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Arquitectura.pt


Dreamer

O Dubai e a arquitectura

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É óbvio que detesto condomínios privados (Nada a ver com a Arquitectura), é uma questão de propriedade, o condomínio privado é um abuso a que só alguns podem recorrer. Qualquer espaço, é digno de um ser humano. E depois a pergunta, como é que se integra funcionalmente, na malha urbana, um condomínio privado?

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Repara na vila utopia...será um condominio privado? Repara que para se ter acesso a viver num condominio privado é necessario ter uma serie de coisas (dinheiro e algum estatuto social creio eu).. Existem hospitais privados, colegios privados, universidades privadas e neste caso são conjuntos habitacionais privados com regalias especificas... Não vejo qualquer tipo de problema na existencia de condominios privados...não tenho acesso a eles, mas não os detesto por isso...talvez por outras coisas... Explica la melhor esse "detesto condomínios privados"...

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Muitos condomínios privados, alguns bem pertos da zona onde vivo (http://www.camporeal.pt/en/apresentacao.htm), são a todo o exemplo comuns, sempre com o seu porteiro, a discernir quem pode ou não entrar, sempre com uma entrada pomposa, sempre perfeitamente a passar por cima das normas do PDM (É o caso deste, em que a própria estrada devia ser alterada, em função da proximidade em relação ao condomínio, embora a estrada de âmbito nacional já existisse ali à largos anos). O condomínio privado, é por norma um atropelo à liberdade, por norma um espaço de clausura, vive para dentro, não liga com a rua, dispensa a praça.
Uma universidade privada e um hospital privado não são comparáveis, são exteriormente indistintos de um qualquer serviço público e com funcionamento interno em tudo semelhantes.
Um condomínio Privado nunca receberá a designação de utílidade pública, como todas as universidades e hospitais privados possuem.

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Eu não começo a fazer comparações, não fui eu que introduzi Cuba, a partir dai, mencionar a Rússia seria obrigatório. Essencialmente exemplar ao nível do ensino.


Falei em Cuba, como podia ter falado de Punta Cana, Martinica, resorts nas caraíbas, sudoeste da Ásia (a propósito disto podiamos falar do Tsunami Vs. mau planeamento), ilhas do pacífico, etc, etc, etc, foi um exemplo, nada mais...

Quanto ao resto, o problema é que os condomínios privados segmentam a cidade mais do que qualquer outra forma de urbanismo... criam uma fronteira, uma quebra espacial...
A esse nível temos também os bairros problemáticos, como o S. João de Deus, Cova da Moura, Casal Ventoso (que parece que voltou em força), etc, que sem fronteiras físicas, fazem esse mesmo enclausuramento...
Passam por aí muitos dos problemas do urbanismo, quer por cá, quer nesses resorts de luxo, quer nas cidades erigidas completamente fora da escala do país...
Todos esses espaços se tornam "impróprios" para uma ou outra faixa da sociedade...
Nos condomínio de luxo entra quem pode, nos bairros problemáticos poucos entram e muitos queriam de lá sair, nos resorts vale-se do dinheiro, nas cidades "megalomanas" à escala do país, o comum habitante não tem condições para lá viver...
Tudo isto faz lembrar a Manhattan de Cacilhas, e os outros mega empreendimentos propostos para a zona de Lisboa à uns anos... Faz lembrar algumas das obras daquele programa da Discovery, o "Mega Construções"...

Dá que pensar...

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Como forma de retomar o ponto inicial desta conversa, que entretanto foi por outros caminhos, aqui fica uma notícia de que perdi a origem, mas da qual guardei o texto...
Na altura em que a vi fiz uma tradução livre e é essa tradução que apresento aqui...

Cabeças na areia?

Arquitectos por todo o mundo estão a lutar cada vez mais por projectar edifícios suscentáveis, ao mesmo tempo que no Médio Oriente, uma cidade inteira está a ser criada da qual os maiores grupos ambientais já apelidaram de "O empreendimento mais insustentável da história".
A ironia da questão do Dubai está para lá da própria questão. O país do petróleo, que entretanto "esvaziou" os seus vastos recursos naturais, virou-se para o turismo como uma forma alternativa de renovação.
A localização da cidade garante uma quase total dependencia em relação aos transportes aéreos para sobreviver, dado que a maior parte dos visitantes vem da India e da Europa. As consequências para o meio ambiente são inimagináveis.
O Dubai está a crescer à face das actuais tendências de sustentabilidade. Os criticos dizem que os arquitectos que lá trabalham têm de deixar os seus normais padrões de conduta e principios morais no hall de entrada.
Justin Francis, co-fundador da "responsibletravel.com" disse, "O fio condutor para arquitectos tem de ser a sustentabilidade, não o construir grande ou o construir rápido.
As oportunidades para um arquitecto a trabalhar nesta região são óbias, mas vão-lhes ser cada vez mais pedidas razões para justificar as suas posições na balança entre o trabalho e a sustentabilidade.

Uma questão mais importante pode ser se os participantes na "aventura" do Dubai serão capazes de aparecer com ideias para combater os impactos ambientais.



Lamento não ter a fonte da notícia, mas parece-me um ponto interessante a acrescentar à conversa...

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A notícia é de Janeiro deste ano... ao que tudo indica vai existir no Dubai algo como um clone da cidade francesa... algo como Lyons-Dubai City...

Du vin, du pain, Dubai: emirate to clone Lyons

http-~~-//www.timesonline.co.uk/multimedia/archive/00265/STN132403-385_265735a.jpg

Matthew Campbell in Paris


NOT content with admiring Europe from afar, the Arab emirate of Dubai is to build a replica of Lyons under a £350m deal signed with the French city last week.

The French like to talk of their “civilising mission” abroad, but duplicating Lyons’s main cultural, gastronomic and sporting institutions in the middle of the desert was not their idea: it is the obsession of Saeed al-Gandhi, a Dubai businessman.

“He fell in love with Lyons while strolling along the river-bank,” said José Noya, an official at Lyons town hall. “He wants to recreate Lyons’s soul.”

Inspiration struck al-Gandhi while he was drawing up plans to build a French-language university in Dubai in partnership with the University of Lyons. Not wanting to be outdone by Abu Dhabi, another Arab emirate, which has announced it will build its own version of the Louvre, al-Gandhi hit upon the idea of “Lyons-Dubai City”, as the new metropolis will be known, or “Lyons’s oriental little sister”, as they call it in the French town hall.

Lyons and Dubai had already signed a “pact of cooperation and friendship” but al-Gandhi’s idea adds a new twist to twinning: the new Lyons will cover an area of about 700 acres, roughly the size of the Latin Quarter of Paris, and will contain squares, restaurants, cafes and museums.

Al-Gandhi could have picked a worse place. Famed as the home of gastronomy and the birthplace of cinema, Lyons sits between two of France’s best-known wine-growing regions. Even so, Dubai is unlikely to want to copy the decrepit tower blocks that ring the real city, symbols of the urban violence that periodically plagues France. Nor is the country’s recent smoking ban in public places expected to be exported.

The desert city will include a Paul Bocuse Institute, like the one in Lyons named after the hallowed chef, in which students will study hotel management and gastronomy.

“We are setting up the new school in Dubai because the tourism industry is really developed there,” said Hervé Fleury of the institute. “The demand for able managers is enormous.”

There will also be a football training centre run by the Olympique Lyonnais team, prompting dreams in Dubai of the little-known national XI qualifying one day for the World Cup.


Link:
http://www.timesonline.co.uk/tol/news/world/europe/article3177701.ece

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Sem dúvida que tens razão Dreamer, mas os adolescentes só querem é praia e borga nas viagens de finalistas. Não estou a criticar nem a apoiar, são mentalidades típicas da idade. Com o tempo as percepções vão-se alterando, começamos a valorizar outro tipo de coisas. Não sei a tua idade, mas imagino que percebas o que eu quero dizer

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Percebo perfeitamente, quem é que não gosta de umas boas farras, mesmo depois de passar uns bons anos da adolescência?... o problema é quando passa dos limites, mas essa é outra questão...

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Por que motivo a arquitectura do Dubai tem de ter este ar pseudo-oci-oriental. Os modelos são completamente importados da arquitectura anglo-saxónica, mas com desenhos de plantas que fazem lembrar motivos decorativos de azulejos de mesquitas. Ah! e porque é que tem de ser tudo azul, verde ou dourado? Será que a face visivel da democracia islâmica do Dubai (que não existe) é a migração do modelo ocidental mascarado de burka? kasbahs em arranha-céus? É essa a ideia?

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Mendigagem, há em todo o sítio, os regimes Comunistas, tem os seus "contras", mas tem o melhor sístema de saúde e de educação do planeta. A grandeza também se conquista a custa de muita miséria.
E não escondo, uma certa simpatia pelo dito regime.



"he who is willing to trade some liberty for some security, deserves either"
Ben Franklin

Quanto ao topico tou curioso por saber o que vai acontecer com esta cidade um dia que o petroleo desapareca. Dubai e das poucas cidades do medio oriente a investir tanto em infraestruturas, penso que se algum dia o petroleo desaparece o contraste com os paises visinhos vai ser tremenda, um autentico oasis no deserto mas quando se la chegar sera que existe?

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Quando o petróleo acabar, eles contratam os americanos e esses, como precisam de destruir umas bombas e misseis que estão fora do prazo... descarregam-nas lá e atiram as culpas para a Al qaeda(?)... TOU A BRINCAR... só imagino é a sério!!! O dubai é uma folia onde para os arquitectos, engenheiros e construtoras é o el dorado!!! O petróleo será subestituído por outro tipos de combustivel e a gasolina apenas servirá para os magnatas e entidades governamentais ou militares!!! Deixem o dubai avançar e preocupemos-nos com o nosso país e a Europa porque aqui está o nosso futuro e o dos nossos!!! Hà milhares de anos que os senhores do petróleo fazem o que querem com o lucro do ouro negro e ninguêm reclamava, nas arábias construía-se comforme eles queriam e contratavam quem queriam para o fazer.... agora que fazem publicidade a uma cidade que cresceu de uma hora pra outra no deserto, já toda a gente se incomoda... E que tal falarmos também de Las Vegas???? Fica a pergunta para vocês compararem!!!:jump2:

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Realmente a única crítica que faço é a total falta de sustentabilidade de um investimento destes... De resto, todas as cidades surgiram pela sua posição estratégica na rede global, e por alguma vantagem particular.

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Houve aí alguém que falou em "aberrações" e de facto, alguns dos projectos para o Dubai que tenho visto ultimamente assustam-me. Todos os projectos são extremamente ousados e até interessantes a nível visual, mas na maior parte, há questões que são completamente esquecidas, como por exemplo o impacto que têm na paisagem ou a sua funcionalidade. Algumas construções são autênticas barreiras artificiais na paisagem e criam uma situação de desiquilíbrio no espaço, na cidade em si.

Outra coisa que me preocupa é o facto de se construir cada vez mais, ou melhor, exclusivamente para milionários e bilionários. Vejo cada vez mais pobreza e não me parece que isto seja o mais correcto.

Penso o Dubai devia aproveitar a abundância de dinheiro e investi-lo em áreas com futuro, como por exemplo a pesquisa e desenvolvimento das energias renováveis, o que até podia ser aliado ao turismo, para criar espaços sustentaveis e mais amigos do ambiente. Este é apenas um exemplo de boa aplicação de dinheiro, por ser uma questão tão imporante e discutida ultimamente.

Quanto a este tipo arquitectura em si, não me fascina, definitivamente. O que se está a criar no Dubai não é, nem de longe o conceito de cidade do futuro.

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Eu concordo a 100% com o dreamer... Acho que o dubai é a tal pérola que falavas lá atrás. Vejo-a um pouco como uma provocação, provoca-nos para ir lá, mas depois se analisarmos bem todos aqueles arranha-ceus percebemos que as coisas nao sao bonitas e levantam duvidas quanto à sua funcionalidade. Até me admiro que o portugese ainda nao tenha aparecido por aqui a mostrar os seus "arranha-ceus"! lol... sem ofensa claro.

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Dubai é um caso realmente paradigmático de como fazer cidade. Será com certeza um objecto de análise para as próximas gerações de arquitectos. Se repararmos bem, Dubai não tem nada que outros destinos ditos paradisíacos não tenham, encontramos arquitectura do faz de conta, em todos eles. Dubai tem é uma concentração maior desses exemplos por metro quadrado.

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[ame="

"]YouTube - Cohabitation: Low income housing for Dubai[/ame] Como resolver o problema da habitacao da populcao que vai servir os milionarios que vao habitar no Dubai. A proposta dele consiste em construir torres onde coabitam ricos e pobres que entram por duas entradas distintas.

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Muito interessante este vídeo. Versa sobre uma preocupação que até aqui terá sido completamente descurada, a habitação dos trabalhadores, mas não deixa de ser uma forma de reclusão numa franja da sociedade que simplesmente não os quer ver. A solução apresentada, em vez de os empurrar para uma periferia em mutação, apenas os quer esconder no meio da cidade... Não sei bem onde está a raíz do problema... talvez seja apenas um poblema cultural, um pouco como qando ninguém quer uma lixeira junto a sua casa, apesar de elas serem necessárias... mas estamos a falar de pessoas e essas pessoas são tudo menos lixo e merecem o mesmo respeito que todos osoutros... ..quanto à solução, para mim não será em si uma fórmula perfeita, tem certamente muitos defeitos e problemas, no entanto pareceme melhor do que o que até aqui acontece...

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A minha opiniao referente a este tema tao controverso no mundo da arquitectura, referente à criaçao de cidades de raiz é algo que mesmo hoje em dia nao é concensual.Sera porque o urbanismo como ciencia autonoma é ralativamente recente(o urbanismo moderno tem origem na revoluçao industrial), sera porque nao existem padroes pre-estabelecidos de como se deve encarar o urbanismo, por aquilo que tinho lido sao pensamentos autonomos e decerta dorma desligados entre si, sem uma currente de pensamento unica. Uma das duvidas que se coloca é:D que serao estas cidades daqui a cinquenta anos, quando o petrolio nao possuir o real valor que actualmente o damos.Sera que poderemos conciderar uma cidade de diversoes à imagem de las vegas, como nas antigas feiras populares onde posuiam varias mudalidades de diversao..... Sao muitas as duvidas que se levantas quando se abordas temas como esta no mundo da arquitectura. Despeço-me com uma expressao da autoria do canal Sic Noticias, que quer dizer o seguinte, o maior flagelo do Homem , é pensar que o passado jamais podera ocurrer. Pensem nisto!!! Obrigado e continuaçao de boas ferias:)

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concordo e fiquei a pensar: a minha opinião!! em relação ao Dubai faz me lembrar um pouco um jogo muito antigo que se chamava Holiday island, a qual o objectivo era construir o maior numero de atracçoes turísticas, contudo conheço esses projectos mais emblemáticos como o Burj Al Arab que a nível arquitectónico, são fabulosos, mas.... a arquitectura não é só isso, obras megalómanas fruto do poder, e das ideias megalómanas do homem. como referiram e bem, o exemplo das zonas paradisíacas com aqueles resorts todos, agora o problema está quando se foge da zona turística e se depara com a verdadeira cultura desses países que normalmente é miserável.....o que é um contraste muito grande....

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O Dubai e os seus sheikes do ouro negro deveriam primeiro estudar a história da cidade clássica , para perceberem o porque da queda de Roma, e a decadencia em velocidade de cruzeiro das grandes cidades americanas! :rolleyes:

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Penso que acima de tudo é uma questão cultural - e crónica nos passeios de finalistas - porém são dois tipos de turismo que "competem" entre si, mas cada um com o seu público específico, tendo o turismo balnear a vantagem de ser a partida o mais tranquilo, daí cativar muitas vezes público do turismo mais cultural, cansado de um ano de trabalho. E o Dubai é um dos muitos desses destinos no mundo, com a diferença de ter dinheiro (em excesso) e realizar as coisas mais espalhafatosas como forma de atracção e distinção, não apenas no médio Oriente mas no mundo.

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apesar de tudo, depois de todas estas opiniões criticas ao desenvolvimento do dubai, acho que todos nos gostariamos de lá ir. simplesmente pra vivenciar todas aquelas construçoes arquitectonicas.

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