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Maior plano urbano do país nasce em Laborim (Vila Nova de Gaia)

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Na área do interface vai nascer um hotel, um centro comercial e uma grande estação rodo-ferroviária

Reis Pinto

Dentro de quatro anos, já deverão ser visíveis, em Gaia, os primeiros resultados da maior operação de planeamento urbano em Portugal, que abrange uma área de 580 hectares. Trata-se do Interface de Laborim e a VL3 (via que fará a ligação entre a rotunda de Santo Ovídio e a Madalena), obras orçadas em cerca de 50 milhões de euros, que serão, em parte, "financiados por privados", segundo afirmou, ao JN, o vice-presidente da autarquia, Marco António Costa.

O Estudo de Enquadramento Estratégico está a ser elaborado pela empresa Parque Expo, que já elaborou o Masterplan do Centro Histórico de Gaia em articulação com a autarquia, através da Gaiaurb, a Metro do Porto e a Estradas de Portugal, e deverá estar concluído dentro de três meses. Prevê, entre outras valências, a construção de um hotel, centro comercial, blocos de escritórios e parques de estacionamento.

"O interface será um centro intermodal e terá a mesma importância que a estação da Trindade tem para o Porto. Receberá todo o trânsito vindo de Sul, Nascente e Poente do concelho e as pessoas podem ali deixar o automóvel e utilizar o metro. O interface terá, igualmente, o parque de máquinas da Metro, uma estrutura de extrema importância para a empresa", afirmou, ao JN, o vice presidente da Câmara de Gaia.

Ligação à Madalena

Do interface nascerá, igualmente uma nova ligação, à VL3, entre Santo Ovídio e a Madalena.

"Até ao final deste mandato, teremos concluída a reconversão da frente marítima e ribeirinha do concelho, e esta será uma nova via rasgada entre o litoral e a zona mais urbana, permitindo fáceis ligações à malha viária já existente", referiu Marco António Costa.

O autarca lembrou, no entanto, que "nunca haverá uma política de ordenamento do trânsito se não impedirmos a entrada maciça de autocarros na cidade".

Não às camionetas

"Queremos tirar as camionetas e os autocarros da Avenida da República e impedir que eles entrem no Porto. Não faz sentido gastar milhões de euros no metro e no transportes rodoviários. Este centro intermodal de Laborim será determinante para dar eficácia ao metro", defendeu Marco António Costa.

O vice-presidente da Câmara sublinhou, no entanto, que o Interface de Laborim representará o remate Sul do concelho e da Área Metropolitana do Porto. A intervenção vai decorrer numa faixa de 1,5 quilómetros de largura por 7,4 quilómetros de comprimento (onde vivem cerca de 160 mil pessoas) e visa evitar a especulação urbanística e "garantir o desenvolvimento harmonioso nos 580 hectares abrangidos".

"Será um plano para 10, 15 anos e uma das suas peças é este Masterplan. Iremos propor a criação de uma empresa pública que assegure o planeamento e o desenvolvimento da área. O processo começou a ser tratado tendo por objectivo apenas o interface, mas resolvemos ir mais longe ", sublinhou o autarca.


Mais um centro comercial em Vila Nova de Gaia... até parece que os privados, para investirem seja em que for, têm de "meter" lá um "CC"...

Link:
http://jn.sapo.pt/2007/04/02/porto/maior_plano_urbano_pais_nasce_labori.html

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A mim até me podia dar algum geito... se a linha amarela, ou outra, fosse uns quilómetros mais para sul... Para bem, o metro deveria ligar, a sul, à cidade de Santa Maria da Feira... aí sim eliminariamos grande parte das camionetas que todos os dias precorrem a Avenida da República, mas como aquando da elaboração do projecto, esse concelho não pertencia à AMP (Área Matropolitana do Porto), acabou por nem sequer ser considerada como hipótese... creio que agora pertence à AMP, mas já vai tarde... é uma pena...

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pois realmente o metro só liga as cidades a norte, o sul ta muito mal servido. Onde eu tenho o atelier que é na rua alexandre herculano, junto à ponte do infante é um trafego de camionetas incrivel! por minuto devem passar cerca de 20 camionetas dessas que fazem ligações às cidades do sul

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Eu moro nessa zona sul e tive de usar e abusar dessas camionetas durante muitos anos... mas a grande maioria delas não vêm de cidades, talvez só mesmo Santa Maria da Feira, Vale de Cambra, Oliveira de Azeméis e poucas outras, mas essas maioritariamente funcionam no sistema "expresso", porque a grande maioria é de empresas de algumas vilas e aldeias mais próximas, como Pedroso - Carvalhos, Grijó, Sandim, Lourosa, e muitas outras... essas sim enchem a avenida de tráfego... e para esse raio de acção, o metro poderia ser um aliado importantíssimo, assim como o combóio sub-urbano o é no trajecto entre Porto - VN Gaia - Espinho - Ovar - Aveiro...

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Bem, até Sto. Ovídio já está para acontecer, para Laborim é que ainda não se sabe nada... mais para sul ainda menos...

Concurso para Santo Ovídio sem interface

Imagem virtual/Direitos reservados
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Futura estação de Santo Ovídio põe metro a passar sob rotunda

Dentro de semanas, a Metro do Porto vai lançar o concurso público para a construção da extensão da Linha Amarela até Santo Ovídio, em Vila Nova de Gaia. A obra inclui o prolongamento do troço entre a estação D. João II (inaugurada ontem) e a rotunda ao cimo da Avenida da República, a construção de uma pála para abrigar os clientes e das acessibilidades para o futuro interface rodoviário, que está previsto instalar em frente à estação D.João II. De fora, fica a construção do próprio interface, uma vez que ainda não está definido se será a Câmara de Gaia ou a Metro a suportar o investimento.

Ao contrário do que foi recentemente avançado pelo Executivo gaiense ao JN, a obra do futuro interface - que vai receber o nome de Vasco da Gama - não está incluída na empreitada de prolongamento da Linha Amarela até Santo Ovídio.

Segundo apurou o JN, a Câmara de Gaia e a Metro do Porto ainda estão em negociações para determinar quem vai pagar o investimento que visa retirar da Avenida da República as centenas de autocarros de operadores privados que ali circulam diariamente.

Apesar da indefinição em torno do financiamento, ontem, o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, disse ter recebido a garantia de Luís Filipe Menezes, presidente da Câmara de Gaia, de que a central de camionagem vai arrancar brevemente.


Link:
http://jn.sapo.pt/2008/05/28/porto/concurso_para_santo_ovidio_interface.html

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lol a 70ª estação do metro do porto!! é a luta para chegar à 100ª estação...um pouco ridículo diga-se de passagem, até porque há situações onde temos uma estação de metro e 3 ruas a baixo outra.... não percebo o porquê de TANTA estação....quando temos 4 linhas a fazer metade do seu percurso lado a lado até à baixa... enfim! :tired:

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O caso mais gritante é mesmo a sucessão S. Bento, Avenida dos Aliados, Trindade... diga-se de passagem que a do meio era completamente desnecessária, mas enfim... Curioso que neste caso em concreto da linha amarela, foi à dias noticiado que a população que reside entre a estação D. João de Deus e a recém inaugurada D. João II, e os alunos da escola secundária Almeida Garrett, se sintam "lesados" por não existir uma estação intermédia... como se existisse alguma justificação para existir uma estação ali...

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não vejo qual é a necessidade de levar à letra essa historia dos 400 metros...em lisboa não é assim e abrange muito mais área da cidade e funciona muito melhor. é uma malha muito mais larga em termos de alcance. no porto qualquer linha serve para andar na cidade, porque de facto, qualquer linha faz o mesmo trajecto.

à excepção da linha amarela que curiosamente é a que uso mais. dá-me ideia que o metro do porto serve mais as pessoas que não moram no porto e que querem chegar até ele, do que propriamente as outras pessoas
devia começar a chamar-se centímetro :)

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pois a ideia do metro do porto é mesmo essa. é conectar a área metropolitana do Porto. Afinal de contas é o que se passa em lisboa. Se pensares o centro do porto como a baixa de lisboa, também tens as linhas que conectam a baixa de lisboa à sua respectiva área metropolitana, assim como se passa no Porto apesar de ainda não estar o plano inicial completo. Parece estranho haver 4 linhas a passar pela baixa do porto no mesmo trajecto, mas se pensarmos bem isso tem como resultado uma frequência maior de metros a passar no porto e depois cada linha segue o seu destino. Quando extenderem a linha para além do estádio do dragão, esta ideia de que tudo passa no mesmo sítio começa a dissipar-se porque afinal de contas as linhas vêm de pontos satélite até ao centro, como em qualquer sistema de metro. O que falta ao porto e falta a lisboa é uma linha circular que ligue as linhas que atravessam a cidade.

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Creio que a linha do Dragão se vai estender até Gondomar. Fala-se da linha da Boavista, mas ainda nada está decidido... Fala-se de uma linha que liga a rotunda de Sto. Ovidio em Gaia à zona da rotnda da Boavista, passando perto d ponte da Arrábida... Fala-se da extenção da linha amarela até à Vila D´este... podendo seguir em direcção a sul até Sta. Maria da Feira... Fala-se dessa circular pelo centro da cidade, em unidades autómatas, ou seja, sem condutor... este é aliás um ponto consensual relativamente à maior eficácia do sistema... Fala-se de muita coisa, mas falta o "guito", porque o governo para Lisboa tem dinheiro, mas para o Porto e para o resto do país a história é diferente...

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Metro segue até Santo Ovídio

Carla Sofia Luz

A Linha Amarela vai estender-se até Santo Ovídio, em Gaia. Há muitos anos que está previsto o prolongamento até à rotunda no topo da Avenida da República. A obra será lançada agora. A Empresa do Metro abriu o concurso público.

A intervenção, orçada em 23 milhões de euros e que inclui a construção do interface Vasco da Gama no cruzamento da EN222 com a avenida, junto à nova estação de D. João II, deverá começar no início do próximo ano. Os trabalhos prolongar-se-ão por 16 meses (até 2010). As composições circularão à superfície na avenida, usando a passagem desnivelada sob a placa da rotunda onde hoje circulam os automóveis.

A futura estação ficará sob a Rotunda de Santo Ovídio redesenhada - passará a ser oval - e terá luz natural. O arquitecto Rogério Cavaca, em colaboração com os projectistas da Empresa do Metro, desenhou uma plataforma fechada com 20 metros de largura e dois cais mais espaçosos do que é habitual. A Linha Amarela é a ligação da Metro com maior número de passageiros. Com acessos pedonais e de elevador (a partir da rotunda), terá ainda pequenas clarabóias no tecto branco para a entrada de luz natural.

Com o metro a circular pela passagem desnivelada, foi encontrada uma nova solução para os automóveis. Como noticiou o JN, será rasgado um túnel rodoviário de acesso à auto-estrada, com 275 metros de comprimento, sob a plataforma ferroviária. O novo troço da linha a construir é de cerca de 500 metros - farão alguns metros de carris para a inversão das composições. Será executada ainda a segunda via de ligação entre as estações de João de Deus e de D. João II. A obra incluirá o interface de Vasco da Gama.

A estimativa da empresa é que, ao fim de sete meses de trabalho, a estação intermodal metro/autocarros fique concluída. A maior alteração viária surge, exactamente, na envolvente à estação de D. João II. Os veículos deixarão de circular na Avenida da República, no sentido descendente, entre a Fundação Couto e a Avenida de Vasco da Gama e a EN222.

Ao lado do edifício da fundação, surgirá uma nova rua com sentido único Poente/Nascente. Será rasgada ainda outra rua paralela à Avenida da República que ligará a nova artéria, junto à fundação, à Avenida de Vasco da Gama e à EN222. Os dois arruamentos e parte da Avenida de Vasco da Gama terão três faixas de rodagem e sentido único.

Assim, as centenas de autocarros que rumam ao Porto deixarão de percorrer a Avenida da República. Seguirão pela nova rua, junto à Fundação Couto e contornarão o quarteirão. Já na Avenida da República, os transportes públicos terão duas vias exclusivas: uma para deixar os passageiros e outra de circulação ascendente, para, se o destino final for o Porto, dar novamente a volta ao quarteirão e seguir pela VL9.

O interface será coberto por uma pala em aço. Os condutores que pretendam descer a Avenida da República também terão de contornar o mesmo quarteirão entre a Fundação Couto e a Avenida de Vasco da Gama.

Link:
http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=959918

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margarida, se não houvesse quatro linhas a fazer o MESMO trajecto, tinha de haver quatro vezes mais carruagens para dar resposta às necessidades, não? a questão de haver quatro linhas é a de não haver um ponto para onde convergem as linhas de saída do centro da saída, mas qualquer pessoa que vá sair do centro poder apanhar o metro em qualquer estação do centro, evitando concentrações de tráfego de pessoas. A questão mais pertinente é mesmo a da necessidade de existência da estação dos Aliados, mas não faz grande sentido que não exista uma estação junto à Câmara Municipal, como não faz sentido que não exista junto à estação de comboio. É uma questão difícil, mas a verdade é que nenhuma das estações deixa de ser usada por existir a outra. Tirava-se uma: qual? Quanto às comparações com Lisboa, já o Souto Moura dizia que o Metro do Porto custou tanto como a estação das Olaias...

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qualquer um chega ao motivo que apontas. eu também achava isso no inicio, até começar a usar regularmente o metro.. mais depressa fica o comboio cheio no trajecto campanhã - sº bento, do que o metro para essa mesma direcção. questiono se não será por ser um trajecto mais curto, logo mais rápido...

De qualquer forma tens razão quando dizes que faz ter sentido ter algumas estações, no local onde estão. uma junto à estação e outra junto à câmara. mas no entanto acho que, tal como o o Ricardo disse, e disse bem "é gritante"! se fosse eu, tirava a paragem dos aliados, mas isso claro....sou eu :)

também tirava a estação, por exemplo do IPO, que é a metros de distância da estação do sº joão.. de resto não me pronuncio, pois só conheço o metro até à senhora da hora.

fazia falta era uma linha independente que nascesse por exemplo na trindade e fosse até à zona c2, em direcção ao mar

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De facto não faltam exemplos de cidades onde realmente o metro funciona e onde os problemas de tráfego não existem nas proporções a que estamos acostumados. O Porto não soube analisar os modelos disponíveis. O metro do Porto na sua globalidade não é eficaz.

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Uma ligação até Sta Maria da Feira era ideal. Embora os meios agora existentes não sejam maus acho que este tipo de ligação iria proporcionar uma maior e melhor mobilidade. Tanto no grande Porto como nas cidades que o rodeiam. Até mesmo nas cidades que não pertencem à AMP tais como Oliveira de Azemeis, São João da Madeira, Vale de Cambra, Espinho, Ovar, etc...!

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Guest Ruce

acho qeu a questão aki será a falta de eficácia de gestao e criação de mais valias para a cidade sem ser a par de investimentos privados...depois claro, em cada situação destas chamadas mais valias, nasce um shopping e um hotel...é o lado privado... depois o estado como detentor de 60% do metro do porto deveria ter mais um bocado de respeito pelos utilizadores deste serviço que em relação a lisboa pagam mais caro e têm um serviço menos funcional e mesmo assim fala-se que o metro do porto nao tem lucro e que nao é viável bla bla bla...há muito mais impacto em buracos financeiros no porto que em lisboa...mas isso é culpa dos media e dos senhores de lisboa... há que pressionar é o governo para os protocolos e atribuição de fundos e depois fazer um estudo das verdadeiras necessidades urbanas... mas acho que akele metro nao servirá para longos percursos...como o da póvoa que já existe e eu so dou graças por nao ter que me servir dele..-. agora esse senhor disse acho que é um bocado hmm...nao vou dizer estúpido, para manter a discussão saudavél...mas eu a pensar que o problema seria o excesso de carros mas pelos vistos temos que nos livrar é dos autocarros lololol

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em relacao as cidades, existe uma questao que todos nos conhecemos, mas de que raramente nos lembramos. nao tenho a certeza quanto a definicao de ares metroplitanas em Portugal, nem como Politicamente se "destribuem/definem", mas a verdade e que nas duas principais areas metroplitanas de Portugal (Lisboa e Porto), ha uma lacuna de poder a nival da area metroplitana, que possa com poderes acrescentados em relacao as autarquias gerir um um conjunto de cidades cujo aglomerado urbano nao tem fronteiras definidas. A verdade (e por muito bons autarcas que tenhamos) e que os interesses politicos colidem quando a gestao de um territorio tao vasto e disperso e feita de uma forma quase exclusivamente local. Em relacao a Lisboa posso dar o exemplo do Satuo e que a primeira tentativa de criar um meio de tranporte nao viario circular a cidade. No entanto e projecto e um fracasso, porque estupidamente nao vai sequer ao Cacem, nem tem plano de se estender para alem deste. O projecto e caro, e (para variar) nao exitiu coordenacao entre as Camaras de Oeiras e Sintra. E este e por fim um dos grandes probelmas deste pais, as decisioes sobre urbanismo, Geografia, e arquitectura, estao nas maos de advogados, economistas, gestores, e engenheiros electrotecnicos...

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