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Arquitectura.pt


asimplemind

Coimbra | Conservatorio de Musica | Cannata & Fernandes

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Andava perdido pelo site do europaconcorsi.com e descobri uma pérola da arquitectura: A Casa da Música #2, versão esburacada, desta vez em Coimbra. http://www.europaconcorsi.com/db/pub/images/16263/197369225.jpg Os autores, que já nos habituaram a outros tipos de referências directas (cópias) a arquitecturas da moda, desta vez suportaram-se do novo ícone da cidade do Porto para um projecto semelhante para Coimbra. É pena é ficarem-se só pela imagem... Mas mesmo assim está muito mal copiado :)

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Este tipo de referencia directa a que tu chamas de 'cópia' é uma referencia arquitectonica que na escola de Coimbra se pratica desde o meu 3º ano! :)
Mas se vamos por aí, perdemos a conta á quantidade de 'Sizas' e 'Soutos' que existem dentro de Portugal

mrc64 é o mister 'Rolhas' :p

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bem que "deja vu"... tava agora mm a comentar com um amigo meu sobre isso, porque tal como tu deparei-me com isso no mesmo site... lol irreal... Não sei se será cópia ou não, pois não existem mais dados do que essa imagem... mas que é muito, muito semelhante lá isso é... :)

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Andava perdido pelo site do europaconcorsi.com

_eu tambem andava perdido pelo site e por isso mesmo resolvi por o resto das imagens/desenhos/visualizaçoes:D

e descobri uma pérola da arquitectura: A Casa da Música #2, versão esburacada, desta vez em Coimbra.

_????...n entendi...

dei um desconto pk podemos traçar paralelismos pela imagens que vem no post...
e perguntei-me pk diabo o asimplemind nao pos o resto das imagens?

1_ou n as viu...e sendo assim estar a avaliar projectos tao superficialmente atraves de 1 visualizaçao apenas...enfim

2_ou n quis inclui-las pk elas retiravam o sentido ao seu post.

de qualquer modo aqui estao as imagens agora.o resto das imagens e a memoria descritiva do projecto podem consultar em:.
http://www.europaconcorsi.com/db/pub/scheda.php?id=16263

Os autores, que já nos habituaram a outros tipos de referências directas (cópias) a arquitecturas da moda

_Cannatà e fernandez (convem ser preciso, directo e frontal e referir o nome do estudio) copiam? ou referenciam-se?cópia é uma coisa, referencia é outra muito distinta.(qem não tiver referencias que atire a primeira pedra)
quais sao as arquitecturas da moda tao copiadas por cannatà e fernandez?

desta vez suportaram-se do novo ícone da cidade do Porto para um projecto semelhante para Coimbra

_semelhante em que? claramente nao estamos a ler o mesmo projecto.
Digamos que a visualizaçao que tao mordazmente te abalou o cerebro tem por ventura alguma semelhança tudo o resto é bastante diferente.

É pena é ficarem-se só pela imagem

_aqui é que tu acertas-te em cheio!!!....a imagem acaba, em determinado angulo, por ser parecida(a outro determinado angulo da casa da musica)...mas o background dessa imagem final é completamente diferente...alias tudo o resto é completamente diferente. Só se ficam mesmo por aquela visualizaçao.

Mas mesmo assim está muito mal copiado

_provavelmente porque n é copia, ja pensaste nisso?

ha que abrir horizontes...e perceber que a critica tem que ser construtiva fora e dentro do nosso cerebro.

Até parece que o "colhas" inventou a roda

_demasiado angulosa para rodar:D

Mas se vamos por aí, perdemos a conta á quantidade de 'Sizas' e 'Soutos' que existem dentro de Portugal

_também copiam?ou referenciam-se?:)

abraço a todos, e asimplemind ate achei interesante uma parte do teu discurso, quando dizes: ...versão esburacada...foi pena nao teres desenvolvido + a ideia>pois o conceito de porosidade é algo que o estudio cannata e fernandez desenvolve frequentemente, e no que me toca acho um tema interessantissimo com um potencial enorme e cada vez + pertinente(mas isso é outra discussao...fica pra outro post ...talvez)...

fiquem bem!!!

"...don't be a slave of your own ideas..."bjarke ingels

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Obgdo Concentrat.dk plo resto dos dados... passaram-me completamente ao lado :)! Mas é engraçado ver como uma só imagem pode dar um ideia diferente do q é a realidade...

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aproveito tambem para deixar outro link

http://www.cannatafernandes.com/eproj152.html

,no entanto venho com outra intençao que é:.

feliz 1ro de maio para toda a gente!!!!!!!


Obgdo Concentrat.dk plo resto dos dados... passaram-me completamente ao lado :)!

_não tens que agradecer:) afinal é pra isso que existe este forum


Mas é engraçado ver como uma só imagem pode dar um ideia diferente do q é a realidade...

_pode-se concluir que a realidade não pode ser avaliada so por 1 imagem...e nos que lidamos com imagens todos os dias e em que a imagem é um importante instrumento de trabalho nao deviamos cair no erro de avaliar so por estas...

a imagem é como a roupa do ser humano pode mostrar ou esconder a personalidade...mas o importante continua a ser a personalidade!!!


"...don't be a slave of your own ideas..."bjarke ingels





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Gosto da tua visão, é deveras interessante :) Eu só não coloquei as outras imagens porque demonstram que este projecto é verdadeiramente aberrante! Alguém que olhe com atenção para a maquete só pode ficar estupefacto com a falta de carácter que este edifício apresenta! Num cunhal temos a IMAGEM (tão conhecida) da casa da música, nos outros já temos um edifício completamente diferente! Ah espera lá isto então não é nenhuma cópia da casa da música! Afinal o edifício é diferente! uau, é diferente e será que valeu a pena ser diferente? Aquilo que se vê aí é uma quantidade de "tiques arquitectónicos" que no total fazem um projecto sem carácter nenhum chegando ao ponto de criar o tal elemento de excepção que é a janela estilo casa da música! Ah mas espera afinal isto não é a excepção, afinal o edificio tem 4 ou 5 excepções, quando vamos a ver todo o edifício é uma excepção. Então onde é que anda a regra? Temos paredes verticais e pilares da arquitectura moderna. Temos furinhos porque é giro e está na moda (não me venham falar de porosidades!), temos rasgos na cobertura e temos a quebra do volume "estilo ultra-moderno" que fica sempre bem. Vamos a ver os interiores são do mais banal que alguma vez podemos imaginar. São tão banais ao ponto de chegarmos à fachada inclinada e acontecer tudo exactamente igual que acontece nas outras partes do edifício. Então afinal o edifício é um todo ou é por camadas? temos o recheio e a crosta? e se temos esses dois elementos porque é que nenhum deles se liga? Acho incrível como é possivel defender esta obra quando ela própria não tem o mínimo de fundamento. E àqueles que consideram a minha crítica destrutiva analisem bem o edifício (pois eu também o fiz) e percebam aquilo a que me refiro. Já agora, concentratZen.dk, tu que trabalhas no BIG, a arquitectura que vemos dos PLOT ou do BIG ou do JDS pode ser toda torta, toda levitante, toda sei lá como, mas é de longe muitissimo mais fundamentada do que este edifício alguma vez na vida será!

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Gosto da tua visão, é deveras interessante :)

_obrigado!!!eu nunca disse que a tua nao o era...

Eu só não coloquei as outras imagens porque demonstram que este projecto é verdadeiramente aberrante!

_a questao é qe tens qe disponibilizar todas os elementos possiveis, pois quantos mais elementos, + clara será a analise(nem sempre funciona assim).fazendo a tua selecçao estas a condicionar á partida e a direccionar-nos para a tua intrepretaçao.

Alguém que olhe com atenção para a maquete só pode ficar estupefacto com a falta de carácter que este edifício apresenta!

_é possivel...ms isso n implica que seja copia...

Num cunhal temos a IMAGEM (tão conhecida) da casa da música, nos outros já temos um edifício completamente diferente!Ah espera lá isto então não é nenhuma cópia da casa da música! Afinal o edifício é diferente! uau, é diferente e será que valeu a pena ser diferente?

_ms entao é copia ou n é copia?

Aquilo que se vê aí é uma quantidade de "tiques arquitectónicos" que no total fazem um projecto sem carácter nenhum

é verdade que a muitas vezes usada colagem de diferentes "tiques arquitectonicos"(como tu lhe chamas) resultam quase sempre num projecto sem caracter...ms também eu nunca disse que este projecto o tinha...

chegando ao ponto de criar o tal elemento de excepção que é a janela estilo casa da música

_a casa da musica outra vez...nao sei o que é uma janela estilo casa da musica...se te referes a uma semelhança formal até aceito...ms se fizeres uma leitura de fundo percebes que é bastante diferente da janela da casa da musica...as intençoes parecem-me bastante diferentes...

Ah mas espera afinal isto não é a excepção, afinal o edificio tem 4 ou 5 excepções, quando vamos a ver todo o edifício é uma excepção. Então onde
é que anda a regra?

_ui, isto dá pano pra mangas!!!ms vou-te responder em jeito de provocaçao(para deixar -te a pensar(prometo que irei mais tarde abrir um topico onde discutiremos isso até ao tutano):.é a excepção...
por isso digamos q por ai é melhor nao pegar...ha outras coisas duvidosas neste edificio se nao mesmo incoerentes ms n essa...

ms percebo que continuas no tema da colagem...e nao da regra/excepçao...

Temos paredes verticais e pilares da arquitectura moderna

_certo...ms os pilares nao pertencem exclusivamente a esse periodo ou estilo(se lhe quiseres assim chamar)

Temos furinhos porque é giro e está na moda (não me venham falar de porosidades!), temos rasgos na cobertura e temos a quebra do volume "estilo ultra-moderno" que fica sempre bem.

_ai vamos vamos :.porosidade:
s. f., qualidade daquilo que tem poros.
os furinhos, como tu lhe chamas. Sao uma forma de espressao tao legitima como outra qualquer desde a bons longos anos...alias o conceito de porosidade é baseado na natureza...a natureza assumiu esse meio de expressao ha muito tempo...:)
é um tema que está na mesa da discussao e da reflexao arquitectonica europeia e mundial...muitos estudios da actualidade estao a fazer investigaçao sobre esse tema..ms qer isso dizer que está na moda?entao e le corbusier?está na moda?as casas mesopotanicas que abordavam também este tema estao na moda?...sinceramente se estar na moda ..é estar a aumentar o nr de estudios/pessoas a trabalhar e a debruçar-se sobre o tema...entao está na moda...ms n vejo mal nenhum nisso...desde que a investigaçao e a discussao sejam produtivas.e que contribuam para o desenvolvimento e evoluçao na materia...pk n?


_nao consigo entender esta tendencia de usar expressoes como "usam porque está na moda" ou "usam porque é giro" nas criticas no panorama arquitectonico portugues... quanto a mim reflectem sempre uma falta de poder critico de fundo e um receio intrinseco á analise e confronto com temas diferentes .Mas afinal o que está na moda?

Vamos a ver os interiores são do mais banal que alguma vez podemos imaginar. São tão banais ao ponto de chegarmos à fachada inclinada e acontecer tudo exactamente igual que acontece nas outras partes do edifício

_aqui estamos plenamente de acordo...a diferença deveria ser reflectida de alguma forma...

Então afinal o edifício é um todo ou é por camadas?

_é um todo composto por camadas...as vezes pode ser so camadas outras vezes ser um todo...agora que tem q ser coerente ...tem...

temos o recheio e a crosta?

_também poderia ser...e existem alguns trabalhos interessantes com base nesse conceito...nao parece ser o caso aqui...


se temos esses dois elementos porque é que nenhum deles se liga?

_ligam um ao outro.presumo que seja o que queres dizer.
eles não tem obrigatoriamente que se ligar um ao outro...depende do que quiseres fazer...do conceito que estas a seguir. o recheio nao tem que reagir a crosta e a crosta n tem que reagir ao recheio.o herzog trabalha isso muito bem...skin and core.
a questao aqui é se a pele molda o nucleo ou o nucleo molda a pele?ms o que é o recheio? sao as espaços interiores que se organizam de maneira a confinar divisoes ou sao os processos e os usos que o edificio vai acomodar?
ms sinceramente será que importa assim tanto?se se ligam ou n...cada conceito tem as suas potencialidades e qualidades.

Acho incrível como é possivel defender esta obra quando ela própria não tem o mínimo de fundamento. E àqueles que consideram a minha crítica destrutiva analisem bem o edifício (pois eu também o fiz) e percebam aquilo a que me refiro.

_bem, vamos la ver eu nunca defendi obra nenhuma...podes conferir no comentario atras...eu so disse e digo que não é uma copia...alias tal como tu sustentaste neste ultimo comentario (Num cunhal temos a IMAGEM (tão conhecida) da casa da música, nos outros já temos um edifício completamente diferente!Ah espera lá isto então não é nenhuma cópia da casa da música! Afinal o edifício é diferente! ) sendo assim ha que ter mais cuidado com os posts...e principalmente com certas expressoes que usamos:. A casa da musica #2

_...pois, mesmo que o edificio tenha uma carrada enorme de incoerencia, falta de caracter, personalidade(será esquizofrenico?),....tu não acertaste no pato certo...em vez disso cais-te no erro de o por em comparaçao com outro edificio(o que é interessante, pois a comparaçao é tambem um metodo de analise) apelidando-o de copia...alguma coisa aqui bateu mal...ou n analisaste muito bem o projecto de cannata e fernandez ou ainda n foste á casa da musica...sendo assim lamento dizer :.ms sim é critica destrutiva ...tentaste matar logo a primeira...sem tentar entender...ou absorver...

eu n sei o que se passou...ms tenho um amigo que sabe...ms é psicanalista e esta morto a muitos anos...diria ele: somos todos humanos...e é lixada esta condiçao humana.porque?porque nenhum de nos se consegue separar da emoçao...somos razao/emoçao e por isso n conseguimos analisar. isso n existe. existe sim: intrepretar, ou analise intrepretativa, e por isso somos tendenciosos.

a questao é que como jedi(arquitecto) que és, se queres analisar e dizer que é analise...tens que forçar-te a ti mesmo a n ser humano...abandona a condiçao por instantes. ou entao cai em ti e assume que é intrepretaçao...e antes disso tens que estar aberto ao entendimento...dá uma oportunidade às coisas se revelarem...e depois sim decides se matas ou n...


Já agora, concentratZen.dk, tu que trabalhas no BIG, a arquitectura que vemos dos PLOT ou do BIG ou do JDS pode ser toda torta, toda levitante, toda sei lá como, mas é de longe muitissimo mais fundamentada do que este edifício alguma vez na vida será!

_desde ja agradeço o elogio a obra do estudio...e gostaria de perguntar o que entendes por fundamentaçao?
outra coisa PLOT BIG e JDS sao estudios completamente distintos:.BIG e JSD(bjarke ingels group e julien de smets)sao agora dois estudios diferentes com as mesmas raizes(PLOT) ms com diferentes filosofias(com uma base comum),metodos de trabalho, instrumentos...etc...

_o toda torta e levitante....vou tomar como a expressao da ignorancia que existe em todos nos...(n leves a mal...eu proprio me considero um ignorante...alias prefiro ter muito para aprender que muito a ensinar...alem disso tu n tens a obrigaçao de estar por dentro da obra e filosofia de todos os atelieres a face da terra. por isso mesmo estou completamente disponivel para discutir seja o que for sobre obra do BIG ou os PLOT ou os JDS ou seja qem for...)porque eu tambem n a conheço...enquanto não a discutir...

desde ja convido se passares por copenhaga a um cafezinho ao pe do canal...

abraço

ah e obrigado pela orientaçao no forum...comodizem os dinamarqueses:TAK

desculpa a demora mas so agora acabei o cha...:p









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Já vi uma conferência com este atelier, Cannatá & Fernandes. Têm projectos bastante interessantes e já têm um grande lançamento no mercado. O que me pareceu, quando Cannatá falava sobre os seus projectos, é que o próprio, quanto intenção, referia apenas e sempre a "integração na paisagem"...e alguns dos projectos não tinham o fundamento devido. Vir do nada uma habitação feita apenas e somente de titânio e de vidro, com um chamado "conforto" e comodidade muito pouco convidativos. Não condeno o uso desses materiais, mas aplicados daquela forma, para uma habitação...hum... eu não morava lá. lol Mas gostei bastante da preocupação ecológica que têm vindo a ter em conta nos seus projectos, há uns tempos para cá. Quanto à "Casa da Música em Coimbra", não está desinteressante, de todo,ma há ali 2 fachadas, um canto, (foto inicial) que são um pouco "forçadas" da Casa da Música do Porto. Não me atrevia a chamar aquilo "coincidência".:)

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Então afinal o edifício é um todo ou é por camadas?

asimplemind relativamente a este tema encontrei dois artigos interessantes:

stacking and layering_ elcroquis_pag426 . MVRDV(1991_2001)

e também

Enigmas of surface and depth [the architecture of herzog & de meuron] _el croquis_pag32 . HERZOG&DEMEURON(1998_2002)

e tambemete link:.


http://architettura.supereva.com/parole/20040810/index.htm
está em italiano...ms é acessivel

abraço




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bem já devia ter respondido há mais tempo quando a discussão estava mais acesa, mas também pelos vistos o pessoal não se interessou muito :)

Voltando às questões levantadas, este tópico pretende mesmo ser uma provocação. Ou seja peguei numa imagem (gerada pelos autores do projecto) e associei-a directamente a uma referência formal que está intrinsecamente ligada à imagem projectada nesta obra. Finalmente aquilo que observamos no resto da obra é um total descontrolo de uma linguagem, havendo uma imensidão de referências formais sem que haja um fio condutor que ligue os diferentes aspectos e torne a proposta coesa e interessante. Sendo assim, isto não passa de uma quantidade exagerada de virtuosismos que pouca ou nenhuma novidade trazem ao projecto e que a meu ver acabam por danificar e muito a credibilidade e a qualidade do projecto em si.

Em relação à questao levantada da excepcionalidade formal do edifício, aquilo que realmente me choca aqui é a falta de coerência formal que leva a um excesso de elementos excepcionais, perdendo-se uma possível referência formal que conduzisse toda a obra onde aí se poderiam criar pequenos elementos de excepção que conferiam uma imagem coerente e interessante ao edifício. Quanto ao poder ser um edifício de excepção, não sei se neste caso deverá ser ou não, depende muito do contexto, mas programaticamente evidencia que poderá ser um edificio de excepção.

Quando refiro "Temos paredes verticais e pilares da arquitectura moderna" é com a intenção de demonstrar uma falta de carácter que sofre o projecto. Os elementos da arquitectura existem desde a antiguidade e são constantemente usados mesmo hoje em dia. A questão está em saber usar esses elementos e usá-los de forma a valorizar espacialmente a proposta e não em criar uma mescla de referências formais que no seu conjunto não contribuem coerentemente para uma valorização espacial. É claro que este assunto tem muito pano pra mangas e podemos abordá-lo de uma forma totalmente diferente e jogar com isto, mas referia-me a uma má aplicação (a meu ver) de formas arquitectónicas, voltando mais uma vez aos alçados...

Em relação aos "furinhos", sinceramente penso que nem vale a pena tentar arranjar um sentido para o que vemos aqui na proposta. Uma coisa é a noção de "porosidade", outra coisa é esburacar um alçado aleatoriamente esperando que isso crie uma imagem contemporânea. Em relação à porosidade há imensos modelos que podemos analisar e estudos interessantes sobre o tema. Seria interessante se abordássemos mais a fundo essa temática já que é de especial interesse hoje em dia.

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concordo... é um pouco o que notei quando ouvi a palestra dos autores desta mesma obra. Há escassez de processo conceptual e de uma relação algo mais fundamentada e mais coerente com o envolvente, quanto local de intervenção, quanto cultura local e quanto propósito. Reforço o que disse anteriormente, parece-me um edifício demasiado "forçado" e pouco coeso quanto elaboração de algo de carácter arquitectónico.

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bem, vou falar apenas da forma. Retirava-lhe aquela fachada que faz lembrar a casa da musica e extendia aquele rasgo central até à outra extremidade. Acho que formalmente seria uma melhor opção e embora dividisse o edificio em 2 blocos ganharia outra unidade e nao estariamos aqui a falar de cópias.

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A tipologia de arquitectura utilizada tanto na Casa da Música do Porto, tanto no edifício de Coimbra, é bastante interessante, mas, na minha opinião, a arquitectura nunca deve ser aquilo que estes edificios representam, para além do valor estético. A Casa da Música do Porto é aquilo a que costumo chamar a arquitectura meteorito, que caiu ali como poderia ter caido em qualquer outro local de Portugal ou do mundo. È uma arquitectura desenraizada do local, que pouco ou nada vai buscar às origens e à envolvente, o que o torna um objecto icónico, o que não me parece que deva ser a arquitectura. O edificio de Coimbr é bastante semelhante, mas como se costuma dizer, praticamente tudo o que se pensa para a realização de projectos tem influência de autores que consideramos os nossos mestres, e praticamente toda a arquitectura da actualidade vai buscar referências da arquitectura modernista de Mies Van der Rohe, Aalto, Corbusier ou de FRank Lloyd wright, entre outros. Por isso em vez de se criticar uma obra de arquitectura por ser semelhante a outra, dever-se-ia critica-la no sentido se é enraizada no local, se responde a todos os problemas propostos no programa e se é um ambiente arquitectónico confortável ou até mesmo fascinante. Compz

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Um projecto que parte do principio com o objectivo ser um logotipo janota será sempre alvo de muitas criticas. Eu não consigo perceber o que passou pela cabeça do arquitecto para se colar tanto à casa da música, eu teria uma reacção exactamente oposta, até porque qualquer mérito que o projecto tenha fica abafado pela cópia.

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desculpem lá mas não fico por aqui, dasse! os furos ao calhas nas paredes ao menos é alguma coisa escrita em braille? até as escadas da entrada são iguais, a parede inclinada, e a janela!!! tudo no mesmo quarteirão é demais!! nem op koolhaas se metia nisso...

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