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Arquitectura.pt


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Desculpa, Zgandulo.
Não tenho nada contra as pessoas virem aqui em busca de auxílio para realizar os seus trabalhos, mas lançar um tópico e ficar de perninha cruzada à espera que lhe façam a papa, e nem sequer participar no próprio tópico, é uma coisa que me irrita profundamente.
Tens de melhorar essa técnica de investigação. Sublinhar "tudo o que diga tempo" é de um primitivismo assustador.
Sorte pó trabalho


Na boa, Sputnik...

Eu já comecei a desenvolver a minha ideia ou impressão sobre "tempo" num documento Word...:p

Só que todas as ideias são bem-vindas e como por aqui navegam alguns teóricos, nada melhor do que absorver as suas ideias que me podem ajudar em alguma coisa, isto, se eu concordar com tais pensamentos...
Contudo, agradeço a todos aqueles que me tentaram ajudar e até ajudaram am alguma coisa...

P.s. depois do exame eu meterei aqui a minha composição sobre "tempo".XD:icon_peace:

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Ora como prometi, aqui está a minha teoria sucinta sobre tempo:

“O tempo”


O texto apresentado mostra que todas as coisas têm o seu tempo. Existe tempo destinado a todo o tipo de sensações e actvidades, que decorrem na hora que lhes é devida. Ora o mesmo se passa do ponto de vista da arquitectura: existe um tempo particular para cada obra, para cada projecto, que transmitem sensações diferentes, que não farão sentido senão na sua envolvente particular, naquele preciso momemto/tempo. Por esta razão, podemos dizer que um edificio tem vida, e todos são igualmente únicos. Visto isto, é lógico dizer que o planeamento de um espaço não deve assentar em aspectos meramente fisicos, pois se tal acontecer o espaço ficará desprovido de significado. A concepção de um espaço deve ter em conta factores culturais; económicos; a sua área envolvente; o aproveitamento de condicionantes naturais; as texturas; entre muitos outros factores que trarão ao objecto uma componente emocional, que se revela no conjunto de sensações que o espaço transmite aos utilizadores. É desta concepção do espaço dinâmico que surge a quarta dimensão: o tempo - a mais complexa das dimensões e a que realça as limitações das ferramentas tecnológicas existentes num dado momento.
Só a exploração da dimensão temporal permitirá a criação de um espaço com identidade e significado próprios, que nunca poderia ter o mesmo sentido senão naquele lugar e enquadramento particular, à semelhança do que acontece com a humanidade, como é referido no texto. Mesmo considerando o factor temporal, há a consiência de que não existem concepções perfeitas, da mesma forma que o percurso da humanidade não o é, mas toda a obra arquitectónica deve buscar a harmonia num processo continuo de aperfeiçoamento e aprendizagem que procura o equilibrio na relação do homem com os espaços criados.
Ora a dimensão temporal também pode e deve ser interpretada de uma forma um pouco mais ampla, no que diz respeito à evolução da arquitectura ao longo da história.
Uma obra só faz, de facto, sentido quando enquadrada na sua época, na sua envolvente social, económica e cultural. Portanto, nunca devemos julgá-la ou avaliá-la pelos padrões arquitectónicos do presente, mas sempre considerando a conjuntura da época da sua construção. Por isto mesmo, e apesar de o arquitecto procurar a perfeição, a sua obra nunca será intemporal. Se a exploração da quarta dimensão busca um espaço dinâmico, harmonioso, que serve o melhor possivel os seus utilizadores, isto pressupõe uma evolução do factor tempo que acompanha as mudanças da sociedade e da própria natureza. Por esta razão, a evolução que se verificou ao longo dos séculos reflecte-se nas obras arquitectónicas produzidas e portanto, ao preservá-las estamos a homenagear os nossos antepassados e a valorizar a cultura. Dito isto, as palavras de Fernando Távora farão todo o sentido quando defende que monumentos históricos podem coexistir com obras do presente e que, para além disso, estas últimas poderão realçar e valorizar não só os monumentos, como tudo o que existe na sua envolvência. Para tal basta que intervenções em tempos diferentes, isto é referentes à “participação vertical” (a que Tavora se refere como sendo “a que se realiza entre homens de épocas diferentes”) e à “participação horizontal” (“que se realiza entre homens da mesma época) sejam vistas como “colaboração..., continuidade e respeito mútuos”.



José Fernandes

Turma A

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Êpá, vou tentar organizar essa confusão de argumentos, pelo que pude perceber deles, e cortar tudo o que não fiz a mínima ideia:


1.Existem diferentes tempos:
O tempo histórico da obra – contexto histórico social (“que não farão sentido senão na sua envolvente particular, naquele preciso momemto/tempo”).
Tempo de projecto; Tempo de construção; Tempo de utilização.
Por esta razão, podemos dizer que um edificio tem vida.

II. Desenvolvimento

1: Sobre o Tempo Histórico
Ora a palavra tempo pode ser interpretada como a evolução da arquitectura ao longo da história.
Uma obra só faz, de facto, sentido quando enquadrada na sua época, na sua envolvente social, económica e cultural. Portanto, nunca devemos julgá-la ou avaliá-la pelos padrões arquitectónicos do presente, mas sempre considerando a conjuntura da época da sua construção
A concepção de um espaço deve ter em conta factores culturais; económicos; a sua área envolvente; o aproveitamento de condicionantes naturais; as texturas; entre muitos outros factores que trarão ao objecto uma componente emocional.).
Uma solução nunca poderia ter o mesmo sentido senão naquele lugar e enquadramento particular, o que é visível em toda a história da humanidade.
É lógico dizer que o planeamento de um espaço não deve assentar em aspectos meramente fisicos, pois se tal acontecer o espaço ficará desprovido de significado.
Podemos “ver a história da arquitectura” em termos de “participação vertical” (a que Tavora se refere como sendo “a que se realiza entre homens de épocas diferentes”) e à “participação horizontal” (“que se realiza entre homens da mesma época).
As cidades não são senão camadas de tempos sobrepostos, em que Monumentos históricos coexistem com obras do presente valorizando-se mútuamente.

2: Sobre a Dimensão Temporal da arquitectura
A arquitectura obriga pela sua natureza a uma concepção do espaço dinâmico, que CRIA um conjunto de sensações sequenciais.
Só a exploração da dimensão temporal permitirá a criação de um espaço com identidade e significado próprios,


II. Conclusão
Se a exploração da quarta dimensão busca um espaço dinâmico, harmonioso, que serve o melhor possivel os seus utilizadores, isto pressupõe uma evolução do factor tempo que acompanha as mudanças da sociedade e da própria natureza. Por esta razão...

A obra nunca será intemporal. (Ui! Aqui descordo completamente)


.................................................................................

Como podes ver, há muito sobre o tempo do historiador, e muito pouco sobre a dimensão temporal da arquitectura, que era a que mais interessava.
Faltou dizer que é melhor aquela obra que é capaz de jogar com o tempo, que é flexível, que acita diversas utilizações, que se adapta às várias gerações, que se faz aos poucos e gradualmente, como tem de ser o plano de uma cidade.
Não imagino melhor exemplo para falar do Tempo do que as cidades, mas tb só me ocorreu isso agora...



Aquele abraço
SPUTNIK

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Se vossa excelência o diz... ?!? Eu tive este pensamento e relacionando a ideia tempo como o caracteriza Távora então foi onde consegui chegar... Para aqueles que diziam que queria fazer "copy-paste" já devem estar caladinhos para não dizer acobardados porque realmente saíu o coelho da cartola....!!! Obrigadíssimo a todos os que me tentaram ajudar!!!:lord:

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Acho que fizeste muito bem em colocar aqui a tua composição. E desculpa a minha crítica, mas foi apenas para demonstrar que um texto, um argumento, é como aquele jogo do tetris, em que podes pegar numas coisas e passá-las para outro lado e vice-versa, montá-las como te apetecer, desde que comunique bem o que quer comunicar. Por vezes conseguimos ir mais além apenas por fazer este exercício de montagem de argumentos. No meio da montagem, ei que de repente alguns argumentos nos parecem forçados, ou repetidos, ou bons, só por estarem organizados, e pedem por outros, ou para desaparecerem. E assim, aos poucos, se fazem bas composições. Como já te vi dizer, "à que ter a fasquia alta". Se leres a minha proposta de correcção com atenção, verás que tive como condição utilizar as tuas próprias frases, sem as adulterar. Pode não ter ficado um grande texto, mas já começa a tomar corpo. E não acredito que algum prof te tenha feito uma crítica tão minuciosa. Por isso, agradecimentos aceites.

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Acho que fizeste muito bem em colocar aqui a tua composição. E desculpa a minha crítica, mas foi apenas para demonstrar que um texto, um argumento, é como aquele jogo do tetris, em que podes pegar numas coisas e passá-las para outro lado e vice-versa, montá-las como te apetecer, desde que comunique bem o que quer comunicar. Por vezes conseguimos ir mais além apenas por fazer este exercício de montagem de argumentos. No meio da montagem, ei que de repente alguns argumentos nos parecem forçados, ou repetidos, ou bons, só por estarem organizados, e pedem por outros, ou para desaparecerem. E assim, aos poucos, se fazem bas composições. Como já te vi dizer, "à que ter a fasquia alta". Se leres a minha proposta de correcção com atenção, verás que tive como condição utilizar as tuas próprias frases, sem as adulterar. Pode não ter ficado um grande texto, mas já começa a tomar corpo. E não acredito que algum prof te tenha feito uma crítica tão minuciosa. Por isso, agradecimentos aceites.

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Aceito com muita compreensão a tua crítica à minha redação,porque olhando às criticas construtivas como a tua e de mais alguns aprenderei certamente umas coisas com quem sabe mais que eu!!! Para o primeiro ano não está má de todo, penso eu, mas claro que quero evoluir conforme os anos de curso... Cumprimentos e Obrigadão!!!:lord:

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Aceito com muita compreensão a tua crítica à minha redação,porque olhando às criticas construtivas como a tua e de mais alguns aprenderei certamente umas coisas com quem sabe mais que eu!!! Para o primeiro ano não está má de todo, penso eu, mas claro que quero evoluir conforme os anos de curso... Cumprimentos e Obrigadão!!!:lord:

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