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Boa tarde, Durante o fim de semana fui com um amigo ver o apartamento que ele está prestes a adquirir. Foi então que deparei com algo que nunca tinha visto. As paredes interiores do apartamento, excepto cozinha e casas de banho, são revestidas a pladur. Não são paredes totalmente em pladur, são em tijolo com uma caixa de ar de cada lado do tijolo. Cada parede tem cerca de 25/30 cm de espessura e o pladur apoia em cerca de 18 pontos, conforme o tamanho da parede. Também as paredes que contactam com o exteriores são revestidas com o mesmo material mas apenas pelo interior, como é lógico. Senti-me dentro de uma caixa de pladur. Gostaria de saber qual a vossa opinião tendo em conta os aspectos que acharem relevantes, térmicos, acusticos, etc.

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Realmente é estranho... para paredes interiores, dentro do mesmo fogo utilizar-se essa técnica (tradossado directo), que consiste, segundo deduzo de aplicação directa de placas de gesso cartonado sobre pontos de argamassa de colagem a alvenaria. Parece-me gastar dinheiro em vão e reduzir as áreas úteis dos compartimentos... também em vão... A nível, Acustico e térmico haverá vantagens... mas no térmico dentro do fogo, parece-me irrelevante...

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Pedro, a nível acústico não bastaria aplicar uma parede de gesso cartonado com isolamento acústico em vez de a complementar com uma parede de alvenaria? nunca tinha visto algo deste género... Outra coisa, Dreamer, por que dizes que a nível térmico é melhor?

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Sim, é estranho, porque o sistema usual dentro de mesmo fogos é o gesso cartonado duplo aparafusado ao sistema de calhas e montantes em chapa de aço zincado e tudo recheado com lã mineral... e ocupa uns miseros 7 a 10cm...

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Boas. Por acaso sei do que estão a falar. Pois bem, esse sistema de fixar pladur directamente ao tijolo com "batatas" de gesso é um erro. E porquê?? Porque o comportamento da parede de tijolo vai se soliedarizar com as placas de pladur, o que pode provocar microfissura nas uniões da placas, e até descolagem do pladur ao tijolo. O correcto é sem dúvida promover a tal estrutura que o Pedro disse. Para divisórias, o melhor é mesmo construí-la totalmente em pladur, com calhas de 7cm de largura, com placa dupla em cada face, e lã de rocha com 40 kg/m2. E desta forma, resulta um conforto térmico e acústico, e garante o não aparecimento das fissuras tradicionais que se vê nos revestimentos de reboco, estanhado ou até mesmo gesso projectado, para além de se dizer adeus á porcaria dos roços. Note-se que falo com conhecimento de causa. Fiz a minha casa assim, e tá 5 estrelas. Quando se entra dentro de casa, nota-se toda a diferença. Meus amigos, esta solução é o futuro. E já vamos um pouco atrasados, comparado com outros paises. Muita gente não gosta do pladur nas paredes porque bate a ôco. Com franqueza, as paredes são para dividir e não para andar ás pancadas. Cumps Psilva

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Pedro, a nível acústico não bastaria aplicar uma parede de gesso cartonado com isolamento acústico em vez de a complementar com uma parede de alvenaria? nunca tinha visto algo deste género...

Outra coisa, Dreamer, por que dizes que a nível térmico é melhor?


Nem só de divisórias com "termperaturas constantes" se faz uma habitação.
Pensa numa casa em pleno inverno, em que estás a aquecer zonas que nem tem grande importância, como arrumos, despensas, até mesmo cozinhas e w.c.´s durante a noite... esta solução pode permitir uma maior flexibilidade e racionalidade no uso dos sistemas de aquecimento/arrefecimento...

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Boas.

Por acaso sei do que estão a falar. Pois bem, esse sistema de fixar pladur directamente ao tijolo com "batatas" de gesso é um erro. E porquê?? Porque o comportamento da parede de tijolo vai se soliedarizar com as placas de pladur, o que pode provocar microfissura nas uniões da placas, e até descolagem do pladur ao tijolo.

O correcto é sem dúvida promover a tal estrutura que o Pedro disse. Para divisórias, o melhor é mesmo construí-la totalmente em pladur, com calhas de 7cm de largura, com placa dupla em cada face, e lã de rocha com 40 kg/m2.

E desta forma, resulta um conforto térmico e acústico, e garante o não aparecimento das fissuras tradicionais que se vê nos revestimentos de reboco, estanhado ou até mesmo gesso projectado, para além de se dizer adeus á porcaria dos roços.

Note-se que falo com conhecimento de causa. Fiz a minha casa assim, e tá 5 estrelas. Quando se entra dentro de casa, nota-se toda a diferença.

Meus amigos, esta solução é o futuro. E já vamos um pouco atrasados, comparado com outros paises.

Muita gente não gosta do pladur nas paredes porque bate a ôco. Com franqueza, as paredes são para dividir e não para andar ás pancadas.

Cumps
Psilva


Era algo da mesma basse que iria responder.

O sistema com paezinhos de massa pode ser aplicado sobre as paredes exteriores do edifícios, no lado interior... mas com uma estrutura portante em perfis e calhas, mesmo sobre alvenaria é o melhor sistema, em paredes exteriores ta claro (e no lado interior).

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Pois eu tenho alguma experiencia com ambas as soluções (colado e aparafusado) parece-me obvio quanto as vantagens das mesmas; aufer a solidez de uma parede tradicional, com as vantagens do gesso cartonado. No entanto penso que as solução de "colagem" deve ser utilizado pontualmente e o recurso aos perfis omega devem ser utilizados na maioria das vezes, pelas razões ja citadas por engpsilva. Na minha opinião solução tipica de perfis de alumínio na construção de divisórias não oferece uma solidez e "peso" desejada, e não estou a falar da sua capacidade de resistir a um impacto forte, mas uma falta de densidade que sente na vivencia do espaço. Calculo que este tipo de solução não seja a mais adequada acusticamente, talvez uma solução utilizando um tijolo acústico resolvera o assunto. Penso que será uma solução muito popular portugal visto que garante a solidez que os portugueses gostem tanto nas suas habitações e mais economica de que uma parede de perfis de aluminio.

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Olá a todos! Gostaria só de acrescentar que tenho lido um pouco sobre este sistema e se quiserem imagens e vídeos dos vários modelos e sistemas de construção vão ao site da KNAUF (desculpem só mencionar esta marca, mas ainda estou a ler só esta depois passo para outras)! Os esquemas no site estão muito claros e compreensíveis! Cumprimentos

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Desculpem, só mais outra informação: no site da construlink existe muita informação especializada que passo a citar:
"construlink press é um conjunto de conteúdos técnicos que são pagos pelo utilizador e que engloba o acesso completo às Monografias (documentos técnico-didático realizadas no I.S.T. no âmbito das disciplinas dos cursos de Engenharia Civil e Arquitectura) e às Revistas Internacional Construlink (Artigos técnico-científicos)"

Se forem a : http://www.construlink.com/Homepage/2003_ConstrulinkPress/Monografias.php
Vão encontrar estas monografias de acesso limitado(é necessário registo):

" PAREDES DIVISÓRIAS - Painéis pré-fabricados de alvenaria de tijolo revestida a gesso Autor: Mafalda Ramalho"

"PAREDES DIVISÓRIAS DE PAINÉIS LEVES - Gesso cartonadoResumo: Caracterizar-se-á o modo de fabrico e características de uma parede divisória em gesso cartonado, bem como a sua aplicação em obra. Será feita também uma comparação com o sistema tradicional de paredes divisórias em alvenaria de tijolo procurando determinar as principais vantagens da utilização do sistema em gesso cartonado (no que diz respeito a custos, facilidade de aplicação, implicações do material, etc.)."

Cumprimentos a todos

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Era algo da mesma basse que iria responder.

O sistema com paezinhos de massa pode ser aplicado sobre as paredes exteriores do edifícios, no lado interior... mas com uma estrutura portante em perfis e calhas, mesmo sobre alvenaria é o melhor sistema, em paredes exteriores ta claro (e no lado interior).



A fixação directa com pontos cola, está prevista pelos fabricantes http://www.semin.com/produit83-fr-ISOCOL-MORTIER.html e não deixa de ser um bom sistema de recuperação básico e economico. Para paredes niveladas a utilização de perfil omega supera claramente

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Suscitam-me algumas dúvidas em relação ao método construtivo que espero me possam esclarecer: Estou em fase de projecto de moradia e ao falar com o arquitecto este afirmou ser obrigatório parede dupla ( com caixa de ar) para respeito do novo RCCTE.A minha questão é se para respeitar aquele regulamento não poderia fazer uma parede simples mas com isolamento pelo interior com placas de gesso cartonado( parede com fraca inércia térmica?) uma vez que a casa só será ocupada ao final do dia como a maioria da população portuguesa trabalhadora e assim aqueceria mais rapidamente... As temperaturas da zona em questão são Mín: 6ºC no Inverno e Máx: 27ºC no Verão.Também equaciono as divisórias em pladur como o Sr. Engº efectuou, mas agradecia mais opiniões, por favor. Grata por toda a ajuda deste site mD

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As paredes duplas com caixa de ar para todo o perímetro de parede com contacto directo com o exterior é o mais usual e funciona perfeitamente. Para divisões interiores o sistema com gesso cartonado é perfeitamente viável (para mim preferível), tecnicamente até existe especificações para divisores em zonas húmidas e as outras zonas. Qual é a confusão ?

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Desculpe não me fiz entender; Não é confusão estou apenas a equacionar diversos métodos construtivos e questionava-me acerca da preferência por parede dupla no exterior. Por exemplo os ingleses fazem uma parede muito larga e apostam no isolamento pelo interior! Além disso quando indaguei acerca das divisórias interiores em pladur ( para todas as divisórias, entenda-se) disseram-me não haver necessidade uma vez que a humidade ascendente será nula. Outro ponto: preocupa-me como se anulam as pontes térmicas com a parede dupla, o que não acontece se se utilizar isolamento pelo exterior/interior. Obrigada mD

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mD,


1.-O isolamento pelo interior é um erro crasso e só se justifica em imóveis antigos, sendo sempre entendido como uma solução de recurso e apenas quando existe um conjunto de factores muito particulares a ter em conta, nomeadamente custos de aplicação significativamente mais reduzidos do que as soluções convencionais ou necessidade de preservação das fachadas por conterem (ou serem elas mesmo) elementos culturais de relevo.
Nunca tal opção é vista, por quem perceba da poda, como uma solução ideal (perdoem-me a imodéstia, mas a física é uma realidade objectiva que não se compadece com tretas advogadas por muito técnicos que falam da matéria, baseados em conhecimentos empíricos ou superficiais - muitas vezes iguais aos do simples servente, sem desprimor para este, e cuja credibilidade assenta mais no título académico que ostentam do que nos seus reais conhecimentos da matéria).

Nos edifícios novos, em que a ordem de grandeza das massas neles envolvidas não têm nada a ver com a dos edifícios antigos, isto é, não apresentam a capacidade de armazenamento de calor destes últimos, não é legítimo fazer qualquer paralelismo para justificar a bondade da solução em referência, sendo certo que nos primeiros, a opção do isolamento no interior revelará características perversas muito mais pronunciadas do que nos edifícios antigos (se é que estes, os de paredes grossas, eventualmente, são susceptíveis a essas perversidades em decorrência da maior massa que possuem, mas … cada caso é um caso).
Exceptuam-se as câmaras frigoríficas (como oposição ao acima indicado), pois nestas, o que se pretende evitar é a entrada de calor, precisamente o contrário das habitações e portanto, aí, tem toda a razão de ser o emprego do isolamento pelo interior.
Não obstante isso, esta solução, embora se revele má quando aplicada à construção nova, ainda assim é tecnicamente admissível à luz do novo RCCTE, porque permite reduzir os coeficientes de transmissão térmica das paredes, factor de crucial importância para a poupança energética;

2.- O isolamento pelo interior só elimina as pontes térmicas se o colocar nos tectos, nas paredes (incluindo nos topos das divisórias interiores) e no chão. A superfície a isolar, porque significativamente maior do que nas soluções correntes, encarece de sobremaneira a construção, ainda para mais com claro prejuízo para o conforto das pessoas e para o consumo de energia, conforme explicitarei adiante.
Se a sua preocupação é evitar as pontes térmicas, a solução do isolamento pelo exterior leva claramente vantagem sobre as demais, exigindo este, no entanto, que o projecto seja feito com todo o detalhe e se entre em linha de conta com as situações particulares das superfícies das paredes, dos elementos seus constituintes e da articulação das várias partes do edifício com todos os demais condicionamentos do lugar, sob pena de haver asneira da grossa. A não ser assim, haverá a grande probabilidade de se verificarem patologias na obra, com o posterior denegrir das soluções técnicas tomadas – o habitual -, não cuidando técnicos, construtores e dono da obra, que as mesmas (patologias) não são inerentes à solução adoptada, mas derivam de erros e omissões do projecto com claras repercussões na má qualidade da obra.

Já não sendo eu um adepto das paredes duplas, ainda assim, caso elas sejam bem feitas, serão sempre preferíveis ao isolamento pelo interior.
Existem boas soluções técnicas para suprimir as pontes térmicas das paredes duplas. Teremos, provavelmente, que abandonar a espessura dos 0.30m, ainda que essa necessidade não seja um dado absoluto e dependa de muitos factores.
Em termos de obra é necessário que seja garantida a ventilação da caixa-de-ar (sob pena de se verificarem condensações no seu interior, pondo em causa o seu correcto funcionamento, pelo que a distribuição da colocação dos tubos de ventilação deverá estar indicada no projecto) e que a caleira esteja completamente desobstruída, livre de qualquer obstáculo, nomeadamente resquícios de argamassa… claro que isto tudo tem que estar detalhado no projecto e no caderno de encargos.
Estes são, quanto a mim, os principais factores que me levam torcer o nariz a esta solução, porque em grande número de obras estes cuidados não são atendidos.

Existem alvenarias cujo emprego eu recomendaria em edifícios baixos e que proporcionam paredes simples que dispensam qualquer isolamento complementar para cumprir (exceder, mesmo) os requisitos do RCCTE. Acresce, também, que o sistema construtivo inerente as estes materiais evita, de per se, as pontes térmicas.
No entanto os projectistas ligados à construção não tem à vontade para se aventurar por estes materiais alternativos por um largo conjunto de motivos, nomeadamente:

· pelo nacional - conservadorismo e natural recusa em admitir como bom o que foge às suas rotinas;
· porque não tendo sido estes materiais referidos aquando da sua formação académica, os menorizam;
· porque entendem não valer a pena perder tempo a estudar materiais cuja utilização ainda não é corrente em Portugal;
· porque só agora se estão a adoptar regulamentações que enquadram estes materiais, particularmente ao nível estrutural
(eurocódigo EC6);
· Porque os engenheiros só amam o betão armado, amam o betão armado, amam o betão armado, amam o betão armado (eu também)…apesar de haver alguns degenerados que conseguem encontrar no aço (poucos), na madeira (raríssimos) e no alumínio (ainda não conheci nenhum) bons companheiros de projecto;
· porque não existem muitos empreiteiros e assentadores com know-how suficiente para munipular estes materiais com a segurança que lhes deve ser exigida e que por isso não cuidam que estão a laborar com um material diferente do vulgar tijolo cerâmico, conduzido tal preceito a desastrosos resultados em obra.

Estão neste conjunto de materiais o mal-afamado (e meu preferido) YTONG (vitima da crassa ignorância de quem só conhece o tijolo
cerâmico), alguns blocos da LECA - MAXIT (empresa com uma panóplia de materiais a seguir com muito interesse, fabricados em Portugal) e os blocos de Termoargila. Qualquer um destes materiais pode, adicionalmente, ser utilizado como alvenaria resistente (a Termoargila só se for espanhola, pois a fabricada em Portugal ainda não tem essas características), podendo tal opção poupar até cerca de 30% do custo de construção, segundo um estudo da FEUP …. no entanto, cuidado, pois para enveredar por esta via é necessário ter profissionais que conheçam bem estes materiais, quer na fase de projecto, quer na fase de execução de obra, quer na fiscalização da mesma.


3.- Quando afirma que a casa é só para ocupar no final do dia e com isso justificar a solução em causa, reportando-se, também, às temperaturas máximas e mínimas do local, continua a laborar em erro. Não irei agora explicar em pormenor o porquê, porque não o conseguiria fazer de forma sintética, mas tenha presente que não obstante ser bem verdade que o isolamento pelo interior permite o aquecimento dos compartimentos num curto espaço de tempo, isto é, muito mais rapidamente do que se houvesse superfícies armazenadoras de calor, como as proporcionadas pelas paredes de alvenaria e pelas lajes de betão, também é verdade que a temperatura ambiente arrefece mais rapidamente uma vez cortada a fonte de calor.
Ora, conforme a mD saberá, quanto mais quente é o ar, maior é a sua capacidade de absorver o vapor de água. Sendo assim, ao aquecer-se a temperatura ambiente num espaço isolado pelo interior, vamos provocar ao aumento do teor de humidade do ar. Uma vez retirada a fonte de calor desse espaço, a rápida redução de temperatura vai provocar que se atinja, em algumas superfícies o ponto de orvalho, nelas levando à condensação do vapor de água, podendo isso, muitas vezes, ser a origem da formação de bolores em paredes.
No caso das paredes tradicionais e na ausência de pontes térmicas, a porosidade das mesmas funciona como regulador de vapor, libertando-o ou acumulando-o, de modo a re-estabelecer-se automaticamente o equilíbrio termo-higrométrico compatível com as boas condições de habitabilidade do espaço.

4.- Outra situação negativa a que se arrisca com essa opção construtiva é que, como não existem superfícies colectoras que armazenem e libertem o calor produzido, terá ciclos de aquecimento e arrefecimento muito frequentes, sob pena de se produzir o sobreaquecimento dos compartimentos. O organismo ficará, assim, sujeito a desagradáveis variações de temperatura.
Ora quando a fonte de calor é o Sol, não tem hipótese de controlar a temperatura ambiente do espaço, salvo se prescindir do efeito energético e lumínico daquele ou se para isso se tiver que recorrer à ventilação mecânica, o que se pretende evitar.
Não duvide que nestas condições uma janela aberta a SUL num compartimento todo isolado interiormente torná-lo-á absolutamente insuportável de aguentar.

Por outro lado as condições de conforto não dependem só da temperatura do ar ambiente. Como exemplo, posso-lhe dizer que uma temperatura do ar de 16º, num compartimento em que a temperatura das paredes é de 22º proporciona-nos uma situação de conforto; paradoxalmente o mesmo compartimento com uma temperatura mais elevada do ar, da ordem dos 20 º, tornar-se-á bastante desagradável a caso a temperatura superficial das paredes seja de 16º.


5.- Para finalizar, e remetendo o problema para a questão da durabilidade dos materiais, tenha presente que um invólucro exterior não isolado estará sempre sujeito às variações de temperatura exterior. Essa variação poderá, em alguns casos, induzir nas paredes amplitudes térmicas diárias da ordem dos 16º.
Esse facto origina fenómenos físicos importantes, nomeadamente contracções e dilatações dos materiais com o progressivo desgarramento dos materiais relativamente às bases de aderência e o desenvolvimento de fissuras decorrentes de tracções e contracções induzidas pelo distinto comportamento dos diferentes materiais. Estas fissuras alastrarão paulatinamente, com a ajuda de ciclos de gelo/degelo, desenvolvendo-se, portanto, um conjunto de fenómenos mecânicos que levam à progressiva deterioração do material.
Mais uma vez o isolamento pelo exterior leva larga vantagem sobre as demais soluções, limitando a amplitude térmica diária das paredes a cerca de 4º , o que leva a minimizar o impacto das amplitudes térmicas na degradação do material.

Lamento ter sido um pouco extenso nesta abordagem mas procurei enquadrar os principais problemas da solução técnica para a qual se inclina. Recomendo-lhe, se assim me é permitido fazê-lo, que siga as indicações do seu arquitecto. O que é importante é que as soluções de projecto sejam coerentes e só ele é que tem os dados todos para pesar com segurança as várias alternativas possíveis.

Não fará, por isso, muito sentido procurar neste fórum alternativas às opções do seu projectista, solicitando, em abstracto, a opinião de outros profissionais. Digo isto, não no sentido de desincentivar a participação de não profissionais neste FÓRUM, bem pelo contrário, porque essa será uma das razões primeiras para este forum existir, mas que leve em linha de conta que as informações aqui produzidas poderão não abranger todos os factores em jogo e por isso deverão serem encaradas com muitas reservas.

Boa sorte.

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Agradeço-lhe a celeridade e lucidez da sua resposta. Como já deve ter reparado noutros posts meus, andei algum tempo à deriva, aconselhando-me com este ou aquele até encontrar o arquitecto que considerava adequado para o meu caso e que me desse repostas satisfatórias. Nem imagina as coisas que ouvi desde "qual caleira na cx de ar? Não há água na cx de ar! ", " materiais é com o Sr Engº" ; " quem acompanha a obra é o Engº" ...
Acredito que muitos devem ter perdido a paciência comigo, mas se não me tivesse informado adequadamente acredite que enveredaria por caminhos pouco claros e arriscados aconselhada por profissionais que infelizmente não dão o exemplo da verdadeira vertente da arquitectura, tornando-a só e apenas no desenho de uma casa... Cheguei a questionar-me sobre qual seria a diferença entre um arquitecto e um desenhador...
Após vários contactos encontrei finalmente um verdadeiro Arquitecto! Alguém que não delega para os outros profissionais o conhecimento e escolha dos materiais, soluções construtivas, que equaciona soluções de climatização com o minimo dispendio de energia, sistemas de ventilação... Que elabora um projecto de execução extremamente minucioso e ainda assim conciso, que nos dá um caderno de encargos devidamente preenchido, enfim coisas que para vós são já sobejamente conhecidas mas que as reconheci nele à medida que falava e explicava por já ter aqui lido e tb noutros fórums.
Posso estar a ser ingénua mas a sensação de segurança que o Arquitecto nos oferece é imcomparável à inquietude de alma e mente em que nos encontrávamos ao dialogar com outros seus pares... Admiro muito o Arquitecto em questão e seria arrogância e presunção da minha parte pensar que lendo umas coisitas aqui e ali me poderia alguma vez equiparar-me a ele. Apenas penso que ao informar-me posso discutir com ele as soluções que propõe sem nunca querer ser mais conhecedora que ele e tenho a certeza que escolherá sempre o melhor para o nosso projecto.
Sei que vai ser mais dispendioso que qualquer um dos outros arquitectos mas há coisas que não têm preço e como diz um amigo: o segredo de uma boa construção é um bom projecto feito ao mínimo detalhe por um bom arquitecto! E não precisa ser o Álvaro Siza Vieira. Há pessoas muito discretas e extremamente competentes por esse Portugal fora!
Este Fórum contribui para que com algumas ajudas consigamos fazer as opções que mais se nos adequam.
Bem hajam

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Eu como já fui "TROLHA" de placas de gesso cartonado quero informar aqueles que não sabem que existem placas (hidrofugadas) -contra a humidade - ,( ppf) - contra elevadas temperaturas - e normais ou bejes que são as mais usadas em tectos e divisórias de grandes superficies como muitos de vocês já viram , ou não???
Há uns tempos atrás fiz um pequeno texto para um miúdo que queria saber acerca de tectos falsos:

Tectos Falsos e Divisórias


Área de Construção Civil, que aplica alguns dos revestimentos de uma obra na fase de acabamentos. Utiliza materiais como: placas em gesso cartonado, placas quadriculadas em gesso, vários tipos de placas metálicas (chapa lacada), placas de madeira e derivados (prodema e trespa) e isolamentos térmicos e acústicos.

Modo de preparação:

1º- Verificar se as superfícies (paredes, tectos e pilares) a revestir, com o tipo de material indicado, estão em devidas condições para começar.
2º- Tirar os níveis/prumos desejados e fazer as marcações lineares das divisórias.
3º- Existe há alguns anos, uma ferramenta nesta área da Construção Civil, que se chama; nível/prumo a laser, cuja função é através de um fio de luz-laser, poder marcar em vários pontos da superfície os níveis e prumos desejados.
4º-Pôr todos os materiais necessários para a montagem perto da(s) peça(s) a iniciar o revestimento.

Modo de aplicação:

5º- Estruturar a superfície a revestir com cantoneiras metálicas, perfis metálicos, barão roscado (no caso de tecto), aplicando-os no betão através de furos com buchas metálicas ou outro material aderente, em alguns casos, parafusos e pregos de aço.
6º- Verificar e corrigir o nivelamento desejado da estrutura metálica aplicada.
7º- Aplicar (por encaixe, aparafusamento ou colagem) as placas mediante os parâmetros e medidas desejados no projecto traçado.
8º- A aplicação de placas de gesso cartonado é feita através de aparafusamento ou colagem sob o betão ou tijolo/bloco com cola própria para o efeito. As placas quadriculadas de gesso são suspensas sob os perfis (normalmente lacados). As placas metálicas ou laminadas são encaixadas em encaixes próprios (pré feitos) nos perfis metálicos. As placas de madeira e derivados são aparafusadas ou coladas nos perfis já aplicados.

Acabamento:

9º- Os acabamentos sob placas de gesso cartonado, são feitos através da colagem de bandas (fitas) de papel próprio, sob as juntas de união das placas e nos cantos (ângulos) assim como nas arestas, com uma massa preparada que se chama handuído. Depois da banda colada aplica-se uma 1ª mão de handuído com uma liçosa e espátula para deixar a banda coberta com uma fina camada e deixa-se secar durante algumas horas.
10º- Sob as massas já secas, aplica-se uma 2ª mão de handuido mas alargando mais uns centímetros de modo que fique um nivelamento perfeito entre as placas. A massa deve ficar com um aspecto liso ou sedoso. Se necessário barrar toda a superfície em placas com uma camada fina para obter um resultado mais perfeito.
11º- Os outros tipos de placas não necessitam deste tipo de acabamentos porque encaixam perfeitamente na estrutura metálica.
Até poderia estar aqui a falar mais um pouco e melhor sobre o assunto mas penso que frequentam este forum com capacidades deidentificar o gesso cartonado melhor que eu... É o futuro na construção!!!

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Bom dia. Espero não estar a abusar em utilizar este tópico para pedir uma opinião. Queria fazer uma pequena sala na minha cave e conseguir alguma isolamento acustico de forma a estar lá um pouco mais à vontade à noite. Assim, necessitava de revestir 3 paredes, tecto (estava a pensar usar lã de vidro e placas de gesso cartonado) e fazer uma divisória com porta. A primeira dúvida consite na colocação: devo colocar os suportes em aluminio (estrutura e divisorias/suportes para a lã) ou colar directamente (não sei porquêm este ultimo não me parece segurom se bem que ia poupar em estruturas de aluminio). A segunda é à cerca do local onde fazer a nova divisória. O sitio onde a queria fazer tem um pilar no tecto e outro vertical. Presumo que se o fizer a meio dos pilares ou depois terei grandes dificuldades no isolamento acustico que falei anteriormente, pelo que deverá ser mais fácil (mas esteticamente menos conseguido) fazer a parede com as 2 placas de pladur e lã de rocha no meio encostado ao pilar, por exemplo. Correcto? Terceira: por onde começar. O mais lógico parece-me ser o tecto. Mas depois destas placas lá colocadas, como ponho a estrutura superior para as paredes? E devo por as paredes sobre o chão ou o chão encostado às paredes (com a membrana protectora, obviamente)? Obrigado desde já pela ajuda.

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Boa tarde, Estou a construir uma moradia no Alto Minho, as paredes interiores foram construidas com duas camadas de tijolo divididas por uma material isolante que eu não sei o nome mas era semelhante a esferovite azul. As paredes não me parecem ter grande isolamento termo-acustico e por isso como neste momento ainda falta fazer o revestimento das mesma, gostaria de saber como posso reforçar o isolamento das mesma, mas sem "ocupar muito espaço" Em relação ao revestimento o empreiteiro aconselho-me a faze-lo em estuque pois além de os custos serem menores, fica com um melhor aspecto e evita que no futuro surjam as inesteticas fissuras nas paredes, gostaria de confirmar a veracidade desta informação e que outras soluções tenho além do estuque. Em relação a isolamento termo-acustico qual a eficiencia do estuque em relação a outros materias de revestimento( excepto pladur que está completamente fora de questão devido aos altos custos)?

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Caro Cerqueira, essas dúvidas.. se lhe estão a fazer a casa conforme está nos projectos... não se preocupe com as questões termico-acusticas. Concerteza estarão asseguradas. O estuque parece-me bem... pelo interior, claro está. Outra solução com acabamento idêntico, mas com resistência mecânica superior será o reboco projectado de ligantes hidraulicos, que será depois barradado com massa fina à base de gesso. Especialmente no exterior, a maneira de evitar fissuração dos rebocos, será a utilização de argamassas próprias pré-doseadas, complementadas com armaduras em Fibtra de vidro anti-alcalinas, em transições de materias (betão-cerâmica), cunhais e em pontos especificos das janelas e portas.

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