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Lisboa | Remodelação do Antigo Teatro Thalia | Gonçalo Byrne+Patrícia Barbas e Diogo Lopes

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Património
Antigo teatro da alta-roda em Sete Rios transforma-se em auditório

26.06.2010 - 09:34 Por Ana Henriques

Projecto de Gonçalo Byrne aprovado pelo Instituto do Património prevê que edifício arruinado do século XIX seja recoberto de betão.

O Ministério da Ciência e Ensino Superior está a transformar um antigo teatro da Estrada das Laranjeiras, junto ao Jardim Zoológico, num auditório destinado a conferências, seminários e espectáculos.

A obra, que começou em Maio e deverá prolongar-se até ao final do ano que vem, vai custar 2,66 milhões de euros mais IVA. Obedece a um projecto de Gonçalo Byrne, em parceria com o atelier de arquitectura de Patrícia Barbas e Diogo Lopes, estando previsto que o edifício arruinado do séc. XIX seja recoberto por uma "pele de betão" pintada de amarelo e envolvido por um pavilhão transparente mais baixo do que o velho teatro.

As velhas paredes de pedra e tijolo ficarão à vista apenas no interior do edifício, naquilo que constitui, segundo a memória descritiva do projecto, a preservação do valor patrimonial da ruína. "A qualidade do projecto e do seu autor mereceram o parecer favorável do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico e da Câmara de Lisboa", esclarece uma nota informativa do Ministério da Ciência.

"Será um monólito de betão", descreve Patrícia Barbas, explicando que o telhado, há muito derrubado, será também feito neste material. A memória descritiva justifica esta opção por razões de segurança: "O risco de colapso da estrutura existente, a necessidade de voltar a construir as coberturas e principalmente a vontade de manter intacta a ruína pelo seu interior (...) reduziram as possibilidades de consolidação da construção". Também por isso, a obra está a ser acompanhada pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil.

O Ministério da Ciência salienta que a "nova imagem urbana" do Teatro Thalia é marcada "pela conservação e restauro dos volumes correspondentes aos espaços cénicos primitivos - foyer, plateia e cena", que serão rodeados pelo novo edifício em vidro, no qual funcionarão serviços de apoio ao auditório, além de uma cafetaria com ligação directa ao jardim adjacente. Em curso estão neste momento demolições de construções anexas ao teatro, "de carácter provisório e traça modesta".

A reabilitação desta sala de espectáculos frequentada pela corte e pela nobreza lisboeta do século XIX era há muito reivindicada pelo movimento cívico Fórum Cidadania, que recentemente sugeriu que ali fosse instalado o Museu da Música. "Poderia albergar um sem-número de actividades culturais, a começar por teatro infantil ou de marionetas, à semelhança de Salzburgo", defendeu antes disso o movimento, que pediu anteontem esclarecimentos a várias entidades sobre as demolições que estão a ser feitas.

in http://www.publico.pt/Local/antigo-teatro-da-altaroda-em-sete-rios-transformase-em-auditorio_1443779

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Renovado Teatro Thália, em Lisboa, reabrirá ainda este ano

O Teatro Thália, inaugurado em 1843 e até há pouco tempo quase em ruínas, está integrado no Palácio das Laranjeiras, que serve de instalações para o Ministério da Educação e Ciência (MEC). Em 2009, o então ministro da Ciência e Ensino Superior Mariano Gago decidiu recuperar o espaço.

Em Julho último terminou o projecto de recuperação arquitectónica do teatro, orçado em 2,7 milhões de euros e da autoria dos arquitectos Gonçalo Byrne, Diogo Lopes e Patrícia Barbas. Agora, o Teatro Thália tem capacidade para acolher concertos, espectáculos de teatro, conferências e reuniões de trabalho.

O Governo publicou na quarta-feira em Diário da República um despacho que cria a Unidade de Valorização do Teatro Thália, que será coordenada por Maria Elvira Vazirna, técnica do MCE. Aquela unidade de valorização definirá um plano estratégico para salvaguardar o património do Teatro Thália e deverá incluir uma componente cultural, ainda a ser elaborada.

O Teatro Thália foi mandado construir no começo do século XIX pelo então Conde de Farrobo. De acordo com a documentação do projecto arquitectónico, o edifício teve uma primeira vida em 1820, mas seria só duas décadas depois, em 1843, já com assinatura de Fortunato Lodi, que inauguraria oficialmente, em honra de D. Maria II.

De acordo com o Centro de Estudos de Teatro da Universidade de Lisboa, com a abertura do Teatro Thália, “o Teatro São Carlos deixou de ser o único onde, em Lisboa, se cantava ópera”. “No Teatro das Laranjeiras, como também era conhecido, representaram-se óperas como ‘Roberto, o Diabo’ de Meyerbeer, ‘D. João’, de Mozart e a ópera cómica de Aubert, ‘Le Duc d’Olonne’”, refere aquele centro de investigação.

Um incêndio em 1862 e a falência do conde de Farrobo levaram ao abandono do edifício, classificado como imóvel de interesse público, e já no século XX, em 1978, foram demolidas a cobertura e anexos.

http://www.publico.pt/Local/renovado...te-ano-1558353

Já se limpam os vidros no recuperado Teatro Thalia nas Laranjeiras, Lisboa, onde está agora o Ministério da Educação e Ciência.

O velho teatro deu origem a um open space mulitusos com restauro das fachadas e demolição de construções espúrias.

Trata-se de um projecto conjunto de Barbas Lopes e Gonçalo Byrne.

O Teatro Thalia data de 1820 e deve o seu nome à musa da comédia.

Aqui organizavam-se representações teatrais e festas sob a tutela do Conde de Farrobo, o responsável pela sua construção.

Tanto a fachada principal como a mítica inscrição hic mores hominum castigantur ("aqui serão castigados os costumes dos homens") foram recuperadas.


http://guedelhudos.blogspot.pt/2012/05/teatro-thalia-quase.html


O palácio Farrobo, mais conhecido por palácio das Laranjeiras, está edificado na Quinta com o mesmo nome, onde se instalou, em 1905, o Jardim Zoológico. É uma construção seiscentista, restaurada e embelezada na primeira metade do século XIX.

Denominada inicialmente Quinta de Santo António, pertencia no final do século XVII a Manuel da Silva Colaço, passando para a posse de Luís Garcia Bívar, em 1760 e, posteriormente, para Fransisco Azevedo Coutinho. Foi a este último que a adquiriu o Desembargador Luís Rebelo Quintela em 1779, por 24 contos, herdando-a em 1802, seu sobrinho Joaquim Pedro Quintela, feito 1º Barão de Quintela, quatro anos mais tarde. Porém, a edificação do palácio, em substituição das decrépitas casas existentes até então, esteve a cargo do Padre Bartolomeu Quintela, tio do 1º Barão. Deste modo, o palácio e quinta foram reconstruídos segundo a traça do Congregado do Oratório. Contudo, foi o 2º Barão de Quintela, 1º conde de Farrobo -o qual muito novo entrara na posse da enorme fortuna de seu pai e na administração do morgado de Farrobo- quem promoveu, no palácio das Laranjeiras, os melhoramentos e embelezamentos que pelo fausto e bom gosto, deram brado em Lisboa, durante a primeira metade do século XIX.

Já no último quartel do século XIX o palácio, cujo brilho iluminara a época e deslumbrara os contemporâneos, foi a leilão. A morte poupou, no entanto a Farrobo aquela afronta. Adquiriu-a então, em 1874, um fidalgo espanhol, duque de Abrantes e Liñares, que o mandou novamente restaurar. Mas a 11 de Abril de 1877 foi comprado pelo comendador José Pereira Soares, que adquiriu também as Quintas contíguas das Águas Boas e dos Barbacenas.

Em 1903, foi a vez do conde de Burnay comprar o conjunto das quintas e do palácio cedendo, em 1905, os jardins da primitiva Quinta das Laranjeiras e Águas Boas ao Jardim Zoológico que, até então, ocupava um local no Parque da Palhavã.

Os restantes espaços ficaram na posse da sua família até 1940, ano em que, para efeito de partilhas se procedeu à venda dos mesmos, tendo o palácio das Laranjeiras sido adquirido pelo Ministério das Colónias, para aí instalar o museu da Marinha. Desde então vários ministérios tiveram sede nas Laranjeiras sendo que, desde Abril de 2002, com a tomada de posse do XV Governo Constitucional, se instalou o Ministério da Ciência e do Ensino Superior, actualmente Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (XVII Governo Constitucional).


http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=384789


O Ministério da Ciência e Ensino Superior está a transformar um antigo teatro da Estrada das Laranjeiras, junto ao Jardim Zoológico, num auditório destinado a conferências, seminários e espectáculos.

A obra, que começou em Maio e deverá prolongar-se até ao final do ano que vem, vai custar 2,66 milhões de euros mais IVA. Obedece a um projecto de Gonçalo Byrne, em parceria com o atelier de arquitectura de Patrícia Barbas e Diogo Lopes, estando previsto que o edifício arruinado do séc. XIX seja recoberto por uma "pele de betão" pintada de amarelo e envolvido por um pavilhão transparente mais baixo do que o velho teatro.

As velhas paredes de pedra e tijolo ficarão à vista apenas no interior do edifício, naquilo que constitui, segundo a memória descritiva do projecto, a preservação do valor patrimonial da ruína. "A qualidade do projecto e do seu autor mereceram o parecer favorável do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico e da Câmara de Lisboa", esclarece uma nota informativa do Ministério da Ciência.

"Será um monólito de betão", descreve Patrícia Barbas, explicando que o telhado, há muito derrubado, será também feito neste material. A memória descritiva justifica esta opção por razões de segurança: "O risco de colapso da estrutura existente, a necessidade de voltar a construir as coberturas e principalmente a vontade de manter intacta a ruína pelo seu interior (...) reduziram as possibilidades de consolidação da construção". Também por isso, a obra está a ser acompanhada pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil.

O Ministério da Ciência salienta que a "nova imagem urbana" do Teatro Thalia é marcada "pela conservação e restauro dos volumes correspondentes aos espaços cénicos primitivos - foyer, plateia e cena", que serão rodeados pelo novo edifício em vidro, no qual funcionarão serviços de apoio ao auditório, além de uma cafetaria com ligação directa ao jardim adjacente. Em curso estão neste momento demolições de construções anexas ao teatro, "de carácter provisório e traça modesta".

A reabilitação desta sala de espectáculos frequentada pela corte e pela nobreza lisboeta do século XIX era há muito reivindicada pelo movimento cívico Fórum Cidadania, que recentemente sugeriu que ali fosse instalado o Museu da Música. "Poderia albergar um sem-número de actividades culturais, a começar por teatro infantil ou de marionetas, à semelhança de Salzburgo", defendeu antes disso o movimento, que pediu anteontem esclarecimentos a várias entidades sobre as demolições que estão a ser feitas.


http://jornal.publico.pt/noticia/26-...o-19703783.htm

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