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Como deve ser encarada a Cor na Arquitectura?

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Abro este topico. Acho que ja existia um mas nao me recordo se existe mesmo. Abro para todos darem uma opiniao sobre o assunto. Temos um arquitecto marginalizado pelo o uso abusivo da cor - Tomas Taveira. E temos outros usos da cor na arquitectura moderna como eh o caso de Le Corbusier e de Rietveld entre muitos outros. Alguem tem uma opiniao ou alguma referencia que queira disponibilizar a todos. Obrigado.

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Primeiro deixo o significado de algumas cores (lembremos que isto é muito subjectivo):

O VERDE é a cor mais harmoniosa e calmante de todas. Representa as energias da natureza, esperança, perseverança, segurança e satisfação; fertilidade. Facilita a comunicação com as plantas e os devas da natureza. Simboliza: vida nova, energia, fertilidade, crescimento e saúde. Usada em excesso, determina orgulho, superioridade e arrogância.

O VERMELHO é a cor mais quente, ativa e estimulante. Fortalece o corpo e dá mais energia física, impulso sexual (vermelho cereja), força de vontade, conquista, liderança e senso de auto-estima. Deve ser usado, antes das refeições, por quem tem problemas digestivos e circulatórios. Se usado em excesso, o vermelho torna a pessoa agressiva e briguenta; Simboliza: perigo, fogo, sangue, paixão, destruição, raiva, guerra, combate e conquista; cor de aproximação e encontro.

A cor AMARELA ou DOURADA, desperta novas esperanças no caso de resignação de doentes que desistiram da cura. Dá vivacidade, alegria, desprendimento, leveza. Produz desinibição, brilho, espirituosidade e espiritualidade. Diminui a ansiedade e as preocupações; fortalece os olhos e os ouvidos além de ajudar na cura da artrite. Atrai dinheiro e poder. Atrai pessoas alegres para a sua vida, rejuvenesce e traz charme; constrói confiança, dá poder de persuasão, energia e inteligência. Traz luz para a solução de problemas, ajuda a reter conhecimentos e desenvolver a sabedoria. Usada em excesso, torna a pessoa irresponsável e volúvel. O Amarelo simboliza: criatividade, as idéias, o conhecimento, alegria, juventude e nobreza. .O Dourado simboliza: vibração elevada, vigor , inteligência superior e nobreza.

A cor AZUL ajuda a baixar a pressão arterial, acalma e traz clareza mental. Produz tranqüilidade, ternura, afetuosidade, paz de espírito e segurança. Reduz o stress e a ansiedade, traz saúde emocional, paz e calma. Promove o entendimento entre as pessoas. Favorece as atividades intelectuais e a meditação. Deve ser usada, ao acordar, por quem tem problemas respiratórios. Simboliza: devoção, fé, aspiração, sinceridade, lealdade, confiança e tranqüilidade. Não possui contra-indicações.

O VIOLETA é uma cor metafísica. É também a cor da alquimia e da magia. Ela é vista como a cor da energia cósmica e da inspiração espiritual. A cor violeta e excelente para purificação e cura dos níveis físico, emocional e mental. Ajuda a encontrar novos caminhos para a espiritualidade e a elevar nossa intuição espiritual. Traz poderes mentais. Deve ser usada para combater a insônia. Simboliza: dignidade, devoção, piedade, sinceridade, espiritualidade, purificação e transformação. Quando usada em excesso acaba provocando manias e fanatismo.

O MARROM representa a constância, a disciplina, a uniformidade e a observação das regras. Atrai dinheiro ganho através do trabalho e conecta a pessoa à Mãe Terra. Usado em excesso traz autocrítica exagerada, dependência afetiva e isolamento. Absorve a negatividade, mas a retém, devendo ser sempre limpo, de alguma forma.

O CINZA ou o PRATEADO, dá equilíbrio e estabilidade, por ser o equilíbrio do preto e do branco. Não deve ser usado por quem sofre de memória fraca. É usado para cancelar ou neutralizar encantamentos que não servem mais aos nossos propósitos.

O PRETO transmite introspecção, favorece a auto-análise e permite um aprofundamento do indivíduo no seu processo existencial. Absorve, transmuta e devolve as energias negativas, transformadas em positivas. Remove obstáculos, vícios e emoções não desejadas.O uso em excesso traz melancolia, depressão, tristeza, confusão, perdas e medo. Por isso, jamais deveria ser usado por pessoas que acabaram de perder um ente querido. O amarelo seria o mais indicado.

O BRANCO traz pureza, sinceridade e verdade; repele energias negativas e eleva as vibrações; equilibra a aura; facilita o contato com os guias espirituais e com os ancestrais; gerencia o equilíbrio interior, proteção, instinto, memória, partos, cuidado de animais domésticos e de crianças, sonhos. Também pode ser usado como coringa, para todos os propósitos, substituto para qualquer cor.

O LARANJA é a mistura do vermelho com o amarelo, portanto traz as qualidades dessas duas cores e deve ser usado, ao deitar, nas articulações, juntas doloridas, dores de coluna, ciática, hérnia de disco, etc. Traz sucesso, agilidade mental, atrai boa sorte e prosperidade; desencoraja a preguiça. Melhor dia para usar, quarta-feira. Simboliza: encorajamento, estimulação, robustez, atração, gentileza, cordialidade, tolerância e prosperidade.

O ROSA é o vermelho, temperado com as qualidades do branco. É romance, amor espiritual (sem conotação sexual). Eleva as vibrações e o contato espiritual, afasta energias negativas e promove fraternidade.


Segundo expresso a minha opinião...
Quanto a utilização da cor na arquitectura, primariamente deve-se levar em conta os aspecto estético da mesma, seguidamente deve se pensar na finalidade da obra e o gosto de quem a vai utilizar.

Hoje em dia a maioria dos arquitectos, desenham prédios em que não sabem que os vai utilizar. Então acabam por utilizar principalmente cores neutras, que quer muito ou pouco acaba por ser de gosto geral.
Isso acaba por influenciar quando projecto algo mais especifico, utilizando também as cores mais neutras.

Actualmente a liberdade da cor na arquitectura, é aplicada no interior dos edifícios. O uso do vermelho, laranja, preto é actualmente as cores mais utilizadas pelos arquitectos de anteriores. Realmente este uso da cor, foge um pouco ao conceito que foi aplicado ao longo dos anos na arquitectura.

Acho que a arquitectura, pode usar outras cores quando isso é possível, principalmente em edifícios específicos. A cor quando bem aplicada acaba por dar um ar mais alegre e torna bastante estético o edifício. Porque não usar a cor no exterior e não só no interior quando isso esteticamente é possível?

Ao aplicar a cor, deve-se fazer um estudo delicado, para se conseguir perceber quais as cores e como aplicar as cores no edifício.

Normalmente a critica negativa no que diz respeito as cores na arquitectura, deve-se ao facto de "mundialmente" as cores normais na arquitectura são o branco e preto. É verdade que essas duas cores ficam sempre bem em qualquer situação, mas não quer disser que outras cores não possam ser aplicadas em diversas situações, onde que isso é possível.

Exemplos disso são os arquitectos já mencionados e outros do "Modernismo" e "Pós-Modernismo"...

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para mim é tão simples quanto isto: a cor advém do processo e da finalidade. Quando a cor na arquitectura não pertence a estes dois campos (nos quais se inclui a estética, a percepção, a psicologia) torna-se banal, sem sentido, um adorno pictórico.

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Uma obra (absolutamente genial) que à partida ninguém pensa nela quando falamos de cor são as Termas de Vals do Peter Zumthor. Aqui a cor é trabalhada no domínio da percepção enquanto definição de espaços sensoriais aliados à experiência da água. Não há fotos que traduzam esses efeitos... E no entanto ninguem pensa em Zumthor (muito menos nas termas de vals) quando falamos de cor. Mas é um edifício absolutamente colorido (pictoricamente e alegoricamente) envolvido numa paisagem igualmente expressiva. O objectivo deveria ser esse! A cor tanto está como não está, mas nós sentímo-la

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Acho interessante que tenhas utilizado o Rietveld como exemplo de boa utilização da cor... Não sei se já tiveram a curiosidade de ver mais obras dele, mas nada tem a ver com a estética neoplasticista. Também o J. J. P. Oud faz o café, uma fábrica, e pronto... Que é que se passou? Porque abandonaram os arquitectos o movimento De Stijl?? A minha opinião é a de que aquela "pintura espacial" destruía completamente a arquitectura. As cores alteram a noção de escala! De que serve fazer um alçado de acordo com um ritmo, para depois pintar uma janela de cada cor?

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"A [ame="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cor"]cor[/ame] branca, ou simplesmente o branco, é a junção de todas as [ame="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cor"]cores[/ame] do [ame="http://pt.wikipedia.org/wiki/Espectro"]espectro[/ame] de cores. É definida como "a cor da [ame="http://pt.wikipedia.org/wiki/Luz"]luz[/ame]", em cores-luz, ou como "a ausência de cor", em cores-pigmento. É a cor que reflete todos os raios luminosos, não absorvendo nenhum e por isso aparecendo como clareza máxima."

"A [ame="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cor"]cor[/ame] preta ou negra é a mais escura do espectro de [ame="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cor"]cores[/ame]. É definida como "a ausência de [ame="http://pt.wikipedia.org/wiki/Luz"]luz[/ame]", em cores-luz, ou como "a mistura de todas as cores", em cores-pigmento. É a cor que absorve todos os raios luminosos, não refletindo nenhum e por isso aparecendo como desprovida de clareza."

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Tive uma discussão acessa com uns amigos acerca os valores da cor. Em resumo, defendiam que (todos) os valores da cor mudavam de cultura para cultura, no entanto eu defendia a universalidade da cor, ou seja todos reagimos fisicamente de mesma forma à cor, independentemente do signicado que o atribuimos. Por exemplo, no Japão, a cor preta é associada à vida e à renovação, enquanto a reação física à cor é precisamente o oposto. Depois de uma pesquisa conclui que de facto que a reação fisica à cor é universal, mas com significados diferentes de cultura para cultura....que dizem acerca deste assunto?

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Também recordo-me de um episódio do Siza: a proposito do bairro da malagueira, em Évora, escreveram-se diversas interpretações sobre a utilização do branco como estética do branco sobre o branco. Em "imaginar a Evidencia" o próprio Siza se opõe a estas interpretações dizendo que o que o levou a escolher o branco foi o facto deste aquecer menos ao sol - já que a construção estava reduzida a uma única fiada de blocos.

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A côr que nós vemos provém da refexão da luz numa dada superficie e portanto não se pode em arquitectura falar da côr em abstracto. Já no design gráfico, quando se sabe muito bem qual vai ser o seu suporte, a sua superficie, torna-se mais fácil controlá-la. Acho interessante tentar perceber a psicologia das cores ou o papel que as cores desempenham no nosso bem-estar, todavia não nos podemos esquecer que o fenómeno é um pouco mais complexo do que arranjar um dicionário de cores, pois as cores quando conjugadas umas com as outras, devido ao fenómeno que kandisnsky chamou de ressonâncias, alteram o seu significado. É muito fácil de constatar isto, basta pensar que um vermelho quando perto de um azul, fica tendecialmente mais frio do que quando conjugado com um laranja que o torna mais quente. Por isso a côr é o mundo por explorar, tem que se fazer experiências para perceber como resulta.

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