Jump to content
Arquitectura.pt


m a r g a r i d a

Estado adquire Tiepolo por 1.5 milhões de Euros

Recommended Posts

Pintura: Portugal adquire Tiepolo por 1,5 milhões de euros

O quadro do pintor veneziano Giovanni Tiepolo, «A Deposição de Cristo no Túmulo», foi hoje arrematado em leilão pelo Estado português, por 1,5 milhões de euros, disse à agência Lusa fonte da leiloeira.

Em declarações à Agência Lusa, a relações públicas da leiloeira Leiria e Nascimento, Maria Lacerda, informou que o Estado português, que se fez representar por Fernando Mota Carneiro, do Instituto dos Museus e da Conservação, exerceu o seu «direito de preferência e comprou o quadro pelo preço base de licitação de 1,5 milhões de euros».

Maria Lacerda não soube confirmar a informação da edição digital do Expresso que sinaliza a obra como a mais cara de sempre a ser arrematada num leilão em Portugal mas confirmou que foi a obra a ser «vendida pelo valor mais elevado pela leiloeira».

O quadro, também designado por «Enterro do Senhor», é uma pintura a óleo sobre tela realizada em Espanha entre 1769 e 1770, por Giovanni Tiepolo. A obra fez parte de uma colecção particular portuguesa que chegou a reunir cinco obras do mesmo autor, considerado «o mais importante pintor veneziano do século XVIII», como disse à Agência Lusa esta semana o responsável pelo departamento de pintura do Museu Nacional de Arte Antiga.

Objecto de protecção legal desde 1939, o quadro não podia sair do País e estava neste momento a decorrer um processo de requalificação para actualizar a classificação que o protegia desde a década de 30. Diário Digital / Lusa

Share this post


Link to post
Share on other sites

A arte não tem nacionalidade, é património da humanidade, esteja aqui ou na Conchichina. O dinheiro dos contribuintes portugueses, sim. Especialmente face ao valor em questão e ao contexto economico-social. De um lado vê-se a palhaçada do CCB e do Berardo, e do outro isto? Não gostei e acho que não é função do estado impedir a saída de obras de arte para o estrangeiro.

Share this post


Link to post
Share on other sites

A arte não tem nacionalidade, é património da humanidade, esteja aqui ou na Conchichina.

O dinheiro dos contribuintes portugueses, sim. Especialmente face ao valor em questão e ao contexto economico-social.

De um lado vê-se a palhaçada do CCB e do Berardo, e do outro isto?

Não gostei e acho que não é função do estado impedir a saída de obras de arte para o estrangeiro.


Partilho de todas as letras!

Share this post


Link to post
Share on other sites

De um lado vê-se a palhaçada do CCB e do Berardo, e do outro isto?

De que palhaçada estás a falar exactamente? De fazer um investimento consciente na manutenção e abertura ao público de um conjunto importante de obras de arte? Isso é palhaçada? Era bom para nós que todos os anos disponibilizassem uma nova colecção com aquela dimensão ao público, entre muitas outras coisas que se deviam fazer e que talvez pudessem ajudar a desviar a cabeça do "contribuinte" da eterna questão do dinheiro, ele é pouco e pior, ninguém sabe muito bem o que fazer com ele, nem quem governa nem os deputados "de bancada", como tal sempre se critica o investimento que não tem o efeito imediato de produzir mais dinheiro. É a história do velho que morre pobre e sujo e com o colchão cheio de notas desvalorizadas. Em relação a questões destas a minha posição é que cultura/educação (e comprar arte é cultura, não só mas também) são sempre áreas em que se deve investir. Compensa sempre, em vários aspectos. Mas normalmente compensa num médio/longo/muito longo prazo. Pois, nós só pensamos a curto...

A arte não tem nacionalidade, é património da humanidade, esteja aqui ou na Conchichina.

pois é, não tem nacionalidade, é património da humanidade e somos todos irmãos... mas se ela estiver na Conchichina eu, português, não a posso ver a não ser que vá à Conchichina. Se estiver em Portugal nunca estará a mais de 5 ou 6 horas de carro de mim... por isso agradeço o investimento no quadro que agora eu vou poder ver sem ter que sair do país. Já tiveste alguma vez a sensação de passear na Tate, na National Gallery de Londres ou no Louvre? se já o fizeste sabes a força que tem ver as obras sem ser em fotos de livros. E olha que muitos a quem os ingleses literalmente roubaram arte querem-na de volta... podíamos vender os quadros que temos a esse pessoal, sempre juntávamos mais uns cobres para gastar em... qualquer coisa.

Não gostei e acho que não é função do estado impedir a saída de obras de arte para o estrangeiro.

Não é a função do estado? então é função de quem? E já agora, qual é a função do estado? é controlar o défice e pagar as vacinas do tétano?

Share this post


Link to post
Share on other sites

De que palhaçada estás a falar exactamente?


Da chatice que foi o homem querer por aquilo lá SEM CUSTOS e o estado andar a engonhar durante ANOS por causa disto e por causa daquilo...

mas se ela estiver na Conchichina eu, português, não a posso ver a não ser que vá à Conchichina


Então presumo que defendas a permanência em território nacional de qualquer obra, certo? Amanhã o Berardo decide vender toda a sua colecção e o estado tem que pagar 316 milhões de euros para tu a poderes em território nacional, é isso?

Não é a função do estado? então é função de quem? E já agora, qual é a função do estado? é controlar o défice e pagar as vacinas do tétano?


Para ti o estado é um negociador de arte? Um especulador? Um investidor?
Deverá comprar obras no estrangeiro para as trazer para Portugal?
A arte faz parte de e é um mercado. E, na minha perspectiva, o estado NUNCA deve intervir no mercado, se não corre o risco de o desvirtuar.

Quando já está na posse do estado defendo a sua permanência.

Na actual conjuntura economico-social, conforme afirmei, não acho que estes "investimentos" sejam prioritários.

Aliás, ainda gostaria de saber de onde é que vieram os 1,5 milhões... essa verba teria que estar inscrita em algum orçamento. Qual? Não se liga para a Casa da Moeda e pede-se para imprimir mais notas...
O que é que se deixou de fazer para que o quadro pudesse ficar em Portugal, considerando que até hoje estava numa qualquer casa... onde tu não o podias visitar...

Share this post


Link to post
Share on other sites
pois...concordo plenamente com a opinião do forumdacasa. é prioridade do estado "pagar vacinas para o tetano" em vez de gastar o dinheiro que não tem em obras de arte, embora sejam importantes também... contudo, quando "se tiver fome" não se vai comer telas....
se calhar, parte desses 1.5 milhoes de euros vem das verbas que deviam ter sido aplicadas no desenvolvimento rural...:tired:

Share this post


Link to post
Share on other sites

Então presumo que defendas a permanência em território nacional de qualquer obra, certo?

a colecção Berardo não é "qualquer" obra. Não conheço as reais intenções do Berardo, ele pode claro ter especulado, mas acho uma mais valia para todos os portugueses poderem conservar a colecção Berardo no país e aberta ao público.

Para ti o estado é um negociador de arte? Um especulador? Um investidor?

nem negociador de arte nem especulador, mas um investidor sim, investir em arte, investir em cultura, em educação, em pessoas. Isso é investir... neste caso não tem nada a ver com ir buscar ao estrangeiro para Portugal, tem a ver com manter uma obra em Portugal e expô-la ao público. É uma atitude que me agrada.

Na actual conjuntura económico-social e em toda e qualquer conjuntura económico-social, este tipo de investimentos, sem aspas, são para mim prioritários. Pelo menos em qualquer país que pretenda preparar mais que os próximos 10 anos de vida.


Aliás, ainda gostaria de saber de onde é que vieram os 1,5 milhões... essa verba teria que estar inscrita em algum orçamento.

Eu normalmente não me questiono muito de onde vem o dinheiro que o estado usa. Preocupa-me mais para onde ele vai. Neste caso sei que vai para o quadro, mas já agora, não percebo tecnicamente nada de finanças públicas, mas imagino que o dinheiro veio do mesmo sítio de onde veio o dinheiro sei lá para construir a ponte de Entre-os-rios que começou imediatamente, ou qualquer situação inesperada que surja. Preocupa-me mais saber porque não vem dinheiro de fugas ao fisco ou porque é que os orçamentos de obras públicas sempre excedem (sem explicação) as previsões iniciais, ou porque é que o hospital S.João é um buraco negro onde ninguém percebe como desaparece o dinheiro. Mas claro, a culpa é das pessoas, que fogem ao fisco, metem dinheiro dos orçamentos para consumo próprio e gerem o hospital à sua maneira. Eu tenho a convicção que se desde há muitos anos sempre se tivesse optado por "comprar quadros", todos os quadros, toda a cultura e toda a educação, a probabilidade de as pessoas não fugirem ao fisco nem falcatruarem o vizinho era muito menor. Chama-se educação. Por isso perguntas "o que é que se deixou de fazer para que o quadro pudesse ficar em Portugal" ... acho sinceramente que esse dinheiro não ia fazer nada mais importante do que comprar um quadro do Tiepolo e colocá-lo disponível ao público.

Share this post


Link to post
Share on other sites

Aliás, ainda gostaria de saber de onde é que vieram os 1,5 milhões... essa verba teria que estar inscrita em algum orçamento. Qual? Não se liga para a Casa da Moeda e pede-se para imprimir mais notas...
O que é que se deixou de fazer para que o quadro pudesse ficar em Portugal, considerando que até hoje estava numa qualquer casa... onde tu não o podias visitar...


Eu digo-te :p

- vem do bolso dos contribuintes ... que por sua vez um dia que o queiram ver (o tal quadro) ainda vão ter que pagar para tal :clap:

Enfim, muita coisa ja foi dita e n vou estar a repetir.

Dinheiro mal gasto !

"E o burro sou eu? O burro sou eu ?"

Share this post


Link to post
Share on other sites

Este tópico faz-me rir.

Se o estado por ventura não tinha comprado o quadro estavam aqui todos a dizer que era inexplicável que tal tivesse acontecido e que era uma grande perda para a cultura em Portugal.

Também me faz rir, porque depois de ler várias opiniões aqui no arquitectura.pt de que o arquitecto é um artista, quando o estado faz algo para proteger as artes surgem logo vozes discordantes.

Agora para mim a "pièce de résistance" é mesmo essa de que a função do estado não é proteger e aumentar a cultura. Até parece que os nossos livros de história não estão repletos de Povos que só chegaram até nós exactamente através das artes e cultura. Mas redundâncias históricas aparte, é obvio que ao comprar o quadro o estado está também a fazer um investimento e a aumentar o seu património. Eu enquanto contribuinte ficaria muito mais chateado se não o tivessem comprado porque assim ao menos tenho a noção que o meu dinheiro foi aplicado em qualquer coisa para enriquecer a cultura no nosso país.

Quanto a pagar para ver o quadro... atenção não é para ver o quadro, é para ver o Museu, que tem custos com a preservação das obras expostas, que tem custos com a preservação e manutenção do próprio edifício, que tem custos com o pessoal, etc.

Share this post


Link to post
Share on other sites
Afirma a ministra a Cultura
Museu Nacional de Arte Antiga deverá receber quadro de Tiepolo


O quadro "A deposição de Cristo no túmulo" de Giovanni Tiepolo, adquirido ontem à noite pelo Estado em leilão, deverá ficar exposto no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, disse hoje a ministra da Cultura.

Isabel Pires de Lima não adiantou uma data, "até porque há estudos a fazer antecipadamente, mas é o mais natural ir para o Museu de Arte Antiga, onde já existe outro Tiepolo, proveniente da mesma colecção particular".

O quadro, também designado por "Enterro do Senhor", uma pintura a óleo sobre tela, foi adquirido por 1,5 milhões de euros num leilão realizado em Lisboa pela Leiria & Nascimento.

O Ministério da Cultura "conseguiu essa verba a partir de reservas vindas da cativação, nomeadamente 200 mil euros do Programa Orçamental de Investimento da Cultura, e o restante proveniente da indemnização ao Estado português do roubo das jóias da Coroa" portuguesa, ocorrido em Dezembro de 2002, na Holanda, disse Pires de Lima.

Referindo-se à polémica que envolveu o leilão desta tela, Isabel Pires de Lima afirmou que para o ministério "foi muito claro desde o princípio que não poderia sair de Portugal, pois tinha sido arrolado em 1939 e era alvo de uma reclassificação". "Aliás, há cerca de três anos a então proprietária do quadro tentou exportá-lo e foi impedida", adiantou.

Segundo a governante, "há com certeza milhares de outros bens" na mesma situação em que estava esta tela, isto é, em vias de reclassificação. Quanto a situações futuras "o Estado reflectirá de caso a caso", disse.

www.ultimahora.publico.clix.pt





isto vem responder a algumas questões..

Share this post


Link to post
Share on other sites

O próprio Berardo disse que quis comprar o quadro para o emprestar ao Museu Nacional de Arte Antiga. Pelo que sei, não houve nenhuma licitação a não ser a do estado, no limiar da não venda. O quadro primeiro custava 1,25 milhões, depois passou a 1,5, no mercado existia a noção de que o quadro não poderia sair de Portugal, pelo menos sem alguma chatice. E se tivessem havido licitações? Se o quadro tivesse chegado aos 5 milhões de euros? Ou aos 10 milhões? Ninguém discorda das fugas ao fisco, do dinheiro mal gasto e de milhares de outras coisas que estão mal. Mas isso não justifica NADA. Porque raio então é que o estado não pode comprar empresas para as recuperar ou para não deixar que os trabalhadores sejam despedidos? Para que a produção de bens NÃO saia do país? Ou os empregos de pessoas, milhares, é menos importante que um quadro de Tiepolo? É um investimento menor? A "cultura" é mais importante que os empregos destas pessoas? Criou-se um precedente - nem sei se já terá sido criado antes sem esta divulgação pública. A partir de hoje, se um coleccionador particular quiser vender uma obra de significativa importância para o estrangeiro, o estado fica na obrigação - COMO AGORA O FEZ - de comprar essa mesma obra! Seja qual for o valor. O desporto enaltece o homem e os seus resultados enquanto ser. Algo grande e maravilhoso como a cultura e a arte. E o futebol? É uma actividade desportiva. Deverá então o estado impedir a saída de jogadores para o estrangeiro? Tretas. É um mercado e nada mais. O estado não deve intervir.

Share this post


Link to post
Share on other sites

exerceu o seu «direito de preferência e comprou o quadro pelo preço base de licitação de 1,5 milhões de euros».


E se tivessem havido licitações? Se o quadro tivesse chegado aos 5 milhões de euros? Ou aos 10 milhões?


não podia haver licitações até o estado decidir se usava ou não o direito de preferência. se o estado não quisesse comprar, aí é que o preço poderia (e provavelmente iria) subir muito. O Estado nunca pagaria mais do que o que pagou.

E o futebol? É uma actividade desportiva. Deverá então o estado impedir a saída de jogadores para o estrangeiro?


Um jogador de futebol não é um quadro, é uma pessoa que pode decidir o que fazer da sua vida, onde quer trabalhar, e o que profissão quer exercer. Não sei qual era a opinião do quadro do Tiepolo acerca do que queria fazer da vida, mas não me parece que ele tivesse grandes preferências acerca do seu futuro.

O estado também deve apostar no desporto e dar às pessoas as condições e possibilidades de o praticar, por isso constrói piscinas municipais, campos de múltiplas actividades onde as pessoas podem praticar um conjunto grande de modalidades. Devia fazer bastante mais, mas isso vale em relação a tudo. Assim como a cultura não é só (mas também) quadros e museus, também o desporto não é só construir uma piscina. Mas tudo isso é importante.

e um coleccionador particular quiser vender uma obra de significativa importância para o estrangeiro, o estado fica na obrigação - COMO AGORA O FEZ - de comprar essa mesma obra!


como disse a ministra da cultura na notícia que a margarida aqui colocou, "Quanto a situações futuras "o Estado reflectirá de caso a caso", disse." O estado não está "obrigado" a fazer nada que não considere ter interesse ou que seja absolutamente insustentável em termos de dinheiro esse valor absoluto que tudo rege e que é o único com o qual todos se preocupam (e o único com que muitos se preocupam de todo).

Share this post


Link to post
Share on other sites

não podia haver licitações até o estado decidir se usava ou não o direito de preferência. se o estado não quisesse comprar, aí é que o preço poderia (e provavelmente iria) subir muito. O Estado nunca pagaria mais do que o que pagou.


Não foi assim que se passou. Não houve licitações, o lote ia ser retirado, o estado avançou. Por isso, sim, o estado poderia ter pago mais do que o que pagou. Aliás, vendo de onde veio o dinheiro, podia ter pago até 6,1 milhões que foi o valor da indemnização pelo roubo...

É a última reportagem: mms://195.245.128.30/rtpfiles/videos/auto/jornal2/jornal2_1_30112007.wmv

Quanto ao resto, foram claramente expostas as perspectivas e nada mais há a acrescentar.

Share this post


Link to post
Share on other sites

Please sign in to comment

You will be able to leave a comment after signing in



Sign In Now

×
×
  • Create New...

Important Information

We have placed cookies on your device to help make this website better. You can adjust your cookie settings, otherwise we'll assume you're okay to continue.