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NunoMourao

Porto | Mercado do Bolhão

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Fernando Gomes critica rejeição tácita de projecto


Carla Sofia Luz

O ex-presidente da Câmara do Porto Fernando Gomes lamentou esta segunda-feira que Rui Rio tenha rasgado o projecto de Joaquim Massena para o Bolhão.

O socialista entende que a proposta continua válida até ser rejeitada pelos órgãos municipais. Embora considere que o Rui Rio tem "legitimidade democrática" para optar pela privatização da gestão do mercado, o antigo autarca defende que a coligação PSD/PP deve assumir a rejeição do projecto de Massena, aprovado por unanimidade em 1998, nos órgãos municipais. Não o fazendo, trata-se de uma "rejeição tácita" e um desrespeito pelas decisões dos anteriores executivos. "O projecto de Joaquim Massena é válido até que haja uma deliberação que o anule. Não é um documento de consulta", argumentou Fernando Gomes, condenando a actuação da actual liderança municipal na audição, realizada pelo deputado socialista Fernando Jesus (na qualidade de redactor da Comissão de Poder Local do Parlamento sobre a petição contra a privatização do mercado). "É como se não existissem deliberações antes de 2001. É uma atitude muito pouco democrática e de grande desprezo pelas deliberações municipais anteriores". Gomes sucedeu a Oliveira Dias - o vereador que tutelou o processo de reabilitação do Bolhão no seu mandato - nas audições de Fernando Jesus. Mas contradisse o seu antigo vereador, que, na semana passada, deu a garantia de que foi equacionada a privatização do mercado nos anos 90. Gomes afiançou que nunca pensou em seguir esse modelo. "A privatização do mercado nunca foi discutida nos órgãos municipais", sustenta, admitindo, porém, que a hipótese tenha sido contemplada pelo ex-vereador: "Quando equacionou o concurso público, terá pensado ele próprio nesse caminho. Não o considero legítimo. Entendo que deve ser um serviço público. Para espaços privados, já existem os hipermercados", adiantou. Não significa que Fernando Gomes recuse parcerias público-privadas: "São muito úteis, mas a componente privada não deve ser hegemónica nem maioritária", assinalou. Tendo deixado a liderança da Câmara em 1999 num momento em que a Expo 98 havia consumido os fundos do II Quadro Comunitário de Apoio (QCA), a expectativa era que a obra do Bolhão fosse comparticipada com verbas do III QCA ou pela Capital Europeia da Cultura em 2001, o que não aconteceu. Para Gomes, foi um "enorme erro", pois hoje já não se colocaria o problema da "descaracterização do mercado". Fernando Jesus pretende ouvir, de novo, o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) e o actual vereador do Urbanismo da Câmara, Lino Ferreira. O deputado só redigirá o relatório quando o IGESPAR tiver uma posição sobre o projecto da TCN.

Link:
http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=958652

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O Sr. Fernando Gomes administrador da Galp, quando era presidente da câmara nunca se preocupou com os mercados municipais, por isso a degradação do Mercado do Bolhão. O projecto do arquitecto Massena (ou melhor dos alunos da ESAP) tem como conceito ideias ultrapassadas, que já não fazem sentido, porque a menos de 500 metros existem outros mercados (Via Catarina, Grand Plaza, etc), deve-se apostar sim no mercado tradicional com os legumes, o peixe, as cebolas, como exemplarmente os nossos hermanos do lado de lá da fronteira continuam a privilegiar estes tipos de mercados, por exemplo o mercado reabilitado pelo arquitecto Mirales, em pleno centro de Barcelona.

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Bolhão de Rui Rio será apenas mais um shopping centerImagem colocada

17.06.2008, Patrícia Carvalho

A Câmara do Porto quer transformar o Mercado do Bolhão num shopping center e o facto só ainda não está consumado porque um movimento cívico se opôs a isso. Esta é a visão do ex-presidente socialista da câmara Fernando Gomes, transmitida, ontem de manhã, ao relator da Comissão do Poder Local da Assembleia da República (AR), Fernando Jesus, sobre o processo do Bolhão. Na audição realizada no Governo Civil do Porto, Gomes disse ainda que a autarquia deu passos errados e não deveria ter feito "uma rejeição tácita" de um projecto aprovado por unanimidade em 1998.

Referindo-se ao projecto do arquitecto Joaquim Massena, pelo qual o município pagou um milhão cento e cinquenta mil euros, Fernando Gomes afirmou: "Há um documento legitimamente aprovado pelos representantes do Porto, unanimemente, é ele que continua válido até ser formalmente rejeitado." Para o antigo autarca do Porto, o executivo de Rui Rio deveria ter rejeitado, formalmente, esta proposta, apresentando razões para tal, antes de avançar para um novo concurso público.

Lembrando a demolição do Palácio de Cristal, avisou: "Não queiramos repetir esse erro que hoje lamentamos". O socialista referiu não ser contra as parcerias público-privadas, desde que o mercado fosse mantido como tal. "Não acho legítimo descaracterizar completamente um espaço como aquele. Se fosse possível conciliar o mercado com algumas melhorias e aliar os privados ao projecto [de Massena], acho que sim. Mas o que está aqui em causa é completamente diferente, é transformar o Bolhão num shopping center", defendeu. Para o antigo autarca o projecto de Massena seria para manter "tal e qual", com excepção de alguma actualização.

Gomes também classificou como "um erro" avançar com um novo concurso sem consultar o Instituto de Gestão do Património. "Eu consultaria o Igespar antes de me meter em aventuras", disse. Fernando Jesus quer ouvir de novo o Igespar e o vereador do Urbanismo antes de elaborar o relatório para a AR.

Pequeno destaque em caixa com fundo que tambem pode servir de legenda para a fotografia do lado esquerdo

Link:
http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain%2Easp%3Fpage%3D19%26dt%3D20080617%26id%3D13402253%26c%3DB%26web%3DEI

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Mercado do Bolhão é uma causa nacional

Futuro do Bolhão foi discutido numa conferênciaem Lisboa. Manuel Alegre manifestou solidariedade
Cristiano Pereira

A onda de defesa pela manutenção do mercado do Bolhão desceu a Lisboa e recebeu palavras de solidariedade de deputados do PS e e do Bloco de Esquerda. Manuel Alegre apelou à intervenção do ministro da Cultura.

"Nós somos um país muito antigo mas que por vezes parece que não tem consciência de si mesmo". O lamento soltou-se da boca de Manuel Alegre, vice-presidente da Assembleia da República, durante uma conferência em Lisboa organizada pela Plataforma de Intervenção Cívica do Porto sobre o futuro do Mercado do Bolhão. Recorde-se que aquele movimento surgiu na sequência da contestação do projecto de revitalização do antigo mercado numa superfície mais moderna, com mais lojas e apartamentos, mantendo a traça original.

A conferência, realizada na Sociedade Portuguesa de Autores, contou também com a deputada socialista Isabel Santos, João Teixeira Lopes (Bloco de Esquerda) e, entre outros, dos arquitectos Joaquim Massena e Correia Fernandes. Helena Roseta esteve na assistência. Do Porto veio ainda um autocarro com elementos da Plataforma de Intervenção que aproveitaram para apresentar e ler o manifesto "Participação e Cidadania". Manuel Alegre aplaudiu e considerou "exemplar" o movimento: "Manifesto a minha solidariedade e estou convosco; esta não é uma causa só do Porto; transcende o Porto e é uma causa nacional", sublinhou, antes de afirmar que as obras no mercado seria "um acto contra a memória, contra a cultura, contra a cidade e contra as pessoas".

Alegre aproveitou para deixar recados: "Aqueles que estão no exercício dos seus poderes deviam fazer uma pedagogia cívica dos actos e preservação da nossa memória e do nosso património", disse, antes de salientar que "compete ao Ministério da Cultura a gestão, defesa e preservação do nosso património". Manuel Alegre asseverou ainda que "o ministro da Cultura é uma pessoa com formação e com sensibilidade para ser receptivo a esta questão".

João Teixeira Lopes mostrou-se crítico perante a possibilidade de privatização do mercado. "Privatizar esses espaços é um dos atentados mais graves contra a ideia de lugar identitário", apontou. "Quando vou ao Bolhão comprar flores, não vou apenas comprar flores; vou trocar palavras, gestos e abraços", sublinhou.

Isabel Santos afinou pelo mesmo discurso e apelou à união e resistência da população do Porto: "Tenho fé na alma do meu povo e o povo do Porto, em momentos chave, já deu sinais fortes aos governos da cidade e país. Mais uma vez vamos vencer a luta!". Antes, o arquitecto Joaquim Massena, autor de um projecto de reabilitação do Bolhão, criticou a autarquia: "Não é legítimo que a Câmara refira que o projecto está obsoleto e economicamente inviável e que a forma para a sua reabilitação seja a alienação e demolição integral de todo o mercado do Bolhão incluindo as pessoas".

Link:
http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=964650

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O Sr. Fernando Gomes administrador da Galp, quando era presidente da câmara nunca se preocupou com os mercados municipais, por isso a degradação do Mercado do Bolhão. O projecto do arquitecto Massena (ou melhor dos alunos da ESAP) tem como conceito ideias ultrapassadas, que já não fazem sentido, porque a menos de 500 metros existem outros mercados (Via Catarina, Grand Plaza, etc), deve-se apostar sim no mercado tradicional com os legumes, o peixe, as cebolas, como exemplarmente os nossos hermanos do lado de lá da fronteira continuam a privilegiar estes tipos de mercados, por exemplo o mercado reabilitado pelo arquitecto Mirales, em pleno centro de Barcelona.


O QUE????????????'
Conceitos e ideias ultrapassadas????como assim?
O projecto do Arquitecto Massena, propoem apenas o restauro do mercado.mantendo o seu usom original, UM MERCADO DE FRESCOS

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O QUE????????????'
Conceitos e ideias ultrapassadas????como assim?
O projecto do Arquitecto Massena, propoem apenas o restauro do mercado.mantendo o seu usom original, UM MERCADO DE FRESCOS



Apoiado! :icon14:


(P.S. Só um aparte, se alguem ve uma mensagem que nao gosta, e logo tirar na reputaçao, se gostam, nao fazem nada... )

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eu ja sabia desta noticia ha algum tempo... Embora nao seja portuense é um "monumento" mitico da cidade. Tenho pena que a camara tenha esta atitude de para nao ter que gastar dinheiro na sua recuperaçao, tenha que vender para mais um espaço comercial que tambem nao acho necessario, os que existem ja servem muito bem...nao sao os espaços comerciais que vao dar vida à baixa mas enfim...

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Guest Ruce

gupyna, se tens tanta certeza da falta de qualidade, do projecto do arquitecto massena, e do futuro do bulhao, devias ser o primeiro a esclarecer inclusivamente a camara municipal, pois, pela maneira como falas parece que estás melhor informado que eles..sobre o melhor futuro para o lugar...se a camara nao esclarece, acho um bocado inoportuno seres tu a tentar esclarecer... depois por se tratar de um assunto delicado demais, já que involve pessoas (sim a arquitectura é para as pessoas, apesar de isso servir pouco de referencia para alguns arquitectos neste forum...o que me intristece e deixa um bocado desconfiante para a futura massa de arquitectos portuguesa)... depois, ultrapassado? talvez, um projecto com 16 anos talvez esteja um bocado ultrapassado, e é de lamentar os 1.2 milhoes de euros gastos numa ideia que como dizes nunca saiu da gaveta...talvez seria mais sensato criticares isso em vez, de chamares ultrapassado a um projecto com 16 anos (1992), acho que até uma criança de 10 anos chamaria, nao precisava de 6 anos de curso...mas fico feliz por teres chegado lá... depois acho triste, toda gente que critica a reabilitaçao do mercado, defender outro lado que mais responsabilidade ainda tem, mas deixa tudo num impasse e na penumbra de interesses imobiliários que talvez nao sirvam da melhor maneira os habitantes do porto... se nao conheces o porto, eu posso te dizer que a 3 minutos a pé tens 2 shopings a 5 metros um do outro, se defendes outro no bulhao, é porque nao conheces a realidade da cidade do porto, e isso no chamado debate, nao é válido... e quanto ás peixeiras no forum, talvez nao fosse mal pensado...nao vejo algum projecto válido para ali, se nao tiver em conta as pessoas que utilizam o espaço, as suas necessidades, e a sua opinião...nao percebo o que tu consegues ver de tao perjurativo nessa profissão...

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Guest Ruce

gupyna, se tens tanta certeza da falta de qualidade, do projecto do arquitecto massena, e do futuro do bulhao, devias ser o primeiro a esclarecer inclusivamente a camara municipal, pois, pela maneira como falas parece que estás melhor informado que eles..sobre o melhor futuro para o lugar...se a camara nao esclarece, acho um bocado inoportuno seres tu a tentar esclarecer... depois por se tratar de um assunto delicado demais, já que involve pessoas (sim a arquitectura é para as pessoas, apesar de isso servir pouco de referencia para alguns arquitectos neste forum...o que me intristece e deixa um bocado desconfiante para a futura massa de arquitectos portuguesa)... depois, ultrapassado? talvez, um projecto com 16 anos talvez esteja um bocado ultrapassado, e é de lamentar os 1.2 milhoes de euros gastos numa ideia que como dizes nunca saiu da gaveta...talvez seria mais sensato criticares isso em vez, de chamares ultrapassado a um projecto com 16 anos (1992), acho que até uma criança de 10 anos chamaria, nao precisava de 6 anos de curso...mas fico feliz por teres chegado lá... depois acho triste, toda gente que critica a reabilitaçao do mercado, defender outro lado que mais responsabilidade ainda tem, mas deixa tudo num impasse e na penumbra de interesses imobiliários que talvez nao sirvam da melhor maneira os habitantes do porto... se nao conheces o porto, eu posso te dizer que a 3 minutos a pé tens 2 shopings a 5 metros um do outro, se defendes outro no bulhao, é porque nao conheces a realidade da cidade do porto, e isso no chamado debate, nao é válido... e quanto ás peixeiras no forum, talvez nao fosse mal pensado...nao vejo algum projecto válido para ali, se nao tiver em conta as pessoas que utilizam o espaço, as suas necessidades, e a sua opinião...nao percebo o que tu consegues ver de tao perjurativo nessa profissão...

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Por acaso já tenho feito compras no bolhão, e é decadente, não sei de quem é a culpa, mas os comerciantes que actualmente se encontram são parte do problema, porque gostam do mercado assim! Com as milhares de pombas (e os seus dejectos) a conviver com o peixe, a fruta, as hortaliças. Os projectos têm aspectos positivos e negativos, mas o projecto que toda a gente defende não serve para o século XXI! Porque conheço-o mesmo, não estou a lançar bitaites para o ar? É fácil dizer que o Bolhão é giro e tal! Mas soluções viáveis precisam-se porque os hábitos dos tripeiros alteraram-se, como tu Ruce se calhar ouves música no Ipod e não no Walkman de cassetes! Ou seja as pessoas gostam de apresentação e limpeza! Tenho dito!

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Por acaso já tenho feito compras no bolhão, e é decadente, não sei de quem é a culpa, mas os comerciantes que actualmente se encontram são parte do problema, porque gostam do mercado assim! Com as milhares de pombas (e os seus dejectos) a conviver com o peixe, a fruta, as hortaliças. Os projectos têm aspectos positivos e negativos, mas o projecto que toda a gente defende não serve para o século XXI! Porque conheço-o mesmo, não estou a lançar bitaites para o ar? É fácil dizer que o Bolhão é giro e tal! Mas soluções viáveis precisam-se porque os hábitos dos tripeiros alteraram-se, como tu Ruce se calhar ouves música no Ipod e não no Walkman de cassetes! Ou seja as pessoas gostam de apresentação e limpeza! Tenho dito!

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Guest Ruce

gupyna, afinal concordamos num ponto...eu nao tou a defender, como keres fazer parecer, que o mercado está bem assim, que nao está...e até aí tens razão...para ja em 92 se falar de reabilitação, é porque esta situação já se arrasta há muito tempo...e nesse ponto, eu, tu, vendedores e camara estamos de acordo... há uma situação engraçada que pode ter algo a ver, quando uma politica inglesa em relação aos hooligans disse a um presidente de um clube, para tirar os hooligans da sociedade dela...o presidente respondeu para ela tirar antes os holligans do estádio dele.. isto é, nao é a camara que tem que tirar os vendedores de lá porque akilo está degradado, mas cuidar do local porque a realidade é que eles lá estao...já que o local é patrimonio, e a responsabilidade da manutençao do local é da camara e ponto final... agora remeter a disfuncionalidade do local para lojistas com 60 anos num espaço com quase 100, acho que é um caminho facil de culpar o mau funcionamento do lugar...gupyna és do porto, akele património é nosso, teu meu e de todos, nao é dos amorins nem dos belmiros...porque se nao qualquer dia, é entregar tudo a eles e tá feito... construir cidade, é construir para todos...agora remeter para o mimetismo tudo o que nao for um shopping no comercio, é complicado... defende o que tb te pertence e a toda gente do porto, nao um interesse imobiliário, porque nao vais ganhar nada com isso... tamos a ser remetidos para um espaço panótico, controlado por alguns que só sao os mais ricos de portugal...

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Guest Ruce

gupyna, afinal concordamos num ponto...eu nao tou a defender, como keres fazer parecer, que o mercado está bem assim, que nao está...e até aí tens razão...para ja em 92 se falar de reabilitação, é porque esta situação já se arrasta há muito tempo...e nesse ponto, eu, tu, vendedores e camara estamos de acordo... há uma situação engraçada que pode ter algo a ver, quando uma politica inglesa em relação aos hooligans disse a um presidente de um clube, para tirar os hooligans da sociedade dela...o presidente respondeu para ela tirar antes os holligans do estádio dele.. isto é, nao é a camara que tem que tirar os vendedores de lá porque akilo está degradado, mas cuidar do local porque a realidade é que eles lá estao...já que o local é patrimonio, e a responsabilidade da manutençao do local é da camara e ponto final... agora remeter a disfuncionalidade do local para lojistas com 60 anos num espaço com quase 100, acho que é um caminho facil de culpar o mau funcionamento do lugar...gupyna és do porto, akele património é nosso, teu meu e de todos, nao é dos amorins nem dos belmiros...porque se nao qualquer dia, é entregar tudo a eles e tá feito... construir cidade, é construir para todos...agora remeter para o mimetismo tudo o que nao for um shopping no comercio, é complicado... defende o que tb te pertence e a toda gente do porto, nao um interesse imobiliário, porque nao vais ganhar nada com isso... tamos a ser remetidos para um espaço panótico, controlado por alguns que só sao os mais ricos de portugal...

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Guest Ruce

nao pode porque?quem é que nao deixa?és tu?lol nao existe vida á volta? a culpa é de quem? das pombas? ou será do abandonamento da baixa pelo interesse no desenvolvimento das cidades satélites á volta do porto, pelo qual a cidade está a crescer de fora para um centro cada vez mais vazio...em que sobram ilhas, bairros e apartamentos de luxo, onde o custo de vida sufoca akeles que menos podem, pela concentração de serviços numa cidade vazio... em barcelona existe vida porque a arquitectura tem um enquadramento social e urbano como nao há no porto...porque se faz urbanismo em condiçoes...porque ha preocupações sociais... eu pessoalmente defendo uma reabilitação que nao passe por entregar o mercado a um privado e á sua destruição...porque o porto nao tem culpa que a autarquia nao consiga gerir o seu património sem ser através da oferta aos privados...a troco do quê, vá se lá perceber... nao seria mais lógico reabilitar um espaço para tentar dar vida á zona, ou tás a dizer, já que akilo anda morto mais vale acabar de vez...acho que a palavra reabilitação nao cabe na cabeça dos autarcas e de muita gente, nos autarcas percebe-se, agora em estudantes de arquitectura é inadmissivel... mas ainda gostava de perceber entao o que defendes para lá? se é lados politicos se é um shopping ou se que é....porque do lado da camara ninguém sabe muito bem o que vai ser dakilo, se tu defendes uma coisa que á partida ninguem sabe o que é, isso é no minimo grave... diz me pa k é k keres mais um shopping ali....tens 2 a cinco minutos...juntinhos e tudo...

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Bolhão: TCN convicta de que o contrato com a Cãmara do Porto será assinado "em breve"
29 de Agosto de 2008, 18:11

Porto, 29 Ago (Lusa) - A TramCroNe (TCN) afirmou-se hoje convicta de que "estão reunidas as condições" para, "em breve", assinar com a Câmara do Porto o contrato para recuperação e exploração do Mercado do Bolhão.

"Consideramos que encontramos as soluções, não de arquitectura, mas de carácter legal, contratual, para que possamos cumprir o próximo passo, que é a assinatura do contrato com conforto para todas as partes", afirmou Pedro Neves, da TCN, em declarações à agência Lusa.

Segundo o responsável, não foi até agora possível à TCN assinar o contrato porque, na sequência de várias reuniões com o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar), "foram trocadas opiniões que sugeriam alterações ao anteprojecto apresentado".

A não assinatura do contrato pela TCN levou, mesmo, a Câmara do Porto em 01 de Agosto dar à empresa holandesa um prazo de 30 dias para o fazer, sob pena de levantar a garantia bancária de 250 mil euros e processar a empresa por incumprimento.

"Como não temos garantias de que o nosso anteprojecto possa ser executado, pretendemos que fiquem, pelo menos, garantidas as condições em que toda a gente se sinta confortável, desde as entidades licenciadoras à TCN", disse.

De acordo com Pedro Neves, a "cláusula de conforto" que garantiria essas condições tem vindo a ser discutida com a autarquia, já depois do "ultimato" de 01 de Agosto, tendo a câmara vindo a dar "um 'feed back' positivo".

"Temos estado em contacto [com a câmara] e acreditamos que as coisas estão a correr bem", disse Pedro Neves, salientando manter "uma relação muito positiva" com a autarquia e garantindo que "não há nenhuma falta de comunicação" entre as partes.

"Pelo contrário, estou até muito impressionado com toda a dedicação, energia e espírito de sacrifício que todas as pessoas da câmara, envolvidas neste projecto, têm demonstrado", acrescentou.

A agência Lusa tentou contactar o vereador do Urbanismo da Câmara do Porto, mas Lino Ferreira está de férias e incontactável até 2ª feira.

Na opinião de Pedro Neves, as partes estão ainda "dentro do tempo" apontado pela autarquia para assinar o contrato, já que, contados 30 dias úteis desde 01 de Agosto, o prazo termina apenas "no início de Setembro".

Para a TCN - a quem, em Janeiro de 2007, foi adjudicada a recuperação e exploração do mercado do Bolhão - o projecto é "uma solução de requalificação com uma componente social, de arquitectura e de capital, com um grande interesse público que tem de ser respeitado".

"Não deve haver lugar a especulação imobiliária, temos que estar preparados para arranjar uma solução que, economicamente, defenda o interesse público mas, também, o interesse de investidores privados", sustentou.

Defendendo que não se avance, desde já, com uma discussão previsivelmente "infinita" em torno de um conjunto de desenhos e soluções de projecto, a TCN entende que "o importante é defender os princípios" e dar garantias a todas as partes envolvidas.

Nesse sentido, diz ter desenvolvido uma "cláusula de conforto", com "objectivos balizados" quer para as entidades fiscalizadoras, quer para a própria TCN, a prosseguir "caso o projecto de base apresentado não possa ser desenvolvido".

"Se assinássemos o contrato como está e nos deparássemos, entretanto, com a impossibilidade de o realizar, cairíamos num vazio e numa discussão sem fim à vista", afirmou Pedro Neves.

Salientando que o objectivo da "cláusula de conforto" é, precisamente, "tentar antecipar uma discussão que tem algum grau de acontecer", o responsável destaca que o que se pretende é "limar as arestas todas antes de começar" e "garantir, pelo menos, as condições em que toda a gente se sinta confortável".

"Temos um edifício doente e com muita gente lá dentro, para o qual tem que se arranjar uma solução", disse, salientando que "não há, até agora, soluções efectivamente alternativas" à apresentada pela TCN.

"Arranjar desenhos de arquitectura é fácil", disse Pedro Neves, referindo-se a um anterior projecto do arquitecto Joaquim Massena para reabilitação do mercado.

"Mas isto é muito mais do que um concurso de arquitectura", disse.

A Câmara do Porto abriu a 21 de Fevereiro de 2006 um concurso público internacional para a concepção, projecto, construção e exploração do Mercado do Bolhão, que veio a ser ganho pela empresa TCN com uma proposta que prevê que a autarquia ceda o edifício em direito de superfície por 50 anos, recebendo um milhão de euros no momento da emissão da licença de construção e uma percentagem dos resultados de exploração a partir do décimo ano.

A TCN disse pretender que o mercado do Bolhão mantenha a traça original e que a área comercial tradicional seja complementada com novas lojas, metade das quais de cultura, lazer e restauração, mas o projecto tem sido fortemente contestado por uma denominada Plataforma de Intervenção Cívica.

A proposta que a TCN tem para o Bolhão triplica a área actual do edifício, de cinco mil metros quadrados para mais de quinze mil metros, e acrescenta-lhe quatro novos pisos, dos actuais dois para seis - sendo dois para estacionamento subterrâneo, três para comércio e um para habitação.

PD.

Lusa/Fim
in http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/6a56690db01d36bb1e120c.html

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Câmara do Porto rompe acordo sobre reabilitação do Bolhão Hoje às 15:05 A Câmara do Porto decidiu anular o acordo que tinha com a empresa à qual tinha sido adjudicada a reabilitação do Mercado do Bolhão, a TramCroNe, por alegados incumprimentos de compromissos. A autarquia anunciou já estar a estudar uma solução para o velho edifício. O vereador do urbanismo da Câmara do Porto, Lino Ferreira, acusa a empresa de querer passar responsabilidades que são suas para a autarquia O veredor garante que a A Câmara do Porto vai colocar o caso em tribunal e pedir uma indemnização pelos alegados compromissos que a empresa não cumpriu Depois de mais de meio ano passado sobre a adjudicação à TramCroNe da reabilitação do Mercado do Bolhão, a autarquia achou que não podia esperar mais para que a empresa assinasse o contrato. O último prazo dado pelo município terminou no fim de Agosto, mas a empresa insistiu em querer fazer alterações ao contrato, cuja minuta já foi subscrita. O vereador do urbanismo da Câmara do Porto acusou a empresa de querer passar responsabilidades que são suas para a autarquia, «sobretudo os riscos que viessem a decorrer de uma eventual não aprovação pelo Igespar do projecto». Para Lino Ferreira, «está claríssimo que a responsabilidade é da TCN». «Tudo isto nos começou a lançar muitas dúvidas sobre a boa-fé desta empresa neste contrato»a, adiantou. A Câmara do Porto vai colocar o caso em tribunal e pedir uma indemnização pelos alegados compromissos que a empresa não cumpriu. «Já accionámos os procedimentos necessários para cativar a caução dos 250 mil euros, a manutenção da proposta até à assinatura do contrato e estamos também a preparar todas as acções necessárias, nomeadamente uma acção judicial no sentido da Câmara vir a ser ressarcida pela TCN dos compromissos que assumiu e não cumpriu», salientou o vereador. Apesar do acordo com a terminar, as intenções sobre a requalificação do Mercado do Bolhão vão manter-se e já estão a ser estudadas novas soluções a serem apresentadas no fim de Setembro, «num figurino completamente diferente deste». Fonte: TSF

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(peço desculpa por não acompanhar a discussão, só agora li, e fiquei muito contente com o rompimento de contrato) a minha ideia para o bolhão deve ser como a vossa...e assenta em 5 pontos 0.manter como mercado, não só pela sua valência histórica e turística , mas na sua actividade inicial a venda de frutas, legumes, flores, carne e peixe 1.recuperar com a mesma linguagem, eventualmente um ou outro apontamento contemporânea 2.condensar as lojas e vendas no r\c e no acesso por fernandes tomás. 3.utilizar as lojas sobrantes no r\c para lojas de turismo, lojas de apoio ao turista e afins 4. utilizar o espaço sobrante de venda em cima (na fachada para a rua formosa) com um restaurante com o fim de desenvolver o turismo, para tal, como o mercado fica fechado à noite, este pode ter acesso por fora, por um r\c das lojas exteriores. o mercado já não é só mercado, é património, local de interesse turístico e deve-se apontar os esforços nesta nova valência.

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