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Arquitectura.pt


JAG

Crise vs Arquitectos

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Olá malta, No meio desta crise, gostaria de saber a vossa opinião sobre como ela pode afectar (ou não) os arquitectos. Os arquitectos de renome será que vão ter de trocar os seus métodos de trabalho? Ou esta crise só vai prejudicar ainda mais os novos arquitectos? Deixem a vossa opnião...

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Depois de abrir este tópico... andava a navegar pela internet... e encontrei esta noticia:

Souto Moura: "Muitos arquitectos vão ter de emigrar"

(...) Eduardo Souto Moura,..., assume que arquitectura em Portugal está em crise.
"Está em baixo, claro. Não há encomendas públicas e os privados estão cheios de receio. A crise exige uma nova abordagem da arquitectura", referiu.

"Há 22 mil arquitectos, há demasiadas escolas e acho que muitos deles vão ter de emigrar, porque não temos cá mercado para todos e isso preocupa-me", acrescentou...


Fonte: DN

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Olá JAG, Acaba por ser verdade, a oferta hoje em dia é pouca ou quase nenhuma. Nem vou falar de recém-licenciados à procura de estágios para a Ordem porque aí nunca mais acabo. A crise vai afectando todos mas penso que irá afectar mais os novos arquitectos, aqueles que estão a começar, a tentar entrar no mundo da arquitectura e não o conseguem, seja por contra própria ou por conta de outrem. Receio que o Souto Moura tenha razão quando diz que há muitos arquitectos. Somo um pais pequeno, com tão pouca oferta de trabalho na área que por mais que desagrade, ou não, muitos teremos de sair do país na esperança de encontrar algo melhor na área.

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Pouca oferta para os novos arquitectos, penso eu... (talvez estou enganado) Pois qualquer novo edificio, tem de ser "assinado" por um arquitecto, ou estou enganado? O que tambem é verdade, que muita boa gente, faz obras as suas residencias e não consulta arquitectos, coisa que talvez ate deviam fazer... Será que os valores cobrados pelos arquitectos, não deveria ser mais baixo? PS.: Não sei os valores praticados actualmente...

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Quando os agentes técnicos e engenheiros deixarem definitivamente de fazer projectos de arquitectura, talvez o mercado se sustenha durante mais uns anos e como todos sabem, os Arquitectos, não fazem apenas projectos de arquitectura... este ponto não vale a pena voltar a abordar.

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Isso são outros problemas, as obras sem arquitectos ou aqueles que nem são assinadas por estes, mas que já à muito existem. Em relação às tuas perguntas JAG, penso que os arquitectos de renome vão continuar a ter trabalho, têm reputação, são conhecidos pelos seus trabalhos nacional e internacionalmente. Podem eventualmente ter menos volume durante uns tempos mas terão sempre margem de manobra. Pelo menos é o que penso. Os novos arquitectos serão os mais afectados, recem-licenciados e aqueles com poucos anos de experiência. Por uma simples razão: não serem conhecidos, não terem reputação no mercado de trabalho. É claro que hoje em dia somos mais versáteis, abordamos mais tecnologias para projectar e mostrar os nossos projectos. Isso é uma mais valia em comparação aos arquitectos mais experientes no que toca a métodos de apresentação mas ao fim e ao cabo o trabalho é pouco.

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os Arquitectos, não fazem apenas projectos de arquitectura... este ponto não vale a pena voltar a abordar.


Sim... eu sei... o que dei foi só exemplos.

---

karatiz... Isso é sempre o maior dilema não só dos arquitectos, mas de diversas areas profisionais e dava outro tema de debate... que é...

> Novo no mercado de trabalho... ponto forte: conhecimento das novas tecnologias e das novas modas; ponto fraco: falta de experiencia e não é conhecido no mercado de trabalho.

> Experiente no mercado de trabalho... ponto forte: experiencia e conhecido no mercado de trabalho; ponto fraco: não esta tão a par das novas tecnologias e novas tendecias.

(Quem é o melhor!?)

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karatiz... Isso é sempre o maior dilema não só dos arquitectos, mas de diversas areas profisionais e dava outro tema de debate... que é...

> Novo no mercado de trabalho... ponto forte: conhecimento das novas tecnologias e das novas modas; ponto fraco: falta de experiencia e não é conhecido no mercado de trabalho.

> Experiente no mercado de trabalho... ponto forte: experiencia e conhecido no mercado de trabalho; ponto fraco: não esta tão a par das novas tecnologias e novas tendecias.

(Quem é o melhor!?)



Sinceramente nem sei, uma mistura dos dois era o ideal parece-me...

Os de renome vão continuar a ter trabalho, eventualmente em menor quantidade mas vão ter. O mesmo já não posso dizer dos novos, que ,se não apresentarem algo diferente, inovador e com grande qualidade, não terão grandes hipóteses

cump

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se não apresentarem algo diferente, inovador e com grande qualidade, não terão grandes hipóteses



E esqueceste-te... Alguém que realmente queira apostar neles...
Sem isso é difícil...

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Diferente, inovador e de grande qualidade... as pessoas muitas vezes confundem inovação, com palhaçadas a F.G., num País com dois Pritzker´s, as pessoas deveriam começa a pensar, que o nacional em termos de Arquitectura, é muito bom, principalmente quando é exportado para fora.

Pegar num bocado de plasticina, atirar o mesmo ao chão, fazer um buraco e depois atirar ao ar e ver como caí no chão e fazer outro buraco, adicionar uma casa de banho, uma cozinha e uns quartos... isto é ser original?

Ponham putos de 5 anos a fazer Arquitectura... existem por aí Pritzker´s muito mal entregues ou porque simplesmente tinham que ser entregues.
Sem qualquer tipo de inteligência, porque sim e inspirados num dos últimos trabalhos de Le Corbusier.

Árvores de Natal e um enorme dispêndio de dinheiro.

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Diferente, inovador e de grande qualidade... as pessoas muitas vezes confundem inovação, com palhaçadas a F.G., num País com dois Pritzker´s, as pessoas deveriam começa a pensar, que o nacional em termos de Arquitectura, é muito bom, principalmente quando é exportado para fora.


Podes, explicar melhor este paragrafo!? ;)

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Como se costuma dizer os prémios valem o que valem... A dezenas de anos atrás, não havia prémios de arquitectura e os grandes projectos arquitectónicos são actualmente reconhecidos. Depois tudo depende dos gostos. Uns não gosto do António Gaudí, outros não gosto de Frank Lord Wight, e há quem não goste de Le Corbusier, entre outros. Uns gostam de vivendas, outros de arranha-céus.. Tudo depende do gosto. Os prémios normalmente, apesar de dizerem seguirem padrões de qualidade e inovação, e sabido de muitos que não é bem assim. Normalmente os prémios são atribuídos por interesses económicos ou apenas por interesses populistas e/ou fama social/mundial. Muitas vezes em vez de ser os prémios a darem a conhecer indevidos, são os indevidos que dão a conhecer os prémios. Esta situação não acontece apenas na Arquitectura, acontece na maioria dos concursos/prémios que existem actualmente. Prémios de arquitectura, musica, cinema, futebol, etc... Para combater esta situação a única solução é criar um novo concurso/premio, mas das duas uma... ou começa a fazer o mesmo que os outros, ou então ninguém o conhece nem lhe da valor... É a sociedade que temos... --- PS.: Segundo o novo acordo ortográfico, a palavra "parágrafo" pode ser escrita da seguinte forma "paragrafo". Pode-se não concordar com o novo acordo, mas ele existe e pode ser utilizado... A culpa? É de quem aprovou este novo acordo... Lá esta, é a sociedade que temos...

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Emigrar é mesmo a solução para arquitectos, dizem alunos e professores
2011-06-03
Emigrar parece mesmo ser a solução para a arquitectura em Portugal. Disse-o Souto Moura quando recebeu o Prémio Pritzker 2011 e afirmaram-no finalistas e professores daquele curso da Universidade Técnica de Lisboa.

"Só há duas soluções: ou emigrar ou aguardar que esta crise aguce a imaginação e obrigue a repensar o conceito de construção desenfreada, em voga nos anos 1980, mas nesse caso temos que ficar um pouco à espera para ver o que vai acontecer", disse à Lusa Ivo Covaneiro, estudante do 3.º ano de arquitectura daquela universidade, que já trabalhou no estrangeiro como designer de interiores, mas que decidiu regressar ao país para concluir o curso.

"Portugal forma muito bons arquitectos mas depois se querem trabalho decente tem que ir para o estrangeiro, porque o país não tem mercado suficiente para a quantidade de profissionais que forma", acrescentou.

Porque acredita que esta crise vai "se valorizar o que se tem" e servirá de "motivação" para redefinir conceitos urbanísticos, revitalizar e requalificar o centro das cidades e os edifícios devolutos.

A mesma esperança tem Francisco Alves, estudante do 5.º e último ano do curso e já a colaborar com um atelier. Apesar de só ter lido o "cabeçalho" da notícia sobre o Pritzker, afirmou concordar "plenamente" com as declarações do premiado por "o panorama da construção se encontrar um pouco estagnado".

Ciente de que aos arquitectos portugueses não resta senão "emigrar ou aproveitar o lado positivo da crise", acredita igualmente ser esta uma altura ideal para acabar com o paradigma de construção que caracterizou os anos 1980.

E alega que a crise deve servir para repensar a arquitectura de uma perspectiva "mais sustentável", sobretudo ao nível da revitalização e requalificação do centro das cidades e do património.

E apesar de preferir continuar a trabalhar em Portugal, não exclui a possibilidade de ir para o Brasil caso o atelier com que colabora levar por diante a intenção de se mudar para o país onde decorrerá o Mundial de Futebol 2014, os Jogos Olímpicos 2016 e "para onde se perspectiva uma exposição universal", afirmou.

Luísa Sol, doutoranda em arquitectura, também concorda que o futuro dos arquitectos portugueses passa pela emigração.

Depois de entre 2005 e 2007 ter trabalhado no Brasil e de em 2009 ter trabalhado num gabinete conceituado, trabalhar 16 horas por dia e receber 1000 euros brutos, decidiu voltar à FA/UTL para fazer o doutoramento.

"Neste momento não pretendo emigrar porque estou a fazer um investimento, mas não o ponho de parte", observou, nomeando Brasil, Inglaterra e Índia como alguns países onde gostava de trabalhar.

Também os catedráticos Maria Dulce Loução e Pedro Janeiro, o mais jovem catedrático da FA/UTL, não hesitam em admitir que o futuro dos arquitectos portugueses é a emigração. Uma opinião corroborada pelo presidente do conselho científico daquela faculdade, o arquitecto Rui Barreiros Duarte, para quem o futuro passa também por uma "mudança de mentalidade, de estratégias de gestão e definição de prioridades".

"Mas não será nos tempos mais próximos que tal acontecerá, concluiu.


in http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1869763&page=-1

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Na minha opinião não é uma realidade próxima.. é uma realidade desde o inicio da década, que se tem vindo a acentuar cada vez mais. A estratégia de formar arquitectos "ao kilo" em prol de alguns interesses instalados aliado à crise q se sente e sentirá nos próximos anos não deixa outra solução.

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O que mais me choca no meio da situação corrente, é que temos de sair para nos valorizarmos e ter também alguma condição e estabilidade económica. Os ateliers estrangeiros adoram a arquitectura portuguesa e gostam bastante dos jovens arquitectos portugueses, infelizmente o nosso quadro nacional já é outro. O jovem arquitecto não existe, existem sim os mestres e end of story. Supostamente esta crise deveria servir para colocarmos todos a pensar, temos de desenvolver técnicas novas e inovativas com base na sustentabilidade. É mais fácil fechar as portas ao novo a dizer "vamos inovar"... Dps vê-se as disparidades que vemos. Há uns tempos tive que voltar ao mercado de trabalho e posso afirmar que a crise não bateu á porta de todos. Vi muitos com trabalho atrasado e atolados de encomendas e vi outros a colocarem, aluga-se espaço para escritório ou atelier, porque não tinham encomendas...quase todos no último caso, jovens arquitectos. O país não investe nos jovens e agora são os jovens que têm de virar costas ao país, para investir na vida deles. Sempre houve foi uma crise de mentalidades que nos fizeram chegar ao topo da cereja que estamos.

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