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Arquitectura.pt


vitor nina

Victor Nina

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Olá a todos,


Sou engenheiro técnico-civil, tenho 46 anos e não obstante a profissão e a idade, nem por isso me sinto um outsider deste fórum, ainda que ele muitas vezes “transpire” uma cultura e uma visão da arquitectura e do arquitecto bastante diferentes daquelas que advogo.

Gostaria no entanto de aproveitar esta oportunidade para pedir a todos os participantes, enquanto agentes de cultura que são ou serão, que não maltratassem a língua portuguesa. Não há coerência quando se vitupera veementemente contra as arquitecturas pimbas e se denunciam as violências que diariamente se fazem ao património edificado e ao ambiente urbano (pecados esses que a avaliar por uma grande massa de opiniões expressas no forum se devem, ingenuamente, aos construtores civis, aos engenheiros, aos desenhadores e similares) e depois fala-se e escreve-se de forma assustadoramente mal, algumas vezes raiando a boçalidade, não realizando que dessa forma se está a cometer um crime lesa cultura da mesma gravidade que os anteriores.

Por último devo dizer que me parece grotesco a forma como alguns dos profissionais que se afirmaram com peso na arquitectura portuguesa são tratados neste fórum. A juventude e a imaturidade não justificam de modo algum a estupidez nem o insulto.
A avaliar pela amostra não deverá haver uma classe tão autofágica como a classe dos arquitectos.
Pode-se, legitimamente, não gostar do Manuel Aires Mateus ou do Tomás Taveira, para só referir dois dos exemplos mais marcantes que ilustram as afirmações anteriores. No entanto, por uma questão de honestidade intelectual, há que reconhecer que são profissionais que abrem/ tentam abrir, caminhos de maior ou menor relevância no panorama arquitectónico português, experimentam novas soluções, umas conseguidas outras menos bem conseguidas, e como tal são agentes que apesar de tudo tentam valorizar a nossa maneira de viver, ousando imprimir um cunho pessoal à obra que desenvolvem.
Distinguem-se da mediania e não se limitam a reproduzir modelos gastos e repetidos até à exaustão, ainda que de fácil aceitação por parte da generalidade dos consumidores. Devem, por isso, merecer todo o nosso respeito.

Não obstante isto, espero ser bem-vindo a este fórum.

Saudações a todos.

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Bem vindo ao Arquitectura.pt Vitor Nina. Espero que participes de forma activa e que transmitas os teus conhecimentos e cultura da melhor forma. Todos sabemos que um fórum é um espaço de discussão livre mas nem por isso conseguimos nem devemos imprimir ou incutir cultura, honestidade intelectual, bom senso ou outras tantas coisas que julgamos um dado adquirido, aos membros deste espaço. É uma questão de bom-senso e existe uma equipa pronta a moderar qualquer atitude de "estupidez e insulto". Uma vez mais espero que participes de forma activa e com bons exemplos de arquitectura. Com isto, espero que foques a interacção da arquitectura / engenharia. Abraços

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bem vindo vitor! fico contente de termos alguém de fora do círculo fechado da arquitectura para fomentar discussões e críticas à nossa própria atitude naturalmente egocêntrica (em termos de profissão). Entendo as críticas que fizeste, mas como é obvio, a arquitectura não é algo pacífico e todos tentamos fazer melhor, ou pelo menos teoricamente, que o vizinho do lado. O que não quer dizer, como já expressaste, que alguns dos arquitectos mais criticados não tenham o seu valor no panorama da arquitectura, por isso mesmo é que são falados e conhecidos. É certo que por vezes nos esquecemos dos milhares de arquitectos que por aí fora só fazem o banal e o sem interesse pois torna-se mais facil citar um paradigma da arquitectura para exprimirmos as nossas críticas do que ir buscar exemplos desconhecidos ou menos interessantes. Penso que de certa maneira devemos fazer sempre um esforço para criar uma consciência crítica perante tudo o que está à nossa volta, mas uma coisa é certa, uma critica, mesmo que fundamentada, só faz sentido se acreditarmos que conseguimos fazer melhor ou pelo menos trazer algo de novo.

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Bem vindo vitor... Serás sempre bem-vindo ao fórum e as tuas inquetações têm algum fundamento. É verdade que se critica, é verdade que se acusa, mas como certamente concordarás, cada um tem direito ao seu gosto e ideal e é livre de expressá-lo. Claro que isso não invalida que seja rude, de mau gosto, acusar livremente a,b, ou c, uma classe profissional, ou outra... Em relação ao Taveira, eu pessoalmente não gosto, mas não é por isso que deixo de reconhecer a sua importância na história da arquitectura portuguesa. Em relação aos Aires Mateus, as opiniões também se podem dividir, como com o Siza, Souto Moura, Foster, ou Wright. Eu sou o primeiro a dizer que são personagens importantissimas na arquitectura portuguesa e uns a nível mundial, mas como com certeza também acontece contigo, à obras que gostas, outras que nem por isso, outras assim, assim. Temos por exemplo o Calatrava, grande arquitecto/engenheiro, que concebe estruturas sempre inovadoras e imponentes. Há uns que gostam, outras que detestam, e todos somos llivres de dizer aquilo que vai dentro de nós. Estando já à tanto tempo na profissão deves concerteza ter conhecimento de muitos casos que são de esquecer, tal a falta de qualidade, sejam concebidos por arquitectos, engenheiros, desenhadores, ou afins. O meu pai foi desenhador durante muitos anos e trabalhou com arquitectos durante uma fase da sua vida. Durante esse tempo aprendeu muito e as concepções ideológicas dele não são de todo descabidas, apesar de já estarem um pouco desatualizadas. Já o meu irmão é engenheiro civil e demonstra um total desprezo pela arquitectura... isto para dizer que a idade e/ou qualificação nada têm a ver com as concepções da arquitectura. Cedo ao dizer que algumas das minhas acusações são porventura despretigiosas para algumas classes profissionais, e prometo que daqui para a frente vou fazer por evitar que isso volte a acontecer. Contudo é difícil, sem referir nomes, distinguir os autores de algumas proezas, pelo que a expressão "alguns arquitectos/engenheiros/desenhadores/afins" será a mais indicada... Digo aqui que o que pretendi não era culpabilizar classes, mas antes alguns elementos que se servem de direitos muitas vezes indevidos para fazer o que lhes vai na "real gana"...

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