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Parque hortícola urbano avança no Vale de Chelas

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Parque hortícola urbano avança no Vale de Chelas

In Público (29/11/2010)

«A autarquia lisboeta já iniciou no Vale de Chelas a construção de um espaço urbano criado para albergar hortas, um projecto que contempla acções de formação para munícipes sobre horticultura, incluindo agricultura biológica.

Segundo o gabinete do vereador do Ambiente Urbano e Espaços Verdes na Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes, citado pela Lusa, o parque hortícola terá cerca de 15 hectares, dos quais 6,5 serão destinados às hortas. Para já, serão criados cerca de 400 talhões, cada um com 150 m2 de área. Uma parte deles será atribuída directamente aos cerca de 100 hortelãos que já ocupavam o local, ficando os restantes reservados para um concurso público, a realizar no próximo ano.

No segundo semestre de 2011 a autarquia conta ter concluída a primeira fase do projecto - a obra iniciou-se há dias e inclui a modelação do terreno, reforço e protecção das encostas, abertura de caminhos e uma rede com bocas de rega. "O fornecimento de água adequada à rega dos produtos hortícolas é a acção primordial deste projecto, pois vem acabar com as situações graves de saúde pública provocadas pela rega das culturas com águas do saneamento público em épocas de seca", refere o gabinete camarário. A autarquia vai disponibilizar alfaias e casas de arrumo e, posteriormente, instalar "um equipamento infantil e um quiosque com esplanada".»


in http://cidadanialx.blogspot.com/2010/11/parque-horticola-urbano-avanca-no-vale.html

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Câmara de Lisboa renova hortas de Chelas

6 de Fevereiro, 2011Por Liliana Garcia

«Lisboa sempre esteve habituada a ter os produtos frescos perto, daí falar-se em alfacinhas», conta ao SOL, a propósito das hortas urbanas, José Sá Fernandes, vereador dos Espaços Verdes da Câmara de Lisboa.

«O abastecimento era fundamental, e esta ligação da cidade ao campo perdeu-se, nomeadamente através dos subúrbios mal feitos», explica.

A intenção agora, por isso, é contrariar essa distância. E voltar a ter produção agrícola na cidade. Ideia, aliás, há muito defendida por Gonçalo Ribeiro Telles: «É preciso refazer as hortas sociais e criar, na cidade, corredores de sustentabilidade, com produção de leite e de frescos», declara o arquitecto, justificando: «As hortas só não cresceram mais depressa porque não foram bem integrada nos Planos Directores Municipais».

Aristides de Almeida, de 73 anos, não nasceu alfacinha. Tornou-se alfacinha por necessidade. À procura de uma vida melhor, deixou Lamego ainda jovem, à distância da saudade. Não esqueceu a agricultura e fez sempre por ter frescos por perto. Há 31 anos que os gestos agrícolas o ajudam na economia doméstica. Nessa altura, deixou de ser ajudante de motorista. A doença trouxe-lhe uma reforma por invalidez, uma conta com pouco que contar e dias com demasiadas horas mortas. Por isso, tratou de pôr mãos na horta.

Passear entre couves

Enquanto sobe a encosta do Vale de Chelas, onde cultiva alhos, favas, ervilhas, couves e três figueiras, de figos de mel, lamenta: «Este ano estou lixado! Não posso semear batatas!».

Avizinham-se dias de espera. E a horta destruída. A dele e a de todos os que têm terrenos cultivados no Vale de Chelas. É que ali vai nascer um novo projecto de horta municipal.

A adjunta do vereador dos Espaços Verdes, Rita Folgosa, procura serenar Aristides de Almeida. Rita sabe que muitos daqueles hortelãos precisam de ver para crer. «A atitude anterior da câmara era de mandar aos locais os fiscais e a Polícia e, no dia seguinte, iam máquinas destruir as hortas», relembra, no dia em que visita o vale de Chelas com o SOL.

A requalificação, a realizar durante este ano, insere-se num projecto de legalização e criação de novas hortas urbanas, explica ainda. O cenário de campos até agora desorganizados (muitos a serem regados com as águas do esgoto), vai dar lugar a um grande parque hortícola com 400 talhões espalhados por 16 hectares.

«As hortas não devem ser escondidas; têm é de ser parques que se possam atravessar», sublinha Sá Fernandes. «A ideia é que, enquanto o hortelão está a trabalhar, pode deixar as crianças por perto, num parque infantil. E vai ainda existir um quiosque com esplanada», promete ainda.

Os hortelãos vão passar a pagar uma taxa de ocupação anual. E, «para evitar abusos», a autarquia vai colocar vedações em cada quatro talhões. A servi-los, existirá uma casa de arrumos e um ponto de água. Em estudo está ainda a criação de um mercado de venda dos produtos produzidos nestas novas hortas.

liliana.garcia@sol.pt

in http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=11044

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