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NunoMourao

Porto | Mercado do Bolhão

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IGESPAR aprova o conceito para o Bolhão


O Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico deu aval ao programa preliminar, elaborado pela Câmara do Porto, sobre a reabilitação do mercado do Bolhão. O Município prevê começar a obra ainda este ano.

A decisão foi tomada no passado dia 11 de Fevereiro e, de acordo com a Autarquia, o documento foi aprovado "na íntegra". O vereador do Urbanismo, Lino Ferreira, sublinha que, apesar de ter reunido com três associações de comerciantes e ter distribuído o programa preliminar aos vereadores, não recebeu qualquer proposta destes interlocutores. "Fui dizendo que todas as sugestões eram bem-vindas, mas que existiam prazos muitos apertados. Só chegou uma sugestão de uma munícipe que não colide com a ideia geral. É muito interessante", esclarece, ao JN, o autarca, elogiando as ideias da "economista" que serão aproveitadas no momento de apurar o conceito de "centro de sabores e de flores".

O programa aprovado, que defende uma gestão profissional do equipamento, contempla a manutenção da venda dos produtos frescos e a reorganização da área de comércio. Em torno do mercado de frescos, surgirão as tasquinhas com pratos típicos de todo o país e da Galiza e lojas ligadas à venda de produtos tradicionais. Agora, o IGESPAR dispõe de 30 dias para elaborar o programa-base. O trabalho, que está a ser acompanhado por um técnico camarário, encontra-se em curso.

Com o documento concluído, o passo seguinte será a elaboração do estudo prévio. Neste momento, a Câmara portuense está a executar o levantamento arquitectónico e o diagnóstico sobre o estado do edifício do Bolhão.

in http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=32568180&postcount=14


Bruxelas tem fundos para renovar Bolhão
Ontem
CARLA SOFIA LUZ
A Comissão Europeia sublinha que existem fundos comunitários disponíveis para custear a reabilitação do mercado do Bolhão. A garantia foi dada em resposta à CDU. Os comunistas pedem que Rio reconsidere o financiamento do projecto.

A questão foi levantada em Bruxelas pela eurodeputada Ilda Figueiredo, após uma visita ao mercado no final de Dezembro ao lado do vereador da CDU na Câmara do Porto, Rui Sá. Um mês depois, a Comissão Europeia sublinhou que o projecto de requalificação do Bolhão "poderá, eventualmente, ser objecto de um financiamento do FEDER - Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional", no âmbito do Programa Operacional do Norte em vigor até 2013. Uma candidatura do Município poderia ter acolhimento no eixo IV, dedicado à "valorização do sistema urbano".

Só para este eixo, o programa operacional dispõe de 645 milhões de euros do financiamento do FEDER. A disponibilidade de fundos comunitários foi acentuada ontem pela CDU. No comunicado enviado à Imprensa, os comunistas sublinham que tinham "razão ao denunciar que existiam outras possibilidades de recuperação do mercado do Bolhão", para além da privatização. Uma opção seguida num primeiro momento pela Maioria PSD/PP, liderada por Rui Rio, e que foi abandonada em Setembro do ano passado, resultando num conflito judicial com a TramCroNe.

Seguiu-se o acordo com o Ministério da Cultura. Tendo por base o programa preliminar já elaborado pela Autarquia, a Direcção Regional de Cultura do Norte vai elaborar o projecto, cuja principal fonte de financiamento será a alienação das acções do Mercado Abastecedor do Porto. Está prevista, num cenário optimista, uma receita que rondará os nove e os 13 milhões de euros.

A CDU entende que a candidatura aos fundos comunitários devia ser prioritária. "A venda das acções do Município no Mercado Abastecedor como forma de financiamento da recuperação do Bolhão não é uma inevitabilidade", pode ler-se, ainda, na nota de Imprensa. A garantia da Comissão Europeia deve ser, na opinião dos comunistas, razão suficiente para que Rui Rio reconsidere o financiamento do projecto e explore, "até ao limite, a utilização de fundos comunitários para a recuperação do mercado".

in http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=32005998&postcount=13

Bolhão com gestão profissional gera preocupação
Porto Comerciantes pretendem saber as repercussões no mercado e CDU receia o afastamento de vendedores

A gestão profissional do Bolhão, defendida pela Câmara do Porto no programa preliminar para a reabilitação do imóvel, está a preocupar os comerciantes e o vereador da CDU, Rui Sá. Temem as repercussões no mercado.

A recém-criada associação Bolha de Água (que também representa comerciantes do mercado) pretende saber em que é que consistirá essa liderança e que "repercussões" terá na organização do Bolhão. Foi uma das dúvidas que Miguel Mendonça - um dos representantes da associação - levou ontem à tarde para a reunião com o vereador do Urbanismo da Autarquia, Lino Ferreira. A Maioria PSD/PP já deu conta da intenção de privatizar a gestão do Bolhão, concluídas as obras de revitalização do espaço. A presidente da Associação de Comerciantes do Porto, Laura Rodrigues, é favorável à participação de uma "empresa especializada", desde que a Autarquia se mantenha como senhorio dos vendedores.

Mas o que preocupa o comunista Rui Sá é o modelo dessa gestão profissional, pois teme que conduza ao afastamento de muitos vendedores do mercado. Convencido de que a degradação do Bolhão não resulta da incapacidade do Município para geri-lo, mas das "más decisões políticas" tomadas ao longo de duas décadas, o vereador crê que a Câmara tem "competência e experiência acumulada" para gerir o Bolhão.

Já o conceito de centro de sabores e flores com animação permanente e horário alargado agrada às organizações dos comerciantes e a Rui Sá. Só a Associação de Comerciantes do Bolhão ainda não tornou pública a sua posição. Só falará sobre o programa preliminar após a reunião com os associados. O encontro será marcado esta semana, indicou ao JN o presidente Alcino Sousa.

Para Miguel Mendonça, da Bolha de Água, o "conceito é bom" e "vai ao encontro do projecto de 1998", de autoria do arquitecto Joaquim Massena. "Por que é que continuamos à espera das obras quando pode executar-se o projecto já pago pela Câmara e que agrada a toda a gente? Façam-se as alterações que considerem pertinentes e avancem", apela Miguel Mendonça, que questiona a hipótese de construção da ligação subterrânea e pedonal de um edifício público ao empreendimento privado em construção no quarteirão da antiga Casa Forte.

Rui Sá lamenta que o programa preliminar não tenha sido discutido no Executivo, antes do envio para a Direcção Regional de Cultura do Norte. "Os vereadores são os últimos a saber. Quero conhecer o programa, mas não posso deixar de lamentar este procedimento", insiste o autarca, satisfeito pela adopção de um conceito para o Bolhão semelhante àquele que a CDU sempre defendeu.

in http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=31349286&postcount=10

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"Câmara admite atrasos na reabilitação do Mercado do Bolhão" - artigo do jornal Público


Direcção Regional de Cultura do Norte destaca complexidade do processo, mas o vereador do Urbanismo, Lino Ferreira, acredita que o prazo global será cumprido

O processo de reabilitação do Mercado do Bolhão está atrasado, mas a Câmara do Porto acredita que é possível cumprir os prazos globais, que atiram o início das obras para 2010. Depois da aprovação do programa preliminar do mercado pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar), previa-se que em trinta dias estivesse concluído o projecto-base do novo Bolhão. Esse prazo terminou a 11 de Março e, por enquanto, não há previsões para a sua conclusão.

O trabalho não é fácil e, pelas palavras da responsável da Direcção Regional de Cultura do Norte (DRCN), percebe-se que 30 dias era um prazo demasiado optimista para concluir um projecto-base. Em resposta escrita ao PÚBLICO, a directora desta entidade, Helena Gil, explica que foi constituída "uma equipa multidisciplinar na Direcção de Serviços dos Bens Culturais" da DRCN com vista à elaboração do projecto de recuperação do Bolhão que, por enquanto, "está a proceder a uma série de estudos e recolha de informação diversa".

A equipa da DSBC/DRCN está, assim, envolvida na "compilação da documentação dispersa nos arquivos da Câmara do Porto (...) e seu estudo"; "na investigação histórica e documental, com consulta em diversos arquivos"; "na identificação e registo das principais patologias para elaboração do [respectivo] mapeamento"; e no "cruzamento de informação com outros projectos no local". Helena Gil explica que "este conhecimento exaustivo e prévio é indispensável para a elaboração do programa base do projecto de recuperação e reabilitação do Mercado do Bolhão, aguardando-se também a entrega, por parte da Câmara Municipal do Porto, do levantamento desenhado do Mercado do Bolhão em suporte digital, para a conclusão do mesmo". A directora da DRCN não especifica, contudo, para quando se prevê a conclusão deste trabalho.

Ao PÚBLICO, o vereador do Urbanismo, Lino Ferreira, admite a existência "de um ligeiro atraso" nesta fase do processo, mas garante estar confiante de que será ainda possível cumprir os prazos globais. "O prazo de 30 dias dado ao Igespar para elaborar o projecto-base sofreu um ligeiro atraso porque o levantamento que tínhamos na câmara não foi considerado com qualidade necessária e suficiente para elaborar um bom projecto", explica Lino Ferreira. O responsável pelo Urbanismo garante que a câmara "adjudicou em oito dias" um novo levantamento, contratualizando a sua entrega de forma faseada: "Para a elaboração do projecto-base o importante é ter um levantamento do edificado, sem grandes pormenores e que deve estar a ocorrer a qualquer momento. Na fase do projecto de execução será entregue o restante, já com todos os pormenores". Lino Ferreira acredita que o atraso actual será ultrapassado pelo facto de alguns projectos, que deveriam ser trabalhados em fases posteriores do processo, estarem já a avançar. "Exemplo disso é a consolidação das fundações na parte sul do edifício, que está já a ser trabalhada", diz.

O programa preliminar para o mercado, elaborado pela autarquia, foi aprovado pelo Igespar a 11 de Fevereiro. De acordo com os prazos apontados pela autarquia, 30 dias depois deveria estar concluído o projecto-base, seguindo-se 60 dias de estudos prévios e mais 120 dias para o projecto de execução. Sem se referir em concreto ao atraso no processo, Helena Gil justifica: "O programa preliminar (...) contém alguns pressupostos que exigem uma grande ponderação e estudos aprofundados, nomeadamente, a instalação de uma cobertura (...) e as ligações subterrâneas ao parque de estacionamento da Praça D. João I e à estação de metro do Bolhão."

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Chegou ao e-mail o comunicado da Associação de Feiras e Mercados da região Norte, sobre o processo do Mercado do Bolhão...



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MERCADO DO BOLHÃO - COMUNICADO DE IMPRENSA



Associação Feiras e Mercados da Região Norte, não pode ficar indiferente às declarações do dia 9 de Junho, e de todo o silêncio das pessoas com responsabilidade pública, daquelas que contávamos que defendessem e desenvolvessem o património da cidade, neste caso a reabilitação do Mercado do Bolhão, que só não foi demolido, porque um forte movimento de Pessoas, Nacionais e Estrangeiras, impediram de o transformar num Shopping e ser entregue à “TCN”, empresa imobiliária, por um período de 70 anos.

O protocolo celebrado em 18 de Dezembro de 2008, entre o Senhor Ministro da Cultura, Dr. Pinto Ribeiro e o Senhor Presidente da Câmara, Dr. Rui Rio, prometia celeridade e preservação do Mercado do Bolhão.

O que se constata é o silêncio, sucessivos adiamentos e o abandono dos Comerciantes do Mercado por falta de condições de trabalho …

Em período de eleições, O Mercado do Bolhão, corre o risco de ser palco de campanhas políticas e sujeitar-se novamente ao esquecimento, como aconteceu em 2005.

A vontade de transformar o Mercado do Bolhão num shopping é muito clara. Cobrindo todo o Mercado, transformando-o num espaço fechado, com gastos energéticos muito elevados.

O programa, lançado pelo Dr. Rui Rio e aceite pelo Ministério da Cultura, é desgraçado para a identidade do Porto, abrindo precedentes irreparáveis na Cidade. Vejamos o que aconteceu ao Mercado do Anjo junto à Torre dos Clérigos, que está abandonado e transformado num gueto.

É triste sentir a saída dos Comerciantes do Bolhão, ver o Mercado cheio de andaimes há mais de 3 anos e a cidade do Porto, continuamente, à mercê das pessoas que não a estimam.

Reafirmo que o programa que a Câmara lançou é eleitoral, não defende os Comerciantes nem a Cidade, antes, abre hipótese aos centros comerciais e fecha as portas comércio tradicional.

Por isso, reafirmo também, que a solução para esta desordem é colocar em cima da mesa o projecto da cidade, aprovado pela Câmara e pelo IPPAR, de autoria do Arquitecto Joaquim Massena, que reabilita o Mercado, regenera a habitação e o comércio envolvente.

Este projecto é inovador, respeita a vontade dos comerciantes e dos seus utilizadores, mantém o mercado de frescos, acrescenta novas valências, nas áreas de restauração, dos espaços de atelier e de exposições. Abre ainda a hipótese do uso em diferentes horários respeitando novas vontades, recriando momentos de festa e de animação cultural.

Esta é uma solução concreta, “o Projecto da Cidade”, pago pelo erário público e aprovada pela Câmara do Porto e pelo Ministério da Cultura (IPPAR).

O processo em curso para o Mercado do Bolhão está em queda livre. Sem prazos e sem uma estratégia ideológica, apenas a vontade de o entregar a privados para construir mais um shopping no Porto!


Porto, 10 DE JUNHO DE 2009


O Presidente da Associação Feiras e Mercados da Região Norte
Fernando Sá

+351 910 496 225

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"Programa para Bolhão é desgraçado para cidade" - artigo JORNAL DE NOTÍCAS:


A Associação de Feiras e Mercados da Região Norte alertou que o programa preliminar da Câmara do Porto para o Mercado do Bolhão "é desgraçado para a identidade" da cidade e abre "precedentes irreparáveis".

"O programa, lançado por Rui Rio e aceite pelo Ministério da Cultura, é desgraçado para a identidade do Porto, abrindo precedentes irreparáveis na cidade", refere o presidente da associação em comunicado.

No documento, Fernando Sá alerta que "a vontade de transformar o mercado num 'shopping' é muito clara", referindo-se à intenção de instalação de uma cobertura no mercado, e salienta que isso implicará "gastos energéticos muito elevados". "Reafirmo que o programa que a Câmara lançou é eleitoral, não defende os comerciantes nem a cidade, antes abre hipótese a centros comerciais e fecha as portas comércio tradicional", sustenta.

Recordando o protocolo celebrado em 18 de Dezembro passado entre o ministro da Cultura, Pinto Ribeiro, e Rui Rio, a associação destaca que foi então prometida "celeridade e preservação do Bolhão". Contudo, "o que se constata é o silêncio, sucessivos adiamentos e o abandono dos comerciantes do mercado por falta de condições de trabalho".

Para o movimento, a solução passa por retomar projecto do arquitecto Joaquim Massena, "aprovado pela Câmara e pelo Instituto Português do Património Arquitectónico, que reabilita o mercado e regenera a habitação e o comércio envolvente".

"Este projecto é inovador, respeita a vontade dos comerciantes e dos seus utilizadores, mantém o mercado de frescos e acrescenta novas valências nas áreas de restauração, dos espaços de ateliê e de exposições", diz, acrescentando que "abre ainda a hipótese do uso em diferentes horários".

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Bolhão será coberto e terá parque

Projecto de revitalização do mercado vai ser divulgado dentro de três semanas

2010-03-27

HERMANA CRUZ

O projecto de reabilitação do Bolhão prevê um parque de estacionamento subterrâneo, além do arranjo das lojas exteriores e vias envolventes. O documento, a apresentar dentro de três semanas, determina ainda que o edifício seja todo coberto.

Segundo o projecto de arquitectura para a revitalização do mercado do Bolhão, vai ser construído um parque de estacionamento subterrâneo, com acesso pela Rua de Alexandre Braga, e que fará ligação à estação do metro.

Aliás, todas as vias envolventes ao mercado serão reorganizadas. Na Alexandre Braga, por exemplo, será criada uma zona específica para o terminus das carreiras da STCP, tentando acabar com as situações recorrentes em que os autocarros ficam sem sítio para parar devido ao estacionamento abusivo e às cargas e descargas sem horários definidos. As paragens serão colocadas entre o acesso ao parque de estacionamento subterrâneo e à entrada da estação do metro do Bolhão, no início da rua.

Essas são algumas das linhas gerais do projecto de arquitectura para a revitalização do mercado do Bolhão, que serão apresentadas entre os dias 14 e 16 do próximo mês, durante o "Congresso Património 2010", promovido pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

Edifício todo coberto

Os pormenores da obra ainda estão a ser acertados em projectos de execução, que deverão estar concluídos até ao final do ano, segundo adiantou na última Assembleia Municipal o vereador do Urbanismo, Gonçalo Gonçalves. Nessa altura, a Autarquia avançará com a abertura do concurso público para a empreitada que, em 18 de Dezembro de 2007 foi entregue à TramCrone. Adjudicação que a Câmara acabou por anular, alegando "grave incumprimento dos compromisso assumidos.

Pelo projecto de arquitectura, sabe-se já que as lojas exteriores do mercado também serão intervencionadas. A intenção é uniformizar a arquitectura e decoração de todos os estabelecimentos comerciais, devolvendo a traça original.

No interior do mercado, está previsto que o primeiro piso seja destinado apenas a restaurantes e bares. No rés-do-chão será instalado o mercado tradicional propriamente dito.

Uma inovação é a criação de uma estrutura leve para cobrir todo o mercado. Pretende-se, com isso, que as condições climatéricas não condicionem a afluência de clientes.

in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=1529436

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Cobertura com 950 toneladas completao Bolhão

Estrutura tinha sido pensada pelo autor do projecto original do mercado, Correia da Silva, em 1914

A cobertura desenhada pelo arquitecto Correia da Silva, em 1914, para o projecto original do mercado do Bolhão vai por fim ser construída. A estrutura em vidro e metal, de 950 toneladas, é uma das jóias da coroa do projecto-base de reabilitação, ontem, quarta-feira, apresentado.

A concretizar-se o desenho ontem mostrado, o Bolhão vai ficar muito parecido com o que os seus projectistas iniciais imaginaram e, ao mesmo tempo, virado para os usos actuais da Baixa, com a instalação de cafés e restaurantes no piso superior e ainda a criação de estacionamento, para o qual há actualmente duas opções possíveis (ver texto ao lado).

Aplicar "uma nova matriz de espaços inspirada nos novos modelos de mercado europeus" - é essa a filosofia que sustenta o projecto-base de arquitectura que a Direcção Regional de Cultura do Norte (DRCN) está a preparar, no âmbito de um protocolo com a Câmara do Porto. As linhas gerais do plano foram apresentadas no Congresso Património 2010, na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).

Segundo a directora da DRCN, Paula Silva, o objectivo é concluir todo o projecto de execução até ao final deste ano. Trata-se não só insuflar modernidade, mas também de cumprir a legislação em vigor, o que o Bolhão está longe de alcançar em tantos aspectos. As acessibilidades serão melhoradas com elevadores em todas as quatro entradas; as condições higiénico-sanitárias do comércio de fresco vão ser criadas nos termos da lei, com zonas de carga e descarga, elevadores monta-cargas e áreas de apoio na cave.

Reforço das fundações

Serão recuperados todos os elementos possíveis: os vãos sobre Sá da Bandeira (rua construída na mesma altura do mercado), as estruturas de betão armado (que serão reforçadas) e em madeira de Riga (em bom estado, apesar de serem de 1915). A situação estrutural foi avaliada por um estudo da FEUP, que impôs a necessidade de proceder ao reforço de fundações. O mercado, recorde-se, foi erguido em solos de aterro que chegam aos 15 metros.

Também agora há estruturas que terão que ser demolidas, como as lajes da galeria de lojas e o passadiço que liga esse piso, entre as ruas de Sá da Bandeira e de Alexandre Braga. "Tem deformações apreciáveis em termos de abatimento de fundações", disse o arquitecto João Carlos dos Santos, que apresentou o projecto-base de arquitectura. Outro passadiço será construído, mas com uma configuração "mais leve".

O passadiço cumprirá a mesma função de ligar as galerias do piso superior, mas essas é que terão nova vocação. Servirão para albergar cafés e restaurantes com esplanadas - com os torreões a permitir zonas mais especiais -, com a particularidade de ser aproveitado o pé direito alto desse piso para criar mais um piso. Os estabelecimentos terão, assim, mezaninos no interior.

Elementos avulsos, como aparelhos de ar condicionado e toldos das lojas exteriores, serão eliminados. Está prevista a colocação de vidros transparentes nas janelas, para que se veja de dentro para fora. Uma das maiores intervenções - a cobertura em metal e vidro - terá pouco impacto exterior, mas fará toda a diferença para o interior, protegendo da chuva e da entrada de aves.

O comércio de frescos ficará no piso zero, realinhadas as barracas em quatro vias longitudinais, de maneira a criar mais espaço para circulação e eventos de animação. Os talhos ficarão numa galeria num piso intermédio, na escadaria junto à Rua de Fernandes Tomás.

in http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=793116

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PORTO

Bolhão com nova estação de metro

por JOANA DE BELÉM10 Outubro 2010

Reconversão há muito reclamada arrancou em Agosto e deverá estar concluída no início do próximo ano.

Há muito que eram reclamadas as obras de requalificação do edifício que dá acesso à estação de metro do Bolhão, no Porto, mas a empreitada foi sucessivamente adiada. Em finais Agosto, arrancou finalmente a reconversão do prédio na Rua Fernandes Tomás, cuja fachada acusava a degradação, e a empreitada deverá estar concluída no início do próximo ano, disse ao DN fonte da empresa Metro do Porto.

O projecto, da autoria do arquitecto Souto Moura, "estava inserido no que era a primeira fase do metro do Porto e está desenhado desde essa altura, apesar de ter havido um acerto ou outro". Segundo a mesma fonte da empresa, "houve alguma dificuldade de validação do projecto com a Câmara do Porto mas, a partir do momento em que ficou decidido, arrancámos com a obra".

A empreitada deveria ter sido realizada há três anos [aquando do lançamento do primeiro concurso público, que acabou por ser anulado por haver apenas um concorrente], mas foi necessário aguardar pelo licenciamento municipal, assim como pela conclusão do Porto Plaza - o centro comercial é contíguo ao edifício que, por sua vez, fica em parte num terreno cedido pelo promotor do Porto Plaza à autarquia portuense.

O Edifício Camélias é em muito semelhante ao da Estação da Trindade (a principal estação do Metro do Porto localizada no centro da cidade, junto à câmara municipal, que faz ligação entre as seis linhas existentes).

A adjudicação acabou por ser entregue à empresa Alexandre Barbosa Borges e a obra vai custar 530 mil euros. Os trabalhos, que decorrem no terreno, incluem a construção de uma nova fachada que será revestida a azulejo, à semelhança da Capela das Almas, um templo do século XVII contíguo ao edifício Também as paredes interiores terão este tipo de revestimento.

Serão ainda criadas casas-de-banho na zona do átrio, onde estão as escadas e os elevadores de acesso à estação subterrânea, e no piso superior ficarão instaladas salas técnicas.

Em Maio, o Metro do Porto ultrapassou pela terceira vez a barreira dos 5 milhões de validações.

Segundo dados fornecidos pela empresa, "a preferência dos clientes pelo metro" para a deslocação até aos grandes eventos que se realizaram nesse mês e as operações especiais montadas permitiram registar o segundo melhor mês de operação de sempre, com 5,070 milhões de validações.

O recorde absoluto ainda pertence a Outubro de 2008, em que se registaram 5,2 milhões. No acumulado de validações deste ano (até ao final de Maio), o Metro do Porto apresenta um crescimento na ordem dos três por cento face a 2009.

Para além do serviço regular do Metro do Porto, foram várias as operações especiais montadas ao longo do mês de Maio: a Queima das Fitas, logo na primeira semana, seguindo-se a visita do Papa Bento XVI, o roadshow do Rali de Portugal nos Aliados e o Senhor de Matosinhos.

Os resultados desse mês representam um aumento de 300 mil validações face a Maio de 2009.


in http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1682180&seccao=Norte

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Já decorrem sondagens geotécnicas no Bolhão

Esta terça-feira, técnicos da Câmara do Porto estiveram no Mercado do Bolhão a conduzir sondagens geotécnicas.

Segundo apurou o P24, 4 técnicos estiveram no mercado para avaliar, por um lado, o estado em que se encontra o terreno e, por outro, o estado da estrutura do próprio edifício.

Contactada pelo P24, fonte oficial da Direcção Regional de Cultura do Norte, que elaborou o projecto de recuperação do mercado, explicou que os trabalhos em curso visam “fornecer informação para uma fase posterior do projecto”.

A mesma fonte sublinhou que, nesta fase, é já a Empresa Municipal de Gestão de Obras Públicas da autarquia que está no terreno. O P24 contactou o Gabinete de Imprensa da Câmara do Porto, mas ainda aguarda resposta.

No mercado, esta terça-feira, os comerciantes diziam que as trabalhos eram “para estudar o estado as fundações do Bolhão” e que os técnicos iam levar para o mercado “uma máquina” para fazer as sondagens.

O novo Mercado do Bolhão conciliará os tradicionais frescos com a restauração e lojas modernas, terá estacionamento, cobertura, acessos para pessoas com mobilidade e um conjunto alargado de novos serviços. O projecto de recuperação do edifício foi orçado entre 15 a 20 milhões de euros.

No âmbito do projecto elaborado pela DRCN, a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto já tinha sido feitos estudos estruturais. Essa avaliação revelou, na altura, ser “possível a execução de caves”, uma vez que o terreno tem “solos de aterro que em algumas zonas atingem os 15 metros de profundidade”.

Comerciantes deixam o mercado

O presidente da Associação de Comerciantes do Mercado do Bolhão não sabe pormenores sobre os trabalhos agora em curso. “Não sabemos mais nada, a não ser que andam lá os técnicos. Eu tive conhecimento através de uma pessoa da câmara, um fiscal, na semana passada”, disse ao P24 Alcino Sousa.

O representante dos comerciantes lamenta que o abandono do mercado e sucessivos atrasos na obra de recuperação tenham levado à saída de alguns negócios. “Ainda a semana passada, foi um comerciante embora. Desde o início do ano, deixaram o mercado entre 5 e 10 comerciantes. Não temos um minimo de condições”, lamentou.

Pela mesma razão, mas também por “faltar união entre os comerciantes”, Alcino Sousa pondera deixar a presidência da ACMB em breve, num gesto de “repúdio”.

Sobre a necessidade de se fazer a obra, não tem dúvidas: “Este mercado precisa de ser renovado. Se for renovado, dará trabalho a muita gente. Da forma como está, não serve ninguém. Estamos a morrer aos bocados”.


Fonte: http://porto24.pt/porto/05042011/ja-...cas-no-bolhao/

Rio vai avaliar possibilidade de requalificar "Bolhão" com menos dinheiro

O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, prometeu avaliar a possibilidade de deixar de lado parte do projeto de requalificação do Mercado do Bolhão para gastar menos dinheiro na obra, suspensa por falta de verbas.

O compromisso surgiu no fim da reunião camarária, depois do apelo em lágrimas do presidente da Associação de Comerciantes do Mercado e de um vereador do PS ter colocado "a cabeça profissional no cepo" quanto à possibilidade de "realinhar o projeto em função do dinheiro disponível".

"Quando iniciámos o projeto já era minimalista. Não sei em que medida será viável retirar o parque de estacionamento e a zona de cargas e descargas. Mas posso e devo colocar a questão ao Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico do Estado (Igespar)", afirmou o autarca, reagindo ao repto do PS.


Fonte: http://www.destak.pt....menos-dinheiro




Câmara do Porto quer lojas do Bolhão encerradas

A Câmara do Porto está a exigir aos vendedores do mercado do Bolhão que "não exerceram a sua actividade durante 30 dias seguidos ou 60 interpolados" a devolução do seu espaço comercial, medida que os comerciantes contestam.

Hugo Silva, da comissão de gestão da Associação de Comerciantes do Mercado do Bolhão (ACMB), afirmou esta tarde que a Câmara "está a aproveitar-se das fragilidades que existem no mercado para tentar que o espaço tenha cada vez menos comerciantes".

Em comunicado que foi lido aos comerciantes, a ACMB salienta que não compreende "o porquê de tentaram agora com apresentação de cartas informar que se os estabelecimentos estão encerrados então têm de ser entregues à autarquia".

A ACMB garantiu aos jornalistas que se há pessoas que não abrem as lojas diariamente é pelo facto de não terem condições físicas para o trabalho, devido "aos andaimes ali existentes, à pouca iluminação e aos plásticos pretos que transformam o mercado numa sauna em períodos de calor".
Hugo Silva disse também que "sete comerciantes" já receberam a carta que dá conta da caducidade da licença de ocupação a quem não exerceu actividade durante 30 dias seguidos ou 60 interpolados, e que estipula a entrega da loja "devoluta" à Câmara num prazo de 30 dias.

A associação condena que a Câmara do Porto já não permita a cedência ou transmissão de espaços naquele mercado, afirmando que assim não é possível modernizar o espaço, tal como deseja.

"Não nos permitem efectuar cedências/transmissão de espaços, queremos continuar a trabalhar no Bolhão mantendo a sua tradição", sublinhou Hugo Silva.

No comunicado, a associação classifica a atitude da Câmara como não sendo correta nem moral.

Alcino Sousa, presidente da ACMB, apelou à unidade dos comerciantes, afirmando que "só através da união será possível lutar para o bem de todos".
Aos jornalistas, Alcino Sousa adiantou que já solicitou uma reunião com a maioria PSD/CDS-PP da autarquia para abordar esta questão e lembrou que desde 2005 os comerciantes do Bolhão trabalham em condições precárias.

O objectivo, frisou, é "continuar a trabalhar", não sendo preciso realizar "obras megalómanas", mas apenas uma reabilitação daquele espaço emblemático da cidade.
Laura Neves, dona de uma loja de fotografia no Bolhão há cerca de 20 anos, garantiu que "todos os dias" abre a loja, apesar de ter recebido a ordem da Câmara.

O projecto de arquitectura elaborado pela Direcção Regional de Cultura do Norte para o Mercado do Bolhão prevê a instalação de restaurantes e bares no piso 1, talhos num piso intermédio, produtos frescos no piso 0, que será adaptado para receber exposições e espectáculos, bem como a construção de estacionamento subterrâneo para 95 lugares.

O projecto está orçado em 20 milhões de euros, contudo, o presidente da autarquia, Rui Rio, revelou na quarta-feira que, sem uma linha de financiamento comunitário para apoiar a reabilitação do Mercado do Bolhão num montante "razoável", será "impossível" avançar com a obra.


in "Jornal de Notícias"


Reabilitação do Bolhão debate-se com o "problema" do seu "financiamento"

A reabilitação do Mercado do Bolhão debate-se com o "problema" do seu "financiamento", disse segunda-feira à noite o presidente da Câmara do Porto, na Assembleia Municipal, após ser confrontado pela oposição sobre o assunto.

Rui Rio referiu que não é possível, nomeadamente, recorrer aos fundos disponíveis no QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) para investir ali. As obras previstas para o Bolhão, cuja degradação se vem acentuando, estão orçadas em "20 milhões de euros" e o "projecto das especialidades" está ainda a ser feito.

Com a maioria PSD-CDS/PP quase sempre em silêncio, a oposição pediu ainda esclarecimentos sobre a intervenção programada para a Praça de Lisboa, Palácio de Cristal e Mercado do Bom Sucesso, bem como sobre o Parque Oriental.

A Praça de Lisboa e o Bom Sucesso, que vai ter um hotel, estão "em obras", o projecto concebido para o Palácio de Cristal, para onde está previsto um pavilhão de congressos, encontra-se "em revisão" e o Parque Oriental, cuja primeira fase já foi inaugurada, "para avançar" precisa de mais "expropriações", respondeu Rui Rio.

O circuito automóvel da Boavista, cuja edição deste ano foi apoiada pelo Turismo de Portugal com 1,6 milhões de euros, só continuará se tiver "sustentabilidade financeira", afirmou ainda o autarca, em resposta ao PS.

Este partido também interpelou Rio sobre o Museu do Automóvel Antigo, que o próprio autarca anunciou em tempos poder ser construído no Porto, e a resposta que obteve foi que " senão houver investimento privado não haverá museu".


in "Jornal de Notícias"



Bolhão pode não entrar em obras em 2011, admite Câmara do Porto

PS critica falta de investimento no mercado, CDU classifica de "escandalosa" realização das corridas da Boavista

O orçamento da Câmara do Porto para 2011 foi ontem aprovado na reunião do executivo, com os votos contra do PS e da CDU. Os socialistas saíram do encontro preocupados com a perspectiva de o Mercado do Bolhão não vir a ter qualquer obra relevante no próximo ano. A maioria PSD/CDS admite que, com os atrasos já sofridos, e os prazos a cumprir, os 900 mil euros inscritos para intervenções naquele equipamento até podem ser um valor "um pouco excessivo" para o exercício de 2011.

Nenhuma das oito propostas que o PS levou para a reunião de ontem foi aprovada pelo executivo. Citado pela Lusa, o presidente Rui Rio garantiu que até "estava de acordo com quase todas" - a excepção seria a extinção da Apor - Agência para a Modernização do Porto e da Fundação Porto Social -, mas que a sua aceitação representaria "rebentar com o orçamento".

Ainda antes de conhecidas estas declarações, Correia Fernandes já garantira que as propostas sugeridas "não eram de despesismo" para a câmara, tendo mesmo desafiado o autarca a "fazer as contas" da sua aplicação. A maior preocupação dos socialistas, após a discussão do orçamento, era o Bolhão.

Correia Fernandes disse ser "muito preocupante" a "indisponibilidade" de- monstrada pelo executivo "para dotar o Bolhão de mais dinheiro". O sinal deixado para a cidade, nesta matéria, é, para o PS, claro: "É óbvio que da parte da câmara não há interesse absolutamente nenhum em fazer andar este processo",afirmou.

Em resposta a esta crítica, o gabinete de comunicação da autarquia explicou que só há pouco mais de um mês é que foi possível, legalmente, contratar a execução dos projectos de especialidades para a reabilitação do mercado. E ao tempo necessário para os fazer acrescentou os oito meses que, no mínimo, demorará o concurso público internacional para a empreitada. Assim, e mesmo que não haja nova contestação judicial, como "a obra não começa de imediato", o município assume que pode, de facto, não vir a utilizar a totalidade dos 900 mil euros no próximo ano.

Rui Sá admite que a situação do mercado também o preocupa, mas para o comunista o verdadeiro calcanhar de Aquiles do orçamento de Rui Rio é a indicação de que as corridas do circuito da Boavista "vão ser feitas". Sá disse ter saído da reunião com a certeza de que o evento irá acontecer, o que considera "escandaloso, num ano de profunda crise, com a imposição de fortes restrições" e quando se sabe que, na última edição, o circuito "representou 800 mil euros de prejuízo para a câmara".

O comunista acusa ainda a maioria PSD/CDS-PP de colocar como prioritárias, nas intervenções na via pública, a reabilitação do troço poente da Avenida da Boavista e o alargamento do es- tacionamento a nascente do Parque da Cidade, por causa da prova. "Isto não são obras para a cidade, são obras que devem ter sido exigidas para que as corridas pudessem acontecer e isto é o mais escandaloso de tudo", defende.

Rui Sá classificou também a Fundação Porto Social como "um sorvedouro de dinheiro"- à semelhança da crítica que já fora feita à Porto Lazer -, pelo facto de a empresa manter um orçamento muito próximo ao de 2004, quando geria o programa Porto Feliz. "Em 2004, recebeu 1,5 milhões. Agora, tem orçamentados 1,250 milhões, sem actividade consentânea com este valor. Aliás, 70 por cento desta verba é para custos com o pessoal. É um escândalo."


in "Público"



Projecto de recuperação do mercado do Bolhão pode avançar

A providência cautelar apresentada pela empresa excluída do concurso dos projectos de especialidades para a reabilitação do Mercado do Bolhão foi indeferida pelo tribunal, pelo que o processo já pode avançar, foi hoje, terça-feira, revelado.

A informação foi dada à oposição pela maioria PSD/CDS durante a reunião da Câmara do Porto e transmitida aos jornalistas no final da sessão.

"Foi-nos dito que o tribunal indeferiu a providência cautelar, pelo que o executivo tem todas as condições para avançar com os projectos de especialidades", adiantou Manuel Correia Fernandes, do PS.

Também Rui Sá, da CDU, referiu que "a providência cautelar foi indeferida, pelo que os projecto de especialidades podem avançar".

Correia Fernandes acrescentou que foi solicitado um "calendário" do processo à maioria camarária, mas o mesmo "não foi revelado".

Antes desta acção judicial, a autarquia apontava o início das obras no mercado para Julho de 2011.

Em Agosto, uma das 15 empresas concorrentes aos projectos de especialidades para a reabilitação do mercado apresentou uma providência cautelar a contestar a sua exclusão do concurso.

Após a adjudicação dos projectos de especialidades à empresa que venceu o concurso, terá ainda de ser lançado um concurso público internacional para a execução da obra.

O projecto de arquitectura elaborado pela Direcção Regional de Cultura do Norte para o Mercado do Bolhão prevê a instalação de restaurantes e bares no piso 1, talhos num piso intermédio, produtos frescos no piso 0, que será adaptado para receber exposições e espectáculos, bem como a construção de estacionamento subterrâneo para 95 lugares.


in "Jornal de notícias"

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