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Porto | Sede da Vodafone do Porto | Barbosa & Guimarães

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Vodafone alia-se a arquitectos nacionais

A Vodafone vai convidar alguns dos mais prestigiados arquitectos portugueses a participar num "Concurso de Ideias", com vista à selecção do projecto final para a construção do edifício da sua nova sede no Porto.

«Pretende-se que este novo edifício tenha uma grande qualidade arquitectónica, tanto do ponto de vista funcional como estético, e que seja um dos mais emblemáticos da própria cidade do Porto», apontou a Vodafone em comunicado.

O júri do "Concurso de Ideias" será constituído pela Administração e representantes dos colaboradores da Vodafone, da Câmara Municipal do Porto e de um Conselho Consultivo constituído por três arquitectos nacionais de referência.

O "Processo de Consulta", que poderá ser levantado a partir de 6 de Julho, estabelece como data para as respostas o próximo dia 2 de Agosto de 2006.

O edifício da Vodafone será erigido em dois lotes de terreno, no cruzamento da Avenida da Boavista com a Rua Correia de Sá. Terá uma área de cerca de 3.500 metros quadrados acima do solo e deve ficar concluído até 31 de Dezembro de 2007.

@ Telemoveis.com

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Não poderiam estes concursos de ideias ser abertos aos arquitectos em geral? Faz-me lembrar dos castings onde estão filas e mais filas de pessoas atrás de nada mais do que um sonho, enquanto "outros", digamos, os "preferidos", são "convidados" a participar... No mercado privado ada um faz o que muito bem entende, mas podia ser uma oportunidade...

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é verdade que podia ser uma coisa aberta a muito mais gente, mas é preferível convidarem quem eles querem, do que abrir um concurso para quem quisesse, quando o vencedor já estava escolhido à partida...era criar sonhos e espectativas a muita gente, para nada.

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Podia ser só uma oportunidade, porque quem é que nos garante que num rasgo de génio, algum arquitecto menos conceituado não conseguisse convencer a vodafone? É claro que sendo privados, podem fazer o que muito bem entendem, e se quiserem, até entrear o trabalho directamente seja a quem for, mas da mesma forma que ao lançarem o concurso restrito, estão a publicitar a marca, num concurso mais alargado, poderiam chegar muito mais além... é uma questão de markting, que certamente compensaria as horas que iam ser perdidas a avaliar todos os trabalhos... com a vantagem de poder aparecer algúem "de fora"...

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sinceramente nem sei se iram perder horas a avaliar quem quer que seja. imagino que dentro dos muitos trabalhos em termos individuais que seriam feitos, se fosse concurso público, iam ver o nome e siga. acho que vai existir tempo para novas formas de desenho que já começam a brutar na arquitectura nacional. o tempo é sempre o melhor aliado :s

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Mas não é suposto nos concursos não se ter conhecimento dos autores dos trabalhos? Pelo menos em alguns que tenho conhecimento, os dados dos autores vão dentro de um envelope, que só é aberto na apresentação da decisão final... É claro que no mundo privado se pode fazer tudo de uma outra forma, mas nesse caso é a a deslealdade a falar...

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se até em concursos públicos há nomeações, e coisas menos transparentes, em concursos privados...muito mais.lol mas bem, por muitas ideias que nós tenhamos, as coisas vão continuar a correr como eles querem, a nomearem quem querem, bla bla bla.

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Imagem colocada

Deixo-vos aqui a notícia que veio no Jornal de Notícias há uns dias sobre a nova sede da Vodafone no Porto. O edifício situar-se-á na Avenida da Boavista.

Recomendo a leitura, principalmente pelo facto de que quando estamos a a ler o artigo, parece que as palavras dos arquitectos se refere a um projecto significativamente distinto.

Enfim, deixo à vossa consideração...

A futura sede da operadora de telemóveis Vodafone vai nascer no cruzamento da Avenida da Boavista com a Rua Correia de Sá, no Porto. O moderno edifício, da autoria dos arquitectos José António Barbosa e Pedro Guimarães, pretende reflectir "a vida em movimento" - lema da empresa - e deverá estar operacional no final de 2008. O pedido de licenciamento já deu entrada na Câmara.

A obra representa um investimento de cerca de 4,5 milhões de euros. O terreno (terão de ser demolidas duas casas) pertence ao Milennium BCP, banco que vai financiar a construção através de um fundo de investimento. O edifício manter-se-á propriedade da instituição financeira que, depois, o arrendará à Vodafone.

Edifício com oito pisos

Localizado quase em frente ao Colégio Nossa Senhora do Rosário, na Avenida da Boavista, o edifício, com um total de oito pisos (cinco acima no nível do solo) servirá para acolher cerca de 250 funcionários da empresa. No rés-do-chão e piso inferior, terá uma loja com 519 metros quadrados que servirá para venda dos produtos da operadora, bem como para o apoio ao cliente.

O projecto dos arquitectos do ateliê Barbosa & Guimarães foi o vencedor de um concurso de ideias em que participaram 50 arquitectos. Os oito finalistas foram submetidos a um parecer da autarquia do Porto.

"A Câmara foi conselheira na decisão final da Vodafone. A empresa tem urgência na construção deste edifício por isso teve o cuidado de validar antes as propostas. A nossa cumpria todos os requisitos", explicou, ao JN, José António Barbosa, coordenador geral do projecto. A equipa de arquitectos está, agora, a trabalhar no projecto de execução, que deverá ficar concluído até ao final do mês de Março.


Pequena praça sob o edifício

No local onde o edifício se eleva do solo, criando um espaço livre ao nível da Avenida da Boavista, "que potencia a paragem e o convívio", vai nascer uma pequena praça. Será por ali o acesso à loja da Vodafone.



Megastore e apoio ao cliente em dois pisos

O espaço destinado à venda de produtos da empresa e ao apoio ao cliente vai funcionar numa área de 519 metros quadrados, distribuídos entre o piso inferior e o rés-do-chão, ligados por escada e elevador. Ainda no primeiro piso, por trás da "megastore" ficarão um auditório, com capacidade para 90 pessoas e iluminação natural, e um refeitório para os trabalhadores da empresa. Nos pisos inferiores haverá estacionamento para 77 viaturas.



Semáforo na Boavista para sair do parque

De acordo com a memória descritiva do projecto, o acesso automóvel ao edifício será feito em rampa com a localização prevista pela Câmara. "Para facilitar a saída do estacionamento poderá ser colocado semáforo na Avenida da Boavista imediatamente antes da rampa de acesso automóvel ao edifício que ficaria sincronizado com o semáforo existente 70 metros à frente", pode ler-se no documento.


http://jn.sapo.pt/2007/01/22/porto/sede_vodafone_avenida_boavista_fica_.html

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A fotomontagem faz-me lembrar umas fotomontagens que fiz há uns meses ... coloquei uma mulher toda gira assim no canto. O projecto é arrojado. O que acontece a estes projectos é se existe teoria para conceber este tipo de projectos. Se é só fachada ou se o interior é coerente com o exterior.

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JVS: gostei do teu comentario! realmente isto só fará sentido se estiver devidamente suportado teoricamente e técnicamente, caso contrário trata-se de um edifício "a la koolhaas", um mero objecto de modas... O problema é que o koolhas sabe aquilo que faz!

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Isso dava um bom debate....será que os arquitectos estam a tentar ser " fashion" brincando ás barbies, onde o boneco é o mesmo e vamos trocando de roupa, ou se finalmente os arquitectos estam a abandonar as caixinhas branquinhas com vãos enormes e a explorar o que a arquitectura tem para dar... Também gostava de ver os interiores para me decidir....

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Na minha opinião a premissa de conceber um edifício para uma marca e que se identifique com esta (neste caso com o slogan desta) é óptima. Sob o ponto de vista de marketing é muito bom para uma marca ter um edifício que chame a atenção, mesmo que seja polémico, e se tiver uma projecção em meios de comunicação social devido a isso, ainda melhor. Agora, não me parece é que esse edifício consiga provocar isso, pelo menos o que se consegue ver nessa pequena imagem. O efeito do Guggenheim de Bilbao é um exemplo, ou a Casa da Música também. Toda a gente, a nível de promotores, quer o mesmo efeito para o seu negócio.

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há uma coisa que a maior parte das pessoas não entende: ao lado da Casa da música nao se pode fazer outra "Casa da Musica", ao mesmo tempo que ao lado do Guggenheim de Bilbao nao se vai fazer outro edificio tão espalhafotoso como esse. São edifícios de excepção e, quer queiramos quer não eles são necessários, mas necessitamos precisamente deles pela sua singularidade e não para despoletar uma série de intervenções de mau gosto de forma a imitar formalmente a tal obra. Este edifício é claramente o caso. A vodafone quer uma imagem de marca, os arquitectos quiseram fazer um edifício ao estilo Casa da Música, porque acharam que era uma imagem forte e "inovadora". Foi aqui que cometeram um enorme erro e provaram a falta de cultura e etendimento da cidade. O que o Koolhas fez não é em nada fruto do acaso e surge na rotunda da boavista como o elemento de excepção que dá carácter àquele espaço. Não se pode simplesmente pegar nessa forma distinta e aplicá-la mais ao lado na avenida da boavista num lote igual a tantos outros, sem uma base teórica concisa, na esperança de vir a nascer um projecto coerente e com qualidade...

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qualquer projecto menos aberrante parecia-me muito melhor...

cada um continua a olhar para o seu úmbigo...



Penso que uma companhia destas requere logo deste inicio uma "imagem" que suporte a sua projecção do mercado, e isso é das principais premissas que estas empresas exigem.

Agora é ainda precoce ditar algum tipo de opinião formada a partir de eventual fachada.

:icon_chick: *'s

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Seria interessante alguém postar imagens da envolvente e da zona onde será construído o edifício... É uma atitude forte por parte das empresas que tentam afincadamente uma forte presença urbana. Para a empresa torna-se importante que este tipo de edíficio tenha o seu destaque e que comece a "moldar" a envolvente. Obviamente, e tal como o asimplemind referiu, se cada um olhar para o seu úmbigo, será o caos urbanistico e arquitectónico... Gostava de ver mais sobre o projecto...

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há uma coisa que a maior parte das pessoas não entende: ao lado da Casa da música nao se pode fazer outra "Casa da Musica", ao mesmo tempo que ao lado do Guggenheim de Bilbao nao se vai fazer outro edificio tão espalhafotoso como esse. São edifícios de excepção

O que o Koolhas fez não é em nada fruto do acaso e surge na rotunda da boavista como o elemento de excepção que dá carácter àquele espaço.



Concordo totalmente com a primeira afirmação, apesar de defender a exploração formal da arquitectura há que ter sensibilidade e humildade para saber quando dar largas á imaginação.
Contudo a segunda afirmação é extremamente perigosa, e explico porque....como todos devem saber a casa da musica foi feita em cima de joelho, pois o OMA despachou um cliente dificil, pegou na habitação para o mesmo fez um scale e toca a resolver os interiores...acho que sim, foi fruto do acaso, numa transição programática pensada e resolvida....mas adoro o resultado final...a praça que a envolve é mesmo a tentativa de a integrar e fundir com a envolvente...obviamente não é sufeciente mas a escala e presença do edificio sao tao fortes que vivem como elemento de exepção...que no fim acabou por " matar" o papel da famosa rotunda...

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e estás a ver, ele partiu de um projecto que nao tinha nada que ver e soube re-interpretá-lo e fazer dele uma obra de arquitectura única e que na realidade o seu discurso faz sentido e o edifício acaba por se tornar numa obra de arquitectura extremamente inovadora, permitindo que a partir daí essa zona se reestruture e se renove. O problema são as más interpretações e, esta da vodafone considero-a uma muito má interpretação. O sitío onde está já nada tem que ver com a zona da casa da música e torna-se bastante complicado fazer um objecto bizarro lá no meio. Ao contrário da rotunda da boavista que tinha uma dimensão que permitia receber aquela obra.

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