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Piodao | Edificio Multifuncional | Eduardo Mascarenhas de Lemos

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Pois para mim é a única coisa interessante que se vê nas imagens apresentadas, esse tipo de aldeias são muito bonitas para os tótós visitarem aos fins de semana, e acham piada aquelas gentes, ao seu triste modo de vida e tal,.. é tipo ir ao zoo e atirar amendoins aos macacos, não acham isso um bocado castrador e cínico? Têm de experimentar viver um ano nesses paraísos do vernáculo...

Acho que tótó é quem chama de macacos a portugueses, só por não morarem na cidade. Essas aldeias estão carregadas de história e tradições, algo que não aprendes num zoo nem no centro comercial do bairro onde provavelmente preferes passear ao fim de semana em vez de conhecer o teu país..

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:icon_pistoles:Alguem da cidade ? Essa foi boa, sabem lá o que é trabalhar no campo ? o que é precisar de um centro de saúde e não ter ou sonhar com um hospital, de uma escola com condições ou até mesmo com professores ? e uma maternidade ? de uma estrada com iluminação ? ou para alguns pseudo-intelectuais, ver uma exposição, ir ao teatro, ao cinema, e ir para uma faculdade ? que tal na rede de transportes pública - 1 autocarro por dia ? por acaso conhecem aldeias preservadas na Alemanha, em França, na Áustria ? se querem manter as pobres e tristes montras e os seus bonecos para os TóTós atirarem amendoins, então que lhes criem as condições mínimas, os meninos têm que dar uma voltinha por alguns locais aqui de trás os montes, e vêm as casinhas em pedra, telhadinhos em lousa, chão em pedra, gelusias tradicionais, tudo isto em ruína, vazio, cinco a seis pessoas carregadas de rugas a mimar a única criança da aldeia,... é por essas e por outras que alguns arquitectos têm a imagem que têm... vê-se logo que são muito fresquinhos, espero bem que no passeiozinho de fim de semana não precisem de nada do que mencionei atrás... ah é verdade e que tal passearem nos vossos centros urbanos, nas ruas históricas, e essas não precisam de alguma vida ? ou da cidade só conhecem as periferias, e os vossos centros comerciais ?...

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olha helric não vale a pena tanta agitação, se bem que as pedras que tu "amandas-te" e continuas a "amandar" foram bem maiores das que te mandaram. depois é triste ver que não se pode falar de arquitectura sem que logo se recorra a adjectivar este ou aquele ou esta posição ou aquela sem cair no insulto e empolamento agressivo de opiniões sobre uma questão teórica que é válida não pondo em causa todas as dificuldades de quem vive no interior.

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Deveras não estou a preceber... Os meus pais, são do "campo"... ja fiz diversos trabalhos do "campo"... conheço varias regiões do "campo"... Depois... não critico as aldeias abandonadas no que diz respeito a habitantes, mas sim no que diz respeito a historia e a cultura. Por muitos terem esse tipo de ideologia é que o interior acaba por não se desenvolver... O dinheiro gera dinheiro e "pessoas gera pessoas"... se houver mais visitantes nas aldeias por motivos culturais, vai haver mais comercio, se há mais comercio tem que haver mais pessoas, se há mais pessoas existe maiores necessidades sociais, etc... etc... etc... Se houver mais investimento cultural e turístico nas zonas mais remotas do país, essas mesmas zonas em pouco tempo deixariam de ser uma simples aldeias... É assim que as coisas funcionam... é pena, as pessoas que podem, não investirem nisso...

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é necessário, antes demais, perceber a essência do local e perceber o que se pode fazer para que a aldeia em questão se torne auto sustentável e que, com isso, comece a "gerar dinheiro, que gera dinheiro, que gera pessoas" :p

HELRIC este ano estamos a trabalhar no nordeste transmontano e o meu grupo em questão escolheu a aldeia de gimonde para trabalhar (7km de bragança) talvez conheças?
é curioso verificar que, embora não haja lá nada (daquilo que tu referes) as pessoas recusam-se a sair de lá (das 386 que restam) e ainda dizem, com um sorriso na cara."mas nos temos tudo o que precisamos!" não sei se é por estarem tão próximas de bragança...de certo que é, mas a verdade é que esta foi a resposta quando perguntei aquelas gentes o que precisavam na aldeia...alias, cheguei a um ponto que, achando que não me estavam a perceber, tomei uma posição drástica e disse:"imagine que vai tudo a baixo e perguntavam-lhe o que era preciso construir de novo"...so vendo é que se percebe o terror na cara das pessoas:"tudo a baixo!?!"

conclusão: ha pessoas nas aldeias, que adoram lá viver, que sentem a sua terra como verdadeiramente sua, simpatiquissimas! eu gostei muito de lá ter estado e devido ao projecto, tenciono lá voltar.

agora uma coisa não nos podemos esquecer: turismo não é solução! nunca foi, nunca será.... é cair no erro de ter uma aldeia muito movimentada durante três meses e depois, caida no esquecimento e a passar dificuldades o resto do ano... faz lembrar a historia da cigarra e da formiga...

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Eu só não percebe a visão obtusa de certas pessoas, vocês estão realmente à espera que as aldeias se aguentem assim, se desenvolvam assim, para elas se regenerarem é necessário intervir, no verdadeiro sentido da palavra, quanto a mim este pode ser um bom exemplo de como o fazer, uma lufada de ar fresco, que interessa ter uma aldeia preservada quando só se vê gente nos meses de Julho e Agosto ? aqui a arquitectura deve ser feita para ser vivida, não para os postaizinhos que se vendem na taberna do tio manel, ou para meia dúzia de estrangeiros que acham um piadão a todo esse atraso, têm q se convencer que o turismo não basta !! para as pessoas não fugirem das aldeias e sobretudo para as pessoas se instalarem nas aldeias têm que ser criadas condições, muito há a fazer, e quando se faz alguma coisa nova, caem-lhe logo os cães em cima... Imaginem o seguinte milagre, o "Socra" e a sua matilha decidiam implantar uma escola secundária e um hospital que servisse no futuro este tipo de locais, o crescimento dá-se, só podem existir dois cenários, 1-A dita aldeia de património histórico resiste tal como está pois vedaram-na com uma rede gigante, agora sim os macacos já não fogem... 2-A aldeia regenera-se, redesenha-se, e o "tempo" esse tempo que o Fernando Távora tanto glorificou trata do resto, afinal o que interessa é o bem-estar das pessoas. E têm que suportar um bocado a sátira, senão isto não tem piada nenhuma... "Ai Portugal, Portugal do que é que estás à espera ... !!!"

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HELRIC... só um aparte, faz mais parágrafos... Não escrevas tudo ao monte... ;) m a r g a r i d a... eu não quis disser que é só o turismo! Existem outros factores que também ajudam. E como tu dizes-te muito bem, as pessoas gostam de la estar como aquilo é. Novamente, HELRIC... toda a arquitectura deve ser vivida, mesmo que seja simplesmente por 3 meses. O importante é fazer algo que as pessoas gostem, que fique bonito e que de valor ao local. Não é simplesmente construir para ser útil, acho que a arquitectura merece algo mais. Claro que simplesmente fazer um bonito edifico não chega, tem que se fazer muitas outras coisas para o crescimento de locais como este. Mas uma coisa é certa, nós pelo o simples facto de estarmos a falar desta aldeia, já é de grande valor. E o que fez nos falarmos desta aldeia? Um edifico. Em relação as necessidades locais, todos nos sabemos o que faz falta. Mas temos de ser realísticos, e isto não é só aqui mas no mundo todo. Dou um exemplo... 3 localidades precisam de um hospital, Lisboa, Porto e Bragança. Só se pode fazer um de 5 em 5 anos... Onde se vai fazer primeiro? Será em Lisboa, pois apesar de já haver vários... precisa de mais um... e tem mais população do que nas outras localidades. Depois será no Porto e finalmente em Bragança, e com isto já passaram um 10/15 anos. Isto é um simples exemplo! Hoje em dia é cada vez mais difícil evitar que a população do interior diminua. Mas devagar consegue-se, e acho que o estado tem estado a ajudar nesse sentido, por dar benefícios as empresas que são "fundadas" no interior. Eu por acaso gosto bastante do interior... e quanto mais vazio melhor... não gosto de confusões... :p

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helric...francamente afinal quem é que é contra tudo o que dizes? ninguêm, não é isso que está em questão, apenas se está a comentar a forma e não o acto, penso que como estudante de arquitectura (é não é?) podia estar mais aberto a uma discussão sobre a arquitectura em si.

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“O importante é fazer algo que as pessoas gostem, que fique bonito e que de valor ao local. Não é simplesmente construir para ser útil, acho que a arquitectura merece algo mais”:p:(;):(“afinal quem é que é contra tudo o que dizes? ninguêm, não é isso que está em questão, apenas se está a comentar a forma e não o acto”
:):(:)
Fui-me... não vale a pena...
e por mais que tente não consigo "fazer" um parágrafo

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Eu por acaso gosto bastante do interior... e quanto mais vazio melhor... não gosto de confusões... :p


eheh também não exageres! é um facto que o interior é como é por ter todos os requisitos e características que tem (incluindo a baixa percentagem de pessoas) mas arriscamos-nos a que cada vez mais as pessoas "entrem em vias de extinção"..

em relação ao exemplo que deste, se fosse eu a mandar, primeiro construia em brangança...mas pronto, isto sou eu, e se calhar por ter as ideias que tenho é que nunca hei-de ser primeira ministra ;)

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“O importante é fazer algo que as pessoas gostem, que fique bonito e que de valor ao local. Não é simplesmente construir para ser útil, acho que a arquitectura merece algo mais”:p:(;):(“afinal quem é que é contra tudo o que dizes? ninguêm, não é isso que está em questão, apenas se está a comentar a forma e não o acto”
:):(:)
Fui-me... não vale a pena...
e por mais que tente não consigo "fazer" um parágrafo



É simples... estas a ver aquela tecla que tem uma setinha para a esquerda com o risco virado para cima? Basta carregares ai...

Para ser mais fácil... estas a ver o numero 1? Ok... não tem nada haver...


m a r g a r i d a... o que disse era mesmo a sério... se pode-se nada me tiraria uma casa no meio da floresta... :happy:

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uma casa no meio da floresta? hhmm prefiro um monte alentejano :)

e pronto...assim nos desviámos do assunto do tópico...;)



Isto é o que da um gajo "sonhar" com a Falling Water... :p :)

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Imagem colocada

Esta fotografia foi descoberta e retirada daqui de autoria de Helena

Coloco esta imagem por revelar um edificio em construcao. Como podem verificar eh um edificio diferente em relacao ah envolvente.

Imagem colocada

Nota-se que eh um edificio desenhado por arquitecto. Espanta-me que numa aldeia tao tradicional e tao orgulhosa tenha deixado isto acontecer. Como eh que um arquitecto se atreve e tem a ousadia de fazer algo diferente em relacao ah envolvente? Eh espantoso.

Depois duma pesquisa descobri mais estas foto e um artigo sobre esta construcao.

http://img515.imageshack.us/img515/6003/imagem06610b6fceub8.jpg



in Arganil

Os comentarios:







Parece que trouxe muita polemica na terra deles.



por comentários expressos, devia-se viver na caverna como à milhares de anos, parece-me que a obra não tem mais expressão que a aldeia e de muito util deve ser para os turistas que se deslocam ao local e a bem do comércio tradicional...a inveja é terrivel, a ideia foi do vizinho..heheheh

bom natal e um 2008 prospero

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A Inveja eh terrivel.... Que expressao mais irritante... qualquer um diz isto... tornou-se moda nacional... fazem um pirilau no meio duma cidade historica... e quando vem os criticos selvagens nao apoiados pela critica oficial lah vem a maxima: A Inveja eh uma coisa terrivel. Soh tem inveja. Ai, ai... quem mais pode dizer mal deste pirilau... ui ui que invejosos... Faz-se uma barbaridade, lah vem a maxima... faz-se uma grande festa por causa dum Tratado com pompa e circunstancia num dia em que todos trabalham e lah vem a maxima... o pais recebe o dinheiro do Brasil e nao se aproveita para modernizar o pais e lah vem a maxima,... a Inveja eh uma coisa terrivel...

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como em muitas coisas na vida, quando não se consegue separar o trigo do joio, a comunicação e a troca de opiniões fica sempre muito mediocre, ou seja realmente existem invejas mas também existe a critica e diálogo saudável sobre os assuntos. Como já disse anteriormente, somos tanto bota abaixo, como avessos á critica. O discurso teórico tem que ser mais elevado e mais valorizado.

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Proponho que se faça um ponto de situação com os temas abordados. Falou-se em: Integração do novo com o antigo (aqui o discurso podia ser interessante, mas foi demasiado subjectivo); Preservação de património - se é ou não; entre preservação de uma IMAGEM da aldeia ou preservação real (económia, portanto); ETC - continuem, por favor... Penso que a polémica que foi gerada neste tópico tem a ver com uma dificuldade que todos sentimos que é a de haver uma espécie de linguagem convencionada generalizada para tudo o que é sítio: seja em Bragança ou em Rabo de Peixe: o chamado "minimalismo" - o próprio autor identifica a sua linguagem como "minimalismo" na memória descritiva atrás indicada, mas que no entanto desconfio muito... Minimalismo é descobrir apenas o que é essencial num programa e num sítio, e fazê-lo; não porque as janelas vão de cima a baixo, ou então o pano é completamente cego. Penso que a polémica não deriva desta obra específica, mas de uma certa "indigestão" que começamos a sentir por todas as obras parecerem iguais, e todas serem "minimalistas" ou lá o que lhes quiserem chamar.

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oh hugo é a tua opinião e penso que os outros também a podem ter e não serão assim pessoas tão ingnorantes quanto isso e já agora pensa tu também antes de falar nesses termos, encara a discussão sobre arquitectura como uma coisa que faz parte.

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Segue abaixo um artigo que publiquei no aspirina e ue diz respeito a esta discussão: É comum, no discurso de defesa do património arquitectónico, se invocar o conceito de ‘regionalismo critico’ para de repente se poder defender todo o tipo de intervenções que, pela sua especificidade ou mera abordagem ao lugar de intervenção, possam resultar como desvios aparentes do contexto. E aqui a sensibilidade é muita. De resto, ao longo dos anos temos sido constantemente confrontados com a incapacidade, de governantes e governados, em lidar com este tipo de obras. As crises de aceitação, que já são crónicas, revelaram-se sempre que as intervenções envolviam uma maior quantidade de capital e um elevado sentido estratégico, das pontes do Tejo às grandes redes viárias, do CCB à Casa da Música. Mas se a incapacidade em conjugar a tomada de decisão com a aceitação popular se revela na grande escala, também [ou sobretudo] no reduto mais particular se verifica a condição. São várias as razões para que nos incompatibilizemos imediatamente com a audácia da renovação, ou com a mera ideia da recuperação. Em parte o devemos ao legado histórico da nossa arquitectura, que nos foi habituando a conviver bem com o que se foi tendo. E, regra geral, tivemos sempre muito pouco, o que é facto. Dos estilos antigos contam-se pelos dedos as obras nascidas de raiz para celebrar o esplendor do homem clássico [e as que assim surgiram, acabaram por sofrer mais tarde pequenas operações de estética, de modo a se adaptarem ao período novo, que substituía o antigo, mas que o país, por incapacidade financeira não conseguia celebrar com obra autêntica]. E assim aprendemos a arte do remendo, cuja mestria temos vindo a atingir nos tempos modernos. A verdade é que deste modo se criam complexos em paralelo, a maior parte como mecanismos de auto-defesa do legado apodrecido com que de forma tão simpática fomos aprendendo a conviver, castrando desse modo qualquer iniciativa fresca. E não fosse a malta do modernismo, aqueles futuristas… Recentemente a discussão em torno de um edifício em Piódão motivou diversas opiniões no arquitectura.pt. Apesar de algum optimismo inicial, acabei por não me surpreender com o efeito global das críticas que, de um modo geral, se mostram contra a implantação de um edifício daquela natureza no centro histórico da aldeia. E a natureza, é a mais generosa das arquitecturas. A polémica é a mera pigmentação da fachada. Invocam-se as paredes brancas e o desenho atrevido de um dos vãos que se faz notar em alçado. Defende-se o princípio do seguidismo da forma, e revelam-se manifestações de desagrado no que ao desvio histórico diz respeito. E a maior parte dos argumentos, preconceitos em boa verdade, surge pela voz dos arquitectos. Mas também pela voz do senhor presidente da junta José Lopes, que se mostra desagradado com a modernice que ali está a mais: “Eu acho que é uma modernice que está ali a mais para aquilo que se queria preservar do Piódão porque antigamente andou-se a patrocinar o retirar dos rebocos nas casas que estavam a branco e a tirar a telha vermelha e a pôr lousas portanto escuras e neste momento parece que os projectos estão a enveredar por um caminho oposto, não é?” E a única questão que interessa à discussão é a da intervenção moderna. Não gostamos, sejamos sinceros. Reconheço legitimidade a espanhóis, franceses e bretões na defesa da sua arquitectura antiga, pelo legado que carregam, mas também pela capacidade de ao longo dos anos ter sido sujeita a um convívio bem sucedido com a inovação, o que, no limite, resulta numa perfeita identificação entre as diferentes camadas de desenho que se reconhece em cada um dos países e respectivas cidades, antítese do que se passa em Portugal. É regra, em passeio por Lisboa, Porto, Coimbra, Évora, reconhecer a ancestralidade dos edifícios pelo profundo estado de degradação em que os mesmos se encontram, enquanto vão convivendo com obras pindéricas de legitimidade suspeita que, por fazerem favores ao contexto, não acicatam tanto os ânimos. Passam despercebidos, e aí está tudo bem. Não pretendo fazer alertas de lucidez, até porque a educação neste tipo de questões demora muito tempo a se manifestar e as gerações modernas ainda se vão corrompendo pela opinião tacanha, mas, é absolutamente notável que no país onde obras estruturalmente megalómanas como o novo centro de artes de Sines, cuja inquestionável mais-valia para a região surge totalmente subvertida pela intervenção fotogénica de autor com um custo que deveria ser incompatível para a essência e propósito do objecto, andem os arquitectos e as gentes que tornam publicas as opiniões, a debater menos de 100 metros quadrados inofensivos em Piódão, que talvez carreguem mais história do lugar na sua modernice do que todos os edifícios vizinhos que, no seu falso vernáculo, surjam mascarados de efeito pitoresco. Fundamentalmente não se tratam de 100 metros quadrados de arquitectura de autor, e é esse o outro lado da questão. Por cá, no que toca a seguidismo, a assinatura teria sido um bom argumento a favor. Há prioridades e prioridades.

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Como é q teríamos hoje a percepção da história dos Feníncios, Gregos, Romanos e Troianos ... se os seres dessa geração, recusassem a ser eles próprios, limitando-se a copiar e a replicar a imagem do passado?! Cada geração deve deixar as suas marcas na cidade e no legado histórico que herda, para que no futuro essas marcas possam servir de documentos históricos relevantes para estudos e pesquisas, com o objecivo de retratar fielmante cada geração no seu momento histórico específico. Devemos recusar como argumento o discurso falacioso do "enquadamento na paisagem", "harmonia com o tradicional", e outras balelas e chavões já esgotados de tanto uso e abuso! Trata-se de uma paisagem de encosta, com socalcos e portanto, por essa via, chagamos à conclusão que é a própria vila que esbarra na paisagem ... e depois? o q acontece?! Sou defensor da preservação histórica e do restauro arquitectónico, quando verdadeiro! Aí sou mesmo radical! ... tratando-se de uma cosntrução nova (de raiz!), não vejo o porquê de seguir o modismo imposto para o sítio! A Arquitectura sempre foi e continuará a ser condicionada pela conjuntura ... neste momento vivemos o nosso tempo, caracterizado pela rapidez de comunicação, pela internet, pela contenção dos custos, pelo mediatismo, pela funcionalidade das coisas, etc, etc ... e essa obra reflecte essas características. Hoje seria inconcebível demorar 100 anos a construir uma obra, com detalhes rococó, barroco, etc ... assim como, por exemplo, as nossas vestes já são bem diferentes ... e o design dos automóveis já são bem diferentes! Ser diferente não significa ser nem melhor, nem pior ... é ser diferente! hoje, as pessoas q habitam e procuram essas vilas são diferentes ... logo as novas intervenções têm necessariamente de ser diferentes!

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Pelo que li...em alguns comentários, existe pessoas que preferem fazer imitações do pre existente, do que algo de novo e valorativo... o tipo de construções existente tiveram o seu tempo e continuam com a sua historicidade datada de uma epoca, não vamos agora só porque as casas são feitas em xisto e telhados de ardosia...fazer uma imitaçao foleira...só para parecer um edificio bem integrado no local...não passando de uma verdadeira aldrabice...isso so contribui para de certa forma apagar o traço original da aldeia... Neste tipo de aldeias deve-se conservar o que existe mantendo assim o caracter historico da região, e se tiver de construir algo de novo, ou se faz uma recuperação com uma nova funcionalidade e até uma possivel ampliação, ou então algo completamente novo, respeitando a envolvente(...) mas algo actual e não uma mera colagem... A mim preocupa-me mais a transformação do território que está a surgir mais em cima....nisso como ja foi falado não notam/reclamam... Se com aquela construção cá em baixo as pessoas reclamam...então digam.me...quando começar a construção naquela parte de cima, vão querer mais colagens do pre existente???..à que ter a consciencia do que de real importa valorizar...se mais vale ter o castro pre existente consolidado/recuperado....ou entao ter-lo envolvido numa amalgama de colagens, sem de facto se perceber o que é o real ou o postiço.....fica aqui a minha mera opinião...saudaçoes

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