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Lisboa | Centro Cultural | Amanda Levete

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Projecto de 19 milhões
EDP quer fazer centro cultural voltado para o rio Tejo Imagem colocada

04.04.2011 - 16:47 Por Luis de Freitas Branco

A zona de Belém, em Lisboa, já é conhecida pelos espaços culturais e a EDP pretende agora reforçar essa faceta contribuindo com uma nova oferta. A distribuidora portuguesa de electricidade vai construir um novo centro cultural ao lado do Museu da Electricidade, um projecto de 19 milhões de euros, assinado pela arquitecta britânica Amanda Levete e apresentado ontem pelo presidente da EDP, António Mexia.
O espaço é descrito como “dinâmico” e “criativo” (Foto: DR)



O mesmo responsável frisou que o centro funcionará no eixo cultural onde está o Centro Cultural de Belém (CCB) e o futuro Museu dos Coches, classificando o sítio como "privilegiado e único": o Tejo será utilizado como uma "propriedade intrínseca" do edifício e as marés entrarão pelas escadarias exteriores do centro. Amanda Levete, um nome em ascensão da arquitectura britânica, será também a autora da extensão do famoso Museu Victoria & Albert, em Londres.

O novo espaço em Belém, com 4000 metros quadrados, estará pronto no final de 2013, segundo António Mexia. É "um centro cultural sem barreiras", "um edifício tão aberto ao público que se pode andar por cima dele", explicou o presidente da EDP, descrevendo o espaço arquitectónico como "dinâmico" e "criativo". O novo centro cultural vai complementar as actividades do Museu da Electricidade, albergando exposições, principalmente de arte contemporânea.

Durante a apresentação do projecto, Mexia anunciou um aumento de 40 por cento no orçamento da Fundação EDP, que destinará seis milhões de euros por ano de investimento para o edifício.

A área de exposição terá 1600 metros quadrados, estando também previsto um anfiteatro com cerca de 200 lugares, um café e uma loja. A "austeridade" do edifício do Museu da Electricidade e o seu interior, que já é, em si, uma exposição de arqueologia industrial, tornam difícil a realização de exposições de arte contemporânea, sustentou Mexia.

Projecto agrada ao Igespar

Para fazer o centro cultural, o projecto propõe a demolição do que está a nascente do Museu de Electricidade, um edifício classificado como imóvel de interesse público. Os cinco edifícios, como os armazéns com as reservas do museu ou a subestação da EDP da área de Belém, estão incluídos numa zona especial de protecção e, por essa razão, o projecto tem de ser aprovado pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar).

O director do Museu de Electricidade, Eduardo Moura, que tem acompanhado o processo, diz que já houve "um contacto informal com o Igespar, sem compromisso", acrescentando que o instituto lhes deu "conforto em relação à linha de pensamento". "O novo edifício vai cumprir todas as funções dos actuais edifícios e acrescentar uma sala de exposições. O pensamento interessante é transformar isto num único edifício que volte o espaço para o rio e que valorize a zona de Belém."

Gonçalo Couceiro, director do Igespar, confirma que o projecto lhe foi apresentado "informalmente" e, embora não se possa pronunciar directamente sobre ele, considera que "uma boa solução de arquitectura contemporânea virá sempre contribuir para a requalificação" de Belém, onde já existem outros exemplos de obras contemporâneas, como o CCB e o novo Museu dos Coches, actualmente em construção.

As formas fluidas, redondas, ondulantes são a imagem de marca de Amanda Levete, cujo projecto para o Victoria & Albert, em Londres, vem substituir uma proposta polémica de Daniel Libeskind. Onde Libeskind propunha uma série de blocos empilhados de forma aparentemente caótica, Levete desenha um espaço público aberto e assente sobre uma grande galeria de exposições subterrânea.

Durante muito tempo, Levete foi mais conhecida como a mulher e sócia do arquitecto Jan Kaplicky no atelier Future Systems. "Até ao infinito e mais além" era o título de um artigo do jornal inglês Guardian, em 2009, que explicava que Levete e Kaplicky tinham sido responsáveis "por alguns dos mais emocionantes edifícios da era espacial" no Reino Unido.

Depois da morte de Kaplicky, em 2009, Levete (que entretanto se divorciara) abriu o seu próprio atelier, que actualmente tem projectos em diversos países, incluindo um hotel em Banguecoque e uma estação de metro em Nápoles, em colaboração com o artista Anish Kapoor.

Além de Eduardo Moura, director na área da ciência, educação e ambiente, a Fundação EDP tem hoje como director cultural José Manuel dos Santos, ex-assessor cultural dos Presidentes da República Mário Soares e Jorge Sampaio, e como programador da área das artes plásticas João Pinharanda, comissário e crítico de arte. Actualmente, o Museu da Electricidade tem três exposições: Snohetta, sobre arquitectura norueguesa, Fora de Escala, com desenhos e esculturas de Manuel Baptista, e uma de fotografia de Paulo Catrica. com A.P.C. e I.S.Notícia actualizada às 15h26 de 05.04.2011

in http://www.publico.pt/Local/edp-quer-fazer-centro-cultural-voltado-para-o-rio-tejo_1488233?all=1

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EDP investe 19 milhões de euros em novo espaço cultural

Inserido em 05-04-2011 03:33

O novo espaço cultural de Lisboa foi desenhado pela arquitecta britânica Amanda Levete e vai ficar ao lado do Museu da Electricidade, à beira Tejo.

A Fundação EDP vai requalificar o espaço devoluto junto ao museu da Electricidade, em Lisboa, construindo um novo espaço cultural orçado em 19 milhões de euros para estar concluído em finais de 2013, anunciou o presidente executivo da EDP.

"A renovação da Fundação EDP em Lisboa vai demorar três anos. A ideia é entregarmos parte do espaço à circulação das pessoas, através de uma arquitectura orgânica", afirmou António Mexia na apresentação de resultados de 2010 da Fundação.

O edifício vai "estar aberto ao público e pode ser usufruído sem ter de lá se entrar, uma vez que o projecto possibilita às pessoas caminharem por cima" da nova construção, disse o presidente executivo da eléctrica portuguesa, adiantando que o novo espaço vai receber "todo o tipo de exposições itinerantes".

O novo projecto para o museu da Electricidade já foi apresentado à Câmara de Lisboa e ao IGESPAR: "A nossa convicção é que possa ser lançado o concurso ainda este ano para que o projecto esteja concluído perto do final de 2013", disse António Mexia.

O novo espaço cultural de Lisboa, junto ao rio Tejo, foi desenhado pela arquitecta britânica Amanda Levete e vai ter uma área de exposição de 1.600 metros quadrados e "o maior pé alto" de todos os espaços de exposição nacionais.

A Fundação EDP conta para o presente ano com um orçamento de 14 milhões de euros, dos quais cerca de sete milhões de euros para mecenato.

Do total de investimento da Fundação EDP, 43% estão destinados a iniciativas de "inovação social" e 38% para a promoção cultural e do património.


in http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=96&did=149818

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EDP Foundation Cultural Centre

The EDP Foundation Cultural Centre in Lisbon is a project about water, light, reflections and people – a building that captures the essence of the unique riverside site and the extraordinary southern light of Lisbon.

The site is of strategic importance. Acting as the gateway to the culturally rich area of Ajuda / Belém, the building will be a magnet, drawing people from the heart of the city to the panoramic views along the Tagus estuary. The currently neglected riverfront area will be activated, and the cultural centre will become one of Lisbon’s leading destinations.

This project is also about democracy. It is a building for the people – for the people of Lisbon, for cultural visitors and for tourists. It is a building for culture and leisure that defies the boundaries between public space and building. A simple and organic gesture creates a topographic form that blends into landscape making a fluid and natural relationship between inside and outside – people move over as well as through the building.

The building creates an attractive landscape, stepping down into the river Tagus. At high tide the steps are covered with water creating a constantly changing space that converses with the tide and the reflections from the water. The reflections play with the overhanging façade to give unexpected lighting effects both inside and out, capturing and magnifying the unique light qualities of this south facing site. An area of welcome shade is naturally created by the cantilevered structure.

The roof offers panoramic views towards the river as well as across the cultural area of Ajuda / Belém. In relationship to the Museu da Electricidade next to it the building is modest in height. It reflects the horizontal emphasis of the riverfront and is designed to have minimum visual impact on views from the city. Lisbon’s rich heritage of complex cobble stone patterns is subtlety reinterpreted and used to merge the existing materiality of the pathways with new public spaces that speak of modernity.

via

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Câmara de Lisboa deixa seguir projecto da EDP que viola Plano Director

08.02.2012 - 17:05 Por Ana Henriques, Inês Boaventura

O projecto é da autoria da britânica Amanda Levete O projecto é da autoria da britânica Amanda Levete (DR)

A Câmara de Lisboa aprovou hoje, com os votos contra do PSD e do CDS, um pedido de informação prévia da Fundação EDP para construir um centro cultural em forma de concha à beira-Tejo. Isto apesar de o projecto violar as regras urbanísticas de preservação da frente ribeirinha impostas pelo Plano Director Municipal

Projectado para terrenos de Belém ao lado da Central Tejo onde neste momento existem antigos armazéns, o edifício é assinado por um nome em ascensão na arquitectura britânica, Amanda Levete. Acontece que, segundo as normas criadas pelo próprio município, é demasiado grande para estar tão próximo do rio.

"Viola praticamente todos os critérios do PDM", assinala o vereador António Carlos Monteiro, do CDS-PP. "Não se pode construir mais de dez metros de altura na frente ribeirinha, nem tapar a frente de rio com mais de 50 metros de frente. Ora o edifício tem 14 metros de altura e 150 de frente".

O autarca reconhece que o projecto até tem qualidade. O problema é o local onde a EDP quer implantá-lo. "O PDM salvaguarda os sistemas de vistas", explica António Carlos Monteiro, que chama ainda a atenção para outro problema: o facto de parte do edifício ser subterrâneo, apesar de a frente ribeirinha de Belém ser uma zona de aterro.

"A Câmara de Lisboa tem dois pesos e duas medidas: é forte com os fracos e fraca com os fortes", critica o vereador, numa referência ao facto de aos particulares estar vedada a infracção das regras urbanísticas. Para autorizar a construção da Fundação Champalimaud, um volume ainda maior de construção também à beira-Tejo, foi preciso suspender o PDM, recorda António Carlos Monteiro.

Na reunião camarária desta manhã, tanto o vereador do CDS como os eleitos do PSD votaram contra a aprovação do pedido de informação prévia da Fundação EDP, pelo facto de este entrar em contradições várias com o PDM. Já o vereador do PCP, Ruben de Carvalho, votou favoravelmente, ao lado da maioria liderada por António Costa.

Ruben de Carvalho diz que as incongruências com o PDM de que falam alguns vereadores são "discutíveis" e baseiam-se numa "leitura muito estrita" documento. O eleito comunista prefere sublinhar os aspectos positivos do projecto, que vai permitir o nascimento na cidade de "um centro para as artes", e a sua qualidade arquitectónica.

"Se o projecto for considerado ilegal, isso será para nós uma surpresa", reage o administrador-delegado da Fundação EDP, Sérgio Figueiredo, explicando que tem contado com "o incentivo do presidente da câmara e do vereador do Urbanismo, Manuel Salgado". E observa: "Se assim for, no limite não se faz - o que é uma pena".

Sérgio Figueiredo explica que o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico já aprovou o trabalho de Amanda Levete para Belém, que "não constituirá" mais um obstáculo entre a cidade e o rio. "É um edifício o mais democrático possível, no topo do qual as pessoas vão poder caminhar. E é mais baixo do que os armazéns que vai substituir", argumenta. Já a ciclovia que ali passa "será desviada para trás ou para cima" do imóvel em forma de concha.


http://www.publico.p....ector--1532856



Architects: AL_A – Amanda Levete Architects
Location: Lisbon, Portugal
Structure and Services: ARUP scheme – AFA consulting
Project Team: Alex Bulygin, Paula Vega, Dave Flynn, YooJin Kim, Ciriaco Castro Diez, Jurgen Strohmayer
Project Associate: Maximiliano Arrocet
Project area: 8,000 sqm
Project year: 2013
Renders: Courtesy of Amanda Levete Architects

The EDP Foundation Cultural Centre in Lisbon is a project about water, light, reflections and people – a building that captures the essence of the unique riverside site and the extraordinary southern light of Lisbon.

The site is of strategic importance. Acting as the gateway to the culturally rich area of Ajuda / Belém, the building will be a magnet, drawing people from the heart of the city to the panoramic views along the Tagus estuary. The currently neglected riverfront area will be activated, and the cultural centre will become one of Lisbon’s leading destinations.

This project is also about democracy. It is a building for the people – for the people of Lisbon, for cultural visitors and for tourists. It is a building for culture and leisure that defies the boundaries between public space and building. A simple and organic gesture creates a topographic form that blends into landscape making a fluid and natural relationship between inside and outside – people move over as well as through the building.

The building creates an attractive landscape, stepping down into the river Tagus. At high tide the steps are covered with water creating a constantly changing space that converses with the tide and the reflections from the water. The reflections play with the overhanging façade to give unexpected lighting effects both inside and out, capturing and magnifying the unique light qualities of this south facing site. An area of welcome shade is naturally created by the cantilevered structure.

The roof offers panoramic views towards the river as well as across the cultural area of Ajuda / Belém. In relationship to the Museu da Electricidade next to it the building is modest in height. It reflects the horizontal emphasis of the riverfront and is designed to have minimum visual impact on views from the city. Lisbon’s rich heritage of complex cobble stone patterns is subtlety reinterpreted and used to merge the existing materiality of the pathways with new public spaces that speak of modernity.


http://www.archdaily...ete-architects/

(as 3 primeiras imagens em anexo nao pertencem a este projecto)

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Fundação EDP reformula projecto de Amanda Levete em conformidade com o PDM10 de Janeiro de 2013 às 16:28:53 por ANA RITA SEVILHA
 

A Fundação EDP alterou o projecto do centro cultural previsto para a zona de Belém, em Lisboa, em conformidade com o novo Plano Director Municipal (PDM), aprovado recentemente, e com recomendações da Direcção Geral de Património Cultural e da Provedoria de Justiça. A notícia foi avançada pela Lusa e pelo Público.

Segundo as mesmas fontes, a Câmara de Lisboa teria aprovado em Fevereiro passado um pedido de informação prévia da Fundação EDP para a construção de um centro cultural que previa uma ocupação de 14 metros de altura e 150 metros de frente ribeirinha de Belém, junto à Central Tejo, onde neste momento existem antigos armazéns.

O projecto, assinado pela arquitecta britânica Amanda Levete. “motivou críticas da oposição, com PSD e CDS-PP a considerarem que violava o PDM então em vigor, que permitia a construção no máximo de 50 metros de comprimento na frente rio e de 10 metros de altura, questões partilhadas pelo movimento cívico Fórum Cidadania LX, que apresentou uma queixa à Provedoria de Justiça”.

Perante um conjunto de dúvidas, o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, admitiu, em resposta à Provedoria da Justiça, “erros relativos à área do prédio” e esclareceu que os terrenos pertencem à Fundação EDP e ao município, sendo que a câmara “prevê a sua cedência”.

Com a aprovação do novo PDM em Julho, a Fundação transmitiu à câmara que “sem desistir” do centro cultural, previa “reformular o projecto” e, por isso, “abdicava da informação prévia favorável e dos direitos que lhe pudessem assistir”.

O administrador da Fundação EDP, Sérgio Figueiredo, disse à agência Lusa que o projecto “sofreu alterações em função do novo PDM e recomendações da Provedoria e da Direcção geral do Património Cultural” em conformidade com as “preocupações” destas instituições, nomeadamente quanto à permeabilidade do solo. “Tivemos a disponibilidade para fazer alterações ao projecto no seguimento das sugestões feitas sem alterar nem as funções nem a arquitectura do centro. Fizemos uma nova versão do projecto, que foi entregue à câmara e que terá de ser novamente aprovado”, disse Sérgio Figueiredo.

O administrador assegurou que a EDP mantém a intenção de avançar com o projecto – num investimento de 20 milhões de euros – ainda durante este primeiro semestre de 2013.

O vereador de Planeamento e Política de Solos, Manuel Salgado, disse à Lusa que a discussão da nova versão do projecto aguarda formalidades da Fundação EDP e um “acerto patrimonial” com o município quanto aos terrenos, para ser debatido pelo executivo municipal.

 

 

http://www.construir.pt/2013/01/09/concurso-recolhe-ideias-e-promove-preservacao-do-patrimonio-em-portalegre-marvao-e-sousel/

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