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Covilha | reconversão do ex-Sanatório dos Ferroviários | Cottinelli Telmo + Eduardo Souto de Moura

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A empresa do ramo hoteleiro volta a mostrar vontade de recuperar o mítico edifício e já se encontra em conversações com o Governo e a Turistrela.

O presidente da Região de Turismo da Serra da Estrela (RTSE), revelou aos jornalistas, que o Grupo Pestana está em negociações com o Governo e com a Turistrela para resolver o problema da reconversão do ex-Sanatório dos Ferroviários.

Jorge Patrão assegurou que o Grupo Pestana “está interessado em resolver o problema. “Há negociações com o Grupo e com a Turistrela. Ambas as empresas estão interessadas e poderá haver uma parceria”, mas escusou-se a dar mais detalhes sobre o andamento deste processo.

Jorge Patrão aproveitou a oportunidade para deixar o recado, que esta será “a última tentativa que faço para que a reconversão do Sanatório chegue a bom porto”. Para o responsável da entidade de turismo regional, este é um processo que se arrasta “há demasiado tempo”, o que pode ser prejudicial para o imóvel. “A situação terá que ficar resolvida ainda este ano, sob pena do edifício se constituir como um cancro ou vir a ser destruído para apartamentos ou algo do género”, salientou.

Na origem do interesse do Grupo Pestana, poderá estar a ameaça que Jorge Patrão fez em tempos de exigir ao Estado o reembolso de 1,3 milhões de euros gastos com o projecto do arquitecto portuense Souto Moura, para reconversão do Sanatório. Verbas do Fundo de Turismo e que estavam destinadas para a construção de um parque de campismo na Serra da Estrela.

Recorde-se que o Grupo Pestana tinha desistido de participar na recuperação do lendário edifício concebido em 1927 por Cotinelli Telmo em 2004, justificando que uma obra desta envergadura não teria viabilidade, porque considerava que já existiam estruturas semelhantes na região, como as Pousadas de Manteigas, Belmonte, Linhares da Beira e o Convento do Desagravo.

A falta de interesse do Grupo Pestana em construir a obra levou a Turistrela a accionar, em finais de 2004, a cláusula de reversão do edifício, por incumprimento do contrato celebrado em 1998, quando a ENATUR adquiriu o imóvel pelo valor simbólico de um escudo com a contrapartida de o transformar numa pousada até 2001. Algo que nunca veio a acontecer, e que levou a concessionária do turismo na Serra da Estrela a prorrogar os prazos do contrato.

Por seu turno, Luís Patrão, presidente do Instituto do Turismo de Portugal (ITP), salientou que este é um dos processos “prioritários” para o Governo. “Tenho indicações do Governo para tratar deste assunto com toda a prioridade e dar ao edifício o bom destino que merece”, garantiu. O responsável pelo sector do turismo em Portugal, disse ainda que espera “resolver o problema durante o meu mandato à frente do instituto”.


in http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=475894


SOBRE O EDIFICIO

Arquitecto | Construtor | Autor

Arq. José Ângelo Cottinelli Telmo (1897-1948); construtor eng. Virgílio Preto

Cronologia

1913 - o general Carlos Vasconcelos Porto (1861-1944) inicia uma campanha de assistência sanitária aos ferroviários, desenvolvendo os primeiros esforços no sentido de se criarem sanatórios exclusivamente destinados aos funcionários dos caminhos de ferro do Estado; 1918 - é inaugurado o primeiro sanatório para ferroviários, em S. Brás de Alportel, instalado numa casa de quinta especialmente adaptada para o efeito (CABANAS, 1945); 1919 - é iniciada a construção do "Sanatório do Norte", em Paredes de Coura, cujas obras se prolongaram até 1933; 1924 ? o Governo concretizou o seu apoio à assistência sanitária aos ferroviários, criando, nas linhas do Estado e nas empresas ferroviárias privadas, um Fundo de Assistência Ferroviária, destinado à organização dos meios de combate à tuberculose dentro de cada empresa; 1925, Junho - é publicado o decreto através do qual a Comissão Administrativa dos Sanatórios para Ferroviários Tuberculosos recebe do Estado o terreno, até então integrado na Mata Nacional da Covilhã, destinado à construção do Sanatório da Covilhã (Gazeta dos Caminhos de Ferro: 1946 (n.º 6), p. 194); 1926 - o Fundo de Assistência foi suprimido, mas a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses (CP) manteve uma dotação anual para a assistência dos seus funcionários, criando uma comissão destinada à sua gestão; 1927 - a CP, através da Comissão Administrativa dos Sanatórios para Ferroviários Tuberculosos presidida por Fausto de Figueiredo, toma a iniciativa de promover a construção de um sanatório de altitude na Serra da Estrela. O projecto do edifício é encomendado ao arquitecto José Ângelo Cottinelli Telmo (1897-1948), enquanto profissional independente e em paralelo com as suas funções de funcionário da CP. O programa funcional do conjunto foi estabelecido por Carlos Lopes, médico chefe dos Serviços de Saúde da CP, que acompanhou de perto o trabalho do arquitecto. Para a definição exacta das instalações e equipamentos técnicos necessários, Carlos Lopes visitou diversos sanatórios na Suíça, França e Alemanha onde pôde estudar os mais actuais e rigorosos padrões de técnica sanitária em uso na Europa. Cottinelli, por seu lado, visitou o Sanatório de Fuenfria, em Espanha (TELMO, 1928); 1928, 8 de Fevereiro - O anteprojecto do Sanatório da Covilhã foi apresentado à "Comissão Administrativa dos Sanatórios para Ferroviários Tuberculosos" que o aprovou. Alguns elementos da Comissão manifestaram, no entanto, o seu desacordo, considerando o projecto "grandioso de mais" e com um orçamento desproporcionado para a capacidade de alojamento prevista; defendiam a edificação de pavilhões de pequenas dimensões junto dos Sanatórios existentes, e não a construção de um grande edifício reunindo a quase totalidade dos serviços, como na opção adoptada. Inicialmente previra-se a existência de uma secção para homens e outra para mulheres; no entanto, uma vez que os primeiros estudos demonstraram a impossibilidade de estabelecer uma separação nítida entre as zonas destinadas os dois sexos, passou a considerar-se apenas a admissão de doentes do sexo masculino. O programa estabelecia a existência de quartos para doentes de 1.ª, 2.ª e 3.ª classes que o arquitecto localizou em pisos diferentes, de acordo com a fórmula com a qual resumia a distribuição funcional do conjunto "um andar para cada coisa e cada coisa no seu andar". Os serviços administrativos, os serviços médicos e as zonas de uso comum iriam ocupar o piso nobre, agrupados de modo nítido e legíveis na expressão da fachada. Na fase de Anteprojecto, o alçado principal, com uma sucessão regular de janelas idênticas, era pontuado pelo corpo da entrada e pelas estruturas reticulares das bow windows e galerias de cura, que ora se integravam no volume construído, ora se projectavam para fora dele, numa composição de estrutura pouco evidente. O projecto definitivo, elaborado em seguida e concretizado em obra, apresentava algumas diferenças substanciais em relação à proposta inicial. Tanto a distribuição interior como a sua expressão exterior foram reformuladas, dando origem a uma composição articulada, com uma estrutura coerente e uma lógica clara, com tradução nos alçados. Os dois corpos longitudinais que constituem o edifício foram dotados de entradas e de acessos (escadas, ascensores, corredores) autónomos; a partir desta estrutura de circulações estabelecia-se uma teia de relações hierárquicas que justificava a localização dos diversos serviços. Na fase final do projecto, a área total de quartos ocupava apenas metade dos 5 pisos existentes, sendo o restante destinado às diversas áreas de apoio (onde se incluíam, por exemplo, Salas de Recreio e Conversação, Biblioteca e Capela); 1930 - cerimónia de lançamento da 1ª pedra, que assinala o início das obras, dirigidas pelo engenheiro Virgílio Preto. Previa-se então a sua conclusão para cerca de quatro anos mais tarde; 1931 - Cottinelli projectou diversos edifícios anexos, para apoio ao estabelecimento, a construir nos terrenos adjacentes (nomeadamente, Casas do Médico e do Gerente; Garagem), só em parte concretizadas; 1936 - é concluída a construção, inteiramente custeada pela CP; 1944, 11 de Novembro - o Sanatório da Covilhã é inaugurado, uma vez ultrapassadas dificuldades várias quanto à viabilidade da sua exploração por parte da CP. Para tal, a capacidade de internamento foi ampliada, passando de 110 doentes, máximo previsto no projecto, para 170; o estabelecimento foi arrendado à Sociedade Portuguesa de Sanatórios, Lda. que o explorou sob a direcção do professor Lopo de Carvalho, ficando com a obrigação de acolher todos os funcionários da CP que necessitassem de tratamento anti-tuberculoso e colocando ainda uma parcela das suas camas à disposição dos doentes a cargo da Assistência Nacional dos Tuberculosos (Gazeta dos Caminhos de Ferro: 1946 (n.º 6), pp. 192-199). Em data não determinada, foram encerrados os solários e as galerias de cura, de forma a ampliar a capacidade de alojamento, o que alterou profundamente a expressão formal do edifício; no período imediato à Revolução de Abril de 1974, estando o edifício já desafectado do seu uso inicial, serviu para alojamento temporário de cidadãos retornados das ex-colónias de Portugal em África. Foi posteriormente abandonado e sujeito a acções de vandalismo que acentuaram o estado de degradação e conduziram ao actual estado de ruína; 1990, década - adquirido pela Enatur, Pousadas de Portugal com o objectivo de ser recuperado e reutilizado como Pousada. Projecto elaborado pelo arquitecto Eduardo Souto de Moura. As últimas notícias conhecidas, após o processo de privatização da Enatur, apontam para a não concretização do projecto por alegada falta de viabilidade económica.

Bibliografia
FIGUEIREDO, Fausto de, Comissão Administrativa dos Sanatórios para Tuberculosos, Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, Carta para Cottinelli Telmo, 30.Jun.1927, espólio Cottinelli Telmo; TELMO, Cottinelli, Carta para Fausto de Figueiredo, 17.Ago.1927; espólio Cottinelli Telmo; Extracto da Acta 1649, da Sessão da Comissão Executiva de 02.11.1927, Processo Sanatório da Covilhã, Arquivo Histórico CP; Extracto da Acta 1769, da Sessão da Comissão Executiva de 08.02.1928, Processo Sanatório da Covilhã, Arquivo Histórico CP; [TELMO; Cottinelli], Sanatório para os Tuberculosos da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses a construir por esta Companhia na Covilhã. Memória descritiva e justificativa e orçamento relativo ao Anteprojecto [1928], espólio Cottinelli Telmo; [TELMO; Cottinelli], Caminhos de Ferro Portugueses. Sanatório da Covilhã. Memória descritiva e justificativa [1930], espólio Cottinelli Telmo; Sanatório da Covilhã. Caderno de Encargos [1930], espólio Cottinelli Telmo; D'AVYS, Palmeirim, Tuberculose! A grande Rainha!, O Notícias Ilustrado, IIª série, n.º 206, 22.Maio.1932, pp. 4-5, 7; Assistência Ferroviária. O Sanatório de Paredes de Coura dos caminhos de ferro do Estado, O Notícias Ilustrado, IIª série, n.º 268, 30.Jul.1933, p. 5; Nas Penhas da Saúde. Um sanatório Modelo para ferroviários construído pela CP, Gazeta dos Caminhos de Ferro, 56º ano, n.º 22, 16.Nov.1944, pp. 665-666; CABANAS, Manuel dos Santos, Carlos Vasconcelos Porto e os Sanatórios dos Caminhos de Ferro do Estado, Gazeta dos Caminhos de Ferro, 56º ano, n.º 5, 01.Mar.1945, pp. 116-117; Sanatório das Penhas da Saúde, A Arquitectura Portuguesa e Cerâmica e Edificação (reunidas), 3ª série, ano XXVIII, n.º 127, Outubro 1945; O Sanatório das Penhas da Saúde, Gazeta dos Caminhos de Ferro, 58º ano, n.º 6, 16.Mar.1946, pp. 192-199;Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério no ano de 1955, Lisboa, 1956; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério no ano de 1956, Lisboa, 1957; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério nos anos de 1957 e 1958, 1º Volume, Lisboa, 1959; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério nos Anos de 1959, 1º Volume, Lisboa, 1960; MARTINS, João Paulo, Cottinelli Telmo. A Obra do Arquitecto (1897-1948). Dissertação de mestrado em História da Arte, Lisboa: FCSH, UNL, 1995. 2 vol.; MARTINS, João Paulo, Cottinelli Telmo. Arquitecto na CP, in Gilberto Gomes (ed.), O Caminho de Ferro Revisitado. O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996, Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses, 1996, pp. 126-134.

Fonte: www.monumentos.pt

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Antigo sanatório já tem projectos aprovados

Fonte: Jornal "Porta da Estrela"

Os projectos para transformar o antigo sanatório da Serra da Estrela numa Pousada de Portugal «foram aprovados esta semana e o concurso deve ser lançado em Fevereiro», disse o presidente da Entidade Turística da Serra da Estrela.

Segundo Jorge Patrão, «os diferentes projectos necessários à obra tiveram de passar por várias entidades e esse processo está concluído. Em Fevereiro deve ser lançado o concurso público internacional».

O financiamento foi anunciado em Maio de 2009 pela gestão do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). O investimento é de 19,66 milhões de euros e 70 por cento do valor vai ser financiado pelo Programa Operacional Temático Valorização do Território, no âmbito do QREN.

O valor inclui a recuperação e reconversão do antigo sanatório dos ferroviários da Covilhã, a 1.200 metros de altitude, bem como a transformação da zona envolvente, instalação de equipamentos e mobiliário.

O empreendimento fazia parte do contrato inicial entre o Estado e o Grupo Pestana para concessão das Pousadas de Portugal, em 2003.

O sanatório foi construído na década de 1930 e está abandonado desde a década de 80, tendo sido reconhecido como de relevante valor histórico e cultural pela Direcção-Geral de Turismo em 1996.

O projecto de Souto Moura para a sua reconversão foi revisto e «a pousada vai ter 90 quartos, mais que os inicialmente previstos», disse Jorge Patrão, acrescentando que o espaço vai ainda dispor de um spa. Ainda segundo o presidente da Entidade de Turismo da Serra da Estrela, «as obras ao longo de dois anos deverão dar emprego a mais de 100 trabalhadores». «Quando estiver concluída, a pousada deverá criar 40 postos de trabalho, a maioria com pessoas da região», frisou.

in http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=475894


Lançado concurso para transformar ex-sanatório dos Ferroviários em pousada

Fonte: Jornal O Interior

O edifício está votado ao abandono desde a década de 80

A Enatur – Empresa Nacional de Turismo lançou, na semana passada, o concurso público internacional para a transformação do edifício do ex-sanatório dos Ferroviários em pousada, na Serra da Estrela, no concelho da Covilhã. A obra, aguardada desde 1998 na região, tem um valor base de 13,5 milhões de euros.

«Encaro o concurso público para esta obra com ânimo, o que confesso que há alguns anos me vinha faltando», afirma o presidente da Turismo Serra da Estrela (TSE), para quem «foi também a determinação que fez com que o projecto não caísse no esquecimento». Jorge Patrão espera agora que a empreitada possa ser adjudicada «logo depois do Verão» e que não aconteça o mesmo que em 2001, em que também foi lançado concurso público para a transformação do emblemático edifício em unidade hoteleira, num processo que viria depois a ficar parado. Na altura, até houve empresas a candidatarem-se, mas a obra «não chegou à fase da adjudicação», recorda este responsável. «Penso que se agora ultrapassarmos esta fase, a obra será finalmente uma realidade», acrescenta.

O prazo de execução da empreitada é de 16 meses e a futura unidade hoteleira vai chamar-se Pousada da Serra da Estrela. «Estamos a falar de 13,5 milhões de euros, o que significa que esta será talvez a maior obra pública feita num só edifício na região, depois do Centro Hospitalar da Cova da Beira», constata o presidente da TSE. Com projecto do arquitecto portuense Souto Moura, que foi revisto duas vezes desde a primeira versão, a futura pousada terá cerca de 90 quartos e um spa, sendo que a fachada do emblemático edifício será preservada e toda a zona envolvente será também reabilitada. O projecto inicial apontava para 56 quartos. A Enatur tem 70 por cento do financiamento assegurado no Programa Operacional Temático Valorização do Território, no âmbito do QREN. Jorge Patrão estima que a pousada «vai dar emprego a muitas pessoas» na fase de construção, a perto de 100, e que deverá criar perto de 40 postos de trabalho quando concluída. «O turismo continua a dar emprego», congratula-se o presidente da TSE, para
depois fazer referência também ao hotel que está a ser construído em Fornos de Algodres e ainda ao de Penamacor, cujas obras prevê que possam arrancar «dentro de uns 15 dias».

Localizado a 1.200 metros de altitude, a cinco quilómetros da Covilhã, o edifício do sanatório foi projectado por Cottinelli Telmo em 1927. Depois de servir de sanatório para ferroviários, foi albergue para retornados do Ultramar, estando votado ao abandono desde a década de 80. Foi depois adquirido pela Turistrela, que em 1998 o cedeu à Enatur pelo valor simbólico de um escudo, com a contrapartida de o transformar numa pousada até 2001. Neste ano, a concessionária do TSE prorrogou os prazos do contrato. Em 2003, o empreendimento fazia parte do contrato inicial entre o Estado e o Grupo Pestana para concessão das Pousadas de Portugal. A candidatura ao QREN foi incluída num aditamento assinado em Setembro de 2008.

in http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=475894

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Boas. faz quase um ano que esta noticia surgiu, entretanto nada mais se fêz do que colocar paineis metálicos como vedação. Entretanto, e segundo consta, vai ser, recentemente, lançado o concurso para a futura Pousada. Para nós, que dia após dia observamos aquela emblemática ruína em plena encosta, vamos aguardar que alguém agarre aquele pedaço de história.

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Lançado concurso para transformar ex-sanatório dos Ferroviários em pousada
Fonte: Jornal O Interior

O edifício está votado ao abandono desde a década de 80

A Enatur – Empresa Nacional de Turismo lançou, na semana passada, o concurso público internacional para a transformação do edifício do ex-sanatório dos Ferroviários em pousada, na Serra da Estrela, no concelho da Covilhã. A obra, aguardada desde 1998 na região, tem um valor base de 13,5 milhões de euros.

«Encaro o concurso público para esta obra com ânimo, o que confesso que há alguns anos me vinha faltando», afirma o presidente da Turismo Serra da Estrela (TSE), para quem «foi também a determinação que fez com que o projecto não caísse no esquecimento». Jorge Patrão espera agora que a empreitada possa ser adjudicada «logo depois do Verão» e que não aconteça o mesmo que em 2001, em que também foi lançado concurso público para a transformação do emblemático edifício em unidade hoteleira, num processo que viria depois a ficar parado. Na altura, até houve empresas a candidatarem-se, mas a obra «não chegou à fase da adjudicação», recorda este responsável. «Penso que se agora ultrapassarmos esta fase, a obra será finalmente uma realidade», acrescenta.

O prazo de execução da empreitada é de 16 meses e a futura unidade hoteleira vai chamar-se Pousada da Serra da Estrela. «Estamos a falar de 13,5 milhões de euros, o que significa que esta será talvez a maior obra pública feita num só edifício na região, depois do Centro Hospitalar da Cova da Beira», constata o presidente da TSE. Com projecto do arquitecto portuense Souto Moura, que foi revisto duas vezes desde a primeira versão, a futura pousada terá cerca de 90 quartos e um spa, sendo que a fachada do emblemático edifício será preservada e toda a zona envolvente será também reabilitada. O projecto inicial apontava para 56 quartos. A Enatur tem 70 por cento do financiamento assegurado no Programa Operacional Temático Valorização do Território, no âmbito do QREN. Jorge Patrão estima que a pousada «vai dar emprego a muitas pessoas» na fase de construção, a perto de 100, e que deverá criar perto de 40 postos de trabalho quando concluída. «O turismo continua a dar emprego», congratula-se o presidente da TSE, para depois fazer referência também ao hotel que está a ser construído em Fornos de Algodres e ainda ao de Penamacor, cujas obras prevê que possam arrancar «dentro de uns 15 dias».

Localizado a 1.200 metros de altitude, a cinco quilómetros da Covilhã, o edifício do sanatório foi projectado por Cottinelli Telmo em 1927. Depois de servir de sanatório para ferroviários, foi albergue para retornados do Ultramar, estando votado ao abandono desde a década de 80. Foi depois adquirido pela Turistrela, que em 1998 o cedeu à Enatur pelo valor simbólico de um escudo, com a contrapartida de o transformar numa pousada até 2001. Neste ano, a concessionária do TSE prorrogou os prazos do contrato. Em 2003, o empreendimento fazia parte do contrato inicial entre o Estado e o Grupo Pestana para concessão das Pousadas de Portugal. A candidatura ao QREN foi incluída num aditamento assinado em Setembro de 2008.


in http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=475894

Soares da Costa vai transformar ex-Sanatório em Pousada



Obras arrancam em 2011 após décadas de espera

A Enatur adjudicou à Soares da Costa a transformação do ex-Sanatório da Serra da Estrela em Pousada de Portugal, adiantou à Agência Lusa o presidente da Entidade Regional de Turismo, Jorge Patrão.
O edifício abandonado, a 1200 metros de altitude, no concelho da Covilhã, é uma obra emblemática da arquitectura em Portugal, assinada por Cottinelli Telmo nos anos 20, e agora remodelada por Souto de Moura.
As obras avaliadas em 13 milhões de euros vão arrancar no primeiro trimestre de 2011, “começando com algumas demolições, seguindo-se os trabalhos de construção lá para Março”, descreve Jorge Patrão. O projecto inicial de Souto Moura para a reconversão do antigo Sanatório “foi revisto” e a Pousada vai ter “cerca 90 quartos, mais que os inicialmente previstos”, diz Jorge Patrão, acrescentando que o espaço vai ainda dispor de um spa. O investimento total, que inclui ainda a transformação da zona envolvente, instalação de equipamentos e mobiliário, ascende a 19,6 milhões, apoiado a 70 por cento pelo Programa Operacional Temático de Valorização do Território, no âmbito do Quadro Nacional de Referência Estratégico Nacional (QREN). A gestão e a exploração da futura unidade de alojamento “ficarão a cargo do grupo Pestana Pousadas”.
Segundo Jorge Patrão, durante a fase de construção, ao longo de dois anos, deverão ser criados cerca de 100 postos de trabalho, sendo que, quando estiver em funcionamento, a unidade deverá criar 40 empregos. “A Entidade Regional de Turismo da Serra da Estrela saúda esta prenda de Natal relativamente a uma obra há dez anos adiada”, sublinha Jorge Patrão. Aquele responsável acredita que, desta vez, “haverá um avanço definitivo da obra. Nunca tínhamos chegado a esta fase de adjudicação. Agora temos muito mais confiança”, destaca. Acredita ainda que a obra vai “ajudar a continuar a qualificação da imagem do turismo na Serra da Estrela, com grandes unidades hoteleiras, com arquitectura de renome e viradas para a temática da água e natureza”.

in Noticias da Covilhã

Reconversão do ex-Sanatório pode arrancar este mês
2011-02-02

Licença já pedida na Câmara

A ENATUR – Empresa Nacional de Turismo, SA - requereu na passada terça-feira, 25 de Janeiro, na Câmara Municipal da Covilhã, a emissão do alvará de licença para a empreitada de adaptação do edifício do antigo Sanatório dos Ferroviários a Pousada, revela a Câmara da Covilhã em comunicado.

A obra da nova Pousada da Serra da Estrela vai ter início nos primeiros meses de 2011, “já que a montagem do estaleiro da obra pode ter início imediatamente” afirma a autarquia.

Neste âmbito, o presidente da ENATUR, Rui Mota, foi recebido, no dia 13 de Janeiro, pelo presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Carlos Pinto, e por Pedro Farromba, em representação da Associação de Turismo da Covilhã. O dirigente da ENATUR descreveu ao pormenor o projecto da nova Pousada da Serra e esclareceu como se irá desenvolver o processo, aproveitando a oportunidade para visitar o local da obra.

De referir que o antigo edifício do Sanatório dos Ferroviários, inaugurado a 11 de Novembro de 1944, está implantado na vertente Sul da Serra da Estrela, a uma altitude de 1200 metros, na EN 220, a cerca de seis quilómetros da cidade da Covilhã, em direcção às Penhas da Saúde. Da autoria do Arquitecto Cottinelli Telmo (1897-1948), a construção do Sanatório garantia a exposição solar de todos os quartos, solários e galerias de cura previstos na planta original. O traçado adoptado - disposição em V aberto ao quadrante Sul - era corrente em instalações similares existentes na Europa e correspondia às recomendações técnicas vigentes na época, permitindo proteger a longa fachada dos ventos laterais. Também a imagem do edifício foi, em grande medida, determinada pelas condicionantes funcionais: a proporção geral e o ritmo dos vãos na fachada decorreram das dimensões generosas atribuídas ao pé-direito (suficientes para garantir um adequado volume de ar nos compartimentos) e do módulo definido pela largura dos quartos, que determina a repetição das janelas estreitas e altas que lhes asseguravam a indispensável insolação.

in Noticias da Covilhã

José Sócrates lança primeira pedra

O PRIMEIRO-ministro deverá lançar a primeira pedra da empreitada da pousada Serra da Estrela, no antigo Sanatório. A cerimónia está prevista, em princípio, para 4 de Março, mas carece ainda da confirmação do gabinete de José Sócrates. Segundo adiantou ao JF o presidente do Turismo de Portugal, a data e a definição do programa estão pendentes da agenda do chefe do Governo.

Luís Patrão realçou, no entanto, a importância da presença de José Sócrates que considera como um dos principais impulsionadores da grandiosa obra que permitirá a recuperação e requalificação do “monumental, emblemático e patrimonial” edifício situado na Porta dos Hermínios.

Na ocasião, Souto Moura, nome de grande prestigio da arquitectura internacional e autor do projecto, fará a apresentação da solução definitiva para o Sanatório onde, de resto, já começaram os primeiros trabalhos com a instalação dos estaleiros da obra, adjudicada à Soares da Costa por mais de 13 milhões de euros.

Luís Patrão, que também estará presente, destacou a “total abertura e disponibilidade” da Câmara no processo que permitiu o arranque da construção da unidade hoteleira que “talvez venha a definir um padrão de qualidade ao melhor nível no País”.

Após longos impasses e com o Grupo Pestana, accionista da Enatur, a ameaçar desistir da obra, valeram, então, pressões para que o processo não morresse na gaveta, com realce para a Câmara da Covilhã e Região de Turismo, bem como de Luís Patrão, que desde a primeira hora do anúncio da recuperação do Sanatório, ou seja há 12 anos, tem sido um dos mais directos e entusiastas responsáveis pela concretização da obra.

Por: Romão Vieira

in Jornal do Fundão

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Souto Moura promete preservar traça do Sanatório

Arquitecto diz que projecto da nova Pousada da Serra da Estrela será realista e pragmático, porque se assim não for, “o património desaparece”

O arquitecto Souto de Moura quer recriar a “serenidade monumental” do Sanatório dos Ferroviários, na Serra da Estrela, da primeira metade do século XX, na Pousada de Portugal que está a nascer a partir da recuperação do edifício. É o primeiro projecto na região do vencedor do Prémio Pritzker, o maior galardão mundial na área da arquitectura, atribuído em Março.
O investimento total ascende a 19,6 milhões de euros e os trabalhos arrancaram em Março, informou a Entidade Regional de Turismo da Serra da Estrela. A obra adjudicada à empresa Soares da Costa deverá estar pronta dentro de dois anos e vai requalificar o edifício abandonado a mil e 200 metros de altitude, no concelho da Covilhã. A gestão e a exploração da unidade ficarão a cargo do grupo Pestana Pousadas.
O projecto que está a ser aplicado é uma terceira versão desde que Souto de Moura abraçou a transformação do antigo sanatório, em 1998, a pedido do então primeiro-ministro António Guterres e no mesmo ano em que ganhou o Prémio Pessoa. Desde o desenho inicial, o número de quartos passou de 50 para 90, “para a Pousada ser mais rentável” e “diminuíram-se alguns equipamentos”, como um SPA. Apesar das revisões a que o projecto foi sujeito, Souto de Moura diz-se “satisfeito” com o resultado, porque “há que ser realista e pragmático: se não se for, o património desaparece”.
Apesar de a futura Pousada preservar as linhas originais do edifício, traçadas por Cottinelli Telmo na década 1920, boa parte está a ser demolida para ser reconstruída. Souto Moura pensava que “a casca estava pronta a recuperar”, mas “o betão foi feito há muitos anos, foi um betão pioneiro, com base numa argamassa e areia muito fracas, que se deterioram. Também as armaduras estão muito danificadas por causa de um incêndio”. Quando renascer, “a entrada principal do edifício vai passar para o que eram as traseiras”, libertando a vasta área frontal com vista panorâmica para toda a região “para um jardim e piscina”, explica o arquitecto. Para Souto Moura, o imponente imóvel “não pode ser enfeitado, não se pode ceder a amabilidades que o podiam transformar numa coisa falsa e desvirtuar o espírito original do arquitecto Cottinelli Telmo”. Ou seja, “tem que manter aquela serenidade monumental que tem” e que Souto Moura faz questão de estender à decoração, que a seu pedido faz também parte do projecto.
Segundo explica, “não é agradável passar anos e anos a fazer um projecto e depois ser outro a fazer a imagem final: o que pretendi foi manter um certo espírito e sabor da época”. Um regresso ao passado que vai ser possível graças a “mobiliário moderno, mas que não faz uma rotura no tempo. Pretendo transportar as pessoas para a época”. Afinal, “é essa a função de adaptar um edifício antigo. Se um arquitecto recupera um imóvel antigo, depois há um conjunto de trabalhos como o mobiliário e decoração que têm que ter continuidade nessa coerência” explica à Lusa.




http://www.noticiasdacovilha.pt/pt/artigos/show/scripts/core.htm?p=artigos&f=show&lang=pt&pag=5&area=2&idseccao=7&idartigo=1214


José Sócrates lança primeira pedra

O PRIMEIRO-ministro deverá lançar a primeira pedra da empreitada da pousada Serra da Estrela, no antigo Sanatório. A cerimónia está prevista, em princípio, para 4 de Março, mas carece ainda da confirmação do gabinete de José Sócrates. Segundo adiantou ao JF o presidente do Turismo de Portugal, a data e a definição do programa estão pendentes da agenda do chefe do Governo.

Luís Patrão realçou, no entanto, a importância da presença de José Sócrates que considera como um dos principais impulsionadores da grandiosa obra que permitirá a recuperação e requalificação do “monumental, emblemático e patrimonial” edifício situado na Porta dos Hermínios.

Na ocasião, Souto Moura, nome de grande prestigio da arquitectura internacional e autor do projecto, fará a apresentação da solução definitiva para o Sanatório onde, de resto, já começaram os primeiros trabalhos com a instalação dos estaleiros da obra, adjudicada à Soares da Costa por mais de 13 milhões de euros.

Luís Patrão, que também estará presente, destacou a “total abertura e disponibilidade” da Câmara no processo que permitiu o arranque da construção da unidade hoteleira que “talvez venha a definir um padrão de qualidade ao melhor nível no País”.

Após longos impasses e com o Grupo Pestana, accionista da Enatur, a ameaçar desistir da obra, valeram, então, pressões para que o processo não morresse na gaveta, com realce para a Câmara da Covilhã e Região de Turismo, bem como de Luís Patrão, que desde a primeira hora do anúncio da recuperação do Sanatório, ou seja há 12 anos, tem sido um dos mais directos e entusiastas responsáveis pela concretização da obra.

Por: Romão Vieira


in Jornal do Fundão


O Sanatório da Covilhã foi projectado, em 1927, numa época de mudança de regime político174 que introduziu na sociedade conceitos como conservadorismo e tradicionalismo, marcas de um gosto nacionalista que deviam estar bem presentes na cultura portuguesa em geral e, como não podia deixar de ser, na linguagem arquitectónica. Paralelamente aos valores impostos pela ditadura, é cultivado, no âmbito cultural, o gosto pelo geométrico associado à Art Déco.

A geração dos arquitectos dos anos 20-30, envolvida por algumas influências da arte europeia, purismo racionalista. Essa expressão manifestava-se, essencialmente, no uso dos novos materiais, como o betão, deixando em evidência a estrutura dos
edifícios. Vive-se, portanto, uma experimentação arquitectónica hesitante entre o portuguesismo cultivado pelo Estado Novo e as novas propostas assentes num despojamento formal dos modelos progressistas europeus, experienciada pela geração de arquitectos à qual Cottinelli pertencia.


http://sanatoriodosferroviarios.freehostia.com/index.html



Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2011

Antigo Sanatório dos Ferroviários na Serra da Estrela

A ENATUR - Empresa Nacional de Turismo, SA - requereu no dia 25 de Janeiro, na Câmara Municipal da Covilhã, o licenciamento das obras a realizar no Edifício do antigo Sanatório dos Ferroviários, para que este passe a Pousada da Serra da Estrela.

Como foi avançado pela Comunicação Social, a obra da nova Pousada da Serra da Estrela vai ter início nos primeiros meses de 2011, prevendo-se que a montagem do estaleiro da obra possa ter início imediatamente.

Os trabalhos foram adjudicados à empresa Soares da Costa pela ENATUR, num investimento que ronda os 13.000.000 euros. O projecto é do arquitecto Eduardo Souto Moura, estando previstos cerca de dois anos de construção.

Neste âmbito, o Presidente da ENATUR, Rui Mota, foi recebido, no dia 13 de Janeiro, pelo Presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Carlos Pinto, e por Pedro Farromba, em representação da Associação de Turismo da Covilhã. O dirigente da ENATUR descreveu ao pormenor o projecto da nova Pousada da Serra e esclareceu como se irá desenvolver o processo, aproveitando a oportunidade para visitar o local da obra.

A gestão e a exploração da futura unidade de alojamento ficarão a cargo do grupo Pestana Pousadas.»


http://dotortosendoeu.blogspot.pt/2011/01/antigo-sanatorio-dos-ferroviarios-na.html

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Video sobre a Pousada

 

 

 

Pousada está para breve
 
A reconversão do antigo edifício do Sanatório dos Ferroviários numa pousada turística está em fase terminal. Na empreitada que ascende a perto de 20 milhões de euros, os acabamentos interiores e alguns arranjos urbanísticos ditam a lista de prioridades nos últimos trabalhos. O Urbi apresenta-lhe as primeiras fotos.
 
Por: Eduardo Alves 
 
Em: Quarta, 6 de Junho de 2012
 
Está praticamente concluída a empreitada de reconstrução do Sanatório dos Ferroviários. No espaço desenhado no início dos anos 30 do século passado, por Cottinelli Telmo, surge agora uma pousada com cerca de 90 quartos redesenhada por Souto Moura.
Uma obra complexa que levou à reconstrução da maior parte do edifício. Depois de várias décadas encerrada, toda a estrutura sofreu fortes degradações. A par disso, várias tentativas de revitalização e novas vertentes de exploração acabaram por ditar a compra do edifício pela Enatur. A empresa detentora de um conjunto de pousadas viabilizou o projeto que aponta para a construção de um espaço com cerca de 90 quatros, diversas estruturas de apoio como piscinas e estacionamentos e novas abordagens ao imóvel. Neste campo, a mudança mais radical do espaço e que agora está já bem patente é a alteração da zona de acesso ao complexo turístico.
Na reconversão de todo o imóvel, foi criada uma nova entrada principal localizada nas traseiras do edifício. Esta solução foi discutida com Souto Moura que quis assim deixar intacta toda a zona ajardinada que está na frente do sanatório. Tal implicou construir um novo acesso para os veículos e um parque de estacionamento subterrâneo.
Com esta intervenção, o imóvel voltou a ganhar as suas cores originais. Toda a zona exterior do mesmo está já terminada, as paredes voltam a ter o pastel e o laranja tal como projetado por Cottinelli Telmo. Outro dos pormenores agora reintroduzido no edifício de largas dezenas de metros de comprimento foram as mansardas a rematar o telhado. Uma solução desenhada pelo arquiteto mentor do projeto e que acabou por não ter sido implementada ao longo da primeira construção.
Toda a recuperação do imóvel, orçada em cerca de 20 milhões, dotou agora a nova pousada de mais de 90 quartos. A preocupação com os pormenores deste tipo está presente em todo o lado, desde os quartos às salas, passando pelas escolhas dos materiais utilizados. Todos os quartos estão decorados refletindo os espaços originais, o mesmo acontece em algumas das salas e espaços comuns.
Já no que diz respeito às novidades desta nova pousada da Enatur, está já iniciada uma piscina exterior, numa das laterais. Passa a existir uma outra piscina interior e espaços de lazer que vão prestar apoio às serviços oferecidos pela nova pousada.
O prazo de execução da obra sofreu um ligeiro atraso pelo que a finalização da empreitada deve agora prolongar-se por cerca de mais seis meses, segundo os responsáveis por esta operação, contados pelo Urbi. A entrega desta estrutura para exploração turística vai ser feita à Enatur, parceira do grupo Pestana, que na  região dirigem já, entre outras, a Pousada do Pousada do Convento de Belmonte, a Pousada de São Lourenço, em Manteigas e a Pousada de Amoras, em Proença a Nova.
Para os responsáveis pelo Turismo Serra da Estrela, “esta é uma das mais importantes obras realizadas na região, nos últimos anos”. Com a entrada em funcionamento da nova pousada “ganha-se mais um espaço de qualidade e a recuperação de um imóvel histórico”, atestam os responsáveis.

 

http://www.urbi.ubi.pt/pag/10379

 

 

 

 

Sanatório dos Ferroviários pronto em março 
 
A reconversão do antigo Sanatório dos Ferroviários na Serra da Estrela em Pousada de Portugal prevê-se que esteja concluída em fevereiro ou março, adiantou a ENATUR (Empresa Nacional de Turismo), responsável pela obra.
 
«Caso não se venham a verificar mais imponderáveis, pensamos ter tudo pronto em meados do próximo ano», informa a ENATUR, que aponta março como o mês provável. Segundo a entidade responsável pela intervenção, os trabalhos estão na fase final. «Estamos em plena fase de acabamentos interiores e faltarão concluir os arranjos exteriores (plantações que aguardam condições climatéricas), bem como as ligações finais das redes de instalação de águas, esgotos, energia e telefones», adianta a ENATUR. Assim que o imóvel fique concluído, a intenção é que entre de imediato em funcionamento. A obra foi adjudicada há dois anos à Soares da Costa, por 13 milhões e meio de euros. Embora o investimento global ultrapasse os 19 milhões e meio de euros, incluindo o mobiliário, equipamento e a recuperação da zona envolvente. Um investimento apoiado a 70 por cento pelo Programa Operacional Temático de Valorização do Território, no âmbito do Quadro Nacional de Referência Estratégico Nacional (QREN). O prazo de execução, 16 meses, já terminou. A intervenção sofreu alguns meses de atraso mas, embora no local continue a indicação de que a unidade hoteleira abre em 2012, só se prevê que abra ao público no final do primeiro trimestre de 2013.
Notícias da Covilhã  
17-12-2012 15:58 

 

http://www.guarda.pt/noticias/sociedade/Paginas/sanatrio-dos-ferrovirios-pronto-em-maro.aspx

 

 

 

 

Sanatório pronto em Março
2012-12-12
Só faltam os acabamentos na futura pousada da Serra
 
 
A reconversão do antigo Sanatório dos Ferroviários na Serra da Estrela em Pousada de Portugal prevê-se que esteja concluída em Fevereiro ou Março, adianta ao NC a ENATUR (Empresa Nacional de Turismo), responsável pela obra. “Caso não se venham a verificar mais imponderáveis, pensamos ter tudo pronto em meados do próximo ano”, informa a ENATUR, que aponta Março como o mês provável.
Segundo a entidade responsável pela intervenção, os trabalhos estão na fase final. “Estamos em plena fase de acabamentos interiores e faltarão concluir os arranjos exteriores (plantações que aguardam condições climatéricas), bem como as ligações finais das redes de instalação de águas, esgotos, energia e telefones”, adianta a ENATUR. Assim que o imóvel fique concluído, a intenção é que entre de imediato em funcionamento.
A obra foi adjudicada há dois anos à Soares da Costa, por 13 milhões e meio de euros. Embora o investimento global ultrapasse os 19 milhões e meio de euros, incluindo o mobiliário, equipamento e a recuperação da zona envolvente. Um investimento apoiado a 70 por cento pelo Programa Operacional Temático de Valorização do Território, no âmbito do Quadro Nacional de Referência Estratégico Nacional (QREN).
O prazo de execução, 16 meses, já terminou. A intervenção sofreu alguns meses de atraso mas, embora no local continue a indicação de que a unidade hoteleira abre em 2012, só se prevê que abra ao público no final do primeiro trimestre de 2013.
(Artigo completo na edição papel)
 
Ana Ribeiro Rodrigues

 

http://www.noticiasdacovilha.pt/pt/artigos/show/scripts/core.htm?p=artigos&f=show&lang=pt&pag=&area=2&idseccao=7&idartigo=1962

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