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3CPO

[Projecto] Praça de Entrecampos . Lisboa _ Promontório

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Promontório
Praça de Entrecampos . Lisboa . 2004
Em construção, conclusão prevista para 2009.


Uma das maiores urbanizações de Lisboa, a Praça de Entrecampos, está localizada entre a Cidade Universitária e o centro da cidade. O projecto abrange 650 fogos, 600 residências de estudantes, um grande bloco de escritórios e uma torre de escritórios para a agência de modernização urbana da cidade, 5000 lugares de estacionamento subterrâneos, uma praça pública e um centro de artes plásticas.


Ficha Técnica:
Arquitectos:
PROMONTÓRIO ARQUITECTOS
João Perloiro
João Luís Ferreira
Paulo Perloiro
Paulo Martins Barata
Pedro Appleton
Colaboradores: P. Torres, S. Reis, R. Henriques
Consultores:
Cenor (Estruturas, Instalações Hidráulicas)
Eppe (Instalações Eléctricas, Telecomunicações, Segurança)
José Galvão Teles (AVAC)
Proap (Paisagismo)
Localização: Av. das Forças Armadas, Lisboa, Portugal
Promotor: EPUL
Construtor: Alves Ribeiro, SA (Lote 2)
Projecto e Obra: 2004-2006 (conclusão prevista para 2009)
Programa:
Habitação, 654 fogos, 67.000 m2
Comércio, 12.000 m2
Escritórios, 24.000 m2
Equipamento Cultural, 9.000 m2
Estacionamento, 130.000 m2
Área Bruta de Construção:
112.000 m2
130.000 m2 abaixo do solo
Custo Total de Construção: 156.000.000 €
Custo de Construção por m2: 650 €
Fotografia: Sérgio Guerra e Fernando Guerra; Rui Morais de Sousa


Agredecemos a colaboração do Promontório Arquitectos.

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Considero esta proposta de grande importância tanto a nível urbano como objecto arquitectónico. Em termos de habitação colectiva, Portugal ainda vive na penumbra do seu passado, tendo dificuldade em se actualizar com o que se faz lá fora, ao longo da Europa desenvolvida. Este projecto agrada-me pela forma como trata a habitação colectiva como motivo de desenvolvimento de espaços públicos, agregando a si toda uma série de elementos de comércio, equipamentos, etc. É uma grande mais valia para esta zona da cidade, procurando criar uma vivência mais intensa dos espaços exteriores públicos, complementando-os com a componente habitacional. Enquanto objecto de arquitectura, a obra em si agrada-me pelo seu carácter rigoroso e urbano. A imagem das fachadas tem tudo a ver com Lisboa e tem tudo a ver com esta ideia de vivência contemporânea dos espaços públicos entre edificados habitacionais.

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a arquitectura inventou em tempos uma coisa chamada betão armado.
com o betão armado os arquitectos puderam usufruir de um bem essencial e um tal de material de arquitectura que se chamava luz.
desde então os arquitectos fizeram construções com grandes janelas, não porque é bonito, mas porque de dentro quer-se ver para fora, quer-se ver muito, quer que entre muitas luz para iluminar os espaços

os sócios da promontório s.a construções em massa e todas iguais ainda não descobriram as potencialidades do betão armado...

jovem, tu que trabalhas para os promontório leva na mochila assim como quem não quer a coisa um livro do mies, um livro sobre o betão armado, um inventário de arquitectura modernista e uma fotocópia de um ensaio sobre a luz de um filósofo qualquer,
quando chegares ao trabalho, de manha bem cedo, por "engano" deixas.te cair aquilo tudo no chão....e pode ser que....

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No Público

Câmara de Lisboa abdica de casas novas e centro de arte para fazer escritórios

02.11.2008

Repovamento da capital continua a ser uma prioridade, assegura vereador do Urbanismo. "Também é muito importante ter mais emprego na cidade", acrescenta

O vídeo promocional arranca cheio de ritmo: "A Praça de Entrecampos destina-se aos jovens mais exigentes." Apesar de obsoleta, a animação virtual ainda se encontra online no site da Empresa Municipal de Urbanização de Lisboa (www.epul.pt), mostrando esplanadas no meio dos prédios de habitação, numa grande praça vedada à circulação automóvel e enriquecida por um centro de arte contemporânea - tudo no local do antigo mercado do Rego.

Com seis centenas de apartamentos para jovens vendidos - embora ainda por entregar e sem escrituras feitas -, a principal entidade responsável pelo empreendimento, a Câmara de Lisboa, mudou de ideias e quer afinal erguer na Av. das Forças Armadas - onde há quatro anos prometeu promover uma espécie de campus universitário - um complexo em que predomina o sector terciário.

Na sua nova versão, o empreendimento que está a nascer perde o centro de arte e parte da habitação a custos controlados publicitada pela autarquia. Em contrapartida, ganha mais betão - a densidade de construção é superior à do projecto inicial - e passa a ter cinco edifícios destinados a escritórios e comércio (no rés-de-chão), em vez dos dois de que fala o vídeo promocional. Os vários lotes serão vendidos em hasta pública, cabendo aos seus compradores construir os prédios.

A actual gestão camarária parece ter-se esquecido de anunciar as suas intenções de transformar o projecto dos seus antecessores, considerado marcante para a cidade. É verdade que o assunto foi sujeito a um período de discussão pública de um mês, mas, como de costume nestes casos, a divulgação foi mínima e foram poucos os munícipes que disso tiraram proveito. Nem sequer os principais interessados na alteração do loteamento, as seis centenas de jovens que ali estão a comprar casa, foram informados. Pouco satisfeitos com os atrasos na entrega dos fogos - as primeiras 300 casas deviam ter começado a ser entregues em Fevereiro passado, mas na melhor das hipóteses isso só acontecerá cerca de um ano depois -, há futuros habitantes que não vêem com bons olhos as intenções camarárias. "Se não publicitaram nada é porque estão a encobrir alguma coisa", deduz um deles, um consultor de sistemas de informação.

http-~~-//img225.imageshack.us/img225/3229/epulentrecamposfw5.jpg

Grandes frentes de betão

O vereador do Urbanismo da Câmara de Lisboa, o arquitecto Manuel Salgado, dá a cara pela transformação e nega estar a agir à socapa: "A seguir à consulta pública, a alteração do loteamento será submetida a aprovação na reunião de câmara." Questionada sobre o caso, a vereadora encarregue de liderar a estratégia de repovoamento da cidade, Helena Roseta, escusa-se a prestar qualquer declaração, por desconhecer também ela o assunto. Manuel Salgado garante não estar a desistir do repovoamento de Lisboa. Para repovoar "também é muito importante ter mais emprego na cidade", diz o autarca.

"Vamos aproveitar esta localização privilegiada para atrair empresas que pretendam voltar a fixar-se na cidade." E o equipamento cultural que estava previsto? "A câmara não tem capacidade financeira para o realizar", reconhece.

Se a autarquia aprovar as alterações, a área de construção da Praça de Entrecampos aumentará dez por cento em relação ao inicialmente previsto, aproximando-se do máximo permitido por lei para o local. "A proposta traduz-se numa alteração substancial da operação de loteamento inicial, pondo em causa alguns dos princípios que enquadraram a sua aprovação", escreveram os técnicos camarários que a apreciaram.

Enquanto o projecto inicial contemplava vários edifícios isolados, o novo prevê que alguns deles tenham ligações entre si, dando origem a grandes frentes de construção. Ainda assim, nem tudo são desvantagens: na sua nova versão a praça vedada ao trânsito aumenta de tamanho e será, segundo Manuel Salgado, muito mais arborizada do que alguma vez se pensou.

O PÚBLICO tentou ouvir também a EPUL, a empresa municipal encarregue de proceder e esta alteração, mas ao longo dos últimos três meses esta entidade recusou-se a prestar esclarecimentos. Já a associação de defesa do consumidor Deco põe a hipótese de os "jovens exigentes" de que fala o vídeo promocional terem sido alvo de publicidade enganosa. É certo que as 600 casas EPUL Jovem que estão a comprar não vão ser alvo de qualquer transformação. Mas que o ambiente à sua volta não vai ser o de um campus universitário, isso é uma certeza.

in http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=236667

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Gostava de obter mais informações especificas do projecto...A minha tese foca a regeneração urbana e a habitação social em lisboa e este é um excelente exemplo...Não existem comentários escritos ou uma memória descritiva do projecto? As imagens são boas e dá para perceber minimamente o que acontece mas não há nada mais especifico? Tentei contactar o atelier e ninguém se digna a responder por isso tento por aqui... Obrigado.

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A apreciação do projecto foi positiva, a maneira como os arquitectos abordaram a ideia do edifício virado para si mesmo pode resultar tal como a vivencia das habitações para o “pátio” poderá ser agradável e quebrar a tal individualidade de que se fala tanto desde a quebra dos ideais da modernidade. O espaço público para mim no projecto é o funciona melhor porque proporciona um espaço qualitativo ao local e não fica uma zona deserta dando um local de lazer aos moradores e a utilizadores de passagem, gosto também da rigidez das fachadas em relação as linhas orgânicas da vegetação, se bem que poderá no entanto se tornar uma paisagem monótona, em relação as fachadas, devido a não existir qualquer dicotomia entre os blocos do conjunto de edificações. Outra das coisas que penso que funcionaram bastante bem foi a escolha de materialidades, dado que um arquitecto tende a ter sempre uma atenção especial ao material porque podem ou não fortalecer o edifício e torna-lo um objecto significativo para o local que se insere.

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