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kaz

Lisboa | Igreja do Restelo | Troufa Real

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Obrigado pela correccao. Continua, a meu ver, a ser um bom projecto... Quanto ao comentario anterior, nao percebo o que quer dizer com "cultura visual" se puder podia esclarecer !? ... e sim defacto o povo e quem mais ordena, mas tb e nossa responsabilidade educar/sensibilizar o dito "povo", que nunca se sabe bem quem e... e mesmo neste caso nao me lembro que tenha havido alguma consulta popular...

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Além do k já foi dito... só mais uma coisa: ISTO É O DEGREDO TOTAL... Arquitectura, não me parece k seja, parece uma cópia rasca (mas mt rasca) e tentativa falhada de roxar os calcanhares de Frank Gehry. Portanto um Gehry aportuguesado... e pk n? já temos um professor de canto dos melhores do mundo (zé cabra), um de inglês inda melhor (Zézé camarinha), pk n agr um de arquitectura? Enfim... mt mau... terrível para lisboa e para o país. E com isto me calo... senão ui ui... tanto pa dizer...

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devo desde já transmitir os meus parabéns ao Arq Troufa Real que finalmente saiu da casca e conseguiu fazer o que sempre desejou. a todos os que acham "um projecto feio" certamente, neste momento, o senhor concorda e ri-se do assunto... mas afinal, quem é que vai aparecer nos livros daqui a uns anos? certamente sacrificou a zona urbana, felizmente a minha infancia já passou e na memoria de infancia não vou guardar este edificio... quanto ao projecto propriamente dito, ignorando o facto muito importante da sua razão de ser, acho que recuamos 600 anos para o pior exemplo! infelizmente ha pior por ai, andam é mascarados :p

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Em que situação se encontra este projecto, já começou a construção? Faz me muita confusão como é permitido a este arquitecto fazer algo tão surreal como esta igreja. Pelos vistos a igreja que ele também projectou para Miraflores está quase a ser concluida. Faz me uma enorme confusão...

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A primeira coisa que me passou pela cabeça foi: será isto uma piada? Pelos vistos não é, e eu fico intrigada com o que terá pensado o arquitecto Troufa Real para conceber tamanha coisa, porque me desculpem, mas aquilo não é arquitectura. Aprendi um dia que a arquitectura é uma consequência de factores que condicionam a ideia inicial do projectista. Onde está esse pensamento ponderado? Eu não conheço o local, mas olha-se para o resultado e vê-se um pensamento confuso, que tenta incorporar ao mesmo tempo tudo o que se lembra. Eu admito que exista liberdade arquitectural, mas isto é um trabalho sem análise. É uma passagem directa de um devaneio para um edifício. É uma infelicidade para o Restelo, para Lisboa e para Portugal.

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Bom, para os que dizem que é arte, talvez seja "kitsch"... Arquitectura é para as pessoas e sendo um edifício religioso não me parece ter quaiquer referências com esta mesma arquitectura. Criar um edifício de excepção ou mesmo "símbolo" paga-se caro, para o bem e para o mal. A meu ver, neste caso para o mal. Apenas mais uma referência, trata-se de uma pseudo arquitectura que tanto poderia estar implatada ali como noutro lugar.

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o problema da igreja não está na sua relação com o sítio caro tiago rocha. não é o seu autismo relativamente à geografia mas sim em relação a toda a história da arquitectura que torna isto uma grande pilha de escremento.

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Alguém está a par da outra igreja que já esta quase a ser terminada em Miraflores? passei lá antes de ontem. Era de noite não consegui ver muito bem mas pelo que vi não estava assim tão "horrível" como a que começou agora a ser feita no Restelo. Apenas reparei que quanto à envolvente não se enquadrava assim tão mal em termos de proporção do edifício. Mas para mim aquela igreja não respeita em nada a Religião Católica. O que têm a dizer?

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Caro joão pedro, eu acho que o problema é com tudo...eu não consigo encontrar nada de positivo nesta obra, nem mesmo o impacto sobre os praticantes. Quando eu me referio ao sítio não é só no sentido da característica física do lugar mas de todo o seu carácter histórico e cultural. no entanto digo também "Arquitectura é para as pessoas e sendo um edifício religioso não me parece ter quaiquer referências com esta mesma arquitectura", referindo-me neste caso não só ao programa e exigências de um edifício religioso como à resposta arquitectónica dada. Apesar de tudo sinto-me um pouco desconfortável na crítica a este edifício por não conhecer na sua essência o projecto.

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Sim, também já li alguns artigos e vi algumas imagens sobre a igreja de Miraflores. Apesar de, pessoalmente, a achar igualmente má, parece-me que pelo menos vai passar mais despercebida que a do Restelo...

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Tive o privilégio de trabalhar no atelier do Prof. Troufa Real, foi o meu primeiro trabalho, ainda como estudante de Arquitectura. Já lá vão 20 anos e só lá estive 1 ano, mas foi o suficiente para entender a sua maneira de pensar e trabalhar. O Prof. Troufa Real procura sempre nos seus trabalhos deixar uma marca da sua personalidade, dos seus valores e das suas crenças. No fundo um pouco como os antigos mestres pedreiros faziam ao deixar a sua marca na pedra que tinha acabado de trabalhar. Hoje em dia a arquitectura é muito descaracterizada pelo "seguidismo", diria mesmo hoje faz-se arquitectura "tipo isto... ou aquele...", ou seja o arquitecto não é capaz de deixar a sua impressão digital na obra que produz. Naturalmente que o gosto das obras do Prof. Troufa Real é discutível, no entanto ninguém o pode condenar, pois é fiel ao seu estilo e aos seus valores.

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Sinceramente o gosto neste caso de arquitectura é um pouco discutível… mas temos de louvar o facto de o Arquitecto Troufa Real levar a sua ideologia avante nem podemos ser iguais… apesar de não gostar do projecto e penso que não será a melhor solução para uma arquitectura sacra mas quem sou eu para julgar um arquitecto com mais experiencia que eu ….

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Lisboa: Padre abre igreja com dívida de 1,7 milhões de euros
Restelo enche caravela de fé

Cerca de mil fiéis encheram ontem a igreja de São Francisco Xavier, em Lisboa. Dia em que o Cardeal-patriarca, D. José Policarpo, presidiu às cerimónias de dedicação e bênção da igreja.

Por:João Saramago

A igreja, de autoria do arquitecto Troufa Real, recria uma caravela. Os restantes edifícios exibem a construção própria das diferentes paragens do globo evangelizadas pelos portugueses. O primeiro desses blocos já concluído, cor de laranja, representa a Índia. Uma importante parte dos fiéis da paróquia são originários da antiga Índia Portuguesa. O pároco, António Oliveira Colimão, 76 anos, é natural de Damão.

A primeira fase da obra representou um custo de três milhões de euros, dos quais a Câmara de Lisboa pagou 200 mil euros, e cuja "dívida aos bancos neste momento representa 1,7 milhões de euros", disse o padre. Durante a sua construção, a igreja do Restelo nunca obteve um posição pacífica, tendo sido recolhidas 4500 assinaturas, na internet, contra a sua construção. Diferente é a posição do presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, que ontem confessou: "De acordo com o meu gosto pessoal, posso dizer que gosto!" O autarca acres- centou que, dada a ligação do Restelo aos Descobrimentos, são "coerentes as opções tomadas". Entre os fiéis, a obra representa tudo o que nunca tiveram. "Foram 21 anos que lutei por uma igreja", disse António Colimão. Após a transferência de Belém, a paróquia funcionou 18 anos num pré-fabricado.

FALTA TORRE DE 108 METROS

A Igreja de São Francisco Xavier ainda não está completa. O Campanário não está construído, bem como três dos quatro edifícios de apoio à comunidade. A torre sineira será uma estrutura com 108 metros de altura, onde será criado um espaço panorâmico com vista sobre o estuário do Tejo. Por sua vez, um dos blocos a erguer terá a forma de uma meia-lua e entre este bloco e a igreja será criada uma praça, recriação do adro da igreja. Perante as expressões de apoio que tem recolhido na população, o padre António Colimão referiu que só não avança com a segunda fase das obras porque não tem dinheiro. "Se tivesse a verba avançava já com a construção da torre sineira", acrescentou. Também falta colocar a escultura de Cristo Crucificado e os relevos que simbolizam as ondas.


in http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/restelo-enche-caravela-de-fe

Um padre e uma igreja invulgares

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3 de Dezembro, 2011por Liliana Garcia

Esta tarde há não uma, mas duas inaugurações na Igreja de S. Francisco Xavier, no Restelo, em Lisboa. No dia em que o polémico projecto do arquitecto Troufa Real abre portas, a pequena Camila Colimão Morgado, de 16 meses, dá o passo inaugural na vida cristã. Este baptismo marca a primeira celebração sacramental na igreja-caravela, atracada entre ruas com nomes de navegadores.
Camila e os pais vivem em Lagos, no Algarve. Mas o baptismo vai ser feito no templo que inaugura no dia do padroeiro dos missionários. Maria José Colimão Morgado, mãe de Camila, explica ao SOL a razão: «O padre é meu tio e é ele que faz os casamentos e baptismos de toda a família; então decidimos juntar o baptizado da minha filha com a inauguração». Para o baptismo, a bebé vai levar um vestido que foge do convencional. «Quando disse ao meu tio que a Camila ia com um vestido rosa, e não de branco, a resposta dele foi: ‘Quem disse que ela tinha de ir de branco?’», lembra Maria José.

O padre António Colimão, de 76 anos, nascido em Damão (Índia), tem pouco de convencional. Se assim não fosse, não teria desafiado o gosto predominante e levado adiante o projecto oferecido por Troufa Real. O arquitecto transformou o edifício numa alegoria aos Descobrimentos e à vida de S. Francisco Xavier, missionário conhecido como ‘apóstolo do Oriente’. Numa entrevista ao SOL, em que explicou o projecto, Troufa Real afirmou: «Achei que o templo deveria ser uma caravela porque foi o espaço sagrado de S. Francisco Xavier, um santo que não sendo português se meteu nas caravelas portuguesas em missão».

Os moradores do Restelo não revelam entusiasmo perante o novo templo.«O projecto não se enquadra nesta zona; não gosto muito», indica Ana Freire, de 47 anos. «Não gosto, mas admito que vá trazer mais vida a esta zona», exprime Maria José Henriques, de 85 anos. Jorge Correia, de 32 anos, afina pelo mesmo diapasão: «Não gosto nada; ao princípio achei que era um estádio de futebol». Milka Kuusined, de 32 anos, quer conhecer a igreja só «para ver se é tão feia por dentro como é por fora».

Para já, como o dinheiro escasseia, o projecto – cuja primeira fase custou três milhões de euros e que contou com contribuições de fiéis que chegaram a 1,5 milhões – não vai ficar concluído. Há paredes por pintar, a caravela ainda não vai ter as cornucópias que simulam as ondas e a torre, com vista panorâmica, fica adiada. A casa paroquial cobriu-se de laranja, tal como previsto, e aí funcionará a sacristia e os serviços administrativos.

Por fora, sobressai o aspecto enferrujado; por dentro, o branco e as janelas em forma de óculo. A nave da igreja assemelha-se ao casco de uma embarcação. E, perante o altar de madeira, que ainda estava em construção a três dias da inauguração, 60 bancos aguardarão a devoção dos fiéis.

De Luanda, capital angolana onde reside Troufa Real, veio a imagem de Nossa Senhora do Restelo. Já a imagem de S. Francisco Xavier foi feita em Palmela; e a imagem de Cristo saiu das mãos de «um homem de esquerda, de 80 anos, de Lisboa», explica ao SOL António Colimão.

O pároco, entusiasta do projecto, prefere desvalorizar as vozes críticas:«As pessoas não sabem que uma minoria silenciosa me apoiou». E esclarece: «Continuei a obra porque tive apoio; se o cardeal-patriarca me tivesse pedido para parar, parava». Este padre acredita que a igreja-caravela irá fazer parte do circuito do turismo religioso. Já o arquitecto responsável pelo Secretariado das Novas Igrejas, Diogo Pimentel, acredita que irá ser «uma atracção turística, não por boas razões, mas por ser bizarra».

Diogo Pimentel sublinha que «o Patriarcado de Lisboa não faz censura arquitectónica aos projectos». No entanto, o arquitecto considera que a igreja-caravela é «uma proposta inadequada, com uma simbologia demasiado primária». E lembra que «a Igreja, na forma como se apresenta para o exterior, não deve ser ostentatória».


in http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=35371

Igreja excêntrica nasceu contra 4500 opositores
Publicado em 2011-12-03
PAULO LOURENÇO

A igreja de S. Francisco Xavier, no Restelo, em Lisboa, recebe este sábado os primeiros fiéis, numa missa simbólica que assinala o aniversário do seu padroeiro. A construção vanguardista já fez correr rios de tinta, mas o pároco garante que a "maioria silenciosa" está com ele.


Já lhe chamaram "aberração", "atentado" ou "desordem local". Aliás, o polémico projecto de construção do arquitecto Troufa Real deu origem a uma página de contestação no Facebook, com mais de 4500 subscritores. Indiferente a estas movimentações, o pároco António Colimão, responsável pela paróquia de S. Francisco Xavier, marcou para hoje a inauguração simbólica, que se traduz numa missa, seguida de um baptizado. "As pessoas têm o direito de criticar", assume, acrescentando, porém, a convicção de que "a maioria silenciosa" aprova a nova igreja.

Foi uma semana de intenso trabalho para que o espaço possa receber hoje os fiéis. António Colimão - pároco da também conhecida como a "Igreja Caravela" devido ao projecto, que contempla uma torre de 95 metros - andou numa roda viva entre o apoio aos operários no terreno e as inúmeras entrevistas e "visitas guiadas".

Natural de Damão, na Índia, onde nasceu há 75 anos, o padre diz ter uma visão universalista do mundo português. Por isso, sonhou este templo, que visa também homenagear os Descobrimentos e a presença lusitana nos cinco continentes.

Hoje é inaugurada a primeira fase da obra, que compreende a igreja propriamente dita e a casa paroquial, onde funcionarão a sacristia e os serviços administrativos. No mesmo edifício, a residência paroquial fica, para já, vazia. "Eu vou continuar a viver em Caselas, entre o povo, porque é perto das pessoas que quero estar", assume António Colimão.

Três milhões de euros

A primeira fase custou cerca de três milhões de euros. Parte foi paga pelos fiéis, o restante com recurso a crédito bancário. Passadas as cerimónias de hoje, as obras de acabamento vão continuar. As missas só começarão a ser ali celebradas dentro de dois meses.

O carácter universalista e ecuménico é assinalado com a presença na missa de hoje de representantes muçulmanos, hindus, ortodoxos e ismaelitas.

Para o futuro fica a conclusão da obra, nomeadamente a polémica torre de 95 metros, que poderá vir a ser também um local de atracção turística.


in http://www.jn.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=2164338&page=-1

Visita guiada à igreja mais polémica de Lisboa
Obra do arquitecto Troufa Real

Por: tvi24 / Paulo Bastos | 2- 12- 2011 23: 22

Está prestes a ser inaugurada a maior e mais polémica igreja construída na região da Grande Lisboa, a igreja de S. Francisco Xavier.

O arquitecto Troufa Real ofereceu o projecto, que ainda assim orçou em cerca de três milhões de euros.

Quando e se for completamente terminada (esta é só a primeira fase), poderá chegar aos nove milhões.


IN http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/igreja-lisboa-troufa-real-tvi24/1304883-4071.html

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