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Descoberto em Portugal novo quadro de Tiepolo

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Descoberto em Portugal novo quadro de Tiepolo

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Pintura deve ter vindo para o país no século XIX Um novo quadro do veneziano Giovanni Battista Tiepolo (1696-1770) existente em Portugal pode ir em breve a leilão, através da Leiria & Nascimento, que em Novembro vendeu ao Estado uma tela do mesmo pintor por mais de 1,5 milhões de euros. "Tive informação de que haveria outro Tiepolo e é isso que ando a investigar", revela ao DN a directora executiva da leiloeira, Clara Ferreira Marques. Saber como chegou a Portugal e averiguar toda a documentação disponível sobre uma nova pintura de Tiepolo é indispensável antes de a submeter ao pregão do leiloeiro.

"Este quadro não está tão bem documentado como a Deposição de Cristo no Túmulo. Mas tudo leva a crer tratar-se de um Tiepolo, tenho 99% de certeza", sublinha a responsável pela leiloeira, que se escusa a revelar o título da obra.

Clara Ferreira Marques ainda não se conformou por ter sido "obrigada" a vender ao Ministério da Cultura (MC) o quadro do pintor veneziano realizado entre 1769 e 1770, por um valor muito inferior ao que teria obtido se o pudesse ter transaccionado para o estrangeiro. "Não foi um negócio melhor porque a lei é injusta e cruel". A proprietária do quadro, Maria da Conceição Pinto Basto, propusera há cinco anos ao MC a compra da tela e este recusara. "Não tinha o direito de agora impedir que fosse para o estrangeiro, podia-se ter vendido por quatro ou cinco milhões de euros, num excelente negócio." Não obstante, realça as "muito boas relações com o ministério ao longo de anos".

Na altura do leilão soube-se que a pintura pertenceria a um conjunto de cinco. Se um foi doado nos anos 40 ao Museu de Arte Antiga, e outros dois estão no estrangeiro, restam dois, um dos quais foi adquirido pelo MC.

Sobra, portanto, um último, tudo levando a crer que este novo Tiepolo descoberto em Portugal seja o quinto deste conjunto adquirido pelos Pinto Basto no início do século XIX.

Possível apresentação pública

O DN não conseguiu confirmar ontem se a Deposição de Cristo no Túmulo, de Tiepolo, já estaria ou não no Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), mas a leiloeira entregou-o à guarda do Instituto dos Museus no mesmo dia em que recebeu a segunda prestação do MC.

"Quando o quadro chegar será observado pelos técnicos de restauro", referira ao DN há poucos dias o conservador do museu, José Alberto Seabra, segundo o qual a obra "poderá ficar uns tempos numa sala à parte, em destaque, antes de seguir para o seu lugar definitivo".

Primeiro, a peça seguirá o protocolo normal nos museus, incluindo a elaboração do seu historial. "Possivelmente o quadro ficará em exposição definitiva na sala de pintura europeia do século XVIII, ao lado de Fuga para o Egipto, também de Tiepolo", acrescentou. E não está excluída uma eventual apresentação pública.

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Mais uma boa noticia para o espolio artístico português. Começamos a ser um dos países a ter um numero considerável de obras artísticas dos maiores artistas de todos os tempos... Só é pena não termos mais obras de Picasso e de Leonardo D'Vince...

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O próximo Tiepolo em leilão é 'Vénus e o Tempo'

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O quadro do pintor Giovanni Battista Tiepolo, recém descoberto, que a leiloeira Leiria & Nascimento se prepara para levar a leilão, deve ser a obra intitulada Vénus e o Tempo, que o Ministério da Cultura tinha classificado nos anos 30, de um grupo de quatro do mesmo autor veneziano.

Entre 1910 e 1920 soube-se da colecção de Eduardo Pinto Basto, que integrava quatro pinturas a óleo sobre tela: Fuga para o Egipto, Deposição de Cristo no Túmulo (ou Enterro do Senhor), Triunfo de Anfitrite e Vénus e o Tempo. A autoria das telas foi atribuída a Giambattista Tiepolo (1696-1770) em 1922 por Carlos Bonvalot. As imagens ver-se-iam pela primeira vez na revista Bocetos y dibujos de Tiépolo

O Estado português arrolou as quatro pinturas em 1939, tal como o DN confirmou no Diário do Governo

Estas obras voltam a ser mencionadas em 1940, em Itália, num estudo de Giuseppe Fiocco, intitulado "Pintura Italiana de Setecentos em Portugal" sobre as obras de Eduardo Ferreira Pinto Basto. E é nesta data que é referida a quinta pintura, Repouso na Fuga para o Egipto, propriedade de Alice Ferreira Pinto Basto. A doacção de Fuga para o Egipto de Maria Helena Garcês Ferreira Pinto Basto ao Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) processa-se em 1946. A quinta pintura, não arrolada, foi vendida pela Christie's em 1975 por 90 mil dólares. Depois de várias exposições foi comprada em 1978 pela Staatsgalerie de Estugarda. Quanto a Triunfo de Anfitrite, também vendida na mesma leiloeira londrina em 1976 pertence, desde 1990, à Walpone Gallery de Londres.

Sessão pública em Março

A Deposição de Cristo no Túmulo adquirido pelo Ministério da Cultura por mais de 1,5 milhões de euros, já está nos serviços de restauro do MNAA, porque os especialistas querem aplicar-lhe outra moldura. "A que acompanha a obra foi inventada nos anos 50 e 60 como sendo a correcta para colocar em obras do século XVII. Fica ali muito mal. Vamos dar-lhe uma estética mais adequada", explicou ao DN o conservador do MNAA, José Alberto Seabra.

O outro quadro do pintor veneziano que se encontra no museu também "necessita de alguma limpeza no verniz e cuidados de conservação", acrescentou ao DN o director do museu, Paulo Henriques. Assim sendo, na sessão pública de apresentação da recente aquisição, que pode decorrer na primeira semana de Março, estarão as duas obras presentes e de cara lavada.

Para a especial circunstância - "há décadas que não entrava aqui uma obra assim", confessa Paulo Henriques - foi convidado o especialista em Tiepolo, Keith Christiansen. Após a apresentação formal, os dois quadros ficarão expostos a partir de 27 de Abril, o Dia dos Amigos do Museu, data que também influenciou a tutela na decisão da compra.| do Arquivo Espanhol de Arte e Arqueologia, em 1929. (I Série) de 4 de Julho, que menciona o título, dimensões e autoria.

www.dn.sapo.pt

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