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Piodao | Edificio Multifuncional | Eduardo Mascarenhas de Lemos

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andem ... as gentes que tornam publicas as opiniões, a debater menos de 100 metros quadrados ... em Piódão, que talvez carreguem mais história do lugar na sua modernice do que todos os edifícios vizinhos que, no seu falso vernáculo, surjam mascarados de efeito pitoresco


Sales Costa, gostaria, se possível, saber o que te leva a achar que o edifício em questão pode ter de história do lugar?
Não é uma pergunta depreciativa. Penso que ser "moderno" não é razão para não se ser "conservador" de alguma maneira (como foi LOOS). (E preferia de longe estar a debater outro caso, mas é o que temos...).

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Sou estudante de Arquitectura e frequentador assíduo da aldeia do Piodão. Não posso deixar de criticar a afirmação feita que o mundo sem arquitectos seria bem melhor, não podemos reagir assim a uma obra. Os arquitectos contribuem para a organização dos espaços, são eles que, muitas vezes ajudam a preservar a traça antiga de muitas destas zonas. Devo dizer que ainda não vi esta obra mas há que criticar. O piodão, considerado "aldeia presépio" tem quase 90 por cento das suas construções em alvenaria de xisto. Esta pedra, originária da região é utilizada à séculos e produz autênticas obras de arte. Importa salientar que esta terra tem, em parceria com o concelho da Pampilhosa da Serra, feito um enorme esforço para modificar as construções existentes para xisto tendo contribuído, em alguns casos com apoios monetários. O arquitecto tem o direito de criar mas o dever de respeitar e penso que, neste caso, existiram soluções igualmente belas, a nível estético mas mais respeitadoras, a nível da envolvente e do local onde se insere.

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A aldeia do Piodão é considerada como histórica e como tal deve ser objecto de muito cuidado. A aldeia simboliza um passado com todas as suas características. Penso que ao rotularem-na de histórica foi com o fim de a preservarem como uma mostra do passado. O que fazem no centro histórico de Guimarães ( cidade património da humanidade UNESCO) ou no Porto ( património da humanidade UNESCO) em que as traças e materiais não se podem alterar. Penso que é nesse contexto que foi "criada" o Piodão. Não sou contra a inclusão de uma obra de arquitectura "moderna" em locais antigos das cidades ou ao enquadramento antigo-moderno. Mas isso é em locais sem estarem com normas rígidas de centros como os que mencionei antes ou a aldeias "históricas". Não concordo é que apelidem as pessoas que não gostam do projecto de retrógradas e os que estão a favor, de pós-modernistas... rotular é um caso muito perigoso.

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…passados uns anos, e por mero acaso vim parar aqui outra vez…as poucas obras feitas por arquitectos comuns, e não por vedetas que brilham no escuro, não são fáceis e é necessário relembrar que toda a obra tem de obedecer a regras, agradar ao cliente, cumprir toda a legislação, ter o acordo de todas as entidades, e um pouco do que o técnico pensa valer a pena… com os recursos limitados que temos…sem perder a alma…e não criar rancores…vou ver se tenho informação suficiente para meter umas obras na Figueira da Foz…a ver se consigo agradar a Deus e ao diabo…o que define bem a nossa profissão…

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um viva para este arquitecto... é preciso ter coragem e tom....es para pensar aquilo para ali. a pedra e o branco ainda percebo, o tempo tratará de por o branco preto, agora os perfis de aço galvanizado e aquelas espécie de paineis não entendo... mas para aquilo ser erguer algum vereador ou arq. da camara teve que aprovar....

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…que eu saiba não está aprovado…algumas alterações só se podem entender no contexto de uma relação de mais de 10 anos…entre cliente e arquitecto…isto para quem é arquitecto e gente…sabe bem que a obra não nos pertence, pois obviamente não é nossa propriedade, é um trabalho que se faz para outro…em Portugal a criança é Rei e faz o que lhe apetece…se cair no precipício…a culpa não é dos país…é do arquitecto que projectou mal a obra…e não fui que acompanhei a obra…algumas alterações acontecerem bem piores do que o que refere…também não sou responsável pelo futuro de nenhuma das minhas obras…elas têm vida própria…

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…as criticas ás obras arquitectónicas, num forum de arquitectura, tem que utilizar a linguagem específica da arquitectura-construção-urbanismo…senão caímos na linguagem comum do gosto ou não gosto individual…

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"…as criticas ás obras arquitectónicas, num forum de arquitectura, tem que utilizar a linguagem específica da arquitectura-construção-urbanismo" nao vejo porque "…senão caímos na linguagem comum do gosto ou não gosto individual…" e qual é o problema?

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e onde encontra-se escrita esta importantíssima regra segundo a qual "as criticas ás obras arquitectónicas, num fórum de arquitectura, tem que utilizar a linguagem específica da arquitectura-construção-urbanismo"? A linguagem do "gosto ou não gosto" faz parte do ser humano (achava os arquitectos parte dessa categoria), e é também uma linguagem de uso comum pelos grandes mestres da arquitectura portuguesa. O futebol, não tem nada a ver.

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…está escrita nas regras do bom-senço, capítulo I, ponto I, "Relações entre a ética e a estética em arquitectura", nunca escrito, mas subentendido por todos os que têm uma prática continuada, sem esquecer que a arquitectura, para além de ser também "uma coisa mental", uma arte e uma ciência…é sobretudo uma profissão, e uma postura de vida…mas não passa da arte das artes, a que todas integra…ainda que hoje parece que todas se lhe sobrepõem…ninguém, a partir de certa idade, quer se assumir como arquitecto…são escultores, pintores, artistas…sobretudo porque queremos contornar as regras nunca escritas, mas bem entendidas e passadas, em segredo…de geração para geração…nós somos seres humanos, caprichosos, vaidosos, que procuramos a todo o custo…sobressair da aldeia global, num mundo massificado…nem que seja pela imposição de um gosto construído de uma corporação…os tais grandes mestres da arquitectura portuguesa…recentes, historicamente falando que, para além de meia dúzia de mortos…sobrevivem meia dúzia de vivos…que impõem uma certa história…ao gosto do seu paladar…

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