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gigi

Lisboa | Novo Museu Nacional dos Coches | Paulo Mendes da Rocha

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A acreditar nessas notícias, a verdade é que o Ministério da Cultura não se faz rogado...

O Ministério da Cultura não confirmou nem desmentiu o convite endereçado a Paulo Mendes da Rocha, cujo nome, ao que o PÚBLICO apurou, terá sido sugerido pelo arquitecto português Eduardo Souto de Moura, após ter-se gorado a possibilidade de que o projecto viesse a ser assumido pelo gabinete da dupla de arquitectos suíços Herzog & de Meuron. Outro nome que terá chegado a ser pensado foi o da arquitecta iraniana Zaha Hadid, que recebeu igualmente o Pritzker, em 2004.

Alguém quer, "à força toda", que a capital receba projectos dos mais conhecidos arquitectos actualmente.

Não estou contra estes projectos, até porque não conheço suficientemente nenhum dos processos de que se tem vindo amíunde a falar...

Quanto a mim a questão não deve estar nos (oportunos) nacionalismos aferroados, nos (oportunos) defensores de que cá se faz tão bem como lá fora, etc... tudo isso é verdade, mas também é com agrado que vejo aquitectos de renome com a possibilidade de realzarem trabalho no nosso país, assim como fico satisfeito quando os "nossos" projectam lá fora...

Aqui a questão que se pode levantar é do modo como se prespectiva que os dinheiros públicos sejam investidos num projecto não sujeito a concurso público, não por uma questão de nomes mais ou menos sonantes, mas apenas por o concurso não existir...

PS:
Gigi, não é necessário corrigires como o fizeste, até porque existe uma ferramenta de edição de mensagens ao fundo e à direita de cada mensagem :p

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era esse o ponto em que queria tocar... dinheiro público gasto sem que para isso tenha existido algo que legitime esse tipo de intervenções. é óbvio que fico satisfeito por ver que lisboa terá a possibilidade de albegar mais uma obra duma das referências mundiais do nosso ofício, mas... pela mão do cliente errado. acho realmente inadmissível que o estado se ache no direito de fazer este tipo de adjudicações directas, tendo em mente um cosmopolitanismo deveras provinciano... "vamos lá encher a cidade de quadros: aqui poderão ver um gehry, ali um nouvel, mais à frente um mendes da rocha..." e se nos movermos para sul, norte ou interior o mesmo se passa com as várias autarquias: siza em guimarães, souto nas caldas, etc etc etc. triste... triste...

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Projecto dos 'Coches' ainda no início

O arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha disse, ontem, à agência Lusa, estar "muito comovido" com o convite do Governo português para projectar as novas instalações do Museu Nacional dos Coches, em Lisboa.

"Estou muito comovido pelo convite, afinal, a formação do pensamento arquitectónico brasileiro é ligada à cultura portuguesa", salientou o arquitecto.

"Grandes cidades brasileiras, como Salvador e o Rio de Janeiro, são, na verdade, cidades portuguesas. Reverencio e respeito muito essa iniciativa", afirmou Mendes da Rocha.

O arquitecto disse ainda que o convite é "muito interessante" para as relações luso-brasileiras, nomeadamente em 2008, quando se assinalam os 200 anos da chegada da corte portuguesa ao Brasil.
Mendes da Rocha salientou ainda que a localização do museu, nos terrenos das antigas Oficinas Gerais do Exército, na zona de Belém, tem uma "ligação extraordinária" com o Brasil.

"Nessa região, onde fica a Torre de Belém, foi onde tudo começou para o Brasil", afirmou, referindo-se ao facto de o local ter sido ponto de partida das caravelas portuguesas que chegaram à costa brasileira, em 1500.

O arquitecto avançou ainda que o projecto do Museu Nacional dos Coches está ainda na fase inicial, com os estudos da parte técnica das parcerias institucionais a serem criadas.

Nascido em Outubro de 1928, em Vitória, capital do Estado do Espírito Santo, na região Sudeste do Brasil, Mendes da Rocha é um dos mais importantes arquitectos e urbanistas brasileiros.

Pertencente à geração de arquitectos modernistas, recebeu o Prémio Pritzker, o mais importante da arquitectura mundial, em 2006. É autor de diversos projectos, como o do Museu Brasileiro de Escultura e do Museu da Língua Portuguesa, ambos em São Paulo.

in jn

Arquitecto Paulo Mendes da Rocha convidado a projectar novo Museu Nacional dos Coches
2008.01.25
por Ana Filipe

A futura sede do Museu Nacional dos Coches, em Lisboa, deverá ser projectada pelo conceituado arquitecto e urbanista brasileiro, Paulo Mendes da Rocha.

A notícia é avançada pelo jornal PÚBLICO, segundo o qual o arquitecto terá aceite o convite do Governo Português e inclusivamente já terá visitado o local.

A nova localização do Museu será nos terrenos das antigas Oficinas Gerais do Exército, em Belém, perto do local onde hoje se encontra instalado e insere-se no programa Belém Redescoberta, lançado pelos ministérios da Economia e da Cultura, em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, para revitalizar toda esta zona ribeirinha.
Prevê-se que com a construção da nova sede do Museu, o antigo Picadeiro Real – onde este agora se encontra – passe a estar vocacionado para receber exibições de Alta Escola e acções de promoção do cavalo Lusitano. O espaço foi também prometido à Escola Portuguesa de Arte Equestre, para que esta possa fazer aí as suas apresentações, mostras que actualmente realiza em Queluz.
Vencedor do Prémio Pritzker em 2006, Paulo Mendes da Rocha, não tem até ao momento obras arquitectónicas no nosso país.

O Museu Nacional dos Coches é o museu nacional com mais visitantes anualmente. Com a construção da nova sede, as viaturas que se encontram no pólo de Vila Viçosa, passarão a estar junto da restante colecção, que inclui veículos de gala e de passeio do Século XVII a XIX.

in Equitacao.com

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Tens alguma coisa contra este arquitecto? A questão dos concursos também não é muito regular... vao 10 pessoas elaborar um projecto e há um que já está ganho.

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Ola , Então e o Sº Sisa Vieira , não e sufeciente bom para o projecto ?, quando foi na votação era o melhor , agora e presico um Brasileiro , para fazer o projecto , projecto esse que se possivel nem conhece o actual nem a Historia Portuguesa .

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primeiro é Siza segundo este "brasileiro" é um dos mais importantes arquitectos da história da arquitectura e está mais que provado que ele sabe o que faz, ao contrário de muitos superstars que andam por aí.

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acho que estamos a esquecer um pormenor importante, o quarteirão das OGerais é uma área com uma localização de extrema importancia (a norte da estação de belém, ao lado da marginal) e como deviam saber, o museu do coches encontra-se actualmente no antigo picadeiro, que não tem capacidade para albergar o uso actual (falta de espaço para reservas, condições precárias para quem conhece as IS, etc). É actualmente o museu com maior número de visitantes em portugal tendo lucros para o estado bastantes significativos. Parte deste facto deve-se à sua localização e à sua integração na rede de visitas definida pelas agencias de turismo, que elaboram pacotes de visitas (jerónimos, torre de belém, museu dos coches etc.) logo, a sua deslocação para longe seria o seu fim. De certeza que existem pressões imobiliárias para esta zona (tal como junto à torre de belém, na BP, onde está a ser construido um emprendimento imobiliário milionário, algés, etc...) por isso faço força para que o museu dos coches mude de instalações e que o quarteirão da OGerais seja convertido num espaço de qualidade de uso público. abraços

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O contrato entre o arquitecto Paulo Mendes da Rocha e o Governo português para a elaboração do projecto do novo Museu Nacional dos Coches foi ontem assinado no Ministério da Economia, entre o conhecido projectista brasileiro e o ministro Manuel Pinho. As obras deverão começar em Janeiro de 2009 e espera-se que estejam prontas em Outubro de 2010.

"O novo museu vai fazer brilhar os coches e a atenção das pessoas estará centrada na importância daqueles artefactos maravilhosos", disse ao DN Mendes da Rocha, não querendo antecipar ainda muitos pormenores sobre trabalho que tem em mãos. "Ainda estamos a pensar", diz o arquitecto. E vai deixando escapar alguns detalhes. "Fachada?, Não sei se terá. Vai ser aberto por baixo...", gracejou.

O arquitecto que diz "não ver a criação do projectista como um objecto isolado", deverá entregar ao cliente - neste caso o Turismo de Portugal/Parque Expo/Sociedade Frente Tejo - dentro de 30 dias um estudo prévio com a solução adoptada para albergar o acervo do actual Museu do Nacional dos Coches , ainda a funcionar no Antigo Picadeiro Real do Palácio de Belém. O projecto para o novo museu deverá desenvolver-se próximo das instalações actuais, nos terrenos de antigas instalações do Exército existente no quarteirão em frente (Rua da Junqueira, Praça Afonso de Albuquerque e Avenida da Índia) e que terão de ser demolidas. Com uma área bruta de construção de 12.000 metros quadrados distribuídos entre área de exposição (7.500 metros quadrados) e áreas complementares (incluindo um auditório e oficinas de manutenção e conservação dos coches), o novo museu será "um espaço que se deve integrar em toda a bela zona de Belém e até na margem do rio", sublinha Paulo Mendes da Rocha, que diz que o importante são os visitantes e o conteúdo do museu.

O projecto prevê ainda a existência de 7.500 metros quadrados destinados a estacionamento e ainda uma área de espaços exteriores de 13.500 metros quadrados. Parte integrante da solução encontrada pelo arquitecto brasileiro é a passagem pedonal e ciclável sobre as avenidas da Índia e Brasil e a linha do caminho de ferro Lisboa-Cascais, estabelecendo a ligação do edifício com a frente ribeirinha e a estação ferroviária de Belém. O valor global da obra (ainda sem IVA) é de 27 milhões de euros, verba que será paga com as receitas provenientes do Casino de Lisboa. Para o ministro Manuel Pinho, o novo museu será "uma nova centralidade que vai trazer mais gente a esta zona de Lisboa. E ter Paulo Mendes da Rocha a projectá-lo é um privilégio".|

in http://dn.sapo.pt/2008/04/30/artes/novo_museu_coches_arranca_janeiro_20.html

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Novo Museu dos Coches apresentado no mês que vemImagem colocada

16.06.2008

O ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, revelou sábado que o projecto arquitectónico do novo Museu Nacional dos Coches, a construir na zona de Belém, em Lisboa, está concluído e vai ser apresentado publicamente em Julho. "Vai ser uma obra arquitectónica marcante", comentou o ministro durante uma visita ao Algarve.
Questionado pela agência Lusa sobre a data do arranque da construção do museu, projectado pelo arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, Manuel Pinho afirmou que as obras deverão começar até ao final do ano. "Já vi a maqueta final e gostei muito", comentou, elogiando a qualidade do tabalho do arquitecto que em 2006 recebeu o mais importante galardão mundial da arquitectura, o prémio Pritzker.
Actualmente instalado também em Belém, ao lado da residência oficial do Presidente da República, o Museu dos Coches é único no mundo e é a unidade museológica que em Portugal recebe mais visitantes. Possui uma extensão em Vila Viçosa, uma vez que o seu acervo não cabe todo nas actuais instalações. É suposto que as novas instalações sejam suficientemenete espaçosas para albergar o resto da colecção.
Criado por iniciativa da rainha
D. Amélia, mulher de D. Carlos I, e instalado no edifício do Picadeiro Real do Palácio de Belém, o museu possui viaturas de gala e de passeio dos séculos XVII a XIX, na sua maioria provenientes dos bens da coroa ou propriedade particular da casa real portuguesa. O anexo em Vila Viçosa, a funcionar desde 1984, está situado nas antigas cocheira e cavalariças do Paço Ducal e alberga um conjunto de 73 viaturas dos séculos XVIII a XX. As novas instalações serão erguidas nos terrenos das antigas Oficinas Gerais do Exército, frente à estação de Belém, numa área de 12 mil metros quadrados e serão compostas por uma zona de exposição museológica e oficinas de manutenção e conservação dos coches.
Como o PÚBLICO já noticiou, está a correr um abaixo-assinado na Internet para salvar a valiosa biblioteca do antigo Instituto Português de Arqueologia (IPA), que funcionava neste mesmo espaço. O vice-presidente do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, no qual foi integrado o antigo IPA, garantiu que a biblioteca não corre o risco de desaparecer e será reinstalada "num espaço que surgirá", sem dar mais pormenores.

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:)
A expectativa é grande, porque ao contrário do que é divulgado na nossa imprensa imobiliária não é a arquitectura dos Resorts em Porto de Galinhas e afins os melhores exemplos de arquitectura de qualidade, porque Paulo Mendes da Rocha uns dos melhores arquitectos brasileiros da actualidade, e que faz a sinopse entre o brutalismo de Le Corbusier e Louis Kahn, a síntese do minimalismo técnico de Mies e o gesto de Oscar Niemeyer. Com exemplo a Pinacoteca de S. Paulo (1993) é uma grande intervenção num edifício histórico, a arquitectura de Mendes que respeitou o espírito da obra e que introduziu uma contemporaneidade que ao mesmo tempo rompe e subverte o entendimento clássico original, tanto ao nível dos percursos como dos vários usos dos espaços, resultou num conjunto equilibrado, rico espacialmente e funcional, o que na arquitectura show-off actual vai sendo raro.

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:hmm: Não estava a espera duma coisa assim tão monumental, até porque existe muito terreno para construir um museo mais horizontal, mas tratando-se do arquitecto que é deve-se ter alguma confiança. Uma imagem também não chega para apreciar todo o projecto.

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Dez metros de pé direito, uma parede branca que se adivinha sem fim e uma sala que se estende por 130 metros, «maior que um campo de futebol».
Será aqui, sob temperatura, luz e humidade controladas ao milímetro, que, a partir de Outubro de 2010, passarão a estar expostos os cerca de 60 coches antigos – uma colecção única no Mundo e que Lisboa vai passar a mostrar num novo museu que mistura História e alta tecnologia, que junta linhas modernas à fruição aberta de uma das mais antigas zonas da capital portuguesa.
«O chão vai estar livre. Decidimos que esta seria uma grande construção, mas que não obstruísse a fruição daquele espaço».
Paulo Mendes da Rocha, arquitecto e urbanista brasileiro reconhecido mundialmente (Prémio Pritzker em 2006), é o autor da «caixa que vai guardar este tesouro».
Foi ele que, olhando à volta – o rio, os Jerónimos e o Centro Cultural de Belém, o jardim e as casas antigas da Junqueira e o comboio que passa -, decidiu que esta ‘caixa’ teria de ser construída a 4,5 metros do chão para permitir que «as pessoas continuem a passear naquela zona» sem impedimentos. «Houve, de facto, aqui um desafio duplo», explica.
«A primeira premissa era a necessidade de construir algo que permitisse conservar, guardar mas, ao mesmo tempo, expor artefactos (os coches) que têm uma originalidade intransponível: o seu significado histórico indizível, a dimensão inesperadamente grande e um aspecto barroco mas muito frágil», conta o arquitecto ao SOL na primeira entrevista dada em Portugal sobre o projecto do novo Museu dos Coches, antes da sua apresentação pública pelo Governo, esta quarta-feira, ao final do dia.
«Mas havia outra questão a considerar, que era a implantação urbana disto tudo, com os velhos bairros ao lado, o rio e os seus cruzeiros em frente, os jardins e o passeio ao ar livre, e os monumentos que já ali existem», acrescentou.
Por isso, «decidimos que esta grande construção teria de ficar elevada a 4,5 metros do chão», por baixo da qual o espaço aberto ficará sem restrições. Logo ali ao lado, as casas antigas da Rua da Junqueira terão como jardim das traseiras este imenso espaço aberto.
«A vista para o rio mantém-se», sem impedimentos, sem armadilhas, assegura Paulo Mendes da Rocha.
Conforme explicou, o edifício principal do novo Museu será suportado por uma estrutura metálica, assente sobre quatro colunas, no centro da qual vai ver-se, apenas, a estrutura de suporte dos dois elevadores hidráulicos, para 75 pessoas no máximo cada um, que darão acesso ao interior do Museu.
O edifício principal vai alojar apenas o Museu. Ao lado, numa espécie de anexo, será construído um outro edifício mais pequeno, «em tom de cristal», como comentou o arquitecto brasileiro.
«Aqui ficará instalada a direcção do museu, os serviços administrativos e os espaços de apoio aos visitantes. Isto de um lado do anexo – porque, do outro, com um vidro aberto sobre o Jardim do Império como parede, ficará um restaurante requintado», previsto desde o inicio no projecto do novo Museu, e cuja concessão permitirá a sustentabilidade financeira de todo o espaço.
O branco domina, tanto por fora, como por dentro. «Porque os coches já são muito coloridos», explica Mendes da Rocha. E porque é por causa deles que tudo isto se faz.
Lá dentro, à vista dos visitantes que se espera atinjam o milhão por ano, a extensa parede branca de 130 metros não vai servir apenas como pano de fundo morto para dar vida a «estes artefactos históricos enormes».
«A ideia é que, por detrás de cada coche, sejam projectadas imagens, filmes, etc, que tenham a ver com ele, com a sua época histórica ou com a sua história específica», conta Nuno Saraiva, o arquitecto responsável pelo projecto interior, ao lado de Mendes da Rocha.
Além disso, «haverá também sons associados a cada coche – o barulho de cavalos, de espectáculos, etc – e que também terão apenas a ver com ele».
A tecnologia associada à exposição, concebida em exclusivo para este Museu, permite fazer ainda mais: «As imagens e os sons associados a cada coche vêem-se e ouvem-se apenas numa determinada área, em volta deles, e deixam de ser ouvir assim que nos afastamos ligeiramente», revela Nuno Sampaio, que ainda acrescenta: «Finalmente, as visitas ao Museu vão ser personalizadas», ou seja, a cada cartão de visitante está associado um chip com a informação sobre a idade e os interesses do visitante.
«Esse cartão accionará um tipo de guia, em cada momento da exposição. Porque aquilo que interessa às crianças é diferente do que me interessa a mim, como arquitecto, ou a um visitante alemão, que seja mecânico, por exemplo». Assim, a informação que vai surgindo e que vai estando disponível junto de cada objecto exposto será diferente, consoante o tipo de visitante que se é.
O projecto do Novo Museu dos Coches vai custar 31,7 milhões de euros e será financiado com as contrapartidas da concessão do jogo no Casino de Lisboa.
Apesar dos atrasos que se têm verificado no projecto da frente ribeirinha, onde o novo Museu foi integrado – a demora na aprovação do projecto global, os conflitos com a Câmara Municipal de Lisboa e a recente demissão de José Miguel Júdice da liderança deste projecto -, o ministro da Economia, Manuel Pinho, assegura que os prazos previstos para a abertura do museu serão cumpridos.
«A obra estará pronta em Outubro de 2010, em termos expositivos», disse ao SOL.
Também os autores do projecto dão garantias de que «tudo será feito para cumprir os calendários».
«O projecto inicial do parque de estacionamento subterrâneo, sob o edifício do novo museu, foi abandonado, entre outras razões, precisamente porque ia demorar muito tempo a construir», explicaram ao SOL.
Em alternativa, revelam os arquitectos, a equipa propôs ao Governo a construção de um silo automóvel, diante do novo Museu dos Coches mas do outro lado da Avenida da India, com o qual o edifício de Paulo Mendes da Rocha terá uma ligação pedonal, seis metros acima do solo, sobre a avenida e a linha do comboio.
Este silo, que o arquitecto brasileiro também vai projectar, está pensado para ser, para além de um parque de estacionamento, um equipamento cultural, devendo ainda incluir um restaurante, no topo, com vista sobre o rio e a cidade.

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É inconcebível como de um projecto para a construção do Novo Museu dos Coches e da benévola intenção de devolver o antigo Picadeiro Real às suas antigas funções, se passou para a construção de um gigantesco silo-auto, presumivelmente também em betão branco e naturalmente pago. O local de implantação escolhido, só por acaso, é um dos melhores locais à beira-tejo onde se pode parquear o carro e ler um livro.... ou seguir a pé para usufruir daquela área que vai de Alcantara Belém, passando pelos Jerónimos e quejandos. Se o objectivo do Governo é, como diz, valorizar e dignificar essa zona nobre de Lisboa e torná-la atractiva, não se entende como pode um bloco cilíndrico de betão plantado naquele local valorizar o que quer que seja. Valorizar as vistas dos turistas que chegam a Lisboa nos navios de cruzeiro? Valorizar a fruição da zona pelos habitantes da cidade, acrescentando este mono-tipo centro comercial? Valorizar com a instalação de mais um restaurante de luxo no topo, como diz o arquitecto e a possibilide de ser usado para outros fins, ditos culturais? Ou valorizar apenas, no sentido em que vai permitir a alguém ganhar alguma coisa com algo que não lhe pertence? Para mim é Mais uma forma inadmissível de privatizar lucros com um terreno público e um dos locais - o único - verdadeiramente arborizado junto ao rio. Indiquem-me outro local com aquela mancha verde na frente de rio. Se querem realmente valorizar a zona prolonguem a mancha de choupos até ao rio. Prolonguém o jardim da esplanada frende ao Palácio Presidencial até ao rio e criem apenas uma pequena praça junto à Estação fluvial, onde os carros possam inverter o sentido da marcha. Isso é valorizar, no sentido de dar a usufruir à população um espaço que lhe pertence e que tem estado há muito em degradação e malbaratado. A "proposta" de Paulo Coelho da Rocha tem todo o aspecto de ter sido "soprada" pela APL, uma instituição que tem vindo a arvorar-se em "dona" das margens de um dos principais rios portugueses, muito para além das necessidades estrictas ao seu negócio. Quanto ao projecto arquitectónico do Museu, gosto. Só não percebo porque, exisitindo tanta àrea livre à volta (pelo menos na fotografia de implantação) as novas edificações não recuam uns metros em relação à rua que liga à Calçada da Ajuda, libertando-a. Já agora, se têm dúvidas quanto ao que digo sobre o silo-auto, porque não perguntam à população de Lisboa, em referendo, o que pensa? Pedro Pedroso

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Estamos a discutir um circulo numa planta... não sabemos como vai ser o aspecto formal e volumétrico do silo. Pode ser algo mais sedutor do que um simples silo automovel. Há silos fantásticos.

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ppedroso de facto o silo é dos pontos com maior "potencial polemico" e que mais duvidas me levanta.
Moro perto de Belem a beira rio, junto a universidade Lusiada.
O silo encontra-se de facto numa das zonas mais acolhedoras da frente de rio em Belem (mas não das mais belas), quer pelo porte das arvores, pela esplanada, assim, como pelos movimentos dos barcos em direcção a Almada ou ao Atlantico e das pessoas para o terminal fluvial. Essa zona precisa de ser remodelada e a construção do museu é uma excelente oportunidade para isso. É verdade que é uma zona com arvores de grande porte no entanto estas só servem de sombra ao estacionamento automovel e não são aproveitadas para recreio ou lazer das pessoas (a imagem de estar sentado num relvado a sombra dessas arvores em frente ao rio é bem agradavel e apetecivel que se poderia aproveitar para ali), por outro lado a esplanada apesar de acolhedora precisa claramente de ser mais qualificada com um piso mais regular e a sua area melhor defenida. a circulação automovel necessita de ver a sua area diminuida e reformulada no seu desenho, hoje ao passar por essa zona nem sei de onde vêm os carros:nervos:.
Portato a substituição das arvores pelo silo não vai trazer tantos inconvenientes pelo menos no que toca a vivência do espaço pois este é utilizado para estacioanemnto. Só espero que o restaurante seja acessivel para toda a gente e mantenha o ar informal que aquela zona possui e de prefenrecia com esplanada no topo do silo. Quanto ao parque de estacionamento este pode no futuro ver a sua função alterada para algo mais nobre por isso não me impressiona muito a sua construção, penso que podera até criar um bom dialogo com o deposito da Central Tejo.
Apesar de na planta as arvores desparecerem dessa zona surge em sua substituição um relvado ao contrario da terra batida e poeira que se encontra hoje. Espero que esta mudança também dê para remodelar o jardim em frente (Oeste) a Central Tejo, que, francamente parece uma coisa feita nos joelhos pelo arquitecto sentado num vão de escadas enquanto espera pelo elevador. :)
Como já disse anteriormente o Paulo Mendes (;)) da Rocha é um excelente arquitecto, por isso vale a pena dar alguma confiança as soluções propostas e como disse o JVS basicamente o silo trata-se de um circulo numa planta (talvez para conhecer melhor o seu aspecto poderiamos olhar para os silos automoveis da proposta para a universidade de Vigo) sobre um fundo verde, embora pelas perspectivas apresentadas já terá uma imagem bem defenidan e se não gostarmos da solução construida sempre podemos demolir e fazer outra.;)
Hoje no publico aparecia uma foto bem ilucidativa da implantação do museu e do silo no terreno e a relação destes com a envolente.

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Estamos a discutir um circulo numa planta... não sabemos como vai ser o aspecto formal e volumétrico do silo. Pode ser algo mais sedutor do que um simples silo automovel. Há silos fantásticos.


É isso mesmo...

Vamos esperar mais um pouco para ver.

Esperemos que seja algo digno de nota, pois vai ser um local para o museu único em todo mundo!

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