Jump to content
Arquitectura.pt


gigi

Lisboa | Novo Museu Nacional dos Coches | Paulo Mendes da Rocha

Recommended Posts

Caros bloguers, Permitam-me alguns comentários.... aos vossos comentários. A JVS que diz que por enquanto o projecto de silo-auto na zona arborizada não é mais que "um círculo numa planta" permita-lhe sugerir que veja a pág. 14 do jornal Público de 10 de Julho de 2008. As dúvidas ficam desfeitas.... o círculo tem volume, ocupando por completo a àrea onde actualmente existem os choupos..... e tem altura, a mesma admitida para o próprio edifício do nono Museu. Um "beleza" de equilíbrio, em diálogo com o pequeno edificio da Estação Fluvial de Belém e com as chaminés da Central Tejo. E um "regalo para a vista" para quem por ali circular de barco, combóio ou carro. A JAG que sugere que o melhor é "esperar para ver" e que pensa que o projecto do silo-auto até pode ter muita qualidade já que situa num "local para um museu único no Mundo", digo-lhe que não! Depois de construído já não há volta a dar-lhe.... como aliás tantas e repetidas vezes acontece em Portugal. Silos bonitos... diria a JAG que é uma questão de gosto. Porque não o colocam, por exemplo num dos edificios desactivados ou semi arruinados existentes na calçada da Ajuda e têm tanto interesse em o colocar do outro lado da linha de combóio junto ao Tejo? Já agora "lugar único no Mundo"?? Podemos considerar que todos os lugares são únicos no Mundo relativamente à implantação de um Museu, uma sala de concertos ou outra coisa qualquer na relação que estabelecem com a envolvência. Aquele tem uma estória e uma história, além de uma relação com a percepção visual dos habitantes de Lisboa. Mais analítica é a posição de TATLIN. Relativamente ao impacto da implantação, remeto para a resposta a JVS. Quanto a volumetrias, ficamos falados. TATLIN reconhece que a implantação fica "numa das zonas mais acolhedoras da frente de rio em Belem (mas não das mais belas), quer pelo porte das arvores, pela esplanada, assim, como pelos movimentos dos barcos em direcção a Almada ou ao Atlantico e das pessoas para o terminal fluvial. Essa zona precisa de ser remodelada e a construção do museu é uma excelente oportunidade para isso". Como lisboeta e residente na vizinha Junqueira, TATLIN reconhece que a zona é "acolhedora" quer pelo porte das arvores e a esplanada e o movimento de pessoas e barcos. Mas como português TATLIN acaba por não se importar com o desaparecimento das árvores. (Não sei o que temos quanto Povo contra as arvores e as florestas). Sucede que a sensação acolhedora advém precisamente da conjugação desse espaço "vazio" mas imensamente arborizado, face ao que existe nas margens do Tejo, com as vistas desafogadas que permite para as pessoas e barcos que ali circulam. Concordo com TATLIN relativamente à apreciação que faz do "jardim" do arquitecto Taveira junto à Central da EDP e concordo que o mesmo deveria ser reconfigurado, eventualmente orientando-o tal como o "jardim dos choupos" para o Tejo e ampliado até às margens do rio. TATLIN desvaloriza o uso do local pelos carros, para melhor consentir no seu arrasamento e substituição por betão. O que teremos nós portugueses contra os espaços vazios? Onde há um vazio, logo uma portuguesa alma caridosa se enche de afã na ânsia de a encher com betão. Que mania.......... A beleza também é feita de pequenos nadas (vazios) como aquele, onde por sinal existe uma esplanada reconfigurada e modernizada e onde nunca ve vi envolvido em nenhuma nuvém de ameaçadora poeira. Quanto às àrvores que protegem os carros da calícula e impedem o usufruto do espaço pelas pessoas, só peço a TATLIN que olhe à sua volta. Diga-me onde, sem ser nos parques públicos e na Avenida da Liberdade, por sinal um projecto do tempo da monarquia, as àrvores de Lisboa dão sombra às pessoas? Aí mesmo na Junqueira tem um belíssimo parque de estacionamento ensombreado por oliveiras. E assim é por todo o lado. Não gosto, mas é a realidade das autoridades portuguesas: Pessoas à chapa do Sol ou à chuva, carros à sombra. Aliás, não deixa de ser curioso que as melhores zonas do rio estejam reservadas aos carros. Mas quanto a isso, TATLIN não se mostra incomodado e até sugere que as árvores dêem lugar a um relvado. Certamente que não frequenta a zona ribeirinha. Haverá alguém que ali se aguente muito tempo, ao Sol ou há chuva? Não levem a mal, mas reafirmo o que escrevi. Há qualquer coisa mal explicada, nesta história do silo-auto.

Share this post


Link to post
Share on other sites

Realmente a culpa não é do arquitecto. Ele fez a sua abordagem conceptual para o que lhe pediram e para aquele local, mas pessoalmente não gostava de ver aquele equipamento ali, pelo menos daquela forma. Outra coisa tambem é aferir da necessidade neste momento de tal equipamento numa frente tão marcante como aquela e face a outras necessidades talvez mais prementes nesta momento face á crise que atravessamos.

Share this post


Link to post
Share on other sites

Não sei se muita gente sabe porque se está a construir este museu, mas para se estarem a questionar quanto à sua construção é porque não sabem. Em 2010 comemora-se o centenário da república portuguesa, e o novo Museu dos Coches irá ser o edifício comemorativo dessa data. Com já alguém referiu, é simplesmente o museu mais visitado de Portugal, pelo que faz todo o sentido ser o seleccionado para esta comemoração. Quanto ao projecto, pelo que se percebe é um caixote gigante à beira rio... que é que poderia ser mais?? São coches, têm uma certa dimensão e não podem ser pendurados numa parede como um quadro. Eu penso ser positivo o facto de ser um paralelipipedo suspenso, pois trará uma certa leveza ao contrário de um mamarracho até ao chão. Quanto ao silo, é a única solução viável para este caso, isto que este tronar-se-á um ponto de grande interesse (penso que o museu, não será só um museu, mas terá mais funções anexas) e precisa de estacionamento automóvel. Por ser uma zona de aterro, torna-se impossivel/dispendioso um parque subterrâneo. Agora, pelo que conheço de PMR ele não irá fazê-lo em betão...alguma solução arranjará para que o silo não seja um elemento de igual "peso" com o restante projecto. Agora uma coisa é certa, o arquitecto não tem culpa do locar que escolheram para desenvolver este projecto, e penso que o tentou fazer da melhor maneira, tendo em conta todos os regulamentos e privações que existem nesta zona.

Share this post


Link to post
Share on other sites
LNEC não quer que Picadeiro Real volte a receber cavalos

10.07.2008, Andreia Sanches

A ideia é que tudo esteja pronto a 5 de Outubro de 2010. A construção da nova unidade museológica é pensada para coches brilharem



"Simples" e "sóbrio" para que "os coches brilhem com todas as suas cores delicadas, os seus tecidos, os couros, os arreios". É assim o novo Museu Nacional dos Coches, em Belém, Lisboa, explicou ontem o prestigiado arquitecto brasileiro que assina o projecto. Num dos pavilhões do terreno das antigas Oficinas Gerais do Exército, onde o edifício nascerá, Paulo Mendes da Rocha explicou com palavras simples uma obra que o Governo acredita que ajudará a criar "uma nova centralidade turística" em Lisboa.


Mendes da Rocha começou por contar que ficou "aflito" com o convite do ministro da Economia português, Manuel Pinho, para desenhar o novo espaço que acolherá as viaturas de gala e de passeio dos séculos XVII a XIX, na sua maioria provenientes dos bens da coroa. Afinal, elas são "um tesouro incomparável", explicou.
Passada a aflição, ontem foi dia de apresentar publicamente a maqueta do novo museu numa cerimónia presidida pelo próprio Manuel Pinho - de resto, tem sido ele a liderar todo este processo. E a razão para esse facto, segundo fez questão de explicar o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, também presente, é simples: a obra (cerca de 31,5 milhões de euros) será totalmente financiada pelas contrapartidas pagas pelo Casino de Lisboa. "São contrapartidas dadas à cidade de Lisboa, provenientes de verbas do jogo, que são verbas do Turismo."
Pinto Ribeiro lembrou também que toda a planificação começou muito antes dele assumir funções. Ou seja: o ministro da Economia, acrescentou a sorrir, é o verdadeiro "dono da obra".
"Levantado do chão"
Mendes da Rocha disse algo semelhante: "Se eu inventei o museu, o arquitecto foi o ministro que inventou, porque foi ele que me convidou, é ele o responsável por isto." Perante uma plateia com muitos arquitectos, Manuel Pinho não escondia a satisfação. "Esta é uma obra emblemática, com características únicas, que respeita a cidade." O objectivo é que tudo esteja pronto no dia 5 de Outubro de 2010, dia da Implantação da República.
Que obra é esta então que será erguida junto à Avenida da Índia, muito perto do Picadeiro Real onde o museu funciona desde 1905? Descrição de Mendes da Rocha: "Demos um carácter à construção de elevá-la do chão para livrar todo o espaço para a convivência pública, para o passeio a pé, para a convivência com os cafés, as livrarias, as lojas da Rua da Junqueira".
Todo o complexo está pois "levantado do chão", como que "em suspenso", e sustenta-se em pilares. "Um anexo, onde ficará a administração, instalações de apoio, um auditório, um restaurante, estará ligado ao museu por uma ponte aérea", disse ainda o arquitecto. E haverá uma outra "passagem aérea pedestre" que atravessa a Avenida da Índia e faz a ligação à estação fluvial de Belém.
O acesso ao museu será feito exclusivamente por dois elevadores com capacidade para 75 pessoas que estarão dentro de "uma caixa de cristal, no sentido em que é transparente". Para além dessa caixa, "o museu vai possuir um outro estojo fechado, digamos assim, para as oficinas".
O novo espaço ocupará no total 15.177 metros quadrados. "Será um local único a nível nacional e europeu", garantiu o ministro da Cultura.
Tem estado a correr na Internet um abaixo-assinado para salvar a biblioteca, o arquivo e as publicações do antigo Instituto Português de Arqueologia (IPA), fundido há um ano no Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico. Os serviços do antigo IPA estão situados no local onde nascerá o novo Museu do Coches. E albergam, entre outros, a melhor biblioteca de arqueologia do país. O ministro da Cultura, Pinto Ribeiro, garantiu que estão a ser estudadas soluções. Algumas peças serão brevemente transferidas para zonas próximas - "As peças que precisam de estar dentro de água irão provavelmente para instalações do Museu da Marinha, a partir de Setembro, ou para outras instalações da Marinha." Quanto à biblioteca, afirmou: "Queremos recuperá-
-la, tudo isto aqui próximo".
a A possibilidade de devolver ao Picadeiro Real - onde desde 1905 funciona o Museu dos Coches - as suas antigas funções já recebeu pareceres negativos. Em 1996, o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) considerou que voltar a realizar espetáculos equestres regulares no salão nobre do edifício "não é compatível" com a preservação do mesmo. Ontem, o Bloco de Esquerda pediu explicações urgentes ao ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro.
Há muitos anos que se fala da possibilidade do Picadeiro - construído entre 1787 e 1816 - voltar a receber espetáculos. Em 2006, a intenção voltou a ser anunciada pelo Governo que fez saber que iria devolver àquele local "a sua função original, para receber exibições da Escola Portuguesa de Arte Equestre", enquanto o novo Museu dos Coches seria instalado num edifício novo. Ontem, o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, garantiu que nada está decidido, que tudo está a ser estudado. "O edifício que alberga os coches vai ter um destino em função do que for determinado. Há um outro espaço, que é o Quartel do Conde de Lippe, que tem um picadeiro e que podia ser utilizado para esse fim", admitiu.
O relatório provisório do LNEC, de 1996, feito a pedido do Instituto Português de Museus, refere que, dadas as características do edifício, deixar que o seu salão passe a ser palco regular de espetáculos com cavalos com "bastantes pessoas" a assistir terá uma consequência: "a existência de variações mais ou menos bruscas das condições ambientais", nomeadamente ao nível da temperatura, humidade relativa e luminosidade, as quais "têm, necessariamente, repercussões no comportamento dos elementos de construção, nomeadamente nos de madeira e nos de estuque de gesso".
Um outro parecer, feito na mesma altura, da restauradora Anna Maria Marcone, do Instituto Centrale per il Restauro, do Ministério da Cultura italiano, concluiu que "parece incompatível com uma boa conservação" das pinturas sobre tela do salão "o reestabelecimento do picadeiro".
O deputado do BE José Soeiro apresentou na Assembleia da República um pedido de explicação urgente ao ministro: "Por que razão esses relatórios nunca foram tornados públicos? O Governo pretende, mesmo assim, insistir na construção do Picadeiro no Salão do Museu dos Coches? O Governo considera que a preservação do edifício e da sua ornamentação deve ser sacrificada em nome de eventuais interesses económicos e turísticos?"
Ontem, Pinto Ribeiro disse que não conhecia ainda as perguntas do BE. Mas garantiu que todos os estudos serão considerados na hora de tomar uma decisão final.

in http://jornal.publico.clix.pt/

Share this post


Link to post
Share on other sites

Mais analítica é a posição de TATLIN.

Relativamente ao impacto da implantação, remeto para a resposta a JVS. Quanto a volumetrias, ficamos falados.
TATLIN reconhece que a implantação fica "numa das zonas mais acolhedoras da frente de rio em Belem (mas não das mais belas), quer pelo porte das arvores, pela esplanada, assim, como pelos movimentos dos barcos em direcção a Almada ou ao Atlantico e das pessoas para o terminal fluvial. Essa zona precisa de ser remodelada e a construção do museu é uma excelente oportunidade para isso".
Como lisboeta e residente na vizinha Junqueira, TATLIN reconhece que a zona é "acolhedora" quer pelo porte das arvores e a esplanada e o movimento de pessoas e barcos. Mas como português TATLIN acaba por não se importar com o desaparecimento das árvores. (Não sei o que temos quanto Povo contra as arvores e as florestas).
Sucede que a sensação acolhedora advém precisamente da conjugação desse espaço "vazio" mas imensamente arborizado, face ao que existe nas margens do Tejo, com as vistas desafogadas que permite para as pessoas e barcos que ali circulam.
Concordo com TATLIN relativamente à apreciação que faz do "jardim" do arquitecto Taveira junto à Central da EDP e concordo que o mesmo deveria ser reconfigurado, eventualmente orientando-o tal como o "jardim dos choupos" para o Tejo e ampliado até às margens do rio.
TATLIN desvaloriza o uso do local pelos carros, para melhor consentir no seu arrasamento e substituição por betão. O que teremos nós portugueses contra os espaços vazios? Onde há um vazio, logo uma portuguesa alma caridosa se enche de afã na ânsia de a encher com betão. Que mania.......... A beleza também é feita de pequenos nadas (vazios) como aquele, onde por sinal existe uma esplanada reconfigurada e modernizada e onde nunca ve vi envolvido em nenhuma nuvém de ameaçadora poeira. Quanto às àrvores que protegem os carros da calícula e impedem o usufruto do espaço pelas pessoas, só peço a TATLIN que olhe à sua volta. Diga-me onde, sem ser nos parques públicos e na Avenida da Liberdade, por sinal um projecto do tempo da monarquia, as àrvores de Lisboa dão sombra às pessoas? Aí mesmo na Junqueira tem um belíssimo parque de estacionamento ensombreado por oliveiras. E assim é por todo o lado. Não gosto, mas é a realidade das autoridades portuguesas: Pessoas à chapa do Sol ou à chuva, carros à sombra. Aliás, não deixa de ser curioso que as melhores zonas do rio estejam reservadas aos carros. Mas quanto a isso, TATLIN não se mostra incomodado e até sugere que as árvores dêem lugar a um relvado. Certamente que não frequenta a zona ribeirinha. Haverá alguém que ali se aguente muito tempo, ao Sol ou há chuva?


Caro ppedroso começo por agradecer a "promoção" mas de facto não sou lisboeta sou praticamente um produto galaico-português, por pouco, não sou só e apenas um galeguito preocupado com as obras do Peter Eisenman em Santiago de Compostela, e estou aqui a pouco tempo encontrodo-me em Lisboa a pouco mais de um ano, talvez ano e meio.
Em segundo lugar não fazia a mais pálida ideia da autoria do jardim a Este da Central Tejo, mas sabendo agora de quem é não me admira nada a qualidade daquele espaço, que certamente também resulta da falta de orçamento para que o arquitecto Tomas Taveira liberte toda a sua genialidade como fez com o estádio do Sporting e Leiria (até gosto do estádio de Aveiro).
Penso, por favor não leve a mal, que usa as palavras vazio e arvores com um sentido um pouco fetichista, alias estas são palavras que de tanto se usarem já deviam de estar esgotadas, não sei se são usadas da forma mais consciente e até intencional.
Como nortenho o aspecto mais repulsivo de Lisboa é o calor que se faz sentir no Verão nas ruas desta cidade, uma pessoa sai de casa dá dois passos e fica ensopado em suor, por outro lado é uma cidade muito agradável no Outono e na Primavera. O candidato a câmara que tivesse no seu programa eleitoral a descida de dois ou três graus da temperatura no Verão ganhava com maioria absoluta. Sempre falei sobre a necessidade desta cidade ter mais sombra no Verão sobre tudo dada por árvores em corredores verdes que diminuíssem a temperatura da cidade, O local para Brasília foi escolhido por ter uma forte e homogénea densidade de árvores.
A marginal mais agradável que conheço é a das zonas de praia a Sul de Vigo onde a massa arbórea quase chega ao mar, muito fresca no Verão, e uma intervenção barata e de rápida execução, sempre defendi algo semelhante na margem ribeirinha de Lisboa.

Não percebo, o amor desmesurado que algumas pessoas sentem pelo arvoredo. Eu podia contar umas historietas sobre esse estado febril e primário que é a paixão pelo arvoredo, e ao que leva. Sobre tudo na cidade do Porto (uma cidade que muito tempo e nervo tem perdido com esse assunto) e que mostra muito bem o conhecimento sobre o assunto desses apaixonados, deixo-lhe aqui o inicio de uma situação que aconteceu no Porto com uma perguntinha no final.
A alguns anos a câmara municipal cortou milhares de árvores numa semana, sob fortes protestos dos ambientalistas e indignação dos comentaristas de diversos jornais da cidade, ainda por cima o abate foi da iniciativa de um organismo da vereação do ambiente, após tanta revolta popular o programa de abate foi reduzido... Resultado no Porto todos os anos caem arvores (em plena via publica) e não são precisos dias de maior chuva para isso acontecer. Na Lusíada do Porto em três anos caíram duas e uma delas quase cai em cima de mim, na praça da República ia-me acontecendo o mesmo:nervos: esta destruiõ dois ou tres carros que circulavam por aquela zona felizmente não matou ninguem. O ppedroso sabe dizer-me o porquê destas quedas ? Penso alias que já deu parte da resposta.

Diga-me onde, sem ser nos parques públicos e na Avenida da Liberdade, por sinal um projecto do tempo da monarquia, as árvores de Lisboa dão sombra às pessoas



E que tal Monsanto feito no tempo do Fascismo? Tem arvores que lhe cheguem? Ou pensa que aquilo sempre foi assim tão verdinho?

Pessoas à chapa do Sol ou à chuva, carros à sombra. Aliás, não deixa de ser curioso que as melhores zonas do rio estejam reservadas aos carros. Mas quanto a isso, TATLIN não se mostra incomodado e até sugere que as árvores dêem lugar a um relvado. Certamente que não frequenta a zona ribeirinha. Haverá alguém que ali se aguente muito tempo, ao Sol ou há chuva?



As melhores zonas estão ocupadas com carros devido ao hábito dos lisboetas usarem desmesuradamente o carrinho para tudo, até para ir ler um livro em frente ao rio. e porque os estacionamentos estão dispostos na horizontal a americana. No post anterior sujeria que as areas destinadas a circulação dos automoveis fosse diminuida o silo pode diminuir a area destinada para estacionamento ate pelo formato circular da planta, não me diga que não gostava de ver aquele espaço com menos area ocupada para estacionamento.
O relvado não fui eu que o sugeri, como se disse anteriormente neste tópico o que vemos na planta é um círculo branco com fundo verde, assim parto do princípio que esse fundo verde seja um relvado, pois, não vejo arvores discriminadas na planta e o círculo encontra-se exactamente no local onde hoje se encontram as presentes árvores. No anterior post limitei-me a dizer que não via com grande preocupação a substituição das arvores que vão desparecer por se encontrarem no local do silo por uma zona relvada.
Relvado, árvores e agua ajudam a refrescar e tornam mais agradavel e acolhedor qualquer local e devem ser implantados os três. Porque não propor a substituição do jardim do arquitecto Tomas Taveira por uma zona ajardinada com árvores e a "descanalização" das ribeiras que desaguam no Tejo na zona entre Alcântara e Algés? Talvez assim se conseguisse de facto uma intervenção com uma forte consciência do que deve ser a ecologia e paisagem dessa margem e não apenas a preservação de umas quantas arvores.
Esta discussão lembra-me, com as devidas diferenças, a da avenida dos Aliados onde as pessoas não aceitavam a mudança de significado que o novo projecto trazia para aquela zona, é de uma mudança de significado da zona do terminal fluvial de Belém que estamos a falar. Ainda ontem fui a dita esplanada, sitio onde se esta muito bem, tive pena do futuro que vai ter, isso não quer dizer que fique com receio da mudança que ai vem.
Caro Ppedroso peço desculpa se desviei a essência do seu post ao centrar-me mais na questão das árvores e ignorar a do vazio a historia a volta deste tema anda muito distorcida por se confundir vazio com ambiente (no sentido de ambiencia e não ecologia). Mas de facto já vi muita discução pela preservação de umas arvores que acabam por cair sozinhas de tão defuntas estarem, ainda por cima com tendencia para cairem a poucos metros de mim:nervos:. Sobre a volumetria também vi a imagem do publico e devo dizer que gostei muito, mas reservo a minha opinião para um futuro post. Por agora ja basta de :icon_blahblah::icon_blahblah::icon_blahblah:.

Deixo aqui um pormenor da univeridade de Vigo, onde a direita da imagem se encontra um silo, que penso, será semelhante ao do museo dos coches com a diferença de que este ultimo tera no maximo uns 4 niveis para estacionamento e a cobertura com um restaurante.

Imagem colocada

Share this post


Link to post
Share on other sites

Sobre este faraónico projecto creio que haveria vários aspectos que gostaria de abordar, mas começo já pelo seu objectivo principal e que foi mencionado pela Leonor Cício "em 2010 comemora-se o centenário da república portuguesa, e o novo Museu dos Coches irá ser o edifício comemorativo dessa data" Comemorar o centenário da implantação da república portuguesa, com "objectos" datados da época da monarquia, é sem dúvida o primeiro passo para mostrar o ridículo deste projecto. Mas isso é só um aparte... Em relação ao projecto, eu já nem quero especular porque se teve que ir buscar esse arquitecto para realizar o mesmo, mas acho que se tem que estar sempre a cair no mesmo erro de sempre... Só pergunto uma coisa, porque é que não faziam um concurso e se escolhia o melhor projecto? Quanto ao custo da obra, 31,5 milhões de euros (mais as habituais derrapagens), creio que falta somar a este valor o custo de deslocalizar todos os arquivos e demais património que se encontra actualmente naqueles edifícios... Fico algo apreensivo que se esteja a promover o "museu mais visitado do país" sem olhar para centenas de anos de história que estão "fechados" no local onde irá nascer o novo museu. Será que há tanta necessidade em executar este projecto? É que isto de dizer que é o museu mais visitado do país, também se sabe bem porque o é... as visitas organizadas, com a tradicional voltinha por lisboa, tem sempre a paragem forçada nesse local. Para quem não sabe, os turistas são "despejados" à porta do museu, dps passam à porta dos pasteis de belém, finalizando o percurso no mosteiro dos jerónimos... Convido os caros colegas a constatarem com os vossos próprios olhos o que disse. Quem veio "estragar" um bocado esta evidência foi o Berardo, com a sua colecção no CCB, ainda por cima visitável gratuitamente. Desculpem os desabafos (ou a seca) que vos dei, mas não entendo como é que vários serviços culturais estão a passar por tantas dificuldades e depois se pretende "gastar" 31.5 milhões de euros desta forma, só porque é o "museu mais visitado em portugal"... PS: bem perto deste futuro museu, existem 2 projectos que nunca foram acabados (CCB e Palácio da Ajuda)... esperemos que este novo projecto, não siga o mesmo caminho, ou seja, que termine quando acabe o dinheiro...

Share this post


Link to post
Share on other sites

É só o Museu mais visitado de Portugal. É só isso. Querem melhorar. Mas esta malta não entende que quando se melhora piora.




Concordo. E na minha opinião antes de comentar este projecto é necessário ir ao actual museu dos coches. Será realmente assim tão necessário? não...

O museu é o mais visitado ..não so pelos coches mas também pelo sitio onde estes estão. Os coches pertencem ás cavalariças reais, onde agora se encontram.

Um espaço de grande qualidade que em conjunto com os coches forma um todo. Uma história com sentido.

Não digo que o novo projecto não seja bom..mas na minha opinião vai-se perder a riqueza que este museu actualmente tem.

Este projecto não faz sentido ..e é só uma forma de uns ganharem dinheiro.
Quanto as comemorações......lol


Já agora ficam aqui umas fotos do actual museu.

http://www.promontorio.net/mus_07.html

Share this post


Link to post
Share on other sites

Tomando a casa da musica como exemplo esta construiu-se num instante depois de terem acabado o estacionamento subterraneo, alias o silo automovel serve sobretudo para não se fazer estacionamento subterraneo e assim encurtar a obra, além disso não me parece que este genero de arquitectura (olhando para anteriores obras do mesmo autor) precise de muitos acabamentos que pelo que sei ocupam grande parte do tempo de obra neste genero de edificios como aconteceu na casa da musica, outra coisa que de certamente vai acontecer e também ocorreu na casa da musica é que nem todas as funcionalidades abrem logo de inicio, por exemplo o restaurante não tem de abrir logo na inauguração do museo como aconteceu com a casa da musica. As obras começando em Setembro, como esta programado, ficam com um prazo de dois anos e um mês para serem concluidas.r:icon_builder::icon_builder::icon_builder::icon_builder:

Share this post


Link to post
Share on other sites

Só não aceito a construção de um novo museu, pelas razões históricas do actual local. Outra coisa... é de relembra que o Museu dos Coches é único do mundo... tem coches únicos e que só existe um exemplar, e em alguns casos cedidos por outros países e alguns ate mesmo oferecidos... Qual não é o turista que vier a Lisboa, não quer visitar um museu único em todo o mundo? x(

Share this post


Link to post
Share on other sites

Não sei se estará ou não acabado no prazo, mas duvido que comece no prazo, pois o espaço está actualmente ocupado por serviços do antigo Instituto Português de Arqueologia, com áreas de laboratórios e inúmeros materiais, uma biblioteca de valor incalculável, etc. que, tanto quanto sei, ainda não têm para onde ir. Trata-se de bens culturais de enorme valor e de muito trabalho de investigadores da área, que espero sejam tratadas com a dignidade que merecem. Quanto ao projecto de Paulo Mendes da Rocha, à parte de algumas considerações estéticas que se poderão fazer (tem uma imagem que me parece um tanto datada, com aqueles pórticos de betão de desenho "vistoso", mas as obras de PMR resultam sempre mais interessantes do que os projectos faziam prever, por isso espero para ver), parece-me desajustada a relação com a envolvente. O museu "aterra" no local e assume-se como objecto estranho, ignorando por completo a necessidade de remate da "ferida" urbana que representam as traseiras expostas dos edifícios existentes do quarteirão, deixando um enorme espaço, aparentemente residual, entre estas e o novo edifício. Sobre o silo já muito se disse, concordo com a opinião dos que consideram ser um triste uso para a área fantástica em que será implantado. Vejo este projecto como algo de "estrangeiro", não pela nacionalidade do seu autor, mas pela abordagem aparentemente alheia às condições do local, falta-lhe a subtileza e a modéstia para lidar com alguns pequenos acontecimentos da envolvente e parece começar e acabar no gesto de grande escala, querer bastar-se a si mesmo. E leio estas mesmas críticas nas entrelinhas dos comentários de Siza... Mas talvez eu esteja enganado. Espero estar.

Share this post


Link to post
Share on other sites

Não é o museu que é único no mundo, mas sim a sua colecção. E penso que necessita de um edifício à sua escala.


É! Não existe mais nenhum museu, unicamente destinado aos coches.

Existem outros museus que tem coches, mas não são totalmente só de coches.

Share this post


Link to post
Share on other sites

Uma resposta ainda inconclusiva à questão de o que vai acontecer à biblioteca e outras áreas de trabalho do antigo Instituto de Arqueologia.

Arqueologia

Biblioteca e outras áreas do antigo Instituto transferidas para zona próxima.
O ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, anunciou hoje que a Biblioteca e outras áreas de trabalho do antigo Instituto de Arqueologia serão transferidas para uma zona próxima da sua actual localização.


A construção de um novo Museu dos Coches põe em causa a Biblioteca e outras áreas de trabalho dos arqueólogos, que, segundo o ministro, «serão transferidas para zonas próximas e funcionarão em instalações cedidas pelo ministério da Defesa».

O Museu de Marinha, indicou, poderá vir a albergar os tanques aquáticos onde se conservam pirogas descobertas nas margens do rio Lima (minho).

Relativamente ao futuro do actual Museu dos Coches, antigo Picadeiro Real, assinalou haver «vários factores em jogo». Uma utilização futura daquele espaço, esclareceu, tem de ser equacionada «no âmbito do programa 'Belém redescoberta' e tem de ser ouvida também a Presidência da República» na medida em que o edifício se encontra nos limites do Palácio presidencial.

Quanto à possibilidade de o espaço voltar à sua função inicial, o titular da Cultura considerou mais aconselhável a utilização, para Picadeiro, do Quartel do Conde de Lipp, na Calçada da Ajuda, sublinhando a necessidade de revitalização desse eixo até ao Palácio da Ajuda.

Lusa/SOL


Link:
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=100937

Share this post


Link to post
Share on other sites

É! Não existe mais nenhum museu, unicamente destinado aos coches.

Existem outros museus que tem coches, mas não são totalmente só de coches.


Não percebi o que queres dizer.

O que eu quis dizer é que o que torna o Museu dos Coches especial é a sua colecção e não propriamente o museu no seu físico, o edifício. Se aquela colecção estiver num outro edifício, torná-lo-á tão especial quanto este é agora.

Share this post


Link to post
Share on other sites

Devo ser dos poucos que nunca visitou o actual museu dos coches, mas a avaliar pelas fotografias na internet, a sala dos atigos picadeiros também tem o seu valor. Não quero com isto fazer algum juízo de valor entre o edifício actual e as futuras instalações, apenas pretendo constatar um facto.

Share this post


Link to post
Share on other sites

Só sei que a colecção de coches (única no mundo) deve ter instalações à altura. Não falo apenas num edifício de grande escalas, mas também todos os espaços auxiliares que este género de equipamento requer, tais como, oficina de restauro, laboratórios de pesquisa cientifica relacionado com a preservação dos coches etc. Penso que o actual museu não oferece as mínimas condições pra a conservação desta colecção, e o novo quase de certeza que terá. Penso que todos os temas aqui abordados são importantes (enquadramento, impacto visual, etc), mas também temos que pensar que este museu requer novas instalações e é isso que está a ser proporcionado.

Share this post


Link to post
Share on other sites

mas o estilo usado no novo edificio nao tem de ser tao aberrante, e digo aberrante tendo em consideração o que vai albergar. pelas fotografias que vi, o edificio é bastante interessante, mas certamente nao é este o estilo que deveria albergar centenas de anos da nossa historia.

Share this post


Link to post
Share on other sites

Penso que o actual museu não oferece as mínimas condições pra a conservação desta colecção, e o novo quase de certeza que terá.


É isto mesmo.
Quem já visitou o museu, da-se conta que os coches estão todos uns em cima dos outros e nem se permite andar a volta deles, para se poder observar toda a sua beleza.

Share this post


Link to post
Share on other sites

mas o que e que o comentador rake de rama entende por "estilo" ja agora?
estilo assim, estilo assado.... para um colecao visualmente tao estimulante, a nivel grafico e volumetrico, quanto mais simples o edificio melhor.
ou porque sao coches barrocos (embora sejam barrocos, pre-barrocos, pos barrocos e de tudo um pouco) tem de ser um edificio decorado com anjinhos doirados?

Share this post


Link to post
Share on other sites

Join the conversation

You can post now and register later. If you have an account, sign in now to post with your account.

Guest
Reply to this topic...

×   Pasted as rich text.   Paste as plain text instead

  Only 75 emoji are allowed.

×   Your link has been automatically embedded.   Display as a link instead

×   Your previous content has been restored.   Clear editor

×   You cannot paste images directly. Upload or insert images from URL.


×
×
  • Create New...

Important Information

We have placed cookies on your device to help make this website better. You can adjust your cookie settings, otherwise we'll assume you're okay to continue.