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Metscha

Estágio - Gabinete De Grande Dimensão Vs Gabinete De Média Dimensão

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Antes de mais, boa tarde a todos.

 

Estou, neste momento, à procura de um atelier ou gabinete de arquitectura onde estagiar, com efeitos de acesso à Ordem. Tenho preferência pela área do Planeamento Urbano e do projecto de espaço público, para além da da Arquitectura.

 

Em relação a quem tem conhecimentos ou experiência nesta matéria, peço que opinem/me auxiliem em relação ao seguinte - o que seria melhor/preferível:

- um estágio IEFP num gabinete de grande dimensão, com projectos internacionais e, também, muita concorrência interna;

- ou um estágio IEFP num gabinete de média dimensão, que começa a ganhar relevo no âmbito nacional mas ainda não se internacionalizou, e onde a concorrência/competitividade interna é menor, de acordo com a escala do gabinete?

 

No primeiro caso, o mais provável (digo eu) seria passar todo o estágio a fazer desenho técnico, e a tirar fotocópias e cafés. Também, visto que há mais concorrência, o mais provável seria que o estágio não fosse sinónimo de continuidade no gabinete (pois seria mais fácil e barato substituir-me por outro estagiário comparticipado pelo Estado). Por outro lado, a escala do atelier e os carácter e tipologia dos projectos que desenvolve significam que continuaria a ter trabalho, pelo que não veria o estágio interrompido e talvez existisse a possibilidade de permanência.

 

No segundo caso, tendo em conta que se trata de um meio mais pequeno, poderá existir a possibilidade de um maior envolvimento nos projectos a nível conceptual, para além dos aspectos de representação/apresentação, etc. Também, pela menor concorrência (e, talvez, menor atractividade), talvez fosse mais provável a continuidade pós-estágio. Para além do mais, é mais aliciante fazermos parte de uma empresa 'embrionária', acompanhando o seu processo de crescimento desde o 'início'. Por outro lado, tendo em conta o contexto actual, este atelier encontra-se mais susceptível de fechar e o estágio, para não falar do que viria a seguir, podem ficar comprometidos.

 

 

Em ambos os casos, não está em causa a qualidade do portfolio ou da gestão; têm ambos trabalhos muito interessantes e a gestão encontra-se adequada à respectiva escala. A distância casa-trabalho também não seria problema.

Sei que tudo isto é muito relativo, depende da qualidade do meu trabalho, das circunstâncias que envolvem o funcionamento do atelier, do contexto nacional/internacional, etc. mas queria apenas algumas pistas que me ajudassem a escolher melhor.

 

 

Muito obrigado.

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Eu estagiei num gabinete pequeno.

 

Se é para ganhar dinheiro em Portugal, e ter um ponto de partida para a profissão de forma independente não será a fazer grandes obras com grande abertura conceptual e criativa.

 

O trabalho que permite ganhar dinheiro de forma continua e estável é aquele "corrente",  que é focado na resolução dos problemas das pessoas. Esses problemas não são na sua maioria obras novas, concursos, obras de autor, e grandes concepções arquitectónicas. 

 

O mercado está estagnado no que diz respeito a obra nova e a obra pública, e só aí haverá espaço para uma arquitetura mais de "autor", de concurso, de ideias, de interesse especial.

 

Eu por exemplo quando preciso de um colaborador peço normalmente além que tenha experiência nos processos burocráticos, que saibam lidar com as entidades e que conheçam a legislação. Eu não quero, salvo algumas excepções, criativos espetaculares em 3D que trabalhem Revit e outros BIMs, com altas experiências em photoshop e afins. Alias, quero que saibam mesmo é trabalhar em autocad.

 

Quem estagiou em grandes gabinetes tem, na sua maioria, o azar de não saber como colocar um licenciamento numa câmara. Normalmente são excelentes a representar, em comunicação, em 3D, em desenhos espétaculares, fotorealisticos.... mas depois eu preciso é de colocar na câmara uma planta devidamente cotada, com uma representação correcta, de preencher os formulários,  ... e aí verifico algumas lacunas de quem estagiou em grandes gabinetes.

 

Há excepções, claro.

 

Eu se hoje ganho dinheiro com arquitetura é porque tive a sorte de estagiar num gabinete pequeno e meter a mão em tudo, e de tudo um pouco. Se não fosse assim não conseguiria também trabalhar por conta própria. Disso tenho a certeza.

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Nos Gabinetes grandes, não há espaço para pensar em ti, eles querem é lucro ao fim do mês com prazos impossíveis de cumprir, pressão constante e mau ambiente e se pensas em desistir, para eles ainda melhor, menos um para fazer concorrência e roda as cadeiras, sai um estagiário e entra outro. Já tive esta experiência, não gostei, não recomendo.

 

Ateliês de média dimensão, com cerca de 10 pessoas são um bom sítio para começar, a experiência é a mesma que num gabinete maior, mas, por existir menos especialização no trabalho, tens hipótese de participar em mais coisas do que simples desenho técnico, ao contrário do que já se disse aqui, eu tenho outra opinião, trabalhar em autocad e cotar uma planta é coisa que qualquer arquiteto tem que saber ao sair da universidade, nem ponho a questão de não saberem, agora 3D Fotorealistas, Software BIM, Photoshop, ou mesmo DESENHAR à mão, é o cerne de questão, para o qual o mercado está-se a marimbar (estúpido não é?), a mioria dos gabinetes não procura talento, procura apenas um gajo que dê lucro à empresa, o sonhador que tem uma boas ideias, com alguma personalidade e que procura a qualidade em detrimento do banal, este tipo, na maioria dos Gabinetes, não tem hipótese nenhuma... mas eu estou a generalizar, e como acredito que cada caso é um caso, podes simplesmente ter sorte no gabinete para onde irás estagiar, mas aconselho cautela, durante os cinco primeiros anos existe muito para apreender, mas o pleno da profissão só se encontra quando começares por conta própria, aí a castração que é trabalhar por conta de outrém, desaparece.

 

Enquanto não fores tu a assinares os projetos dos outros, faz o que te dizem, quando começares a assinar os teus, não te deixes toldar por impressões alheias.

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Nos Gabinetes grandes, não há espaço para pensar em ti, eles querem é lucro ao fim do mês com prazos impossíveis de cumprir, pressão constante e mau ambiente e se pensas em desistir, para eles ainda melhor, menos um para fazer concorrência e roda as cadeiras, sai um estagiário e entra outro. Já tive esta experiência, não gostei, não recomendo.

 

Ateliês de média dimensão, com cerca de 10 pessoas são um bom sítio para começar, a experiência é a mesma que num gabinete maior, mas, por existir menos especialização no trabalho, tens hipótese de participar em mais coisas do que simples desenho técnico, ao contrário do que já se disse aqui, eu tenho outra opinião, trabalhar em autocad e cotar uma planta é coisa que qualquer arquiteto tem que saber ao sair da universidade, nem ponho a questão de não saberem, agora 3D Fotorealistas, Software BIM, Photoshop, ou mesmo DESENHAR à mão, é o cerne de questão, para o qual o mercado está-se a marimbar (estúpido não é?), a mioria dos gabinetes não procura talento, procura apenas um gajo que dê lucro à empresa, o sonhador que tem uma boas ideias, com alguma personalidade e que procura a qualidade em detrimento do banal, este tipo, na maioria dos Gabinetes, não tem hipótese nenhuma... mas eu estou a generalizar, e como acredito que cada caso é um caso, podes simplesmente ter sorte no gabinete para onde irás estagiar, mas aconselho cautela, durante os cinco primeiros anos existe muito para apreender, mas o pleno da profissão só se encontra quando começares por conta própria, aí a castração que é trabalhar por conta de outrém, desaparece.

 

Enquanto não fores tu a assinares os projetos dos outros, faz o que te dizem, quando começares a assinar os teus, não te deixes toldar por impressões alheias.

 

Muito obrigado por mais uma opinião! Parece-me que, de facto, um atelier de média dimensão será o melhor caminho; afinal, no meio está a virtude.

 

Obrigado!

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Concordo com as opiniões acima.

Apesar de nunca ter trabalhado em grandes ateliers, tive colegas meus que o fizeram e noto também as diferenças acima referidas, são colegas muito voltados para a apresentação, concursos, softwares, etc., também têm uma cultura mais alargada a nível das ultimas referências da profissão, mas depois não sabem o suficiente para lidar com o cliente/obra/técnicos das especialidades/legislação/politica/economia/câmara, etc., etc. 
De uma maneira genérica uns são ratos de laboratório, outros andam no terreno. Cada um tem os seus aspectos bons e os lados maus, a escolha poderá depender muito daquilo que pretendes para o futuro, ou então aproveitares a oportunidade para teres uma experiência num gabinete maior. Um bom arquiteto só é reconhecido com 60-70 anos por isso há muito que experienciar até lá :)

Boa sorte na tua escolha :)

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Muito obrigado, também, TiCo!!

Já enviei, via email, portfólio + CV + projecto final de mestrado para um atelier relativamente pequeno perto da minha residência mas, infelizmente, ainda não obtive resposta, passado quase um mês. Tenho medo de enviar para vários ateliers ao mesmo tempo - não sei o que será melhor: enviar para um de cada vez (esperando uma resposta negativa antes de enviar para o próximo) ou para vários ao mesmo tempo, visto que, no segundo caso, corro o risco de entrar num deles e depois me ver forçado a recusar outras respostas que, mais tarde, me podem fechar portas.

 

Também pensei em imprimir o portfólio + CV (+ projecto final) e aparecer nos ateliers (solicitando uma reunião com o sócio/director) mas a verdade é que neste momento não tenho muito dinheiro para imprimir os elementos anteriores, seja com muita ou pouca qualidade. Algum concelho em relação a isto?

 

 

Uma vez mais, muitíssimo obrigado pelos vossos tempo e simpatia.

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Eu aconselho, sempre que possível a ir ao gabinete!
Quando se envia um CV, acaba-se sempre por encostar num canto ou não ligar muito ao email, "é mais um". O falar com as pessoas permite-te que geres uma empatia, te mostres interessado no trabalho e no escritório (convém ir com a lição estudada), te apercebas do tipo de pessoas/ambiente com quem vais lidar e, acima de tudo que aprendas a 'vender' aquilo que melhor sabes fazer ;) 
Relativamente a teres menos custos, podes sempre ter um 'livro' para apresentação do portefólio, mas depois o envies por email para não deixares o suporte físico.

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Obrigado XXXXX e TiCo pelas sugestões.

 

Vou, de facto, experimentar enviar portfólio+CV para mais ateliers, antes de comparecer presencialmente, visto que teria, de qualquer modo, de imprimir o portfólio - neste momento, a coisa não está mesmo para grandes gastos. Caso continue sem obter resposta, lá terei de imprimi-lo e bater a umas portas.

 

 

Muito obrigado por todas as opiniões, conselhos e sugestões!!!! Vemo-nos por aí!!

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A primeira coisa que fiz, quando terminei o estágio foi andar de porta em porta, não deu em nada... depois abriram uma vagas na internet e lá consegui trabalho, mas isso foi no ido ano de 2006, onde a construção já estava em baixo, mas nada comparado com o que aconteceu em 2008 e anos seguintes... agora, está ainda mais difícil, mesmo com a derrogação cabal do 73/73 as coisas tanto para Arquitetos como para Engenheiros estão más. O peixe miúdo, aqui, neste País, não se safa... e qual é a novidade?

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Boa sorte para a nova etapa :)

Muito obrigado!! Um óptimo ano de 2015 para todo vós, também!!

 

 

A primeira coisa que fiz, quando terminei o estágio foi andar de porta em porta, não deu em nada... depois abriram uma vagas na internet e lá consegui trabalho, mas isso foi no ido ano de 2006, onde a construção já estava em baixo, mas nada comparado com o que aconteceu em 2008 e anos seguintes... agora, está ainda mais difícil, mesmo com a derrogação cabal do 73/73 as coisas tanto para Arquitetos como para Engenheiros estão más. O peixe miúdo, aqui, neste País, não se safa... e qual é a novidade?

Perfeitamente. Adoro Portugal mas há muitas coisas muito erradas neste país para além das consequentes à crise. Na verdade, só quero fazer o estágio para que, mais tarde, possa assinar projectos (eventualmente) - é uma ferramenta no caso de surjir algum trabalhinho. Mas tenho a noção de que, provavelmente, nunca irei trabalhar em Arquitectura, muito menos em Urbanismo. É só porque, caso contrário, todos estes anos de faculdade seriam um desperdício; que já começo a considerar serem. 7 anos de curso para trabalhar num call center.. Enfim.

 

Uma vez mais, muito obrigado por toda a vossa atenção. Foi muito útil tudo o que escreveram.

 

Cumprimentos!!

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Não te preocupes muito com a qualidade do trabalho desenvolvido, infelizmente isto é secundário neste País, o segredo para o sucesso está num cinismo básico... sorrir muito e dar umas gargalhadas de vez em quando, se conseguires fingir este comportamento, é meio caminho andado para o sucesso, lembra-te que és julgado não pelo que fazes ou és, mas pelo que aparentas, se não tiveres paciência para ser assim, então, outro sonhador que provavelmente, dando ou não lucro à empresa, é o primeiro na linha para ser dispensado... só por isso é necessário cultivar um rede de amigos nas empresas, para te tornares intocável, na próxima reestruturação empresarial (dispensas)... os amigos no mundo do trabalho servem apenas para servir interesses... o resto são idealismos da Juventude!

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E se depois do estágio, conseguires angariar clientes... então nem penses em trabalhar por conta de outrém, dado que isto é meio caminho andado para acabar no psi.

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