei.' Convidou o arquitecto Ricardo Bak Gordon para o representar em Portugal e o engenheiro Rui Furtado para cuidar das questões de engenharia. 'Ambos aceitaram e foi feita uma parceria.'

Bendita angústia. É o caso. O resultado da tribulação premente criativa originou um excelso rebento: um projecto merecedor de aplausos e ‘encores’. Apresentado ao público na quarta-feira no terreno onde se elevará o tão esperado Museu dos Coches, com a presença de Manuel Pino, ministro da Economia e da Inovação, José António de Melo e Pinto, ministro da Cultura, e de um mar de rostos conhecidos da Arquitectura e das Letras, o plano geral da obra fala por si: 'É suspenso, simples e sóbrio para que brilhem os coches.' E grande. Enorme. Infinito. Não somente pela sua magnificente manifestação física, da mágica estrutura metálica, de uma parede branca que se adivinha imensa, quase sem fim, e de uma sala maior que um campo de futebol, mas, sim, e sobretudo, pela imponência sensível de imortalizar e preservar a memória de um Povo. 'O Museu não vai ser transformado em outro Museu, apenas irá progredir na sua genealogia', afinca o mentor, lembrando que o museu ficará adaptado ao século da eternidade, já que os artefactos contarão com uma acérrima manutenção; a luz, a temperatura e a humidade serão controladas ao pormenor, o que permite um detalhe deveras incomensurável: 'A relíquia irá ficar infinitamente preservada para a Humanidade sob a guarda de Portugal.'

Paulo Mendes Rocha, apesar de poeta das formas, dispensa metáforas. É directo. Trata o assunto com sentido denotativo. Chama-lhes 'tesouros'. Aos coches. Às berlindas. Às carruagens. Seges. Aos carrinhos de passeio. Às liteiras. 'São peças preciosíssimas', maravilhas ornamentadas a ouro estreme e forradas a veludo requintado, que, sem margem de dúvidas, constituem uma colecção considerada, e com justiça, única neste Mundo e no outro, devido à variedade artística das soberbas viaturas datadas dos séculos XVII, XVIII e XIX, outrora utilizadas pelas cortes europeias até ao surgimento do automóvel. O futuro Museu dos Coches, associado a alta tecnologia, será, então, uma sentida e gentil 'caixa que vai guardar este tesouro'. Um depósito, um cofre, um cosmos arquitectónico, construído a 4,5 metros do chão, por baixo do qual o espaço aberto ficará sem restrições. Esta decisão, planeada ao milímetro, assentou em vários factores, nomeadamente não impedir o trânsito de pessoas que passam na carismática zona de Belém e para que o Tejo seja visto sem armadilhas.

Omuseu divide-se em dois espaços principais - Pavilhão Expositivo e Pavilhão Anexo, sendo que o primeiro engloba 'áreas expositivas, públicas, técnicas e de apoio à conservação dos coches' e o segundo inclui 'áreas administrativas, o auditório e o restaurante com vista para os Jerónimos'. Estes dois recintos ficarão ligados por um passadiço, 'destinado ao pessoal técnico e administrativo do Museu'. Apesar dos atrasos do intento pretendido da Frente Ribeirinha, da demissão de José Miguel da sua liderança, o Museu dos Coches, cujo custo sobe aos 31,7 milhões e com financiamento assegurado pelo Turismo de Portugal, verá as suas obras iniciadas no próximo Setembro e abrirá as portas ao público em 2010. Palavra do senhor ministro da Economia.

PREOCUPAÇÃO DA RAINHA COM CARROS DE GALA

O Museu dos Coches, o mais visitado do País, foi inaugurado a 23 de Maio de 1905 pela rainha D. Amélia, mulher do rei D. Carlos, que se propôs salvaguardar os carros de gala da Casa Real, ciente do seu valor patrimonial. O espólio podia assim ser apresentado ao público, à semelhança que acontecera, pela primeira vez, na Exposição Universal de Paris, em 1900. O Picadeiro Real de Belém, que deixara de ser utilizado, e onde já se armazenavam algumas das viaturas, foi o local escolhido para acolher a mostra.

NOVA VIDA PARA FRENTE RIBEIRINHA

O novo edifício do Museu dos Coches, localizado na Avenida da Índia, em Lisboa, inscreve-se no projecto de revitalização da frente Tejo lisboeta. As obras arrancam em Setembro deste ano, estando a sua conclusão prevista para Outubro de 2010. A sua área de construção de 15 177 m2 inclui diferentes espaços e funções. À exposição permanente associam-se a extensão cultural, a zona de apoio ao visitante, os serviços técnicos, áreas de apoio científico, educacional, cultural e administrativo e 540 m2 de área útil reservada à restauração.

OS MAIS IMPORTANTES PRÉMIOS DE ARQUITECTURA

Paulo Archias Mendes da Rocha é formado em Arquitectura e Urbanismo pela Universidade Mackenzie de S. Paulo. Autor de projectos como o Museu Brasileiro da Escultura e do pórtico localizado na Praça do Patriarca, ambos em S. Paulo, cidade onde passou a maior parte da vida, foi professor na Faculdade de Arquitectura e Urbanismo até 1998, ano em que se retirou da docência. Multipremiado, conta no seu curriculum distinções como o Prémio Mies Van Der Rohe pelo projecto de reforma da Pinoteca de São Paulo (2001) e o Prémio Pritzker em 2006.

Miriam Assor

in http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=759750E8-C7C8-4B5C-BC92-168FD30A5DAB&channelid=00000019-0000-0000-0000-000000000019

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O museu terá um altura de 16,5 metros, defronte ao Palácio de Belém.

A ponte pedonal aérea, entre o museu e a margem do rio terá 180 m de comprimento.

O silo automóvel, with a view, terá, segundo o «boneco», a mesma altura dos edifícios do museu.

Em complemento às publicadas pelo Sol, e retiradas do site da Afa Concult

in http://cidadanialx.blogspot.com/2008_07_01_archive.html

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Novo Museu dos Coches revelado aos arquitectos

LEONOR FIGUEIREDO

Projecto. Brasileiro Paulo Mendes da Rocha explicou a sua ideia para Belém

Ideia é para 'open space' entre exposição principal e bastidores dos coches

O novo Museu dos Coches, em Belém, tem como objectivo "guardar de forma definitiva e para sempre a colecção preciosa dos coches", disse, ontem à noite o arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, na Ordem dos Arquitectos, em Lisboa, durante a sessão de apresentação do projecto aos seus pares portugueses.

O criador do futuro museu considera que, dadas as necessidades de climatização para a preservação dos coches, estejam ou não em exposição, "a ideia de um depósito torna-se insólita", preferindo optar, como afirmou, "por fazer com que também seja visitável o local da sua manutenção e conservação".

Elevadores com capacidade para 150 pessoas transportarão os visitantes para a exposição que deverá "ser límpida e iluminada", sem semelhança com o actual museu onde, confessa Paulo Mendes da Rocha , "o barroquismo excessivo é confuso". Imagens e sons que podem combinar com "a exibição destes grandes artefactos do desenvolvimento [coches]" são ideias do arquitecto que recebeu importantes prémios internacionais, como o Prémio Pritzker, em 2006.

O museu, orçado em 27 milhões de contos, um terço dos quais assegurado pela contrapartida da instalação do Casino Lisboa no Parque das Nações, deverá começar a ser construído em Janeiro.

in http://dn.sapo.pt/2008/10/30/artes/novo_museu_coches_revelado_arquitect.html

Museu dos Coches aberto ao futuro

2008-10-29

Uma zona de exposição com um total de 7500 metros quadrados vai ser o centro do novo Museu dos Coches, cujo projecto de apresentação tem lugar esta quarta-feira, às 21 horas, na sede da Ordem dos Arquitectos, em Lisboa.

Da autoria do ateliê de Paulo Mendes da Rocha, o projecto vai ser construído nos terrenos das antigas Oficinas Gerais do Exército, o mesmo local onde funcionaram, até há pouco tempo, os serviços do Instituto Português de Arqueologia e do Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática.

Além da zona expositiva, o novo Museu dos Coches vai integrar oficinas de manutenção e conservação dos coches e um pavilhão anexo, com um passadiço entre a área expositiva e o anexo. Da reformulação faz ainda parte uma zona de estacionamento com 400 lugares, além da ligação para peões e bicicletas entre o quarteirão ocupado pelo museu, a estação ferroviária de Belém e a frente ribeirinha do Tejo.

Para o arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, o projecto "adopta um critério centrado na ideia da preservação definitiva do tesouro guardado". Na vertente museológica, pretende-se que "a arte e a técnica estejam em constante andamento", através de exposições e oficinas que possibilitem a transmissão de "sons e imagens virtuais associados aos artefactos originais".

Na assinatura do projecto, ocorrida em Abril, Mendes da Rocha afirmou que o objectivo passa por conferir ainda mais relevo aos coches, aproveitando a totalidade do acervo. O arquitecto adiantou que não vê o museu "como um objecto isolado", mas antes como uma solução integrada que comporta soluções museológicas e urbanísticas capazes de responder aos desafios actuais.

As obras deverão começar em Janeiro de 2009 e espera-se que estejam prontas em Outubro de 2010. O custo estimado da empreitada é de 27 milhões de euros, mais IVA, verba que será proveniente das receitas do Casino de Lisboa.

O Museu dos Coches dispõe daquela que é considerada a mais notável colecção do Mundo do género, ao permitir que o visitante compreenda não só a evolução técnica dos transportes de tracção animal como acompanhe as mudanças de gosto manifestadas nas artes decorativas expressas na ornamentação das viaturas.

Segundo o Instituto Português dos Museus, trata-se do espaço museológico mais visitado da capital.

in http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=1035261

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Penso que a relação com as traseiras das casas da rua da junqueira é fundamenal para elevar a escala do proprio museu, pelo que ouvi os arquitectos esperam que nessas traseiras apareçam programas (cafes, etc...) que tornem o espaço entre o museu propriamente dito e as traseiras da rua junqueira uma verdadeira praça. Quanto a ponte pedonal, aquilo que se deveria fazer era enterrar o comboio e os carros do CCB ate a central electrica, coisa que penso já esta planeada para a frente ribeirinha, a ponte ou viaduto não parece ter escala para aquela zona e para o edificio, parece uma ponte de via rapida, no meu entender devia ter mais espessura.

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Aquela (nula) relação com as traseiras é realmente um ponto complicado para um projecto deste tipo e até no existente a relação melhor, já que tinhamos traseiras com traseiras e o tecido urbano compacto completava-se. Agora dizerem que estão à espera que os privados abram cafés e esplanadas para colmatar essa falha?... será que não devia ser este projecto à partida a não a criar?...

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Estou sempre a ouvir que muito do papel do arquitecto é resolver problemas, neste caso parece o oposto, é criar...se precisa de comercio e bares e cafés, porquê que não tem isso no pisso terreno do museu? Não conheço o local mas nao percebo, a transição do jardim para o museu, nem qual é a relação. Criar uma praça ali, é monumentalizar as pré-existencias. Ou então é pelo caminho oposto, vejam a miseria das casas e comtemplem a grandiosidade do museu...lol... Mesmo a relação com a rua de mais pequena escala, a posição em relação há rua deixa-me muitas duvidas. Custa-me a perceber como houve tanto barulho com a casa da musica e depois tão pouco se fala disto... Simplesmente nao vejo este projecto ali, vejo num local sem nada a volta...e mesmo assim não sei como não se pensa no tecido envolvente e no tratamente dos espaços restantes... e atira-se a responsabilidade de ligar o museu com o local aos privados.

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Em perspectiva... não há imagens de como vai ficar as traseiras? Como se pode a partida dizer que vão ficar mal... se ainda não se viu imagens das maquetas nas traseiras... Pelo o menos eu ainda não... Anda-me a escapar algo?

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Quando referi que os arquitectos estavam a espera que as traseiras se transformem em cafés, quiosques, etc. Não o disse com certeza, foi uma coisa que li algures, talvez no público, para mim essa solução até pode ser má caso se opte por demolir os edifícios existentes.
Sobre a relação nula do museu com as traseiras basta ler Gordon Cullen para ver que não é nula e pode ser até bastante rica.
Ricardo criar uma praça ali nunca iria monumentalizar a pré-existência, trata-se de umas casinhas com um ou dois andares cuja única característica a beira de uma praça é a escala domestica das mesmas, assim também construir um museu com uma escala maior perto dessas casas não revela uma faceta miserabilista destas mas a sua escala domestica e pitoresca em contraste com o carácter monumental e monolítico do museu. O mesmo efeito é usado nos Jerónimos, quando se esta em frente ao palácio de Belém e se olha para os Jerónimos este vê a sua escala aumentada pelo contraste com os edifícios de habitação e de serviços onde se situam os pasteis de Belém.
Por mim melhorava os edifícios existentes com traseiras para o museu e tentava adaptar esses edifícios aos programas já referidos.

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O Novo Complexo para o Museu dos Coches a construir em Belém é constituído, para além do edifício principal (Pavilhão de Exposições), por um Edifício Anexo, por um Silo Automóvel e por uma Ponte Pedonal que estabelece a ligações entre os 3 edifícios.

O Pavilhão de Exposições, que se destina a albergar as salas de exposições dos coches, é composto por uma estrutura elevada a 4,50m do solo com dimensões em planta de 126x48m e 12m de altura.

O Edifício Anexo garante o apoio necessário ao funcionamento do museu, incluindo zonas destinadas a Escritórios, Restauração e ainda um Auditório. As áreas de Escritórios e Restauração localizam-se em 2 “passadiços” elevados com 46x14m e 46x10m respectivamente, suportados por uma estrutura de betão periférica também elevada com 46x46m apoiada em apenas 4 pilares. O Auditório situa-se ao nível do piso térreo.

A Ponte Pedonal e as respectivas rampas de acesso estabelecem o percurso de 180m entre os dois edifícios e o silo destinado ao estacionamento de automóveis.

Dados Gerais

Lisboa
Instituto de Turismo de Portugal
Paulo Mendes da Rocha, Arquitectos Lda
25 303 m2
35 000 000.00 €

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Costa com parecer desfavorável para Museu dos Coches

Câmara critica silo automóvel com 25 metros de altura que integra conjunto arquitectónico do museu

Já vistos como uma espécie de contentores de Alcântara, em versão cultural, os 25 metros de altura de estacionamentos previstos junto ao Rio Tejo levaram, ontem, Câmara a censurar a obra que estará pronta em 2010.


A Câmara de Lisboa emitiu ontem um parecer condicionado onde aponta a necessidade do projecto do arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha ser reformulado, tendo em conta que um silo automóvel planeado poder vir a constituir uma enorme barreira na Frente Ribeirinha, em Belém, junto ao Museu da Electricidade. Com uma altura prevista de 25 metros e capacidade para 400 automóveis, o silo implica não só a desactivação do actual estacionamento térreo existente no local, como a construção de um passadiço, que ligará a infra-estrutura ao novo Museu dos Coches.

A Divisão de Estudos e Projectos do município aponta ainda, no relatório elaborado e que sustenta o parecer, uma clara violação do Plano Director Municipal (PDM), já que este estabelece para o local áreas verdes. Apesar do parecer da Câmara não ser vinculativo,o presidente da Câmara, António Costa, ontem em reunião de Câmara, foi muito mais longe e acabou por revelar que não vê qualquer urgência na construção do futuro espaço museológico, quando há outros equipamentos culturais necessários na cidade, defendendo a permanência no actual espaço. O projecto orçado em 27 milhões de euros e que o Governo pretende inaugurar a 5 de Outubro de 2010, para assinalar o centenário da República, é visto por Costa como "desnecessário".

"Uma das razões apresentadas para a sua transferência relaciona-se com o facto de, nas actuais instalações, não ser possível aumentar o número de visitantes. Mas uma vez que já tem o maior número de visitantes não é necessário mexer-lhe", admitiu Costa, perante as críticas de toda a oposição ao projecto, que será financiado em parte pelas contrapartidas financeiras da instalação do Casino de Lisboa.

O parecer relativo ao silo - apresentado por Mendes da Rocha como a hipótese mais económica - foi aprovado apenas com votos do PS. Se os vereadores do PSD, PCP e Sá Fernandes se abstiveram, os dois movimentos "Cidadãos por Lisboa", liderado por Helena Roseta, e "Lisboa com Carmona" votaram contra, mostrando o desacordo com o aquela parede de cimento.

"Este silo é uma autêntica aberração na frente ribeirinha e uma usurpação de espaços verdes do PDM", defendeu o vereador Carmona Rodrigues. Já Helena Roseta apelou à sensibilização do arquitecto para que se crie uma outra estrutura para o local. "Não se podem fazer obras públicas assim. É necessária uma solução mais interessante", frisou.

Pedro Feist, de "Lisboa com Carmona" alertou para o facto de ocorrer na frente ribeirinha o efeito de uma barreira contínua. "Combate-se os contentores em Alcântara e depois permite-se um silo automóvel em frente ao Palácio de Belém?", questionou.

JN



Paulo Mendes da Rocha disposto a "avaliar a situação" do silo do Museu dos Coches

O arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, autor do projecto para o novo Museu dos Coches, em Lisboa, considera que a proposta que fez, que inclui um silo automóvel na frente ribeirinha, é "o projecto ideal".
No entanto, depois de, na segunda-feira, a Câmara Municipal de Lisboa ter rejeitado o silo, Mendes da Rocha diz-se disposto a "avaliar a situação para ver se vale a pena [alterar]".

O ministro da Economia, Manuel Pinho, dissera na véspera que já falara com o arquitecto e que este não teria qualquer problema em reformular o projecto. Ao telefone com o PÚBLICO a partir de São Paulo, Mendes da Rocha clarifica a sua posição: "Eu não disse que estava disposto a alterar, disse que estava disponível para ver se é possível uma variante" para o problema do estacionamento na zona. Assim, admite "examinar as consequências, e depois dar uma resposta".

"Só faz sentido repensar o estacionamento se houver um estudo integrado com a câmara para toda a área de Belém", sublinha o parceiro português de Mendes da Rocha neste projecto, o arquitecto Ricardo Bak Gordon.
O silo proposto, de 23 metros de altura e capacidade para cerca de 400 carros, ligado ao museu por uma passagem aérea sobre a linha do comboio, era, nas palavras de Mendes da Rocha, "uma solução mais abrangente do que simplesmente um estacionamento do museu". Ou seja, foi pensado não apenas como um apoio aos Coches, mas como parte da solução para o estacionamento em Belém.

Questionado sobre se a questão do silo vai atrasar mais o início das obras, Bak Gordon diz esperar que isso não aconteça, porque a construção do silo "é uma operação paralela". Mas, avisa, "é uma decisão que tem que ser tomada atempadamente", pelo que "é urgente sentarmo-nos com a câmara e começarmos a estudar em conjunto".


Público

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Museu dos Coches: Silo automóvel foi sugestão para região do Tejo - Arquitecto



São Paulo, Brasil, 05 Jan (Lusa) -- A construção de um silo automóvel foi apresentada como sugestão para a falta de estacionamento na região ribeirinha do Tejo, não apenas do Museu dos Coches, disse hoje à agência Lusa o responsável pelo projecto.







Paulo Mendes da Rocha afirmou que a construção de um estacionamento subterrâneo na região não é recomendável por questões estruturais, mas que responderá "adequadamente" à reformulação do projecto, que tem a rejeição da Câmara de Lisboa.
"Aquela é uma região de importante afluência turística para uma marcha a pé, com vários locais de visitação, como o Convento dos Jerónimos, Ladeira da Ajuda e outros", disse.
"Há um interesse em resolver o problema do estacionamento de forma mais ampla, em vez de construir uma garagem em cada edifício", realçou o arquitecto brasileiro.

Mendes da Rocha salientou ainda que o terreno local é constituído por "terra frouxa, com um lençol freático superficial", pouco recomendável para construção de subterrâneos, pelo alto custo.

"A laje será muito solicitada em termos estruturais. Há soluções de engenharia, mas não vale a pena enfrentar o lençol freático simplesmente para guardar automóveis porque será uma obra caríssima, com grande movimento de terra", disse.

A falta de estacionamento na região, possíveis problemas estruturais e o alto custo de uma obra subterrânea levaram o arquitecto a sugerir a construção de um silo automóvel.
A Câmara de Lisboa aprovou em Dezembro um parecer favorável ao projecto, mas vai exigir do Governo a reformulação, rejeitando a construção desse silo de 26 metros na frente ribeirinha.

O projecto prevê a ligação do silo ao edifício principal do museu, por meio da construção de um passadiço sobre a linha do comboio.

"O museu exige grandes vãos, estruturas solicitadas. Uma garagem subterrânea tem um custo muito alto e seria melhor enfrentar a questão e fazer um estacionamento fora", observou Mendes da Rocha.

O arquitecto vincou que o silo não é parte integrante do projecto do Museu dos Coches, sendo construções "distintas".

"Foi apenas uma solução urbanística e arquitectónica que resolve o problema da região e que dá brilho ao local. Pareceu-me muito integrado", disse.

Mendes da Rocha considerou "extraordinário" o convite do Governo para realizar o projecto e que, com a decisão da Câmara de Lisboa, a solução poderá ser a construção de um pequeno subsolo para estacionamento.

O Museu dos Coches, que ocupará uma área de 15.177 metros quadrados, custará 31,5 milhões de euros provenientes das contrapartidas do Casino de Lisboa.

Nascido em Outubro de 1928, em Vitória, capital do Estado do Espírito Santo, na região Sudeste do Brasil, Mendes da Rocha é um dos mais importantes arquitectos e urbanistas brasileiros.

Pertencente à geração de arquitectos modernistas, recebeu o Prémio Pritzker, o mais importante da arquitectura mundial, em 2006.

É autor de diversos projectos, como o do Museu Brasileiro de Escultura (MUBE) e do Museu da Língua Portuguesa, ambos em São Paulo.

ACL/MAN.

Lusa/Fim.

in http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=380851&visual=26&tema=7

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Museu dos Coches: Silo automóvel foi sugestão para região do Tejo - Arquitecto



São Paulo, Brasil, 05 Jan (Lusa) -- A construção de um silo automóvel foi apresentada como sugestão para a falta de estacionamento na região ribeirinha do Tejo, não apenas do Museu dos Coches, disse hoje à agência Lusa o responsável pelo projecto.







Paulo Mendes da Rocha afirmou que a construção de um estacionamento subterrâneo na região não é recomendável por questões estruturais, mas que responderá "adequadamente" à reformulação do projecto, que tem a rejeição da Câmara de Lisboa.
"Aquela é uma região de importante afluência turística para uma marcha a pé, com vários locais de visitação, como o Convento dos Jerónimos, Ladeira da Ajuda e outros", disse.
"Há um interesse em resolver o problema do estacionamento de forma mais ampla, em vez de construir uma garagem em cada edifício", realçou o arquitecto brasileiro.

Mendes da Rocha salientou ainda que o terreno local é constituído por "terra frouxa, com um lençol freático superficial", pouco recomendável para construção de subterrâneos, pelo alto custo.

"A laje será muito solicitada em termos estruturais. Há soluções de engenharia, mas não vale a pena enfrentar o lençol freático simplesmente para guardar automóveis porque será uma obra caríssima, com grande movimento de terra", disse.

A falta de estacionamento na região, possíveis problemas estruturais e o alto custo de uma obra subterrânea levaram o arquitecto a sugerir a construção de um silo automóvel.
A Câmara de Lisboa aprovou em Dezembro um parecer favorável ao projecto, mas vai exigir do Governo a reformulação, rejeitando a construção desse silo de 26 metros na frente ribeirinha.

O projecto prevê a ligação do silo ao edifício principal do museu, por meio da construção de um passadiço sobre a linha do comboio.

"O museu exige grandes vãos, estruturas solicitadas. Uma garagem subterrânea tem um custo muito alto e seria melhor enfrentar a questão e fazer um estacionamento fora", observou Mendes da Rocha.

O arquitecto vincou que o silo não é parte integrante do projecto do Museu dos Coches, sendo construções "distintas".

"Foi apenas uma solução urbanística e arquitectónica que resolve o problema da região e que dá brilho ao local. Pareceu-me muito integrado", disse.

Mendes da Rocha considerou "extraordinário" o convite do Governo para realizar o projecto e que, com a decisão da Câmara de Lisboa, a solução poderá ser a construção de um pequeno subsolo para estacionamento.

O Museu dos Coches, que ocupará uma área de 15.177 metros quadrados, custará 31,5 milhões de euros provenientes das contrapartidas do Casino de Lisboa.

Nascido em Outubro de 1928, em Vitória, capital do Estado do Espírito Santo, na região Sudeste do Brasil, Mendes da Rocha é um dos mais importantes arquitectos e urbanistas brasileiros.

Pertencente à geração de arquitectos modernistas, recebeu o Prémio Pritzker, o mais importante da arquitectura mundial, em 2006.

É autor de diversos projectos, como o do Museu Brasileiro de Escultura (MUBE) e do Museu da Língua Portuguesa, ambos em São Paulo.

ACL/MAN.

Lusa/Fim.

in http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=380851&visual=26&tema=7

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Frente Ribeirinha: António Costa considera novo Museu dos Coches "desnecessário"
22 de Dezembro de 2008, 22:08

Lisboa, 22 Dez (Lusa) - O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa (PS), classificou hoje de "desnecessário" construir um novo Museu dos Coches, um projecto do Governo no valor de 31,5 milhões de euros, financiado com verbas do Casino.

"Acho desnecessário que o novo museu a financiar com as verbas do Casino seja o Museu dos Coches", disse António Costa durante a reunião pública do executivo municipal.

"Não considero necessário um novo Museu dos Coches", sublinhou.

O autarca argumentou não entender as razões avançadas - ser o museu com maior número de visitantes - para aplicar parte das contrapartidas iniciais do Casino de Lisboa no Museu dos Coches.

"Se o museu já tem o maior número de visitantes, não vale a pena mexer", afirmou.

António Costa lembrou outros projectos museológicos a construir na capital, como o Museu da Moda e do Design, da responsabilidade da autarquia, ou o Centro de Cultura Contemporânea Africana, em parceria com o Governo.

"A regra da contratação de obras de arquitectura, como das obras em geral, deve ser a do concurso público, mas também entendo, como a actual direcção da Ordem dos Arquitectos entende, que haja obras que possam justificar, desde que com razões bem fundamentadas, a entrega do projecto a um arquitecto", afirmou.

O Governo atribuiu directamente ao arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha (prémio Pritzker), sem concurso, o projecto do futuro museu.

António Costa considerou que "a existência de uma obra do arquitecto Paulo Mendes da Rocha é algo que valoriza a cidade de Lisboa".

A Câmara de Lisboa aprovou hoje um parecer favorável condicionado ao projecto e vai exigir do Governo a sua reformulação, rejeitando a construção de um silo automóvel de 26 metros na frente ribeirinha.

O projecto prevê a construção de um silo automóvel com 26 metros de altura ligado ao edifício principal do Museu através de um passadiço sobre a linha do comboio.

O Museu, que ocupará uma área de 15.177 metros quadrados, custará 31,5 milhões de euros provenientes das contrapartidas do Casino de Lisboa.

Na apresentação pública do projecto, em Agosto, o arquitecto Paulo Mendes da Rocha descreveu o futuro Museu como um "pavilhão de exposição em cristal e aço".

Paulo Mendes da Rocha recebeu em 2006 o prémio Pritzker, a maior distinção da arquitectura mundial, e é o autor, entre outras obras, do Museu Brasileiro da Escultura, em São Paulo.

ACL.

Lusa/Fim.

in http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/34fe88020533899db53bd1.html


2009/Cenários: Museu dos Coches destaca-se entre obras mais importantes do sector
Lisboa, 01 Jan (Lusa) - O novo Museu dos Coches, um projecto da autoria do arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha que representa um investimento de 31,5 milhões de euros, é uma das mais importantes obras da área dos museus em 2009.

Os pormenores do projecto - que vai ocupar mais de 15.000 metros quadrados dos terrenos das antigas Oficinias Gerais do Exército, em Belém - foram apresentados em Julho deste ano pelos ministérios da Cultura, e da Economia e Inovação.
A Câmara Municipal de Lisboa já apreciou o projecto e aprovou-o globalmente, mas rejeitou a construção de um silo para estacionamento no local, tendo pedido a sua reavaliação. Tanto o Governo como o arquitecto Paulo Mendes da Rocha já se mostraram abertos a refazer o projecto.
O novo edifício, que deverá abrir em 2010, passará a acolher um acervo de coches reais e carruagens único no mundo e que atraiu no ano passado cerca de 240 mil visitantes, contando com os visitantes do núcleo de Vila Viçosa.
A nova casa para os coches, um antigo projecto da tutela, é um dos projectos mais emblemáticos da área dos museus nacionais previstos para 2009, mas não é o único.
O Museu Mar da Língua Portuguesa, confirmou recentemente o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, vai mesmo ser criado no antigo Museu de Arte Popular, também em Belém.
Quando falou no parlamento, em Novembro, sobre o orçamento para o próximo ano, o ministro indicou que o projecto previa as obras de restauro do Museu de Arte Popular, uma segunda fase de adaptação do espaço, e uma terceira de instalação museológica.
O projecto museológico do Museu Mar da Língua Portuguesa já tinha sido apresentado pela anterior ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, e acabou por ser cancelado por Pinto Ribeiro, que pretende redesenhá-lo e criá-lo em parceria com o Museu da Língua Portuguesa de São Paulo, no Brasil.
Mas o sector não deu origem apenas a notícias de novos projectos. Os museus nacionais foram novamente em 2008 alvo de polémica porque este ministro, tal como a anterior, recebeu uma carta dos directores dos museus a alertar para as graves dificuldades financeiras e de falta de vigilantes num sector "em ruptura".
Vários museus, entre eles o Museu Nacional de Arte Antiga e o Museu Nacional de Arte Contemporânea (Chiado), foram obrigados a encerrar salas ou mais um dia por semana por falta de pessoal para vigiar os acervos.
O problema foi resolvido por mais seis meses, com mais de uma centena de contratados, mas o Instituto dos Museus e da Conservação (IMC) pretende encontrar uma solução mais definitiva.
Também no parlamento, o ministro da Cultura anunciou um reforço de 3,9 milhões de euros para o orçamento do IMC em 2009, de forma a "estabilizar" a situação carenciada dos 28 museus e cinco palácios nacionais.
Curiosamente, apesar de terem vindo a enfrentar cada vez maiores dificuldades financeiras e de falta de vigilantes nos últimos anos - que atingiram as programações e restringiram o acesso aos espaços - os museus nacionais têm vindo a atrair mais visitantes.
Nos últimos dois anos, o número de visitantes dos 28 museus nacionais ultrapassou um milhão, uma conquista só alcançada anteriormente em 1998, o ano excepcional da Expo.
Dados do IMC a que a Agência Lusa teve acesso indicam que em Setembro deste ano o número de visitantes ascendia a 983.000, demonstrando que, após o último trimestre deste ano, o patamar de um milhão de visitas deverá ser largamente ultrapassado.
Por outro lado, responsáveis e profissionais do sector têm vindo a alertar para a necessidade de se repensar o papel dos museus numa sociedade em acelerada mutação, com um público cada vez mais exigente.
O próprio director do IMC, Manuel Bairrão Oleiro, num texto da sua autoria publicado recentemente pela revista Museologias.pt, defendeu "uma definição clara de qual o efectivo papel que o Estado pretende que os museus públicos desempenhem".
No texto, o responsável apresentava três hipóteses de modelos de gestão para o futuro dos museus: num dos extremos, a hipótese de privatização da gestão dos museus públicos, mantendo-se a propriedade pública das colecções, no outro extremo os museus públicos serem geridos no estrito quadro da Administração Pública.
Uma terceira possibilidade, - mais interessante e que melhores garantias de sucesso poderia trazer aos museus públicos, segundo o responsável - seria o museu financeiramente apoiado pelo Estado, de forma continuada, mas gerido de acordo com regras de gestão privada.
AG.
Lusa/Fim

2009-01-01 10:05:02

in http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=380310&visual=26&tema=5

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MANIFESTO PARA MANTER O MUSEU DOS COCHES NO PICADEIRO
Não posso deixar de publicar este manifesto do meu colega Francisco Ferreira, demonstrativo da preocupação que existe latente na sociedade, com este esbanjamento gratuito de dinheiros e pior que isso, com a destruição daquilo que são as memórias nacionais, tão necessárias ao equilibrio da nossa identidade cultural.
Este tipo de obras de regime, balofas e desnecessárias, que mais não parecem que o mijo do cão e que servem tão sómente para, além do alívio da sua bexiga, marcar o território por onde passam, tal como certas pessoas precisam, numa atitude de manifesta soberba básica e terceiro mundista, assinalar a sua passagem pela áurea do poder.
Muito bem Francisco Ferreira!
Luís Marques da Silva
.
"Atitude sinistra esta, apenas sustentada pela vã glória de mandar e a arrogância de quem, a qualquer preço, quer deixar "OBRA FEITA" sem cuidar de saber se a memória e a cultura de um povo se reveêm na remoção do museu dos coches do local onde está!...
Instados na posição, já com dezenas de anos, da transferência dos majestosos coches para "GRANDES INSTALAÇÕES", onde mostrem a "IMPONÊNCIA", a "OSTENTAÇÃO" e a "RIQUEZA" do povo que os criou, esqueceram-se os nossos governantes do carinho e da escala humanas que são sentidos e transmitidos pelo espaço actual em que se encontram.
O carácter acolhedor e proporcionado daquele espaço para o efeito que desempenha, conseguiu transmitir a várias gerações, a atitude da visita e da frequência, como nenhum outro museu conseguiu neste país.
A relação do espaço-picadeiro, criado para os cavalos, tem a escala, o conceito e a relação directa com os velhos coches.Quem vê uma coisa sente a outra e não é por acaso que se dão bem: interligam-se.Rebentar estas amarras é um crime que devia ser punido civilmente sobre quem detem o poder de o decidir, e mesmo de o aconselhar.
É um atentado criminoso à cultura nacional, só comparável às demolições arcaicas dos pequenos burgos edificados que envolviam os nossos grandes edifícios, como o Mosteiro da Batalha e muitos outros, num passado não muito distante.
E, depois do crime, até os "burros" perceberam que os edifícios parecia terem mingado, a envolvência e escala humanas tinham desaparecido para sempre - ficou tão somente uma aparência, a custear e manter, como mera escultura, espoliada de um passado de sempre, apenas para dizer que temos.
CRIME... Isto é um crime à nossa cultura; pior, é um atestado de incompetência a todos nós, portugueses, que passamos por não saber mais que isto, nem aprendermos com a forma como os nossos vizinhos europeus tratam e valorizam a vivência urbana dos seus velhos espaços e do seu património, dos seus costumes e das suas tradições; de como tiram partido destas mais valias entre o relacionamento dos espaços/edifícios com a memória da função que têm vindo a desempenhar.
Ninguém toleraria a destruição de velhos quadros, obras primas de autores nacionais consagrados. Seria destruir cultura, tal como os nossos governantes bem compreendem.
Mas destruir a cultura da tradição, da vivência do dia a dia, da memória passada daquilo que está bem e vão desagregar, que é pior que estar a queimar valiosos quadros, já não percebido como destruição de cultura. E não é percebido porque não dá jeito perceber a quem decide; e como é mais volátil, não se veêm as cinzas, e destroi-se este património humano. Para que? PARA FAZER OBRAS DE REGIME.
E a mais valia económica que este património constituiria para a melhoria do PIB resultante do turismo por isto motivado. Situações novas em qualquer lado se criam, mas as que resultam do passado, da memória, fazem a diferença entre o especial que atrai, e o comum, que se visita “se calhar”.
ISTO É MATAR A GALINHA DOS OVOS DE OURO!!!
As dificuldades de manutenção dos coches neste espaço, desde a humidade à temperatura e ao resto, podem ser mais facilmente resolvidas que outras questões que vão ter que resolver com a construção do novo edifício.
Os nossos governantes bem podiam mostrar uma lição de humildade, recuperando devidamente as actuais instalações para a mesma função, e nós poderiamos continuar a mostrar aos nossos filhos os coches, no antigo picadeiro dos cavalos reais, onde têm escala, memória e que é onde devem ficar.
E se querem aparecer ao povo com um edifíco novo, até do "tipo escultura", têm tantos locais para o fazer sem ser ali. E mesmo que seja aí, façam uma "coisa" mais pequena, para não ficar tão cara a demolir quando, no futuro, um governante com juizo, quiser libetar a margem ribeirinha destes "enguiços" mal paridos.
O responsavel por este crime, se ocorrer, só não será julgado se morrer antes do povo ganhar consciência que afinal o pode mesmo fazer, pois não é crivel que alguém que desempenha tão elevadas funções, possa estar a este nível tão mal aconselhado, ou ser tão arrogante."
P.S.
Dizem-me os colegas: "Já investiram muito dinheiro, em estudos e promessas; não podem reverter o processo."
Só não param o processo se não quiserem. Olhem o passado: com as gravuras de Foz Côa interromperam o processo. E não eram destruidas, ficavam submersas, guardadas; mas até compreendo que o tenham feito.
Isto é que é incompreensivel e demonstrativo de um tipo de "in"cultura que se irá continuar q aplicar em outros casos.
Temos que pôr um fim a este assassinato cultural, sob pena de perda total de identidade.
FFerreira arq.


in http://cidadanialx.blogspot.com/2009/02/manifesto-para-manter-o-museu-dos.html

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