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Aqui está um texto acerca de uma boa forma de encarar as questões energéticas dos edifícios, na minha opinião ainda pouco explorada, com aquilo a que se pode chamar de contruções passivas geradoras de dinamicas energéticas, anexas às construções principais que se pretendem climatizar. O efeito de convecção referido pode sem dúvida ser utilizado para climatizar o edifício principal, apesar de ainda não estar plenamente desenvolvido.

A Árvore de Papel

Uma obra da Eco Estação, foi projectada por Guy Arnaud e vem no seguimento do Projecto “À porta do caracol – Casa Ecológica com Tijolo de Papel”.

“A Árvore de Papel” tem como conceito recriar uma árvore a partir de papel reciclado, papel esse que teve origem numa árvore, com uma função habitacional e estética.
O papel-betão é uma mistura de cal, inertes e papel reciclado, um produto resistente às intempéries usado em isolamento térmico, assim como sistema construtivo.
Tem um estilo art-deco e é uma construção com várias funções e formas de a encarar, assim como residem várias formas de vida numa árvore. Esta construção-escultura pode ser descrita como um abrigo, um local exterior de convívio ou simplesmente lúdica, mas que tecnicamente funciona como uma máquina térmica. A chaminé (tronco) cria um efeito de sucção na cúpula, substituindo o ar interior por ar fresco, constituindo assim o fenómeno de convecção.

O papel-betão surge como uma oportunidade altamente competitiva, porque é dos poucos que consegue conjugar a redução do impacto ecológico com uma alta capacidade térmica e o factor de condutividade (lambda) abaixo dos padrões máximos da comunidade europeia. A sua característica activa principal é o desfasamento térmico entre o interior e o exterior, com a superfície isolada a suportar elevadas oscilações térmicas durante mais de 10 horas. Isto resulta em excelentes performances durante todo o ano, Verão ou Inverno.
O papel-betão é um produto excepcional, não só pela característica de fácil modelação, mas também pela sua capacidade de acumular energia para aquecer ou arrefecer as nossas casas, o que o torna valioso e faz com que os utilizadores de materiais alternativos devam aprender a conhecê-lo e a ter sobre ele um olhar ecológico. Além de ser auto portante, não inflamável e anti-sísmico, existem também composições hidrofugas, dado que com este isolamento se consegue isolar as coberturas, atingindo uma redução de até 30% nos gastos em energia a um excelente preço. A qualidade deste produto é comprovada pela sua crescente comercialização e aplicação na construção Europeia e Mundial, tendo como exemplo países como EUA e França onde é cada vez mais usado e com excelentes resultados.(mais informação em isosolução.com)

Esta construção-escultura em papel-betão, foi exibida pela primeira vez no Encontro “Arte do Carvalho“ que teve lugar na Quinta do Carvalho, em Travassos.
A obra está integrada num design paisagístico ao estilo de um anfiteatro natural sendo um exemplo vivo do que se pode fazer para integrar a arquitectura com a natureza. Deste modo, toma vantagem do equilíbrio entre o aspecto funcional, o design arrojado e os materiais ecológicos.

Em suma, este tipo de construção amiga do ambiente, é bastante promissor em Portugal, constituindo uma solução para poupar, vindo propor a todos os portugueses uma nova forma poupança e de energia alternativa, que funciona de forma passiva.

Neste contexto estamos agora a desenvolver uma casa ecológica móvel itinerária com todas as energias alternativas e arquitectura e design eco, estando à procura de empresas para estabelecer parcerias neste projecto, no qual pretendemos ser um exemplo de casa ecológica e sustentável de baixo custo.

Equipa criativa da Oficina Eco Estação:
Albino da Cunha - Construção e Mecânica
Henrique Cachetas - Escrita e Ciência
Guy Arnaud - Arquitectura e Design


Tem fotos no site da eco estação que valem a pena ser vistas.
http://www.youtube.com/watch?v=GqKHJJuk4IU

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Existe a ideia ERRADA, que:

- A Construção Sustentável é uma coisa nova, preocupação deste início de século.

- A qualquer momento, temos que começar a aplicar alternativas, que apenas por serem "novas" poderão ser as reais alternativas que o mercado procura.

- O Mundo vai acabar, se o tijolo de papel (desculpem o simplismo), não for o standart da construção a curto prazo.

Mas temos que ter PRESENTE que:

- A "construção sustentável" é uma preocupação que sempre existiu, só que nos últimos anos, apareceu descrita como "construção sustentável" e as pessoas cometeram o erro e disseram "olha um conceito novo!"

- O Tijolo de papel (simplista) é um sistema datado, descoberto há várias décadas, já aqui debatido e com incontáveis alternativas no mercado de construção.

- Tentar dar a missa, onde existem muitos padres, geralmente resulta na expulsão da Paróquia.

P.S.

A Árvore de Papel... À Porta do Caracol... alguém que pare esta gente!

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Olá ARK. Concordo com as ideias erradas que acabas de enumerar, assim como com as ideias a ter presente que referes. Só não percebo o porquê de as expores neste tópico que não tentou defender nenhuma dessas ideias erradas nem contradiz nenhuma das ideias a ter presente. A construção sustentável não é uma coisa nova mas nunca irão deixar de aparecer inovações e novas formas de encarar os problemas, passando algumas delas por reabilitar e incorporar técnicas antigas nos novos processos e formas de pensar. Tentei dar um contributo para uma discussão que está em voga e pode parecer esgotada pelas sobrevalorização das "ecologices" , mas que tem na minha opinião algo de legítimo para o conteúdo deste fórum. Uma construção anexa ao edifício principal que funcione como reservatório ou mecanismo térmico parece-me uma solução a ter em conta. Além disso, reutilizar materiais com o objectivo de reduzir os custos é algo que sempre foi reconhecidamente aceite. Portanto, encontro intenções nessa resposta que não são muito claras e que até diminuem a qualidade da discussão.

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Falemos dos factos, eu gosto dos factos, os factos só são factos no que diz respeito aos materiais, quando os mesmos são expostos e testados durante pelo menos uma vintena de anos (o tal período de término da coisa), o que lhe peço é exemplos de edifícios em Portugal (Vernáculos ou não) em que o citado tijolo se tenha revelado um sucesso. Portanto, não queira dar a missa e muito menos, assistir à mesma, apenas os factos. Eu estou à espera dos factos... tenho esperança que este tópico chegue aos factos. Aliás, não perco mais tempo neste tópico a discutir tudo o que não sejam factos.

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Não sei se devia dar-me a este trabalho para responder a alguém que usa o tom que o senhor ARK usou.

O assunto deste tópico não era nenhum tijolo miraculoso mas acerca de uma construção que tem uma função térmica e que foi feita com um material alternativo (por não ser de uso corrente) e que pelo mundo fora é usado para os mais variados fins, como isolamento térmico ou como sistema construtivo alternativo ao betão convencional. A única diferença está em reutilizar um material fibroso para dar volume e diminuir o coeficiente de transmissão térmica. Isto é comprovado pelas marcas de isolamento de celulose, das quais deixo apenas um exemplo porque toda a gente tem capacidade para as procurar como eu fiz. (http://isofloc.com)

Fiz uma pesquisa e realmente não encontro outra construção com estas características e este material em Portugal além da que aqui vim dar conhecimento.

Não sei o que o senhor ARK quer dizer com "um sucesso", mas posso dizer-lhe que a construção está muito bonita, e é inspiradora para se manter a mente aberta a todas as técnicas, mecanismos, materiais e à valorização da arquitectura através da arte. Isto se não houver ninguém a desvalorizar este trabalho arrojado que é não ter medo de usar materiais que ainda não estão difundidos nem aceites pela generalidade da população para de alguma forma contribuir no melhoramento da construção, arquitectura, arte, ecologia ou economia. Considero que esta construção tenta dar contributos em todas estas áreas.

Agora, se me permite, dê-me alguns factos também, e mostre-me construções com mais de 20 anos em que a lã de rocha/vidro, o poliestireno expandido/extrudido, o poliuretano ou polietileno, ou ainda a argila expandida mantiveram as suas características e performances como um sucesso. Talvez assim fique a conhecer melhor o seu conceito de missa.

Cumprimentos

http://www.onpeutlefaire.com/ilslontfait/ilof-liant-papier.php
http://www.eurojournals.com/ejsr_34_4_01.pdf
http://www.livinginpaper.com/

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Caro blá, blá, blá, eu estou a falar de um tijolo... miraculoso (é assim que o vendem) e não de isolamentos, gostei dos exemplos que mostrou nos links, tem uma certa semelhança com aglomerados habitacionais das primeiras civilizações, ou seja sem estrutura independente, é daquele tipo de construção, que por ser miraculoso (depende da intervenção divina) jamais irá resistir a um tremor de terra ou a uma intempérie daquelas, já está provado (a natureza que o diga) que a alvenaria por si só, não vale nada e que portanto, teremos que conviver durante muito mais anos, com o vidro, o aço e o betão armado (coisas do século passado)... e sim, que geram resíduos. Eu agora argumento, é a partir dos exemplos que deu, que pretende mudar alguma coisa, as pessoas que olhem para as imagens (em cima) e tirem as suas conclusões.

O problema da sustentabilidade, está no simples facto, que as pessoas querem é construir, nada de projectar para a perenidade, perene, a palavra perene, encerra alguma segurança, uma coisa que resiste, que não muda ou que teima em ruir. Mas como hoje em dia, tudo é para durar apenas o suficiente, em nome do luxo, da opulência e da pressão para gastar dinheiro, a sustentabilidade é uma coisa que se aprende, mas não se pratica, em lado nenhum... portanto reciclar é um dado adquirido... talvez a solução tivesse na não necessidade de reciclar, não gerar resíduos, aumentar a vida útil das habitações e de tudo o que seja bens de consumo... isto é impossível... PORQUE NÃO DÁ DINHEIRO!

Os carros trocam-se ao fim de uns poucos anos, os telemóveis idem, os PC´s idem, tudo na mesmo sentido, a construção, em paralelo, tem cada vez menos tempo útil de vida, para gerar dinheiro... não se trata aqui de o edifício estar a ruir, a cair ou com a necessidade de ser reabilitado, fazer novo dá mais dinheiro (eu que o diga), reabilitar é saudosismo.

O problema não está nos Materiais, existe "Arquitectura Sustentável" com Materiais Correntes, o problema está na vida útil projectada para os bens de consumo, é cada vez menor, em paralelo a Construção é a mesma coisa.

Eu vivo numa habitação com mais de 20 anos sem isolamentos, com um bom estado de conservação, estou de perfeita saúde, não fumo, não bebo, não mudo de carros de cinco em cinco anos e não fico louco em época de saldos, ainda não aderi ao carpooling por que obviamente não confio na boa fé das pessoas, apesar de ser mais "Sustentável".

P.S.

Antes de escrever este post, fiz uma pausa para dar uma cigarrada, eu sou tão fraquinho...

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Estou a ver que está apenas a insurgir-se contra o tal tijolo feito com papel. Diga-me então de uma casa que tenha sido feita com tijolos, sejam eles quais forem, sem que se tenha usado uma estrutura independente.
Além disso, pelo que sei, a Árvore de Papel tem uma estrutura em ferro. É portanto feita com papel armado, ou betão-papel armado, se quiser. Isto dá-lhe a segurança contra os sismos, ainda mais porque a introdução de papel faz o material ser mais flexivel que o betão convencional.

Repito, e gostaria que, caso esteja enganado, me corrigisse quando digo que a diferença para o betão convencional é a introdução do papel para dar volume e melhorar o coeficiente de transmissão térmica.

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Eu repito, mostre alguma coisa digna de registo, obra feita com o papel armado, isto é um repto para que se deixem das ideias e passam aos actos... ver para querer! O Betão, a Pedra, o Aço e o Vidro, já tem as provas dadas. P.S. Eu não sei qual é o coeficiente de transmissão térmica do papel, mas sei que é muito inferior ao do betão armado.

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Pela maneira como fala parece que faz muito, mas até agora só falou do que quis e ainda nada relacionado com o tópico. Até parece que nem o leu, porque o que mostrei aqui foi exactamente uma obra feita e pronta para ser posta à prova. E qualquer obra teve o seu início numa ideia, é difícil acreditar nela e realiza-la mesmo com vozes como a sua a tentar travar o que não conhece. Apenas demonstra medo de que afinal isto possa vir a servir para alguma coisa, Penso ser este o caminho das coisas para ultrapassar as provas, experimentá-las, e não baixar os braços ou ficar de longe a mandar pedras a quem tenta fazer alguma coisa diferente.

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http://www.youtube.com/watch?v=GqKHJJuk4IU

http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=31763

Construtivo,é auto-portante também... Estudos em mais de 10 universidades comprovam as preformances do produto que neste momento é dos melhores no mercado e a bom preço é um isolamento na moda na dita "Escola do norte" devido à sua inércia e e no mercado francês uma explosão, dezenas de obras estão a ser feitas com o papel-betão ou papercret donde deriva o nosso composto.
De facto é um excelente compromisso entre a qualidade e o preço, Vamos isolar seja com que material for e o isolamento é uma energia alternativa passiva , penso eu.

Atenção vem ai a" casa de papel", por isso perpara-te é mais um... Qual o teu trabalho caro ARK????

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Penso eu.

Pensas?

Estou rendido ao evidente... admito que foi por não ter visto o video e esta notícia do Jornal Local, principalmente o video foi determinate para ficar convencido, obrigado pelo teu retorno Guy Arnaud... só falta submeter o projecto a uma Instância Camarária e passar o respectivo Certificado Energético... provavelmente irá ganhar o prémio municipal lá do Concelho.

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O problema da sustentabilidade, está no simples facto, que as pessoas querem é construir, nada de projectar para a perenidade, perene, a palavra perene, encerra alguma segurança, uma coisa que resiste, que não muda ou que teima em ruir. Mas como hoje em dia, tudo é para durar apenas o suficiente, em nome do luxo, da opulência e da pressão para gastar dinheiro, a sustentabilidade é uma coisa que se aprende, mas não se pratica, em lado nenhum... portanto reciclar é um dado adquirido... talvez a solução tivesse na não necessidade de reciclar, não gerar resíduos, aumentar a vida útil das habitações e de tudo o que seja bens de consumo... isto é impossível... PORQUE NÃO DÁ DINHEIRO!


Discordo, vamos a ver, algures na legislação Portuguesa (muito honestamente não me recordo onde) diz que a habitação deve de ser construída para 70 anos, e que deve de receber obras de manutenção de 8 em 8 anos. (a algum tempo que não olho para a legislação em Portugal, por isso corrijam-me se estiver errado).

A grande questão, é que se formos a ver, grande parte dos edifícios projectados antes do regeu, não oferecem as condições de habitabilidade que hoje consideramos correntes em Portugal, aliás, se olharmos com mais atenção, grande parte das tipologias que se usavam à 40 anos não faz hoje muito sentido. Mas não é só por dentro, o mais certo é que com o passar dos tempo a vivência do espaço urbano também mude, e como tal, muitos edifícios se tornem obsoletos.

O que quero dizer é que o tecido urbano é algo vivo e esperar poder-se projectar um edificio para durar um século, talvez não seja tambem sustentavel , até porque como todos nós sabemos as grandes remodelações de edifícios também não o são sustentáveis. (O melhor exemplo e a remodelação constante de Hospitais, que custa muito mais que a demolição construção).

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Só estou a começar a enumerar os factos não deixa de ser um, certo? Facto=ok Construção = papel-betão ... Não respondeu á minha pergunta!!! E voçê que pensa?? Mostre-me um pouco do seu trabalho... Já volto...Com o dossier...hehe

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Ó ARK, não sei como este site tem aguentado as tuas 2757 participações se continuas com esse discurso irónico, depreciativo e nada construtivo. Eu venho aqui pela primeira vez partilhar algo que considero interessante por alguns aspectos e de nenhum deles sequer manifestaste opinião. Apenas falaste daquilo onde viste poder de arremesso. E pelos vistos nem leste o post nem viste o vídeo que referi logo desde o início. Enfim, pelo menos já sei com o que contar. Concordo consigo Argos ao considerar o tecido construtivo como algo vivo e evolutivo. Isto sim vai de encontro ao assunto que aqui se pretendia discutir, uma vez que ao serem necessárias constantes demolições e remodelações nos edifícios já existentes é preciso ter em vista a origem e o destinos dos materiais, assim como as suas energias de fabricação. O papel reutilizado nesta construção pode sem dúvida voltar a ser reutilizado no final do seu ciclo de vida. É claro que toda a gente já sabe isto, mas também toda a gente sabe que não há soluções miraculosas e isso sim já foi repetido aqui.

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Eu falo contra o meu próprio sustento, o mercado de reabilitação em termos de projecto é praticamente inexistente nos gabinetes (mais vale fazer a revelia da CM), construção de raiz, nova, é opção corrente, porque dá mais dinheiro, embora não seja de nenhuma forma, sustentável... e sim, entre reabilitar e construir de raiz, se não existir entraves em termos de Património Histórico, demolir e construir é a opção... se eu sou a favor da Reabilitação, sim, sou, invariavelmente. Construir para 70 anos não é a realidade portuguesa. Voltando ao famigerado tijolo... ainda não compreendi onde querem chegar com este material: É um isolante? É um tijolo de fachada cortina? É um material com funções estruturais? Não me digam, é que pode ser tudo, naturalmente fico desconfiado com as propriadades ditas miraculosas... Quanto ao meu trabalho, é feito dentro da lei, como Arq.to... a actividade de Charlatão não tem descrição nas finanças, não sei se está difíciil de entender. P.S. Aquele video, não convence ninguém, estou à espera de projectos edificados.

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Boas,pode me esplicar, :s«Eu vivo numa habitação com mais de 20 anos sem isolamentos, com um bom estado de conservação, estou de perfeita saúde, não fumo, não bebo, não mudo de carros de cinco em cinco anos e não fico louco em época de saldos, ainda não aderi ao carpooling por que obviamente não confio na boa fé das pessoas, apesar de ser mais "Sustentável".

P.S.

Antes de escrever este post, fiz uma pausa para dar uma cigarrada, eu sou tão fraquinho...»

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Boas pode m'esplicar. « Estou rendido ao evidente... admito que foi por não ter visto o video e esta notícia do Jornal Local, principalmente o video foi determinate para ficar convencido, obrigado pelo teu retorno Guy Arnaud... só falta submeter o projecto a uma Instância Camarária e passar o respectivo Certificado Energético... provavelmente irá ganhar o prémio municipal lá do Concel» e isto? «Aquele video, não convence ninguém, estou à espera de projectos edificados» Deve ser ar Arq.to de 1975,de certesa....

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Agora, por favor senhor ARK, tente dar-me uma resposta mais profissional que imagino consiga dar também aos seus clientes. Se eu quiser que o senhor me faça um projecto de uma casa em que se use o papel-betão nas paredes em vez de tijolo normal, de um modo em que a casa fosse feita de forma continua, sem blocos nem junções e tentando eliminar as pontes térmicas, o senhor realiza-lo-ia? Que inconvenientes poderia isto trazer e que técnicas me recomendaria para o realizar de forma segura e eficiente? desde já obrigado. cumprimentos

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Os projectos que tenho, não são tubos de ensaio para os vossos devaneios (nem que tivesse pródigo em dinheiro), mas se as pontes térmicas são o principal problema, para habitações com dois, três pisos, LSF é uma boa solução, com provas dadas. E o betão, é isolável... não é perfeito, mas em termos estruturais, é ainda o melhor que temos, dada a plasticidade com que se pode trabalhar ou combinar em estruturas compósitas de aço e betão, quando refiro compósitas, não estou a falar das simples armaduras no betão. Toda esta conversa, faz lembrar Le Corbusier e os seus primeiros projectos falhados, do ponto de vista da aplicação dos materiais nas coberturas planas, mas ele, ao menos, elaborava protótipos em forma de Arquitectura e não, esculturas sem significado. A diferença entre ter as ideias e aplicar as mesmas, pode redundar em falhanço, por que de facto o que importa é aplicar, falta a acção. E falar, falar por si só não leva a lado nenhum, é antes de mais, uma inútil perca de tempo... o que importa é fazer, mostrar, chegar aos factos. Eu sempre preferi fazer (nem que seja uma bela *****...) a falar, estou de facto no País errado.

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ARK-recorda o seu"conhicimento" Jeanneret-Gris (Le Corbusier), disciplo de Perret, em 1919 construiu uma casa para o seu amigo Ozenfant em betão que fonsione. A casa da Savoye (1929) foi um fiasco. Lançou o conceito das casas "Citroan".Nos anos 50 construiu em Marseille a barra habitacional, casas do "Fada" hoje monumento nacional.
Muitos ARK criticaram o seu trabalho e denegriam o seu conceito.

"A critica e facil,mais a arte e dificil" Jean Batiste Poquelin. (Molière)

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Eu não o crítico, aliás, ele tinha tomates... (naquela altura ainda existia estas coisas...) além de ser o perfeito exemplo de um Teórico que punha as coisas em Prática. Mas ele fazia Arquitectura... e tentava também ser Urbanista, vocês, nem eu faço a mínima ideia do que fazem... aliás 600 Views num tópico onde apenas se fala (escreve...) de um suposto material, que ainda não percebi se é estrutural, isolante ou com funções de fachada cortina... já estava na altura de mostrar qualquer coisa concreta.

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Bem, não sou eu o arquitecto, nem sou engenheiro, mas consigo perceber que este material é isolante térmico, pelas razões que já expliquei de ser composto por celulose. Quando falo "este material" quero dizer um material composto, que pode ter diferentes composições, com as quantidades de celulose e de areia adequadas ao fim que se pretende. Como dá para perceber pelas imagens das construções que foram feitas noutros países, o aumento de resistência dado pela junção da areia e do cimento, faz com que este betão possa com certeza ser usado em paredes, desde que se salvaguarde uma estrutura rígida, e talvez um revestimento que o impermeabilize. (Imagino que o betão é mais impermeável que o papel-betão, que mesmo assim raramente prescinde de um revestimento) Ou seja, uma parede que é mais isolante térmico que o betão, pela redução de conductividade que a celulose proporciona. Isto são raciocínios simples que apesar de terem que ser devidamente testados, já têm exemplos análogos em outros betões leves que comprovadamente funcionam. Como defende tanto o betão, nada há demais neste betão leve que é só mais uma composição como tantas outras existem. Se isto lhe parece absurdo como caminho de experimentação a seguir para, pelo menos, se poder contar com este material para construções pontuais e alternativas mas que ao mesmo tempo funcionam, poupando-se em recursos caso o papel seja gratuito ou muito mais barato que outros materiais, só tem que apresentar as suas razões e argumentos técnicos. P.S.: Não sei bem o que será uma fachada cortina, mas talvez me possa ajudar a perceber essa parte, como espero ter ajudado a perceber esta.

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O ARK cometeu um lapso ao falar da fachada cortina.Não entendo como um arquiteto pode achar possível um material opaco como o betão como fachada cortina, uma vez que ela é sempre tranlúcida.Isso é um estrangeirismo dos termos usados noutros paises,para um sistema que faz de fachada com vidro e aluminio depois de o edificio estar pronto.

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