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[Projecto] Casa Augusta Miranda - Espinho _ CNLL

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CNLL
Casa Augusta Miranda _ Espinho . 1998


Marcado por uma necessária e fundamentada contenção de custos, este projecto resulta da necessidade de recuperar uma habitação, degradada pela construção do edifício de 4 pisos localizado a norte. Não havia intenção de construir um prédio com esta dimensão. No entanto, o plano que a Câmara tem em curso assim obrigou e a verba que havia para transformar uma velha casa dos finais do século XIX, deveria permitir para realizar a edificação de um volume com 4 pisos.

A solução para este local de grande visibilidade, assenta numa lógica de continuidade volumétrica. O que se pretendia era apenas uma ou duas habitações para a família e se possível fosse, alguma identidade e expressão deste tempo através de um novo desenho, apesar dos meios. O rés-do-chão é a garagem, o primeiro piso uma habitação com dois quartos talvez para os pais, o terceiro e quarto piso a habitação com três quartos em duplex, minimizando circuitos e integrando áreas que as vivências próprias da família, as suas experiências e as suas memórias, diziam ser necessário cumprir e assim se fez.

Metaforicamente trabalha-se sobre a fachada como se de um cenário se tratasse. O óculo que traz o mar, emoldurando-o, perturba o sentido da contenção ou do não excesso. Definida a geometria e a composição da fachada, foram-se subtraindo elementos, troços curvilíneos, que resultam num todo homogéneo. Só o lugar descentrado restou, como resultado de uma intersecção inexistente. A fachada oposta é o negativo e só a área central se desenha e recorta, de modo a permitir que entre a luz fundamental. É o movimento curvilíneo, quase côncavo, limitado por um pórtico maciço, que marca e define o desenho deste edifício, sendo capaz de comunicar uma forte relação entre a vida interior, as condições de produção e os vazios das superfícies, num permanente questionar sobre a actual função social da arquitectura.


Descrição Geral
Cliente: Augusta Maria Sá Meneses Miranda
Descrição: Projecto geral para edifício de habitação com r/c e 3 pisos, 2 apartamentos
Área de intervenção 488 m2
Local: Espinho, rua 8
Data Início | Fim: 1998 | 2001
Distinção: Obra seleccionada e integrada no inquérito à arquitectura do séc. XX em Portugal, pela ordem dos arquitectos.

Agredecemos a colaboração de CNLL.

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Aqui sim podemos encontrar algo..de arquitectura! Desculpem-m, estou a ser injusto. Claro q tudo o resto é arquitectura..mas como tudo na vida há sp o lado bom e o mau..tb há Arquitectura Boa e Má! Pronto, mas cm já "casquei" bastante, vamos considerar isto "boa arquitectura". boa arquitectura, ou melhor, arquitectura com algumas qualidades arquitectónicas..! Sou impossível, já tou a "cascar" outra vez..vamos ficar por aqui, estas fotografias são boas (mas dispensava-s a das traseiras)....................................................

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S s sentiu incomodado, peço desculpa...Eu n critiquei a casa Augusta Miranda, apenas me referi depreciativamente à foto do alçado traseiro, pois n entendo de onde aparece aquela varanda redonda..mas podes considerar apenas uma questão de gosto..q para mim n é! Arquitectura n á uma questão d gosto, isso é para quem n sabe pensar e entender arquitectura..uma "peça"/ estrutura (cm lhe quiser chamar) arquitectónica tem d ser vista cm uma unidade e n cm uma soma d partes..o conjunto tem d ser uniforme e coerente..mas isto tb é mto redutor..podería tar aqui a escrever horas, mas infelizmente n posso, pois estou a trabalhar, por isso fico-m por aqui c mta pena minha, pq s há coisa q tb m dá prazer na vida, além d mtas outras coisas, é discutir arquitectura e estudar a arquitectura. E n sou um fundamentalista, antes d criticar o q quer q seja tento entender todo o processo de raciocínio q estará por detrás da concepção..mas q tb mtas vezes n está! Só para q conste, eu até gosto deste projecto, ou mais, da imagem do corpo..e o q eu critiquei foi parte do processo criativo do Nuno Lacerda e a postura q ele toma/ tomou no decorrer de algumas obras!! Mas s gosta do portfolio CNLL, estude-o c mais atenção e poderemos voltar a falar!! O meu comentário pode n ter sido o mais próprio para este projecto, mas foi no sentido da obra...Esta habitação e outra q s localiza mais a nascente, na rua 14 (espero n m tar a enganar) até são os dois melhores projectos do Carlos Nuno, na minha opinião, claro!

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Como "outsider" acabado de aterrar, parece-me que o discurso critíco sobre este imóvel, transparece a necessidade que naturalmente existe para colarmos ou sobrepormos a nossa maneira de ver a arquitectura, ao estar do autor do projecto em análise. Creio que antes de tudo é necessário analizar o contexto temporal e territorial do projecto, e ter em conta que uma construção como esta tem necessáriamente duas partes; o autor de projecto, e a pessoa que fez a encomenda! Muitas vezes uma obra para se concretizar não pode ser apenas a expressão pura do traço do autor, mas o reflexo de um jogo de cedências e compromissos entre a imagem que se quer criar e a imagem que o cliente (proprietário) faz da casa que imaginou, sob pena de apenas guardarmos mais uns desenhos bonitos na gaveta. Afinal não queremos todos que os nossos projectos ultrapassem a dimensão do papel?

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Umas questões que eu gostaria que alguém me clarificasse?


O alçado da rua porque não respeitou nenhuma das cérceas dos lotes vizinhos?
O vão horizontal principal parece no conjunto do alçado fora de “escala”?

O coroamento do edifício tem 3 vezes mais a espessura das “linhas laterais” que indiciam dois planos que formam uma “caixa” abstracta? O plano recuado revestido a madeira também não ajuda, porque provoca um contraste excessivo entre os planos alinhados.
A parede curva que se vê no alçado exterior apresenta-se no interior fora do contexto, basta observar os remates das madeiras e das portadas, o que leva a pensar que a relação entre os alçados e os interiores não são coerentes. Existe sim um excesso de formalismo pouco funcional!

O alçado interior (voltado para o logradouro) parece outro projecto!

O arquitecto desenhou as guardas da escada ou foi o serralheiro que inventou, que pormenores de fixação??! E começa logo no inicio da mesma!
O fogão de sala junto a uma escada, que enquadramento é este em que estamos virados para o “calor” e vemos uma escada ao lado?

Acho mais interessante a construção adjacente do sec. XIX, ao menos segue o manual dos pedreiros com todas as proporções correctas!

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Por acaso o facto do peso bruto do "coroamento" (destesto este termo) ter 3 vezes a espessura dos planos laterais agrada-me dado que lhe confere peso tornando dando ao alcado uma imagem mais horizontal. quanto as guardas, ehehe, ai tenho de admitir que nao conferem com o restante.

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Encontrar soluções para edifícios de duas frentes, nem sempre é facil, especialmente na limitação de utilização de corpos emergentes. O "esvaziar" da empena, deixando à superfície apenas os corpos que se pretendiam destacados, parece-me ter sido bem conseguido! Neste projecto, o que me agrada mais, será naturalmente o alçado principal que me parece bastante harmonioso e equilibrado! O seu interior também me parece bastante bem resolvido! O alçado posterior, embora perceba a necessidade de o manter simples, a varanda redonda, realmente parece pouco integrada, quase de calções numa festa de gala! Não percebi a necessidade de inclinar a parede do piso superior, quando o poderia ter apenas simulado que o iria fazer pelo exterior. Acabou por criar recantos de dificil remate visual no interior! Sem duvida que seria um cliente satisfeito com um projecto destes!

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O fogão de sala junto a uma escada, que enquadramento é este em que estamos virados para o “calor” e vemos uma escada ao lado?

Pior que o enquadramento da escada, é estar encostada a uma parede, (ha?.. se olhar-mos para o corpo da lareira independentemente diriamos que esta estava centrada num determinado plano). Estou de acordo que existem aqui algumas (muitas) coisas estranhas.

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Caro Gupyna, que violência.. o Academismo não é para todos. E ainda bem. Não sei se conheces as obras do Autor em questão, mas posso te informar que esta obra goza de um grau de promenor raro. Era muito bom se o trabalho dele garantisse este nivel minimo de preocupação. Quanto às coerencias.. isso também não é para todos. Até porque não me parece que seja uma mera questão arquitectonica, mas sim de ética/estética pessoal. O que achas?

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Fico pensando na primeira imagem que a pessoa têm quando passa na rua. Concordo com alguns sobre pelos importantes pormenores interiores, mas quanto a fachada, fico pensativo. Pessoalmente me incomoda as bordas de tudo, desde a própria construção, até a borda envolvente das janelas. O tratamento em madeira esta na moda, e cai bem, o que estorva são a desproporcionalidade das bordas. A figura da janela poderia ser ressaltada de outro modo... Com relação ao interior, as aberturas verticais parecem iluminar bem a área, e a ocupação do lote parece ter um bom argumento e organização. É isso.

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