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Arquitectura.pt


JVS

"mas o exterior ate me parece ter piada"

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mas o exterior ate me parece ter piada



:icon_blink:

Como dizia um professor de projecto do 4 ano existem certas palavras que devem ser proibidas do vocabulario dos arquitectos. E elas sao:

Giro
Dinamico.

Segundo alguns arquitectos mais fundamentalistas como o arq. Manuel Vicente nao se deve aplicar adjectivos na analise de arquitectura.

Segundo um prof. de projecto do 5 ano dizia ele que nao existia Historiadores nem teoricos de arquitectura e em Portugal nao existiam cristicos de arquitectura.

Passando para a minha opiniao... so sei que afirmar o seguinte:

mas o exterior ate me parece ter piada


Nao sou um linguista, nem eloquente a falar nem a escrever. Nao perco tempo a rever aquilo que escrevo. Mas esta frase levou-me a escrever este texto... o jovem em questao justificou a frase com um texto mais apropriado.

Resumindo. Nao se escreve assim. Ate parece ter piada... tenham cuidado a escrever...

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Concordo. No entanto acredito que a arquitectura se faz muito pela linguagem corporal e que a iconografia da forma e do objecto, da implantação e daquilo que a mesma representa para o lugar, no que à sua futura caracterização ou marco referêncial constituem pontos fundamentais na abordagem ao processo de projecto. Também nao sou grande adepto de frases feitas, há uma que me fica do professor Manuel Mateus no fim do 5º ano quando procurava abrir os olhos a uma jovem que tinha resolvido o exercicio em pouco mais de 2 meses com prejuizo claro para o resultado final. Dizia ele que projecto é "o resultado do envolvimento intelectual com um assunto". É mesmo, e o bom resultado depende do nível de envolvimento.

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Pois... mas porque é que não se podem adjectivar edifícios... Ora eu acho que não devemos andar a seguir as pisadas e as regras de outros... Se alguém me disser "o exterior tem piada" eu percebia o que estava a tentar dizer. Não lhe diria : não digas isso porque o senhor x disse que não se adjectivam edifícios. Mas isto é apenas a minha opinião exterior, pois não sou nenhuma arquitecta...

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Acho que o que se está a tentar dizer não é bem que não se deve adjectivar edifícios... Simplesmente dizer que uma obra é "gira" ou "tem piada" não mostra grande profundidade de conhecimentos na área. De resto podemos sempre dizer que a qualidade estética foi ou não bem conseguida, que esse factor influenciou ou não a funcionalidade, que os materiais e as cores estão em harmonia com os vários ambientes e obviamente se o edifício se integra na envolvente. E muito mais como é lógico..

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Não concordo que a palavra "dinâmico" seja errada de usar quando se fala de arquitectura. "giro" remete para o factor estético, que não deve ser o mote de um arquitecto, e portanto concordo que não deva ser usado. Mas "dinâmico" remete para o movimento que os volumes ou as linhas de um certo objecto arquitectónico apresentam/suscitam no observador conhecedor.

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olá. Não sou arquitecta nem algo parecido. Gostava apenas que me dissessem porque é que, em arquitectura, não podemos achar um edifício belo, não podemos avaliar o estético? A mim, isso parece surreal! É óbvio que, como arquitectos, há a preocupação de criar edifícios que se envolvam com o exterior, etc... mas será que um edifício, ao interligar-se com o exterior não cria também um teor estético? Trocando por miúdos, não fica mais BONITO um edifício em que as cores são parecidas ás cores que rodeiam esse edifício? Gostava de compreender!

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O problema aqui é a palavra "giro", que é a mesma coisa que dizer "muita fixe" ou "muito louco". Ou seja, normalmente a malta utiliza esses adjectivos na Arquitectura quando vê algo que lhes desperta a atenção, quase sempre apenas no âmbito da estética. Revela pouca preocupação no conteúdo do que se apresenta, engravidando apenas pelos olhos.

Já dizia o outro "um pintor só o é quando deixa de pintar admiravelmente", e o facto é que há muita gente que pinta fantásticamente... mas sem conteúdo, intenção ou qualquer exercício intelectual. É claro que intenção há sempre, nem que seja o facto de querer produzir algo belo, mas para ser válido como Arte precisa de algo mais.

O Toy (meu conterrâneo :D) faz rimas com uma facilidade do caraças, mas isso não o eleva a poeta como o Bocage. A sátira, a crítica, etc..., não é feita com o mesmo intuito... de fazer poesia. ... As letras do Quim Barreiros são muito giras mas não é poesia.

Um professor meu uma vez disse-me que já não há génios, portanto a obra que se produz para ser interessante precisa de muito trabalho e não só do talento, senão é apenas "gira". ...Sem sumo.

JVS, essa parte do dinâmico é que já não concordo, isto porque, pessoalmente, acho o dinamismo como intenção e ideia algo muito interessante e útil.

cya l8r

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Nem mais. Mas ha um pequeno problema. Quando expores um trabalho nao digas que o teu projecto eh bonito porque cais no ridiculo. A beleza que esta relacionada com o aspecto exterior e com o aspecto formal eh secundario, eh uma consequencia da solucao a um determinado problema.

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JVS sim... Não quero da maneira nenhuma contrariar! Bem sei que existem características muito mais importantes para a valorização de um edifício do que a sua estética! Apenas quero dizer que esta também não deve ser dada como nula, como uma coisa sem importÂncia! Acho que um edifício bem elaborado e bonito será melhor do que um apenas bem elaborado. (a não ser que uma boa elaboração, por si própria, desencandei beleza!) :D bela discussão!

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Bom.. Primeiro que tudo, olá a todos... Esperei que este tópico se desenvolvesse para ver as diferentes opiniões, e já vi que a minha é mais uma diferente.
Em relação à palavra "dinâmico", não vejo o mal de a utilizar, desde que com cautela, e depois de se conhecer bem o projecto em questão.
Quanto à palavra "Giro" a história é diferente...
Normalmente, essa palvara giro, está associada a meu ver, à visão. Um dos fabulosos 5 sentidos que todos deveriamos ter. Mas muitos arquitectos, esquecem que a arquitectura é feita para as pessoas e o seu objectivo é despertar os sentidos, os sentimentos dessas pessoas. Como disse LeCorbusier: "Estabeleceste certas relações, que despertaram as minha emoções, isso é arquitectura!" Logo, a meu ver nós como futuros (ou já) arquitectos, temos que nos preocupar em estabelecer "ligações" com a pessoa que está no espaço que queriamos, essas ligações não podem ser só giras ou bonitas ao olhar da pessoa. Essa pessoa, tem que sentir a arquitectura, ao tocar numa parede, andar ou sentar-se no chão. Essa pessoa, tem que ouvir a arquitectura, os seus ruidos, o ruido do vento, o ruido dos sapatos no chão... Essa pessoa tem que cheirar a arquitectura, sentir-se parte dela, e como cheira, ao mesmo tempo também saboreia, da mesma maneira que tapa o nariz para não sentir sabor, tambem se não o tapar, sente-o sem comer.
Depois disto, acho que as palavras "giro", "bonito" entre outras... devem surgir num só dentro dos 5 sentidos, da pessoa, que no fundo é a razão da arquitectura.

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a dita arquitectura com A maiusculo está ainda hj muito longe do alcance intelectual da maioria das pessoas, essa poética q corbusier procurava e q decerto acreditava nunca s verificou na minha opinião, a n ser em excepções - pessoas formadas em arquitectura ou com alguma afinidade para com ela! a arquitectura está actualmente a aproximar-se das pessoas por caminhos n muito honestos, pelo espectacular (toda gente gosta de fogo d artificio) e pelo neo-ornamentacionismo. n vejo a arquitectura contemporanea mais mediática a vencer pela sua qualidade e isso é grave, digo eu!

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Tanta bulha e não chegamos a lado nenhum... que raio de "experts...!! Se nos limitamos a dar opiniões sobre opiniões, a coisa não anda! Em resposta ao Nunomiguelneto, um adjectivo em arquitectura é o mesmo que é em literatura: significa isso mesmo: um adjectivo: grande, pequeno, feio, giro, etc. Não joguemos com as palavras: dizer que uma coisa é grande é subjectivo, mas dizer que tem 30m por 10m por 5m, é ser rigoroso e objectivo, e logo verá se é grande em relação a qualquer outra coisa que esteja ao lado, ou não. Quem quer que tenha um espírito minimamente científico distingue claramente o que é informação útil, bruta, pura, daquela que são especulações e "bitaites" dos escritores. Leia-se, por exemplo, um dos livros do prof. Domingues Tavares! Desafio-vos a encontrar uma afirmação de gosto subjectivo... E desculpem a advertência, mas a estética e a beleza podem perfeitamente ser abordadas com espírito científico, podem ser trazidas do inconsciente para a prática profissional, classificadas e quantificadas em cânones válidos para determinada circunstãncia! A beleza provém, geralmente, uma relação entre diversos elementos: da relação do objecto com o local, ou da relação entre as próprias dimensões do próprio objecto. O assunto está mais que documentado, por isso não me vou por aqui a divagar. O que quer que opinem sobre isto, NÃO JOGUEM COM AS PALAVRAS, porque isso ainda é pior que opinar gratuitamente

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Em relação à palavra "dinâmico", não vejo o mal de a utilizar, desde que com cautela, e depois de se conhecer bem o projecto em questão. Quanto à palavra "Giro" a história é diferente... Depois disto, acho que as palavras "giro", "bonito" entre outras... devem surgir num só dentro dos 5 sentidos, da pessoa, que no fundo é a razão da arquitectura.

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eu também sou daqueles que não apreciam muito a adjectivação das coisas, em particular a adjectivação típica de promoção turística ou imobiliária: "uma ampla sala" com uma "inexcedível vista" ou uma "sumptuosa implantação".,.. no entanto, não desprezo a hipótese de sermos expontâneos nas nossas leituras e, por vezes, empregarmos terminologias desse tipo... "este edifício é mesmo fascinante, ultrapassou a minha expectativa...!". O conceito de Belo ou até mesmo (em menor grau) o de sedução, também não me incomoda... A Beleza é algo a que todos nós, arquitectos, devemos aspirar... o Belo não ofende: engrandece!

Giro é algo que que a geometria nos devolve como sendo um ângulo de 360º, mas é também sinónimo de algo que nos toca, nem que seja ao de leve, e é, assim, passível de ser admirado, ou pelo menos, notado.

Estou em crer que não nos devemos deixar dominar, ou constranger, pelo acervo de fonemas que exibimos nas nossas opiniões, com receio de que não sejam "correctas". O GOSTO educa-se, apura-se e depura-se ao longo da vida... não sei mesmo se existe "bom gosto" ou "mau gosto". Existem, tão somente, gradiantes de gosto que repousam em valores culturais - obviamente de natureza estética -, mas que também subjazem, por vezes, ao domínio das "modas".

Na minha provectta idade já vi nascer e morrer muitos heróis e muitos conceitos de "bom gosto" e de "piroso" ou de "pimba". Mas há algo que perdura para além destes conceitos, e que se radica na qualidade. E é da qualidade que devemos falar e não dos "qualitativos", ou seja, a tal "adjectivação", geralmente gratruita e vazia, ou pelo menos esvaziadora...

Não penso que "esvaziar" as qualidades do Quim Barreiros (que eu conheço mal, mas sei o que representa), seja em si mesmo algo de positivo. Os grandes momentos da história da música e da história da arquitectura vêm de interpretações (sábias, lá estou eu a adjectivar) do vernáculo!

O Barreiros representa um vernáculo contemporâneo de raíz rurbana, razão pela qual atraíu (não sei se ainda atrai) a juventude estudantil durante anos: ele foi um elemento LIBERTADOR de dogmas e de preconceitos e, por conseguinte, fez um corte com um "establishment" a que a juventude aspirava, abrindo novos caminhos imaginativos...

In limine, será sempre possível libertarmo-nos das adjectivações, por recurso às interjeições: "UAU!!!! que maravilha de edifício!"

...se é que me querem entender...

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Não há problema nenhum em adjectivar, só que adjectivar não informa rigorosamente, e isso, para o investigador, não serve, simplesmente. Nós queremos factos! Dimensões! regras! coisas palpáveis, e copiáveis... Não saber as opiniões uns dos outros, pra isso já bastam as revistas. Umas mensagens atrás li qualquer coisa do estilo: "Não digas ao prof que é bonito... porque passas vergonha". Acho este tipo de mensagens ridículas. Ninguem passa vergonha por achar bonito, mas sim por não saber dizer PORQUE É que é bonito, ou como controlou essa beleza. Isto é, em vez de dizer que é bonito, diz que utilizaste um traçado regulador para o alçado, ou uma determinada proporção no dimensionamento do vão, ou que escolheste um vão de porta que cria um ritmo adequado, um material contrastante cuja cor aviva o sítio, ou qualquer coisa assim, e que no fim, esses "truques" serviram para teres um controlo da estética do objecto que pretendias. Abraço a todos

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Sputnick deu um mau conselho... A composição tem regras... ou não... eu só posso por em causa as regras, quando as conheço...


Meu caro,
As regras existem para serem utilizadas, são uma ferramenta, como um martelo.
A regra da simetria, por exemplo - o meu amigo está certamente familiarizado com esta regra ancestral - serve para garantir o equilíbrio. É sabido que existem muitas outras formas de atingir esse objectivo, mas é sempre bom poder contar com mais esta. Louis Kahn não teve problema nenhum em usar e abusar desta regra.
De resto, cada um sabe de si
asta

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