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Arquitectura.pt


Bruno_Rosa

Queria trabalhar num atelier...

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nem que fosse a tirar fotocopias :knockout::knockout::knockout::knockout::knockout::knockout: Algum estudante trabalha em algum ? (algums devem... ) Como entraram ? Entrevista ? Cunha ? É do tio arquitecto ? Amigo da mãe ?

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Boas, Tal como já te tinha dito, vou "estagiar" este verão para um atelier de arquitectura em Roterdão (Holanda). O que precisei foi de força de vontade, um portfolio (que mereceu parabéns de diversas entidades) e algumas entrevistas misturadas com algum nervosismo. Creio que o panorama em portugal poderá ser diferente, mas não ha nada como contactar ateliers, mostrar trabalhos realizados e mostrar empenho e dedicação no trabalho. Talvez seja um mundo onírico, mas foi o que eu fiz... Abraços,

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Já tive em três, todos em PT, queres um bom ambiente, procura qualquer coisa preferencialmente fora de Lisboa e pequeno, menos de dez pessoas. Gabinetes grandes e de gente conhecida, regra geral, são pessoas a pisarem-se mutuamente! Não penses em fazer coisas oníricas, o portfólio tem que ser giro, mas não serve para mais nada...há, é sempre preferível uma boa cunha, ou um bom familiar, a um portfólio Genial. O portfólio só garante a entrada, nada mais... (isto falando do panorama em PT)

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Tenho um portfolio da treta (alias nao tenho nenhum mas os trabalhos que fiz são da treta). Tenho de perder um tempo a re-ver os trabalhos que fiz, melhorar e sintetizar .... Tenho pena que nunca tenha tempo para fazer um projecto de geito (falta de tempo deve ser generalizado) As vezes penso, a 2 ou 3 dezenas de anos nao havia computadores para ajudar um estudante, será que os alunos só tinham um projecto por ano ? Dois no máximo ? Desenhar um complexo cultural com edifcicios váriados que ocupal mais de 4000 metros quadrados, mesmo aqui com a maquinaria é dificil, imagino se tivesse de o fazer a mão ... Será por isso que tem-se mt pouco tempo para desenvolver uma ideia actualmente ? Estão a dar mt confiança aos computadores ? Preferia fazer dois exercicios por ano pausadamente do que 3 sempre a despachar... Claro que estou a basear o que digo dentro do que fiz este ano na Lusófona. Não conheço cunhas nem familiares no ramo :)

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Preferia fazer dois exercicios por ano pausadamente do que 3 sempre a despachar...:)


Era bom se o mundo da arquitectura fosse assim...
Mas num gabinete não te podes dar ao luxo de estar a trabalhar pausadamente num projecto, pelo que tens de ter as ideias em pouco tempo e desenvolvê-las em menos ainda...
O objectivo das faculdades é esse mesmo, se bem que no meu caso pouco se assemelharam ao trabalho real, fazer muito em pouco tempo... Se és bom, em pouco tempo consegues, senão, há de ficar sempre a dúvida...

Todos devemos concordar que um projecto nosso nunca está acabado, e muito menos "perfeito", e é por isso mesmo é que é preciso treinar a mente para pensar depressa, para no menor tempo disponível conseguir evoluir o projecto o mais possível...

Ninguém disse que a vida de arquitecto era fácil, mas infelizmente é essa a imagem que passa para o exterior e há muitos estudantes enganados nas nossas faculdades...

O tempo irá fazer a selecção natural dos melhores, ou assim eu espero...

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Quote:
Mensagem Original de Bruno_Rosa
nem que fosse a tirar fotocopias




Quero deixar-te aqui um alerta:
É importante a atitude que temos e mostramos aos outros. Se apareces num gabinete submetendo-te a toda e qualquer situação, ou se encaras a situação como sendo um favor que te estão a fazer,... garanto-te vai ser isso mesmo que vais ter e depois mudar é quase impossível... é mesmo isso que queres ser? Moço de recados?

Penso que deves ter uma atitude mais afirmativa!
Um emprego é um direito teu!

No meu caso (e isto mostra que não há receitas infalíveis para encontrar emprego...) encontrei os ateliers onde trabalhei por mero acaso: o 1º surgiu numa conversa de café com amigos (estive lá 4 anos) e o último ao reencontrar um amigo de há muito à espera de atravessar uma passadeira (estou lá há mais de 2 anos)...

De momento procuro outra coisa... Procuro sempre melhorar, claro!
Como em tudo a sorte (ou o acaso...) são importantes.

Já trabalhei am ateliers onde ganhava bastante bem, mas trabalhava muito (muitas vezes sem dormir...) e o ambiente era de cortar à faca. Não quiz... não me ambientei... andava completamente alterada e nem eu nem os meus amigos me reconheciam... Neste onde estou ganho mal, mas gosto do trabalho que faço e no que toca a ambiente, sem ser perfeito (isso não existe) é o melhor por onde já passei... escolhas...

Quote:
Mensagem Original de Bruno_Rosa
Preferia fazer dois exercicios por ano pausadamente do que 3 sempre a despachar.


A este respeito, lamento nada a fazer...
Não acabei o curso assim hà tanto mas tanto quanto sei sempre foi assim. Aliás se tivesses mais tempo para fazer os trabalhos acabarias por pensar o mesmo: precisamos sempre de mais tempo mara amadurecer as nossas ideias...
Vais ver que com o tempo te vais integrando.
A cada projecto que fazes, a cada ideia que tens vais amadurecendo e solidificando a tua capacidade de pensar, idealizar, conceber um projecto. Passa a fazer parte de ti. Enraiza-se no teu pensamento e na tua forma de projectar.

Quando na faculdade fomos entrando no mundo da aruitectura e em projectar, fomos apresentados a vários conceitos e premisas e teorias e regras... hoje isso já se encontra tudo interiorizado. Face a determinado programa não paramos primeiro parapensar O que é? Fazêmo-lo automáticamente.

A arquitectura foi uma escolha nossa (minha pelo menos), é preciso encará-la como tal: parte integrante de nós e da nossa vida.

Por isso te digo: a atitude é muito importante.
Não baixes os braços e não deixes morrer o teu sentido crítico.

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gostei do que disseste ARA. Eu sou estudante, vou para o 5º ano (ainda falta dps o 6º) e queria mesmo arranjar trabalho num atelier na condição de estudante pois cada vez mais vemos anuncios para arquitectoa com anos de experiencia e não se vê ateliers que querem arquitectos para dar experiencia... Sendo assim, tenho bastantes dúvidas, como é que se agarra essa oportunidade? é andar a bater às portas a ver se querem algum estudante para estar lá a trabalhar? ou é responder a anuncios, mesmo que não sejam para nós?

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Ter um bom portfólio é meio pé num ateliê, se não é a primeira é a segunda, além disso, um bom portfólio é não depender da sorte, e penso que é dos meios onde os arquitectos investem menos. (portfólio)

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Bem, devo dizer que a atitude que ARA referiu é fundamental num primeiro contacto com algum atelier. Actualmente estou na Holanda a "estagiar" durante o periodo das férias e tem sido uma das melhores experiencias que já tive. Não foi por convite, foi por iniciativa propria, estabelecendo contactos e visitando os ateliers, com algumas entrevistas pelo meio. Um bom portfolio, atitude e vontade de aprender são fundamentais... E contactos, muitos contactos...não se fiquem pelo primeiro que diz que sim...comparem muitos sitios e vejam o local que vos apraz mais...se possivel vão a algumas entrevistas... Abraços e boa sorte

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como é que se agarra essa oportunidade? é andar a bater às portas a ver se querem algum estudante para estar lá a trabalhar? ou é responder a anuncios, mesmo que não sejam para nós?


Como já referi não conheço receitas infalíveis. A meu ver existem métodos. A cada situação e a cada pessoa se deve adequar uma determinada forma de agir.

Parece-me óbvio que se tens problemas em enfrentar a figura da entrevista deves procurar que esse caminho seja de último recurso. Do mesmo modo se deve ter a noção de que um mau portfolium é pior do que nenhum...

Assim:

Eu - Já referi a nossa atitude. a nossa apresentação deve referir o que somos, sem enfatizar aquilo de à partida nos possa prejudicar. (Se somos desarrumados por natureza não o devemos atirar à cara de quem nos avalia, mas não devemos fazer-nos passar por super-alinhados...)

Portfolium - é uma peça importantíssima para um arquitecto (e não só, mas é este o caso) porque é a nossa cara profissional / académica, é o espelho das nossas capacidades.
Selecção dos projectos não deve ser uma recolha exaustiva mas sim aliar as escolhas emocionais e as racionais. Devemos ser capazes de escolher os projectos que melhor nos representam e que mais dizem de nós, com ideias fortes e marcantes e ao mesmo tempo aqueles que sabemos que resultaram, em que a base do projecto não se perdeu. Não devemos apresentar elementos que nos comprometam, soluções abandonadas, com questões base por resolver ou mal resolvidas.
Apresentação cuidada, claro, e em conformidade com os elementos apresentados (logo conosco mesmos). O nosso trabalho não deve ser entendido como confuso. A escolha do lettering, do formato das cores e materiais do portfolium deve estar em comunhão com o conteúdo do mesmo. Para além disso deve ser de leitura e apreensão fácil. O texto conciso. Palavras chave para imagens chave.

Curriculum Vitae - na sequência do portfolium e nunca em sua substituição. deve seguir as regras base internacinais/standard mas sempre com cunho pessoal.

Posto isto é ir à luta.
Se o mais adequado para mim (porque assim sou melhor vendedor de mim mesmo) é seguir cara a cara então força... Se o melhor é fazê-lo à distância então net para a frente...

Agora... não sei se será muito boa ideia responder a anúncios para os quais à partida não temos habilitações... Por outro lado a recolha de uma base de dados de gabinetes "à procura" parece-me um passo acertado.
Nestes casos penso que podes entrar em contacto com os ateliers, enviando o curriculum, por exemplo, podo-te à disposição como possível colaborador, ou mesmo Procederes a uma candidatura expontânea, mas sem te candidatares ao lugar para o qual não tens competências.

Atenção que isto sou eu a pensar alto... como disse todos os meus empregos vieram "ter comigo"...

Não sei...
Quanto ao mais boa sorte para nós...

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Ah, e outra dica: Se só mandarem emails para ateliers Top 10, estilo Siza, Souto Moura e afins , as probabilidades de lá ficar são bastante menores... Abraços

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E além de ter um portfólio bom, é necessário manter o nível que o caracterizava, o que nem sempre é facil, num ambiente de prazos impossívies (para obter qualidade).

Mas regra Geral, o Portfólio é o mais importante, no que toca a Gabinetes com algum gabarito. Acho, que até suplanta a entrevista, em termos de factor de escolha.

Depois, lá dentro, já se sabe, é o jogo da Vida, ser simpático, fazer a Misancene e falar baixinho (para não se lixarem!), porque as paredes tem ouvidos, e essencialmente, termos uma boa relação, com as pessoas que lá estão há mais tempo, regra geral, são estes que vão opinar sobre nós ao patrão/patroa. E tudo isto, implica muito mais, do que apenas apresentar trabalho.

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estou a ver então... Em setembro vou começar a pensar nisso e penso que vou começar a distribuir portfolios por aí como quem não quer a coisa a dizer que estou à disposição de colaborar, pode ser que alguém tenha interesse... Eu não tenho problema com entrevistas, sempre fui muito tímido mas desde que me vi em erasmus em bruxelas a ter que me desenrascar sozinho em francês, deixei a timidez de lado. Agora o problema das colborações em tempo de aulas é a compatibilidade de horários... vamos ver como é que dá..

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Muito importante... atenção aos erros ortográficos... demonstrar que tem conhecimentos técnicos sólidos (ser capaz de se desenrascar num mero projecto de execução). O curriculum, o perfil pessoal deverá contemplar formação complementar útil num gabinete projectista, um mais valia, por exemplo, cursos de especialização em Segurança contra incêndio, Acústica, Térmico, e não uma amalgama de formações em dezenas de softwares 3D... para isso estabeleçam-se por conta própria e criem uma empresas de visulaização... Isto é a minha opinião... do ponto de vista de gestor de Atelier... Normalmente, qq estagiário ou jovem arquitecto, não irá conceber... isso normalmente está destinado ao Arquitecto Principal... O portfolio, é importante, a imagem é importante, mas é relativa... A entrevista é mesmo muito importante, pois da breve conversa (normalmente cerca de 1 a 2 horas) aprende-se a descobrir e a adivinhar um pouco do candidato... Boa sorte.

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