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Olá a todos, a propósito de um grupo criado no facebook, sobre a minha terra "O que faz falta em Albufeira?" Defendi com unhas e dentes que o que fazia falta era pensar em vez de estragar:

Boa Tarde.

Na minha opinião, antes de pensarmos sobre o que faz falta em Albufeira, devemos pensar sobre o que não faz. E há tanta coisa que não faz! Albufeira (todo o concelho) é fruto de um crescimento demasiado rápido, não planeado. Não é de agora, é de sempre. Precisamos de isto, faz-se! Precisamos daquilo, faz-se!

O que faz falta é olhar para trás e ver os erros que se cometeram no passado. E corrigi-los. Erros de Gestão urbana; Erros de planeamento turístico; Erros de cobertura policial; Enfim... Albufeira está a progredir desmesuradamente, uma ânsia de progresso, como se nada mais importasse a não ser construir e trazer turistas.

Em suma, o faz falta em Albufeira é perceber o que não faz falta!


Após este comentário em jeito de apresentação, caiu-me o carmo e a trindade em cima! Parece que me queriam comer, houve até quem dissesse que fazia falta um centro comercial pois o outro fica muito longe (10 minutos de distância:o)
E face ás criticas de faria falta mais lugares de estacionamento e estradas em condições resolvi elaborar uma espécie de Sugestão/Critica/Manifesto :devil:sobre o assunto, Posto isto gostaria de saber a vossa opinião. Até porque acho que este tema é problema de muitas cidades do nosso país. Tá lançado fogo prá fogueira, agora não o apaguem. :s

Penso que um dos principais problemas urbanos em Albufeira, é sem dúvida o imenso caos automóvel que se vive.
É bastante fácil dizer-se que a culpa é de quem leva para lá o carro, mas será mesmo assim?
Senão vejamos,
Não há lugares de estacionamento, mas será que a solução é construir mais?
Não há estradas em condições para passar com o carro, será que elas foram feitas para ter o trânsito que têm?
Não há espaços verdes, mas existe espaço para os fazer?
...

Para que as coisas sejam bem feitas é preciso seguir exemplos, é preciso seguir bons exemplos! E Albufeira diga-se de passagem não o tem feito.
Analisemos,
A construção em curso junto ao posto de combustível da Repsol à entrada de Albufeira serve à partida para melhorar o acesso à cidade.
Mas com a multiplicação de vias a entrar na cidade mais carros iram entrar mais rapidamente na cidade.
Mais rápido!
Mais carros!
Penso que este é um pensamento urbano extremamente erróneo,
O que poderá melhor a qualidade de vida em Albufeira?
Não é certamente facilitar a vida aos carros.
Carros são transportes de pessoas.
Transportes de poluição sonora!
Transportes de poluição gasosa!
Transportes de poluição visual!
Albufeira necessita de menos carros e mais vida.
A solução passa por aquilo que tem estado esquecido um pouco por todo o Algarve.
O Transporte público.
Para que a cidade possa viver do transporte público ele tem que ligar a cidade ao mundo!
Não se pode centralizar dentro da cidade (o famoso "Giro")
É necessário criar ligações aos principais pontos de acesso, ligações FUNCIONAIS!
Açoteias (Vilamoura, Quarteira)
Fontainhas (E.N.125)
Guia (Portimão, Lagos, Litoral)
Vale Paraíso/Ferreiras (Estação CP consequentemente Lisboa e Porto)
Mas obviamente, depois da cidade chegar a estes lugares, é preciso que eles venham até à cidade!
Como?
Deixando o carro nestes sitios.
Onde?
Em parques de estacionamento com capacidade para todos os carros.
Quando?
Quando formos para passear, divertir-nos ou trabalhar.
Porquê?
Porque o preço gasto em combustível teria de ser superior ao preço do parque.

Assim teríamos uma cidade mais viva, com menos carros.
Viveríamos mais e melhor.
Poderíamos pensar mais e melhor em coisas realmente importantes. Mais do que onde vamos enfiar tanto carro.
Ainda podemos ir a tempo de parar o verdadeiro caos que seria a lotação total da cidade.

Enfim, desabafo, ideias, chamem-lhe o que quiserem.

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Concordo, e para mais seria melhor abandonar o processo de construção contínua e desnorteada (agora com a crise talvez não tanto...) e pensar antes em 2 áreas essenciais: _ Restauro do edificado histórico e/ou com valor patrimonial. _ Reabilitação de certa construção mal realizada, principalmente da década 70 e 80, e fazer os necessários reajustamentos, em termos de isolamento térmico, e nalguns casos estéticos. E, para finalizar, não percebo a razão por que não se faz mais estacionamento em altura, ao invés de ocupar tanto terreno com parques e mais parques de estacionamento, ou pior ainda, os estacionamentos subterrâneos, que trazem sempre enorme caos a qualquer cidade durante a sua construção.

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Tens razão.. e pior que isso em relação ao estacionamento. Em albufeira reutilizaram uma antiga fábrica de cerâmica na baixa para fazer um estacionamento! Como se já não bastasse o programa poder ter sido melhor escolhido, a única coisa que deixaram da fábrica foi a chaminé! Em relação à re-utilização das construções antigas, penso ainda que se deveria construir mais sobre esse tipo de construção abandonada para poder trazer mais as pessoas para o centro da cidade, para viver, e poderem deslocar-se dentro da cidade usando menos o carro... Não achas?

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O menor uso do automóvel dentro das cidades depende da maior proximidade entre local de residência e local de trabalho. Mas por outro lado, implica também uma mais eficiência dos transportes públicos. Agora existem alguns estudos nessa área que defendem a substituição dos normais autocarros por uns veículos de menores dimensões e com menos lugares, que permitem uma maior e mais rápida mobilidade no meio urbano. É verdade que existem alguns prédios urbanos com apenas 2 níveis que podiam ser adaptados para 4/5 sem desvirtuar o alçado da rua. No entanto, segundo o que se lê na imprensa, a quantidade de edifícios devolutos em Lisboa, por ex., é tal que se fossem todos reabilitados, permitiam aumentar em 1/3 ou mais o total da população lisboeta.

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Eu acho que era uma alternativa muito boa. Pegando também no exemplo de Lisboa, eu estudo na zona da Boavista (S.Paulo) e os edifícios estão todos degradados, barracões imensos sem uso, edifícios históricos que estão em elevado estado de degradação... E infelizmente continua-se a construir e a viver na periferia, conheço pessoas que vêm todos os dias de carro para Lisboa vindos de Santarém, e Setúbal por exemplo. Tudo porque não há sítios a preços razoáveis para morar...

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Pois.. e muitas vezes as rendas, os construtores querem rentabilizar muito rápido o investimento e então fazem rendas altíssimas... E depois como é óbvio ganham aqueles que constroem mais barato e sem qualidade, e em maior quantidade!

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É o normal! O próximo passo vai ser a alteração dos grandes apartamentos para Estudios, t0, t1... wc ao fundo do corredor. Ou então divisão de espaços por muitas pessoas... É o problema das grandes cidades :s

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Mas é o que vai acontecer! Se tivermos boas 'consciências' á frente, poderemos minimizar a situação. Aguardemos :s

Voltando ao caos Automovel, deixao aqui um video do que se faz em Bogotá:

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Ora ai está uma ideia interessante, Não deve ser assim tão caro fazer uma coisa dessas, em Lisboa tentaram fazer uma coisa parecida, fechar o terreiro do paço aos carros ao domingo, o que acaba por ser caótico porque só fecharam uma parcela da cidade e mal escolhida, pois faz parte da marginal. Dizem que é para as pessoas desfrutarem do rio, mas o rio ali é mal-cheiroso e tem ratazanas, eu acho que se devia pensar mais nas coisas antes de as fazer. Ainda assim é bom seguir bons exemplos, desde que bem seguidos claro está... :s

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Não há um real interesse. Ou então falta de empreendedorismo nesse aspecto :\ Porque o dia Europeu sem carros, foi sempre bem recebido nas cidades.

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Falta de empreendedorismo! :s de um grupo de pessoas que elabore um projecto deste género bem feito e o apresente publicamente! ou então falta de interesse da CML. Digo eu :\

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O pior inimigo dos transportes públicos é o descrédito.
Ninguém se fia em transportes públicos.
Chegam sempre atrasados, ninguém sabe quando os horários mudam, quando queremos telefonar para algum lado e saber ninguém atende. Existem milhares de empresas que empurram responsabilidades de umas para outras, os preços sempre a mudar, etc.

Para não falar nas questões de transporte de bagagem, bicicletas, pessoas com mobilidade reduzida, grávidas e idosos, etc.

A verdade é que é mais importante devolver a credibilidade às empresas de transporte do que arranjar faixas especiais (BUS).

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Totalmente de acordo. Uma boa gestão do sistema público de transportes seria um bom começo de reabilitação social do centro das cidades. Este tópico está muito concorrido!

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