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Lisboa | Nova Sede da EDP | Manuel e Francisco Aires Mateus e Carrilho da Graça | Concurso Limitado

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EDP lança concurso de ideias de arquitectura para a nova sede

A Energias de Portugal vai lançar um concurso de ideias de arquitectura para a nova sede na 24 de Julho, em Lisboa. A nova sede vai receber os 1.800 trabalhadores da eléctrica dispersos em 16 edifícios na capital.

A Energias de Portugal vai lançar um concurso de ideias de arquitectura para a nova sede na 24 de Julho, em Lisboa. A nova sede vai receber os 1.800 trabalhadores da eléctrica dispersos em 16 edifícios na capital.

A nova sede da EDP vai apostar numa estrutura eficiente do ponto de vista energético. O concurso de ideias de arquitectura resulta de um protocolo assinado entre a empresa e a Câmara Municipal de Lisboa para o Desenvolvimento Urbanístico Sustentável do Arco Ribeirinho. Nesta zona de Lisboa, a EDP é proprietária de u conjunto de imóveis, em três das suas artérias: Avenida 24 de Julho, Rua Dom Luís I e Rua da Boavista.

"O concurso visa, além da nova sede corporativa do Grupo, a colaboração na realização de um Plano de Pormenor da zona envolvente", revela o comunicado da eléctrica.

Fonte: Jornal de Negócios

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o concurso é por convite e segundo o site de CML confirma-se o seguinte :
"O convite foi feito a arquitectos de renome internacional, abrangendo um espectro alargado de várias correntes arquitectónicas em Portugal: Souto Moura, Carrilho da Graça, Gonçalo Byrne, Manuel Graça Dias, Inês Lobo, Nuno José Mateus e Aires Mateus"
para mais inf : http://www.cm-lisboa.pt/?id_item=15465&id_categoria=11

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Tendo em conta as últimas propostas do Byrne para a cidade de Coimbra, em particular para a Cidade Universitária, tremo ao pensar na sua proposta.


Ir bater à porta do Byrne é sempre o mais fácil.......

Estive durante as ultimas duas semanas a trabalhar para o concurso, vamos aguardar pelos resultados

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É uma pena que estes concursos sejam por convite, se fossem mais abrangentes.... A quantidade não pressupõe qualidade, mas assim estão "sempre" a proteger os mesmos. !!! É verdade o que dizem, relativamente ao ditado "dinheiro atrai dinheiro..!!" Isto é só um desabafo...

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É pena haver este tipo de concursos por convite. Assim não se dá oportunidade para se conhecer os novos e muitas vezes mais originais arquitectos. E o que vem os estrangeiros fazer para Portugal? Não temos cá arquitectos? :tired:

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Sede da EDP no Aterro da Boavista vai ser "transparente" e "icónica"


In Público (8/10/2008)
Inês Boaventura

«Edifício foi projectado pelos arquitectos Manuel e Francisco Aires Mateus e Carrilho da Graça vai fazer o desenho urbano da zona


Manuel e Francisco Aires Mateus foram os vencedores do concurso de arquitectura promovido pela EDP para a sua nova sede. Para o terreno no Aterro da Boavista, em Lisboa, os arquitectos projectaram um edifício que se pretende "icónico, claramente reconhecível", "muito transparente", "criativo para trabalhar" e "eficiente energeticamente".

Do concurso saiu também vencedor o arquitecto Carrilho da Graça, a quem, segundo a EDP, "foi atribuído o desenvolvimento da Proposta de Desenho Urbano para a Zona Nascente do Aterro da Boavista, na perspectiva da sua integração em plano de pormenor". Aos arquitectos Aires Mateus "foi atribuído o Estudo Preliminar de Arquitectura para a propriedade da EDP, que se reparte por dois quarteirões, na perspectiva da localização a sul da nova sede".

Manuel Aires Mateus explicou ao PÚBLICO que a ideia foi projectar um edifício que respeitasse a existência no local de prédios estreitos perpendiculares ao rio e que preservasse a abertura de vistas em relação a esse elemento natural. O resultado, garante o arquitecto, é um edifício "que se articula com a cidade, enquadrando-a" nela e que "não a tapa".

Segundo Manuel Aires Mateus, o lado exterior da construção será formado por lâminas, criando "um efeito de luz e de sombra" e fazendo com que a percepção que se tem do edifício "varie imenso conforme o ângulo segundo o qual é visto". O piso térreo será "trespassável", por ser aberto à população e acessível através de vários pontos, e nos pisos superiores existirão "jardins intercalados no edifício", com o propósito de promover a sua "transparência" e de o tornar mais "criativo para trabalhar".

A eficiência energética da nova sede da EDP é um dos aspectos destacados por Manuel Aires Mateus, que projectou "um edifício muito transparente, mas com capacidade de controlar os excessos de incidências solares". Também a EDP sublinha que a obra "vai inovar pela eficiência e sustentabilidade" e antecipa "uma redução anual dos custos operacionais de mais de 50 por cento" por a nova sede ter quase metade da área da actual sede.»

in http://cidadanialx.blogspot.com/

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"A EDP anunciou, no dia 7 de Outubro, os vencedores do concurso de arquitectos para a nova sede EDP, que se vai situar no Aterro da Boavista. A Comissão Técnica e o Júri constituídos por elementos da Câmara Municipal de Lisboa e da EDP, decidiram classificar em ex-aequo as propostas do atelier de Arquitectos Manuel e Francisco Aires Mateus e do atelier do Arquitecto Carrilho da Graça.
Ao atelier dos arquitectos Manuel e Francisco Aires Mateus foi atribuído o Estudo Preliminar de Arquitectura para a propriedade da EDP, que se reparte por dois quarteirões, na perspectiva da localização a sul da nova sede corporativa do Grupo EDP.
Ao atelier do arquitecto Carrilho da Graça foi atribuído o desenvolvimento da Proposta de Desenho Urbano para a Zona Nascente do Aterro da Boavista, na perspectiva da sua integração em plano de pormenor.
Este novo edifício visa racionalizar os serviços da empresa, concentrando os colaboradores administrativos do Grupo EDP que estão dispersos por vários edifícios, em Lisboa.
A futura sede vai permitir uma redução anual dos custos operacionais em mais de 50% devido à redução de área do edifício, cerca de metade da actual sede -28.000 m2 para 15.000 m2 -, o que vai permitir que os colaboradores estejam menos dispersos, tornando-se assim mais eficaz, e vai inovar pela sua eficiência e sustentabilidade.
A abertura deste concurso data de Abril deste ano e decorreu de um protocolo entre a EDP e a Câmara Municipal de Lisboa, assinado no inicio deste ano.
Os arquitectos convidados a concorrer foram Nuno e José Mateus, Carrilho da Graça, Manuel Graça Dias, Eduardo Souto Moura, Manuel e Francisco Aires Mateus e Gonçalo Byrne.
Em simultâneo com o anúncio de vencedor, foi inaugurada uma exposição com todas as maquetas/projectos intitulada "Uma casa para a luz", que vai estar aberta ao público no Museu da Electricidade em Lisboa." , in notícias EDP

Era o resultado esperado!

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Algumas imagens da Maqueta:

http-~~-//www.cm-lisboa.pt/docs/imagens/ASC_0468_Proj_Nova_Sede_EDP.jpg

http-~~-//www.cm-lisboa.pt/docs/imagens/ASC_0468_Proj_Nova_Sede_EDP.jpg

Uma fotomontagem:

http-~~-//i237.photobucket.com/albums/ff84/Pelha/73a7a833.jpg

Os arquitectos Aires Mateus e Carrilho da Graça venceram concurso para requalificação do Aterro da Boavista e construção da nova sede da EDP

O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, e o presidente da EDP, António Mexia, divulgaram hoje, 7 de Outubro, no Museu da Electricidade, os ateliers vencedores do concurso de ideias para a requalificação da zona do Aterro da Boavista, à 24 de Julho, e construção da nova sede da empresa nacional de energia.

Com base no protocolo estabelecido entre a autarquia e a EDP, que definiu como critérios essenciais para o projecto a qualificação do território, a preservação da memória do local, a qualidade arquitectónica e a eficiência energética do edifício, a comissão técnica e o júri do concurso, constituídos por elementos das duas entidades, decidiram atribuir ao atelier dos arquitectos Manuel e Francisco Aires Mateus o projecto de arquitectura da nova sede da EDP e ao arquitecto Carrilho da Graça o projecto de desenho urbano para a zona nascente do Aterro da Boavista, integrado no Plano de Pormenor.

Para o presidente da CML, este é um projecto “da maior importância para a cidade, não só pela sua qualidade arquitectónica, mas porque se trata de uma grande empresa que decidiu construir uma nova sede no centro histórico de Lisboa”. António Costa disse defender a diversificação de usos no território da cidade e que esta zona deve possuir habitação, espaços de diversão e de trabalho “porque a cidade não é só para passear mas também para produzir e não pode continuar a perder empresas para os concelhos limítrofes”.

O autarca classificou este projecto como “âncora para a regeneração urbana de toda a zona envolvente”, que será conseguida com os dois planos de pormenor (nascente e poente) do Aterro da Boavista, e lembrou a importância de cada vez mais intervenções desta escala serem objecto de concurso público, dando como exemplo os concursos abertos no último ano para o Parque Mayer, o Capitólio e este agora decidido; para além de referir os projectos a cargo da Sociedade Frente Tejo para as zonas de Belém e toda a área entre Santa Apolónia e o Parque das Nações, a construção da Fundação Champalimaud, as intervenções de fundo na zona de Alcântara e as medidas preventivas para a Baixa-Chiado que aguardam aprovação pelo Governo.

Na sua intervenção, António Mexia disse que a nova sede da EDP será “um espaço de referência para Lisboa, mas também nas condições de trabalho da empresa”, garantiu ser alcançado o objectivo de racionalização dos serviços com a concentração dos colaboradores agora dispersos por vários edifícios, bem como a redução dos custos operacionais e em rendas, na ordem dos 50%.

in http://www.cm-lisboa.pt/?id_item=17753&id_categoria=11


Nova sede da EDP custará 38 milhões de euros
A futura sede da EDP Energias de Portugal, na Avenida 24 de Julho, em Lisboa, custará 38 milhões de euros, revelou hoje o presidente da empresa, António Mexia, salientando que na decisão de abandonar as instalações do Marquês de Pombal "houve claramente um aspecto central de redução de custos e maximização de eficiência".

Miguel Prado
Miguelprado@mediafin.pt

A futura sede da EDP – Energias de Portugal, na Avenida 24 de Julho, em Lisboa, custará 38 milhões de euros, revelou hoje o presidente da empresa, António Mexia, salientando que na decisão de abandonar as instalações do Marquês de Pombal “houve claramente um aspecto central de redução de custos e maximização de eficiência”.

Dentro de três anos, a EDP passará de uma sede de 28 mil metros quadrados para outra de 15 mil metros quadrados. Dos actuais sete edifícios que a empresa ocupa em Lisboa a EDP passará a ter apenas duas localizações, a sede da 24 de Julho e um outro terreno na zona oriental, em Cabo Ruivo. Os custos operacionais anuais de manutenção das instalações irão descer de 1,3 milhões de euros para cerca de 600 mil euros, apontou António Mexia.

Hoje a EDP anunciou os projectos vencedores do concurso de ideias para a sua futura sede. Os gabinetes de arquitectura Aires Mateus e Carrilho da Graça ganharam, respectivamente, o projecto da sede e o do desenho urbano. Durante os próximos meses serão ultimados os projectos definitivos.

António Mexia salientou que nas novas instalações “haverá mais ‘open space’ e capacidade de comunicação” e disse aos jornalistas que a primeira pedra do edifício deverá ser lançada em 2009, para dois anos e meio depois a construção estar concluída.

O processo de lançamento de uma nova sede começou há um ano. A EDP chegou a ponderar instalar-se no Parque das Nações, mas acabou por escolher a 24 de Julho devido a uma “prioridade para o controlo de custos”.

A futura sede da EDP é composta por dois blocos de edifícios ligados por uma praça central virada para o rio Tejo. Aires Mateus, responsável pelo projecto, salientou que “é um edifício aberto” onde se tentará tirar partido de várias condicionantes. Entre elas a vontade da EDP de que seja um edifício sustentável do ponto de vista energético. “Vamos estudar todas as formas complementares de energia alternativa”, referiu Aires Mateus. A instalação de painéis fotovoltaicos é uma das soluções possíveis.

António Mexia mostrou-se tranquilo em relação ao futuro das instalações do Marquês de Pombal, que serão para alienar. “Temos muito tempo para fazer esse processo”, comentou. O presidente da EDP disse inclusivamente que este imóvel não será necessariamente o primeiro a vender. Trata-se, em todo o caso, de um edifício localizado na zona mais central de Lisboa, onde são praticadas as rendas mais altas do mercado de escritórios nacional.

in http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=334468

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A Sede da EDP foi desenhada pelos Aires Mateus.

http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/sede_edp_02.jpg

http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/sede_edp_02.jpg

http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/sede_edp_01.jpg

O Plano de Pormenor para Santos foi desenho por Carrilho da Graca.

http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/masterplan_santos.jpg

in http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?p=26507738#post26507738

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O projecto para a nova sede da EDP está em exposição no museu da electricidade, entrada gratuita.

Os outros projectos a concurso também estão lá. Na minha opinião venceu a melhor proposta (Aires Mateus).

Está também exposta a proposta vencedora do plano de pormenor para santos (Carrilho da Graça). Esse PP inclui uma torre, que obviamente não será feita (!) visto coincidir no mesmo local da futura sede da EDP. A única que será construída é a do Foster.


in http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?p=26507738#post26507738

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Desculpem a minha ignorância, mas se falam de uma nova sede da EDP, já existe uma "velha". Não conheço muito Lisboa, mas é aquele enorme edifício junto da rotunda do marquês? Fala-se de novos e o que será feito ao “velho”?

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Desculpem a minha ignorância, mas se falam de uma nova sede da EDP, já existe uma "velha". Não conheço muito Lisboa, mas é aquele enorme edifício junto da rotunda do marquês? Fala-se de novos e o que será feito ao “velho”?


Eh transformado em Hotel, ou eh vendido a outra empresa... nao te preocupes que aquela zona eh a mais IN de Lisboa. Quase todos os autocarros de lisboa passam por lah e tem duas linhas de metro... portanto posso arriscar mesmo que a antiga Sede da EDP estava no Centro de Lisboa.

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Boas... na sexta de manhã deu na RTP uma reportagem sobre o edificio. Mas não dava conta do envolvimento do Carrilho da Graça. Apenas dos Aires Mateus. Alguem sabe a que se deve?


O Aires desenhou o edificio e o Carrilho desenhou o Plano Pormenor.

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Relativamente ao concursa da EDP, este era constituido por dois blocos (quarteirões); 1º para o desenvolvimento do edificio sede da edp (no quarteirão mais próximo da linha de água) e o 2º para o desenvolvimento de plano / edificios de habitação (quarteirão interior). O convite por arquitecto foi feito para que cada arquitecto apresentasse um proposta conjunta para os dois blocos. Pelo que vi na exposição, a dupla Aires Mateus apresentou apenas uma proposta para o 1º bloco. Imagino eu que não tendo estes arquitectos apresentado uma proposta para o 2º bloco, foram escolher outro, entre os restantes, para o desenvolvimento do quarteirão interior. Dos 6 projectos propostos, apenas não gostei da proposta do Arquitecto Manuel Graça Dias.

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No SIL 2008 estava uma maqueta deste projecto. Tirei algumas fotos. Deixo aqui fotos que sao dum user do Skyscrapercity e em anexo deixo as minhas.

http-~~-//i427.photobucket.com/albums/pp358/rabiruta2/SIL/IMG_8556.jpg

http-~~-//i427.photobucket.com/albums/pp358/rabiruta2/SIL/IMG_8557.jpg

http-~~-//i427.photobucket.com/albums/pp358/rabiruta2/SIL/IMG_8558.jpg

As 3 fotos foram sao da autoria de Barragon

A fotos em anexo sao da minha autoria.

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PROJECTOS: A NOVA SEDE DA EDP
A EDP não pára
por CLÁUDIA MELO14 Novembro 2010

Os arquitectos e irmãos Manuel e Francisco Aires Mateus conceberam um edifício que procura projectar a imagem da EDP para o futuro, muito para além de edifício de escritórios e serviço fornecedor de energia

Volvidos dois anos sobre o anúncio da dupla Francisco e Manuel Aires Mateus como a vencedora do concurso por convite para a elaboração da nova sede da empresa, a EDP vai finalmente iniciar as obras.

Situada no aterro da Boavista, terreno artificialmente ganho ao rio, próximo da Avenida 24 de Julho, em Lisboa, onde a sede da EDP funcionou até ao 25 de Abril de 1974, o novo espaço vai "acabar com a dispersão actual dos 1800 funcionários, que estão espalhados por 16 instalações na cidade, por forma a concentrar os serviços e reduzir os custos", refere a presidência da fundação, actualmente a funcionar no Marquês de Pombal.

E os arquitectos - e irmãos - Manuel e Francisco Aires Mateus responderam aos desejos da empresa, ao conceberem um edifício que procura projectar a imagem da EDP para o futuro, muito para além de edifício de escritórios e serviço fornecedor de energia.

"Projectar a EDP enquanto empresa transparente e dadora de serviços e espaços públicos de qualidade ao público em geral", é este o grande objectivo do projecto, conforme referiu o arquitecto Manuel Aires Mateus ao DN. Para tal, o projecto vai recorrer profusamente a superfícies envidraçadas e elementos leves, e vai criar praças, espaços de lazer e cultura - como auditórios , biblioteca, espaços expositivos -, enfatizando a dimensão da Fundação da EDP, outras das ideias-chave do edifício, segundo o mesmo arquitecto.

De facto, o centro do edifício é uma grande praça pública virada para o rio, com áreas de comércio e lazer ao nível térreo, a partir do qual se articulam edifícios de escritórios. Trata-se de "corpos perpendiculares ao rio. Aprisionando-se uma praça, espaço público, e uma 'massa' de ar que significa o edifício", descreve poeticamente a equipa.

Este todo organiza-se num sistema duplo: por um lado funcional, extremamente flexível para acomodar uma grande área de escritórios. Por outro estético, por propor jogos de luz-sombra, cheios e vazios, que tanto abarcam a relação entre o espaço público como o edificado. Aqui, a pele dos corpos dos edifícios é desenhada a partir de elementos verticais - como estrutura, infra- -estrutura, protecção solar - que tanto avançam como recuam no plano dos alçados, contrastando com as transparências dos envidraçados. "Desenho mutável varia com a luz, penumbra ou sombra e com um ponto de vista que a encontra mais proeminente ou mais plana, de mais opaca e misteriosa, a mais transparente e reveladora da vida pulsante no seu interior", escreve a equipa.

Para além da evidente contrapartida estética, este jogo de perfis, vãos, vidros e sombreadores vai permitir ao edifício um elevado desempenho energético, que, associado à climatização inovadora e eficiente, vai reduzir o consumo de energia , comparativamente com um edifício standard semelhante.

Energeticamente, a EDP não vai devorar-se a si própria. Esteticamente, vai criar um feixe luminoso, com a ajuda do rio, sereno e eterno, resultando numa "sinfonia de luz e sombra", sintetizou Manuel Mateus ao DN.


in http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1710294&seccao=Arquitectura

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