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What if Africa was Europe's power plant?

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E se o Deserto do Saara fosse a principal Fonte de energia renovavel da Europa?

Aqui apresento um artigo que pode ajudar-vos a reflectir neste assunto.


What if Africa was Europe's power plant?
Wednesday, December 12, 2007

(What to do with all that wasted sun? Via Wikipedia.)
Last week, The Guardian reported that Europe is looking to Africa to serve its energy needs by basically turning the continent into one giant solar power plant.

Europe is considering plans to spend more than £5bn on a string of giant solar power stations along the Mediterranean desert shores of northern Africa and the Middle East.
More than a hundred of the generators, each fitted with thousands of huge mirrors, would generate electricity to be transmitted by undersea cable to Europe and then distributed across the continent to European Union member nations, including Britain.
Billions of watts of power could be generated this way, enough to provide Europe with a sixth of its electricity needs and to allow it to make significant cuts in its carbon emissions. At the same time, the stations would be used as desalination plants to provide desert countries with desperately needed supplies of fresh water.

Of course, one is compelled to wonder here what would happen if Africa provided Europe with all of its electricity?
Most likely that won't happen; no European countries would want to subject their whole energy security to regional volatility. On the other hand, one could imagine a fairly optimistic scenario wherein this energy cooperation would provide a stabilizing force to unstable states, help cure both continents' post-colonial hangover, counteract China's growing geopolitical influence in the region — and all the while reducing carbon emissions to zero.

(The solar fields at Kramer Junction, California. Photo courtesy of Schlaich Bergermann und Partner.)
But, as always, what we are immediately most interested in is: in what ways would this energy pact be physically manifested in Africa?
As but one illustration of how energy consumption is spatialized, there is the so-called mountaintop mining, whereby whole mountains are leveled off, literally grounded down, to get at coal deposits instead of using tunnels. The erased geology would then be dumped nearby, chocking streams and old growth forests.
In one of the best (and certainly longest) articles on the subject that we have ever come across, Eric Reece, in Harpers Magazine, writes:

Where once there were jagged forested ridgelines, now there is only a series of plateaus, staggered grey shelves where grass struggles to grow in crushed rock and shale. When visitors to eastern Kentucky first see the effects of this kind of mining, they often say the landscape looks like the Southwest - a harsh tableland interrupted by steep mesas.

In other words, heating up your ex-urbian McMansion is right now turning Appalachia into Arizona and New Mexico.

(Erasing Appalachian mountains. Photo by Kent Kessinger with a flight courtesy of Southwings, via The National Memorial for the Mountains.)
One can easily picture Julie Bargmann and her D.I.R.T. Studio, like ambulance chasers circling a scene of devastation, salivating over photos of negative mountains, scheming away at plans to reclaim them from destruction, waiting for that commission.
Unless, of course, Alan Berger and his Project for Reclamation Excellence (P-REX) don't beat them to the job.
But returning back to our question: what will Google Earth tourists see when they point their vigilant eyes towards an electrified North Africa? Will they come upon vast plantations of coronal fields, perfect geometries arrayed in similarly perfect arrangement, irrespective of terrain but nevertheless finely attuned to the sky?
And what about the people on the ground? Where once was desert, might they now enjoy newly sprouted oases, which are fed with water from solar-powered desalination plants? An Emerald Necklace of Olmstedian design inscribed in the Saharan landscape.

(The Al Khufrah Oasis in southeastern Libya, as seen from the International Space Station. Photo courtesy of the Image Science and Analysis Laboratory/NASA.)
Will foreigners descend en mass to undertake a Bowlesian journey, trekking from one incomprehensible terrain to another equally unfathomable recess of the desert, utterly unprepared for the otherness of it all but obviously so seduced that they travel on, even while in the grips of dysentery, losing themselves psychologically and literally to the sands? All bearings and comfort are lost.

(A solar-wind power plant, as proposed by SolarMission Technologies and others.)
And then just as things couldn't get any stranger, they will come upon a stand of solar updraft towers; there are hundreds of them, possibly thousands, forming a kind of arid rainforest mechanically evapotranspirating.
But in their parched and hallucinatory conditions these adventurers will mistake them for Persian tower tombs, divining the surrounding air into a vortex, the whirring blades resonating ghostly howls.

in Pruned

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Temos de parar de pensar a curto prazo, para de pensar no suficiente e no tipicamente português "oh deixa estar, depois quando for preciso faz-se...". Acho esta ideia óptima! :)

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"no European countries would want to subject their whole energy security to regional volatility"

parece-me que este é um obstáculo demasiado grande... mas a ideia é boa

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Claro que todos nós achamos esta ideia fantástica, porque somos europeus... Porque pensamos que o deserto não é nada mais que um deserto. Porque menosprezamos os povos não industrializados. Porque achamos que tudo se tem que reger perante os valores que nós próprios criamos. Porque achamos que somos únicos no mundo.

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Acho que a minha reputação vai descer ainda mais, mas se eles próprios não evoluem temos nós de investir, não é questao de menosprezo, mas eles precisam de emprego e nós de mão-de-obra. E a Natureza (coisa que todos nós deviamos admirar) prova-nos que o mais forte sobrevive, não estou a comparar os nosso comportamentos com os dos animais, mas é uma questão de sobrevivência.

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Avelelas, falta saber o porquê de esses países não evoluirem e se essa mão-de-obra é realmente o motor potenciador desse desenvolvimento... Quanto a mim, qualquer estado, ou união de estados, deve caminhar para a auto-sustentabilidade do ponto de vista energético. Hoje em dia, o mundo ocidental e as potências emergentes, gastam mais do que o que produzem, arrisco-me a dizer que a todos os níveis... o estilo de vida ocidental, ou se preferirem "americanizado", que tanto se quer implementar por esse mundo fora, é incomportável à escala planetária nos moldes em que o conhecemos. Não sou contra a globalização, mas assusta-me um pouco o rumo que as coisas estão a tomar... A propósito disto, sem ter qualquer relação directa a não ser a divergência gritante nas prioridades da nossa sociedade, lembrei-me agora de que o mundo gasta mais silicone e em viagra do que em investigação científica para a cura da doença de Alzheimer, ou seja, daqui a uns anos homens e mulheres vão estar bem "munidos", mas sem saber muito bem o que fazer...

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Avelelas: basta pensar que daqui a uns anos um chinês normal irá querer ter uma casa, um carro, descansar aos fins de semana, fazer compras, turismo, etc... Não penses que somos os maiores.... Tudo aquilo que temos e pelo qual vivemos é tão efémero que ao mínimo descuido esta enorme torre de cartas se desmorona. Tudo depende de tudo. Não há nada em nós que seja absolutamente original ou individual. Estamos todos conectados "à máquina" e por isso tanto dependemos dela quando carregamos num interruptor e milagrosamente se faz luz como quando vamos ao supermercado comprar arroz. Nós só vivemos como vivemos porque há 10 vezes mais pessoas a ser praticamente escravizadas. São elas que nos garantem o nosso nível de vida. São elas que nos sustentam. Este ciclo é tão claro que mesmo para atingir a "sustentabilidade" energética, lá vamos nós explorar tudo o que é metro quadrado da África. Aconselho a lerem a National Geographic deste mês. Fala precisamente sobre a região do Sael e sobre como se vive nesse lugar a que nós chamamos de "deserto".

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Concordo contigo Dreamer, o modo de vida americanizado não é sustentavel e apenas nos conduz a nossa destruiçao como sociedade, mas acho que o nosso planeta deve ser visto como apenas um estado, onde todos dependem de todos, se apenas alguns estados (existentes hoje em dia, que dividem ,geograficamente, o planeta) se preocuparem com auto-sustentabilidade, não estaremos a aproveitar todo o potencial energético do nosso planeta, pois tudo seria feito a uma pequena escala e apenas aumentaria a competitividade entre paises, isto pode ser bom ou mau, mas costuma ser mau para paises em desenvolvimento. E asimplemind, nunca concordei nem concordarei com exploraçao de territorio ocupado ou necessário para populações africanas, apenas acho que deveriamos usar o que está a ser desperdicado.:)

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Pois tens razão, no entanto essa é a tua visão de europeu. Para ti está desperdiçado. É esse o problema... nós não fazemos a mínima ideia da quantidade de gente que depende dessas regiões, que vive daquilo que a região é. Que direito temos nós de nos apoderar de algo que não é nosso? Queremos ser imperadores de tudo porque achamos que somos superiores.

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