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Arquitectura.pt


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A pedido de um membro do forum vou colocar uma proposta ainda esquematizada para a cidade de Lisboa e respectiva area metropolitana.

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Nesta imagem podemos ver a vista aerea de Lisboa. Verificamos que a cidade de Lisboa e arredores comecam a rodear o estuario do Tejo.

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Nesta imagem podemos verificar a massa edificada na cidade de Lisboa e arredores. O que parece ser uma massa de edificado continuo e na realidade uma malha de retalhos urbanos compostas de edificios de habitacao, centros comerciais, escritorios, pequenas industrias, vazios, ... Retalhos urbanos nos quais estao separados entre si. Nao existe entre eles nenhuma ligacao pedonal, isto e, percorrivel a pe.

Mesmo a Cidade de Lisboa e composta por ilhas urbanas. Podem-se designar ilhas urbanas o bairro dos Olivais, o Parque das Nacoes, Chelas, o Beato, o Poco do Bisbo, as freguesias mais antigas de Lisboa, a Mouraria, a Lapa, Benfica, Carnide, Restelo, Bairro da Encarnacao, Lumiar e Telheiras.

E espantoso verificar a existencia de espaco rural no meio dos limites da cidade de Lisboa. Refiro ao vale de Chelas. Depois verificamos uma acentuada desconexao entre os Olivais e o Parque das Nacoes separados por estradas e autoestradas mais a linha de Comboio.

Nao se compreende como e que se pode considerar Carnide e Benfica como parte de Lisboa se fica de fora da cidade. Como percorrer do Chiado ate ao Estadio do Benfica? Existe alguma via que possa permitir tal passeio? Nao. Nao ha.

O caso de Telheiras e ainda mais extraordinario. Um bairro com grandes exemplos de arquitectura dos anos 70 e 80 rodeada de auto-estradas.

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E neste contexto que surge esta proposta. As primeiras ideias que me surgiram para realizar esta proposta foi transformar as grandes autoestradas, as barreiras que existem entre as ilhas urbanas como grandes avenidas, uma especie de Boulevard dos tempos actuais. As autoestradas passavam a ser Avenidas com muita vida e que seriam o centro da vida urbana da grande cidade de Lisboa.

Outro aspecto era acabar com os municipios suburbanos e unificar todos os municipios suburbanos e uni-los com a Cidade de Lisboa num so Municipio. A vida administrativa, comercial e cultural passava para as grandes vias. A Linha de Sintra passa a ser a Avenida de Sintra, onde a vida comercial e cultural que antes acontecia nos centros urbanos do Cacem, de Massama e de Amadora, passavam para a grande avenida e transversais da respectiva via. O mesmo acontecia, com a segunda circular, com a Linha do Estoril, com a Calcada de Carriche, com a Via que vai para Almada e Costa da Caparica.

Alem do aproveitamento destas vias/barreiras em Avenidas seriam criadas novas Avenidas. Como por exemplo a via cirular que unissem a Baixa com as frentes ribeirinhas da margem sul.

Entre as grandes avenidas surgiam as novas massas edificadas onde podia continuar a perdurar a existencia de Aldeias dentro da grande cidade. Nao se trata de contradizer mas sim de dar continuidade aquilo que existe actualmente na propria cidade de Lisboa. O que se pretende e dar continuidade da Essencia "Lisboa = Conjunto de Aldeias tecidas por Avenidas" para la da Segunda Circular, para la de Monsanto, para la Estacao de Santa Apolonia e para la do Rio Tejo.

Em redor da Cidade de Lisboa seria criado uma grande anel verde. Este anel verde seria um bosque, uma especie de Pinhal de Leiria, uma Monsanto anelar que rodeava a cidade de Lisboa para nao permitir a existencia de suburbios em cima da cidade.

E esta a ideia...

nota: O esquema eh um esquema.

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Agradeço ao JVS a disponibilidade em re-publicar esta proposta. Numa altura em que se discute a mobilidade, a localização dos aeroportos é bastante interessante pensar numa escala territorial e perceber de que forma é que estas infra-estruturas interagem e contribuem globalmente. :)

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transformar a linha de sintra numa avenida... transformar as autoestradas em avenidas... e é isso um proposta interessante!? estão mesmo a falar a sério...!??? desculpem o desabafo, mas mesmo de um ponto de vista meramente académico parece-me bastante descabido... é negar por completo o conceito de rua ou nem sequer compreende-lo. enfim só para dizer que estou completamente em desacordo

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ja existe uma avenida que percorre toda a lina de Sintra chama-se Rua/Av Elias Garcia e comeca nas portas de Benfica indo ate pelo menos ao Cacem. Que esta desvirtudada? esta sim senhora, mas existe e esta la. Depois, tal operacao serviria mais a especulacao imobiliaria, e acabava com as vias necessarias para se circular pela cidade. par alem que inviabilizaria muitos dos projectos para espacos verdes existentes (dado que muitos deles estao junto destas vias). O que Lisboa precisa nao e de novas vias, mas sim de mobilidade, da mesma forma que nao precisa de mais construcao (dado que e ate excessiva neste momento, sendo que batemos recordes de casa devolutas ou simplesemente vazias) mas sim da conversao de areas urbanas, que muita daz vezes passa pela criacao de acessiblidades, basicas como o desnvolvimento da rede de metroplitano.

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transformar a linha de sintra numa avenida... transformar as autoestradas em avenidas... e é isso um proposta interessante!? estão mesmo a falar a sério...!???

desculpem o desabafo, mas mesmo de um ponto de vista meramente académico parece-me bastante descabido... é negar por completo o conceito de rua ou nem sequer compreende-lo.

enfim só para dizer que estou completamente em desacordo


Nao percebo o desabafo.

Com tanta avenida em Lisboa que parece com autoestrada e estas em desacordo com esta ideia.

A Avenida de Berlim, a Avenida Infante D. Henrique, Avenida Marechal Gomes da Costa, Avenida da Ponte, Avenida de Ceuta... parecem-se com auto-estrada e no entanto sao avenidas.

A minha ideia nao se trata somente dar nomes de avenidas a autoestradas e as linhas de Sintra.

Numa area urbana saturada de urbanizacoes sem sentido e cheia de ilhas urbanas sem qualquer tipo de acessibilidade entre elas considero que o ideal eh transformar as ditas linhas em Grandes Avenidas.

A ditas grandes avenidas nao pretendem ser avenidas soh de nome mas sim serem Grandes Boulevards como existem em Paris ou noutras cidades. O Der Ring de Viena ou as Ramblas. Ou seja a ideia trata de transformar as respectivas linhas em Lugares Habitaveis cujas margens tenham quarteiroes habitacionais e que as vias sejam reconvertidas de modo a ser percorridas pelo peao.

O conceito rua mantem-se. O que acontece eh que se pretende acabar com as Auto-Estradas-Barreiras de modo a serem reconvertidas de acordo com o conceito de rua.

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e voila, temos uma cidade um pouquinho de nada feita para o automovel, o problema e que desta vez, em vez de andarmos a 90 depressa andamos 50. Trau 2 horas e meia para o S.r Alberto ir da Tapada das Merces a Odivelas, ou, espera 4 horas para o Horacio (que vem todos os dias de Setubal) chegar a Amadora.

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A cidade está feita para o automóvel no que toca a acessibilidades, disso não há dúvida. Mesmo assim, não concordo com a proposta apenas por uma questão de escala.

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JVS, eu penso no automovel por varias razoes. 1 conduzir e um dos maiores prazeres que tenho na vida 2 ainda que tenhamos meios de tranportes devemos de assegurar deslocacoes de automovel (ja que as mesmas ja existem) 3 acho que devemos de fazer abordagens mais reais do espaco urbano, fazer da IC19 uma avenida iria ainda promover mais a especulacao imobiliaria, num local onde a mesma ja e gritante. Por outro lado ha pequenas coisas que estao para fazer e com as quais o nosso espaco urbano lucraria muito mais. Por exemplo, o numero de empresas a ocupar fraccoes de habitacao em Lisboa e gritante, se a camara para-se de permitir isso, e anucia-se uma data para os gabinetes de advogados, medicos, arquitectos e engenheiros se mudarem (5 anos seria suficiente), depressa se resolveria a questao de nao haver gente a habitar Lisboa (obvio que ao mesmo tempo mais licencas edificios de escritorios teriam de ser dadas). Uma pequena accao (que traria muita controversia) poderia revolucionar Lisboa em 10 anos. Lisboa nao precisa de se estender mais como cidade, o numero de casas devolutas demonstra que a cidade ate ja cresceu mais do que devia, mas precisa sim de renovacao e ordenamento, precisa de tranportes publicos e precisa de renovar os centros urbanos (especialmente os da perifria), mas nao vejo como e que mais avenidas e mais construcao iriam ajudar. A tua proposta seria optima para arquitectos, engenheiros e construtoras (mais uns milhares de fogos para construir, ate que podia dar jeito) mas nao deixaria de ser um desperdicio do dinheiro que ja foi gasto, e muito honestamente tenho muitas duvidas quanto a sustentabilidade da tua proposta (porque a sustentabilidade nao e so uma questao de ecologia mas tambem de economia). Por ultimo, e nao me levez a mal, concordo que pode ser levado como uma questao academica, mas so para enunciar um exercicio de projecto, e nada mais...

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Argos: Este projecto urbano é uma utopia. Colocá-lo em acção seria certamente uma loucura. Uma das grandes ideias neste projecto seria limitar o crescimento da área urbana e mantê-la numa determinada área. O IC 19 no momento em que passa a Avenida habitável seria para substituir as várias urbanizações que existem em Sintra por exemplo. Em vez de existirem aquelas urbanizações que não têm nada a ver com nada e que estão desligadas entre si existiria uma Avenida com possibilidade de terem saidas de metro. Para esta ideia ser concretizada deveria demolir as urbanizações. O que é impossivel num regime democrático. Porém seria possivel depois de um Terramoto. Este projecto é uma ideia para um cenário pós cataclismo. E não para fomentar a especulação imobiliária.

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acho que voltares a colocar aqui este tópico pode ser bom para uma coisa.. que tal o pessoal expor as suas propostas, de um modo esquemático /diagramas sobre a cidade de lisboa... e de outras cidades? acho que seria um modo válido de expormos a nossa opinião, sobre cidades que conhecemos e, sinceramente, a forma esquemática é um bom exemplo... que tal? eu tou a fazer um "estudo" sobre a cidade de luanda, que vai demorar um bocado devido a não ter tempo a nível pessoal neste momento. mas quanto o tiver terminado aqui o colocarei. talvez faço um sobre lisboa, para perceberem a minha ideia sobre a cidade.

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eu não sou de Lisboa e conheço-a mal, apresento algumas considerações sobre o tema em particular e generalidade do mesmo

1. primeiro é inviável, é um projecto académico-utópico que só poderia ser posto em prática se não vivêssemos em democracia capitalista, mas pronto, vale o que vale e é sempre bom por-nos a pensar

(agora sempre meio utópicamente, como o exemplo dado)
2. quando falamos em cidade devemos falar sempre em concentração.a nossa primeira ideia seria criar bases para perceber quanto mais podemos concentrar, quantas mais pessoas podemos tirar de fora para encher o centro. o problema das acessibilidades e das distâncias tempo são os mais issenciais na cidade

3. o transporte público deve ser o meio de transporte valorizado, primeiro o metro, depois o meto de superficie\comboi e só em último o autocarro e taxi

4. o carro não deve ser prejudicado. a política para o automóvel a nível individual deve sempre cair numa aposta pelo incentivo do uso do transporte público, mais barato, cómodo, acessível, rápido...mas o carro existe, e ainda bem, é uma necessidade e um prazer não pode ser banido

5.o carro parado. aceitar que para o bem ou para o mal cada individuo pode ter um carro e tem de o parar na cidade, como tal, a aposta vai para a criação de maior parqueamento automóvel.

6.concentração significa lojas, serviços, supemercados. acabar com a profusão das grandes superficies e arranjar leis e incentivar o comércio de rua. a rua e a praça como espaço público

7.acabar com o zonamento.a cidade é feita de momentos variados e só assim pode ser lida como cidade. acabar com zonas estritamente residenciais encaixa-las com as restantes funções da cidade, de maneira a cidade não se perder com o exagero do comodismo que tem as suas partes negativas(a desenvolver, caso pedido)

8.zonas verdes. acabar com a zona verde privada em detrimento do verde público

9.no entanto, falhada que esta proposta seria é necessário garantir que quem mora na despressão do território pode vir trabalhar comodamente para a urbe, tal como o sentido inverso e criar ligações ferroviária e em autoestrada que tragam o visitante\trabalhador ao centro da cidade e não na sua periferia.
.........

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Ja era tempo de iniciar uma discussao sobre a organizacao urbana e territorial em Portugal, so por isso deixo ja os meus parabens. Quanto ao projecto em si acho q e um bom comeco, mas pelo material apresentado acho que percisa de muito mais trabalho de investigacao e de analise do territorio e depois baseado nessa investigacao formar uma proposta coerente que nao seja tao utopica quanto o q foi apresentado. James Corner, RTT Forman e Ian McHarg tem bons trabalhos relacionados com o que estas a tentar fazer e as teorias e metodologias com que eles trabalham seriam uma grande ajuda neste projecto/analise territorial. Quanto ao facto de ser utopico, e de algumas pessoas acharem que nao e possivel numa sociedade democratica, tenho de discordar. Primeiro nao penso que vivemos numa democracia tao aberta quanto isso, os processos de ordenamento territorial em Portugal, tanto quanto eu sei, nunca foram muito abertos a discussao publica. talvez por isso hoje estejamos numa situacao no minimo caotica. Depois um projecto a esta escala nunca seria uma obra continua ou a ser feita de uma vez. A demolicao de zonas urbanas pode ser uma necessidade. Se continuares com este projecto (que acho que deves) desafio-te a encontrar pequenas solucoes, a introduzir numa primeira fase e a uma escala menor e encontrar um modo em que essas pequenas introducoes se possam desenvolver para escalas maiores e de facto mudar a organizacao urbana de um modo talvez mais organico ou natural. Em vez de deitar tudo abaixo e criar de novo para ver o que resulta ou nao. Aprecio que tenhas comecado numa escala mais regional mas para o projecto ser mais completo acho que tens de o desenvolver tb em escalas menores. Como e a organizacao dos bairros dentro desta proposta? e dentro dos bairros como e a organizacao dos blocos ou quarteiroes? e dentro dos blocos talvez seja importante em algumas zonas saber que tipo de edificado e mais adequado. Aqui fica a minha opiniao, e desejo uma boa continuacao do trabalho.

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