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Arquitectura.pt


Peter

Viana do Castelo | Hotel Axis | Jorge Albuquerque

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Tomara todos nós termos donos de obra como este para no minimo podermos fazer aberrações destas! Acho que a maioria dos arquitectos seria mais feliz :)

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O Grande problema é que criticar é sempre muito fácil...é aliás básico, qualquer um consegue tecer uma crítica destrutiva em 3 tempos! Não ser básico é que se torna dificil. Não faço a apologia desta obra pois nao a conheço e nao é por fotografias que se faz uma avaliação digna. Alvo de preocupação são sem dúvida os "monos" que continuam a ser levantados desmesuradamente onde para além de não haver uma preocupação com a envolvente, não há um respeito por quem os habita. Gavetas temos já a das meias e prateleiras as dos livros. Esta lenga lenga toda para dizer que ao chamarem aberração ao projecto em questão...bem, cada um sabe de si. Aberrações sei eu quais são... Os planos de realojamento de pessoas em bairros socias sem olhar a meios. Chamar aberração, acho que foi um termo infeliz. Cumprimentos, Pedro Silva

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assustado fico eu com alguns comentários que são aqui feitos! ou é minha impressão, ou vêm aí uma má geração de arquitectos, que pouca ou nenhuma linguagem de arquitectos possuem... desculpem o desabafo... cump.

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assustado fico eu com alguns comentários que são aqui feitos! ou é minha impressão, ou vêm aí uma má geração de arquitectos, que pouca ou nenhuma linguagem de arquitectos possuem...

desculpem o desabafo... cump.

Olá Peter!
O que queres dizer com esse desabafo?

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Se fosse em Lisboa nao seria uma aberracao...


Concordo. Mas não está ali mal ao ponto de ser comparado por exemplo com Coutinho.

Na minha opinião há ali uma boa ideia a nivel estético, mas que por qualquer razão foi seguida até ao exagero.

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Olá Peter!
O que queres dizer com esse desabafo?



olá João!
A vontade de ter este desabafo surge logo após ter lançado o debate sobre este edifício.
A meu ver, nunca se pode ter logo uma reacção imediata, seja positiva ou negativa, com o grau de discórdia com que alguns users tiveram. O descrédito e o mal dizer é sempre o comentário mais fácil que se pode ter, é barato!
ao longo do curso somos confrontados com enumeros projectos e obras do qual não somos obrigados a gostar, mas no entanto somos obrigados a interpreta-la e a construir uma critica concisa e objectiva, nunca chamamos ABERRAÇÃO seja a que obra for, pelo menos eu não aprendi isso nem nunca ouvi um professor a dizer tal barbaridade.
O que me parece é que esta geração de alguns arquitectos que vai proliferar num futuro próximo pouca formação tem de critica de arquitectura, A TEORIA DA ARQUITECTURA É PARA MUITOS O QUEBRA CABEÇA!!! PORQUE SERÁ....
Enfim... é um desabafo

cump.

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Peter, essas provocações são pura ignorância tanto da pessoa a quem as diriges quanto ao tema da conversa. Aquilo a que eu apelidei de "aberração" e insisto no termo é a forma aberrante como a obra se implanta naquele troço de cidade. Dizer que se trata de uma aberração surge precisamente no contexto urbano da entrada em Viana a partir do IC1. É de tal forma descaracterizada, descontextualizada e desorganizada que não há o mínimo de regra tanto a nível dos traçados urbanos na sua relação com a topografia, nem sequer a nível de legibilidade de um pedaço de cidade. Tudo aquilo é uma aberração. Então o que função poderia este edifício ter perante tais factos? Continuar esta descaracterização a nível do edificado, continuando a promover uma enorme circulação automóvel em detrimento de circulações pedonais, destacando-se como mais um bloco isolado igual a tantos outros? Ou deveria pelo contrário tentar encontrar uma ordem, suportar-se de uma leitura do local, uma leitura topográfica e tornar-se um edifício verdadeiramente público, permitindo uma interacção interior/exterior mais intensa, ao contrário de todos os edifícios adjacentes, abrindo portas para o futuro parque da cidade? Sem dúvida que para mim a visão mais correcta seria a segunda, visão essa que tenho dificuldade em vislumbrar nesta proposta já que simplesmente ela se fecha em si própria, nas relações com a rua e a envolvente e, em contraste, solta-se do terreno querendo marcar uma presença. Mas marcar o que? Mais um bloco de pé? Mais um bloco igual a tantos outros?! Ah não afinal aqui há conceitos extremamente modernos que foram aplicados de estruturas modulares que permitem criar um sistema de quartos de hotel bastante inovador. Tudo bem e então? Tanta fruta e tão pouco sumo! Já agora sugeria a publicação de desenhos técnicos porque isto de falar de obras através de imagens é totalmente irrisório. e se queres ter desabafos em relação a teoria da arquitectura surgiro mesmo que os faças mas fundamentados em noções teóricas e em obras de referência, não em pequenos projectos que se querem fazer de grandes.

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asimplemind, em primeiro não entendo o que queres dizer com a tua primeira frase, mas não interessa para o assunto.

em segundo não quero entra em discussões porque todos temos o direito à opinião embora tenha-mos a plena consciência de como a fazer.
não vou sequer continuar a discutir o projecto em si, uma vez que também não possuo desenhos do projecto nem tenho nada que o estar a defender... em relação a discutir sobre teorias e mais teorias, recordo-te que em dada altura desta conversa, fui buscar o exemplo da casa da musica, recordo-te ainda que te insurgiste em defesa da mesma, uma vez que é um objecto arquitectonico. deves muito bem saber de toda a problematica que surgio em torno do eifício do arq. Ginestal Machado, a casa da musica veio ditar uma nova imagem em toda a zona envolvente, e daqui a alguns anos isso irá ser ainda mais visível. No fundo a casa da musica veio trazer uma nova referência, referência essa que neste momento é singular, mas que mais tarde será plural. Agora digo, porque é que este edifício não pode ser a referência para a nova imagem da área, ou é por te sido feito por quem foi, (somos pequenos demais), que não tem esse direito... temos que encarar a arquitectura como um bem presente e orientador futuro...

cump.

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Agora digo, porque é que este edifício não pode ser a referência para a nova imagem da área, ou é por te sido feito por quem foi, (somos pequenos demais), que não tem esse direito... temos que encarar a arquitectura como um bem presente e orientador futuro....


Aí é que está a questão! Este edifício PODERIA tornar-se a referência, em vez disso torna-se banal pela sua extravagância numa zona cheia de protagonistas.

E por isso mesmo é que a casa da música, o museu de serralves, a fundação gulbenkian, o edifício franginhas, ou tantos outros exemplos destes são completamente distintos desta obra em questão. Não estou a pôr em causa os teus comentários, estou a pôr em causa certas noções que poderão estar mal abordadas.

Esta zona de Viana virá, daqui a uns anos ser grandemente valorizada pela conclusão do parque da cidade, que permitirá um maior desenvolvimento da área tanto a nível urbanístico como paisagístico. Que função terá este edifício no futuro? Ninguém sabe ao certo, mas não considero que o edifício terá uma função de marcar um lugar, ou de criar a referência. em vez disso torna-se igual a todos os outros mas com uma linguagem diferente (mas moderna, como os promotores gostam de dizer). E para mim esse é o ponto fulcral do falhanço deste edifício em termos urbanos. Não faço ideia como é a sua organização interior, mas na sua relação com a urbanidade este edifício "é mais um". Não estou a criticar directamente a questão da altura, é muito subjectivo até porque é uma zona que irá evoluir bastante, mas neste caso se quiséssemos criar a tal referência, se calhar teríamos de fazer ao contrário.

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lembrei-me agora, e se se promove-se uma reunião de obra com o arquitecto, seria interessante ouvir o que ele tem para dizer... fica no ar a sugestão...


Teria todo o interesse em saber os seus fundamentos

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Teria todo o interesse em saber os seus fundamentos


vou mandar um mail para o arquitecto... vamos lá ver qual a receptividade dele... tendo uma resposta coloco aqui a anunciar!
penso que será de todo interessante uma abordagem no local!

cump.

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Lembro-me duma aula de Teoria de Arquitectura com o Professor Pedro Vieira de Almeida(:nervos:) em que ele nos contou uma história de um concurso público para elaborar um projecto de um elevador numa colina de Lisboa (não me lembro qual...), em que o Aqrto Adalberto Dias (se não estou em erro) perdeu. Segundo o Professor a razão principal de ele ter perdido foi a forma como o objecto da intervenção se relacionava com a cidade. Pelo que me lembro.... o que ele achava era que a intervenção tinha uma componente muito forte a nível volumétrico quando a cidade de Lisboa para ele era uma cidade de espaços (praça do comércio, rossio, praça da figueira, restauradores etc..), e aí faz uma comparação com o Porto (clérigos, sé, silo-auto, casa da música...etc) em que considera que esta última é uma cidade de objectos. Bem, fez-nos esta ponte entre as duas cidades e, passados alguns anos continuo a não discordar. Considero que nesta discussão (e sem querer estar aqui a fazer o papel dos moderadores) era importante saber a vossa opinião se Viana é uma cidade de espaços ou de objectos. Pergunto isto pq conheço muito mal a cidade e não consigo ter uma distância suficiente para o fazer, mas pelo que vi pelas fotos parece-me que este edifício vai ser mais um objecto que alí cresceu.... bem ou mal!

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O tema da contextualização urbana é realmente muito interessante mas quanto a mim não possui uma resposta directa, ou seja, não se pode partir logo do princípio de que terá que existir uma homogeneidade de cérceas para existir integração. Existem inúmeros exemplos de edifícios que integram a malha urbana da cidade qualificando-a exactamente pelo seu caracter excepcional. Agora, talvez tenhamos que pensar a cidade como uma versão á escala do projecto do edifício, obviamente com as suas características particulares, e dar-lhe uma composição como se fazia muito bem no barroco. Terá equilíbrio um bairro com apenas um edifício excepcionalmente alto? ou dois que dialogam? ou todos eles com cérceas diferentes? necessitarão edifícios do mesmo bairro possuir linguagens semelhantes? num casco histórico não se poderá inserir edifícios de linguagem contemporânea? existirá essa identificação utilizando-se apenas os mesmos materiais? Depois de definidas estas questões tão subjectivas, qual será a forma de legalmente as controlar na aprovação dos projectos? A propósito, em Espanha estes têm que ser aprovados pela própria ordem dos Arquitectos antes de serem submetidos à apreciação camarária...

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Relacionar é o acto humano de projectar entre duas ou mais coisas um critério que os permita comparar. Isso pode ser feito através da semelhança, ou através da discrepância. A sapiência está em saber quando usar qual.....

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Pois bem... conforme tinha sugerido num post anterior, mandei um mail ao autor do projecto que de e mediato mostrou total disponibilidade para fazer uma reunião de obra. agora gostava de saber qual o interesse que tem em participar, não quero estar a marcar datas sem saber se existe um numero de interessados que justifique. fico a espera....

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Se fôr possível agendar para um sábado, irei com todo o prazer... a menos que calhe em época de férias fora de casa, mas pode concerteza ser uma coisa a programar... :)

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ora viva amigos, mandei agora mesmo um mail ao arquitecto. apontei a data de 14 de Julho (sábado de manha), para fazer a visita à obra. Agora fico a espera de confirmação por parte do arquitecto. logo que obtenha resposta anuncio aqui! asimplemind, desculpa apontar esta data, mas em meados de Agosto poderá ser mais difícil, porque já existe pessoal de férias e seria complicado arranjar pessoal em numero que justifique fazer a vista! espero contudo que possas estar presente! um abraç:) Peter

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