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Márcio Ferreira

Arquitectura perde Santiago Faria

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Escrito por António Manuel Rodrigues

acometido por doença súbita enquanto conduzia

Arquitectura perde
Santiago Faria


Morreu um dos fundadores da Escola
Universitária Vasco da Gama

Santiago Faria, arquitecto e professor do ensino superior, faleceu ontem vítima de paragem cardio--respiratória, quando conduzia no largo de Santana, nas imediações da Penitenciária de Coimbra.

«É uma morte prematuríssima», lamentou Florindo Marques, presidente do Núcleo de Coimbra da Ordem dos Arquitectos. «Lamento profundamente», reforçou, depois de sublinhar a importância e disponibilidade de Santiago Faria para a arquitectura e para a Ordem dos Arquitectos, tendo participado na instalação do Núcleo de Coimbra, nos anos 80.

Santiago Faria, cuja idade não nos foi possível precisar mas que teria 66/67 anos, foi director do Gabinete de Apoio Técnico de Coimbra em 1978, então instalado na Pedrulha. Desde sempre ligado ao planeamento e ordenamento do território, foi funcionário da então Comissão de Coordenação da Região Centro e estava, até há dois anos, ligado ao Gabinete Técnico Local de Coimbra, onde colaborou na planificação da reabilitação do Centro Histórico da cidade.

Doutorado pela Universidade de Paris-Sorbonne, Santiago Faria foi, até há dois/três anos, professor da Escola Universitária Vasco da Gama, tendo primeiro dado aulas na ARCA, a convite do também arquitecto Carlos Santos que, ontem à noite ao DC, sublinhava as qualidades humanas de Santiago Faria, bem como as capacidade docentes, sendo elogiado por colegas e alunos.

Os dois, Carlos Santos e Santiago Faria, tornar-se-iam parte do projecto idealizado pelo professor de Medicina Norberto Canha para criação da Universidade Vasco da Gama, em 1998, participando na fundação. Aliás, observou Carlos Santos, a Santiago Faria se deve o projecto de recuperação do Mosteiro S. Jorge de Milréu, onde hoje está a Escola Universitária Vasco da Gama.

Natural de Lisboa, onde se licenciou em Belas Artes, mas a viver há muitos anos em Figueira do Lorvão, Santiago Faria foi autor de vários estudos de caracterização da região Centro e participou no Plano Regional de Albufeiras da Aguieira, que Carlos Santos estima ser o primeiro plano regional nacional de ordenamento do território. Uma das suas obras mais visíveis, a par da recuperação do mosteiro, é a ampliação e reabilitação da sede da CCDRC.

Para José António Bandeirinha, pró-reitor para a cultura da Universidade de Coimbra, Santiago Faria foi «uma personagem muito importante da arquitectura em Coimbra, quer no plano da produção arquitectónica quer sobretudo numa consciencialiação acerca das questões do património em que esteve envolvido desde muito cedo». «É uma perda muito grande para a arquitectura de Coimbra», acentuou.

Corpo esperou três horas
para ser removido
As circunstâncias em que o arquitecto faleceu, ao volante da sua viatura, implicaram a intervenção das autoridades e, consequentemente, o encaminhamento para o Instituto de Medicina Legal de Coimbra, não havendo ontem qualquer indicação sobre hora e local do funeral.

A viatura ficou imobilizada um pouco antes de uma rotunda existente no Largo de Santana, junto à Penitenciária de Coimbra, cerca das 16h30, ficando o corpo na via durante três horas antes de ser removido, situação que gerou alguma indignação no local.

«É pouco digno para os familiares, para quem passa e até para a própria vítima», criticou uma testemunha, atribuindo a situação pela demora do delegado de saúde, uma vez que já lá tinha estado o INEM e a Protecção Civil, mantendo-se a PSP a regular o trânsito. Ao DC, fonte da PSP explicou que os procedimentos seguiram os trâmites normais, o que leva o seu tempo, enquanto que Sara Nascimento, autoridade municipal de Saúde, mostrou desconhecimento da situação, mas esclareceu que a remoção não está dependente do delegado de saúde, ao notar que qualquer médico pode confirmar o óbito.

A demora estará mais relacionada com a falta de viaturas apropriadas para a remoção, levando a que as autoridades recorram a agências funerárias que, também não tendo os meios necessários, nem sempre aceitam a tarefa.

Fonte: http://www.diariocoimbra.pt

Os meus pêsames aos familiares e amigos...

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De facto, com o seu falecimento, perdemos a companhia não só de um grande arquitecto, com um vasto contributo a nível profissional e académico, mas também de um homem "enorme", um grande humanista, pouco dado a clichés, e senhor de um pragmatismo invejável. Tive o prazer de o ter conhecido na qualidade de seu aluno, e sinto-me grato por ter podido usufruir de uma pequena amostra do "tanto" que ele poderia ensinar. Será certamente recordado pelo que "fez", mas também pelo que "foi". Os meus pêsames à sua família, por vezes mencionada pelo Professor, mas sempre com carinho. Helder Nuno Mendes

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