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Lisboa | Igreja do Restelo | Troufa Real

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CDS-PP apresenta recomendação para igreja de Troufa Real ser reapreciada

24.11.2009 - 13:17 Por Ana Henriques

O CDS-PP põe hoje à votação na Assembleia Municipal de Lisboa uma recomendação para a Câmara de Lisboa rever o projecto da igreja que Troufa Real projectou para o Restelo, e cuja construção começou na semana passada, zelando pelo cumprimento da legalidade, nomeadamente no que respeita à área de construção.

Ao mesmo tempo, o PP quer que o projecto seja alvo de discussão pública, dado o impacto da construção em forma de barco, pintada em dourado, vermelho, verde e laranja, com uma torre de cem metros de altura.

Uma página criada no Facebook contra este projecto tem neste momento 1284 fãs. A Câmara de Lisboa mantém-se em silêncio desde que a polémica estalou, há uma semana

in http://www.publico.clix.pt/Local/cdspp-apresenta-recomendacao-para-igreja-de-troufa-real-ser-reapreciada_1411178


Planeamento e trepadeiras

O debate começou bem, com Nuno Teotónio Pereira a apontar o mais importante: o enquadramento e o respeito pelo planeamento urbano.

Ruben de Carvalho (www.expresso.pt)

8:00 Terça-feira, 24 de Nov de 2009

A polémica em torno da nova igreja da paróquia de São Francisco Xavier permite, desde logo, sublinhar a importância da questão da delegação de competências nas câmaras municipais, tema que a CDU largamente tem debatido.

A verdade é que a maioria dos cidadãos ignora que a prática corrente é o colectivo municipal delegar no presidente (que por sua vez delega no vereador do Urbanismo) a aprovação de projectos, o que dá como consequência que a maioria dos vereadores (em particular os da oposição) só acaba por ter conhecimento do que se construirá na mesma altura que o público em geral: quando a obra começa!

Desde as eleições de 2005 que em Lisboa a delegação de competências sofreu modificações importantes, criando condições para que a Câmara se pronuncie sobre muitas questões até então decididas nos gabinetes, assim assegurando uma transparência que permitiu, de resto, iniciar a correcção de conhecidos erros do passado. E refira-se que os princípios então adoptados, num quadro de composição político-partidária diverso, foram mantidos neste mandato, e mesmo alargados.

Ora, como se sabe, o projecto do arquitecto Troufa Real foi aprovado, durante a presidência de Santana Lopes, pela sua vereadora do Urbanismo, Eduarda Napoleão.

Em segundo lugar, a questão da apreciação estética dos projectos em sede de municípios é uma questão delicada e sensível. Embora as normas fixadas pelo DL 555/99 refiram a "apreciação da inserção urbana (...) na perspectiva formal e funcional, tendo em atenção o edificado existente, bem como o espaço público envolvente", a realidade é que existe uma concepção ampla da liberdade criativa arquitectónica. E se é certo que tal tem dado alguns resultados lamentáveis, visíveis por todo o país, é igualmente verdade que nos encontramos num campo onde a experiência histórica aconselha todo o respeito pela liberdade artística e a rejeição de preconceitos.

Terceiro, o debate até começou bem, com Nuno Teotónio Pereira a apontar o mais importante: o enquadramento e o respeito pelo planeamento urbano - que, felizmente, neste caso existe. "O projecto - escreve o 'Público' a propósito da sua tomada de posição - está completamente desenquadrado do conjunto urbano (do Restelo) que (Teotónio Pereira) planeou juntamente com Nuno Portas nos anos 70 e, se for por diante, vai descaracterizar toda a encosta que se estende até ao rio".

Aqui, de facto, reside o essencial: é a montante, é no planeamento e na definição de normas claras que a administração municipal é chamada a intervir e a assegurar o interesse público e a qualidade da cidade. E depois respeitá-lo. O que é manifestamente duvidoso que aqui tenha acontecido.

Quanto ao projecto propriamente dito, esperemos que o Patriarcado não haja esquecido o desabafo de Frank Lloyd Wright, "os médicos podem sepultar os seus erros, mas o arquitecto, depois, só pode aconselhar o seu cliente a plantar trepadeiras"...

Ruben de Carvalho

Texto publicado na edição do Expresso de 21 de Novembro de 2009

in http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/548478

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Estou curioso em relação ao projecto que vai substituir este. Quem vai ser o arquitecto? Se vai ser o mesmo ou outro, amigo do Arq. Nuno Teotonio Pereira ou amigo da nova CML. Se o projecto for reapreciado era bom que fosse o mesmo arquitecto a reformular o projecto segundo a CML. Era o mais correcto. Tal como fizeram com Bruno Soares.

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Reformular para mim seria a melhor escolha possivel, nesta altura do campeonato... Sinceramente, se o Troufa real pretendia chamar atenção, conseguiu....e de que maneira... Por vezes para muitos, 5min de fama sejam eles bons ou más, valem muito mais que uma vida incógnita...

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Sá Fernandes acha igreja de Troufa Real "medonha", Salgado defende criatividade do arquitecto

24.11.2009 - 17:07 Por Ana Henriques

A igreja colorida em forma de caravela que o arquitecto Troufa Real desenhou para o Alto do Restelo não reúne consenso entre o executivo camarário de Lisboa.

Enquanto o vereador do Espaço Publico, Sá Fernandes, considera o edifício "medonho", o seu colega responsável pela pasta do Urbanismo, Manuel Salgado, defende a criativudade do arquitecto e diz que não está disposto a mandar reanalisar o processo que levou ao licenciamento da obra.

O facto de se tratar de um edifício isolado, de ter funções religiosas e de "ter sido proposto por uma comunidade", os paroquianos do Restelo, legitimam, para Manuel Salgado, a sua construção. O vereador do Urbanismo menoriza a polémica de que o projecto tem vindo a ser alvo: "O Centro Cultural de Belém [da sua autoria] também foi alvo de fortíssima contestação. Hoje está feito, e a contestação apagou-se", recorda. O autarca só admite a reanalisar o processo caso a Câmara de Lisboa venha a emitir uma deliberação nesse sentido, ou seja, se a maioria dos vereadores das diferentes forças poíticas ali representadas assim o entenderem. "Eu não faço aquela arquitectura, mas não a vou contestar", remata.

in http://www.publico.clix.pt/Local/sa-fernandes-acha-igreja-de-troufa-real-medonha-salgado-defende-criatividade-do-arquitecto_1411221

http://publico.pt/1410434

VIDEO

http://sic.sapo.pt/online/video/informacao/Nos%20Por%20Ca/2009/11/piroso-ou-genial-nova-igreja-comecou-hoje-a-ser-construida17-11-2009-21384.htm

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Já chega de edificios recentes projectados por Valsassinas, Mateus e Salgados,.... o mal é que actualmente somos condicionados no "gosto" e no politicamente correcto, devem (sempre) existir outras arquitecturas, quer se goste ou não, porque corremos o risco de apenas se construirem caixas mais ou menos minimalistas!?? O que seria de Lisboa sem o ecletismo dominante! Enfim leigos!:)

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Aqui revelo a Igreja de Caxinas que tem como referencia os barcos dos pescadores de Caxinas.


O lugar é famoso pela chamada Igreja do Barco, Igreja Paroquial das Caxinas e Poça da Barca, devido à forma em barco cujo nome oficial é a Igreja Paroquial do Senhor dos Navegantes, a paróquia foi fundada em 1944 por desanexação da paróquia de Vila do Conde.



in http://pt.wikipedia.org/wiki/Caxinas


LINKS:
carioca-carioca.blogspot.com/2008/07/caxinas-...

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BEM HAJA ARQUITECTO TROUFA REAL


A cada tempo é necessário avançar, quebrar barreiras, tabus, preconceitos, e sempre romper com academismos. Bem-haja para quem se mantém igual a si mesmo e fiel aos seus princípios. Bem-haja para quem está fora do amadorismo bacoco, dos pós, dos pós pós, dos néos e demais revivalismos modernos, modernistas ou modernizantes, procurando o seu caminho através de desígnios mais elevados.


Parabéns ao arquitecto e parabéns ao poder eclesiástico que em tempos de crise de Fé dá exemplos de saber, principalmente àqueles que, julgando já conhecer tudo sobre arquitectura, tecem críticas à laia de vendilhão apregoando como fresco o peixe já podre.

Senhor, não lhes dês o peixe, ensina-lhes antes a pescar.


Afinal ainda há arquitectura em Portugal!


“Vós sois deuses, mas vos haveis esquecido.”
Platão

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Sá Fernandes acha igreja de Troufa Real "medonha"
A igreja colorida em forma de caravela que o arquitecto Troufa Real desenhou para o Alto do Restelo continua a dividir opiniões, mesmo entre o executivo que governa a Câmara Municipal de Lisboa.

http://static.publico.clix.pt/imagens.aspx/286548?tp=UH&db=IMAGENS&w=350




Para o vereador responsável pelos espaços públicos da cidade, José Sá Fernandes, o edifício é "medonho". Já o seu colega que tem a cargo a pasta do Urbanismo, o arquitecto Manuel Salgado, defende a liberdade criativa de Troufa Real. E diz que não está disposto a mandar os seus serviços reanalisar o processo que conduziu ao licenciamento da obra - apesar de a Assembleia Municipal de Lisboa ter ontem aprovado uma recomendação do CDS-PP nesse sentido.

À excepção do PSD, todas as forças políticas votaram favoravelmente o documento - incluindo os socialistas - onde se pede à câmara que "reveja o projecto e zele pelo cumprimento da legalidade, nomeadamente no que respeita à área de construção", e ainda que promova um debate público sobre a matéria.

Mas mesmo assim Manuel Salgado entende que o processo só deve ser reanalisado se houver uma deliberação camarária nesse sentido, ou seja, se a maioria das diferentes forças políticas representadas no executivo assim o entender. O facto de se tratar de um edifício isolado, "que não está inserido na malha urbana", de ter funções religiosas e de "ter sido proposto por uma comunidade", os paroquianos do Restelo, são pressupostos que legitimam, no entender do vereador do Urbanismo, a sua construção.

O autarca menoriza a polémica de que o projecto tem vindo a ser alvo: "O Centro Cultural de Belém [de que foi co-autor] também foi alvo de fortíssima contestação. Hoje está feito, e a contestação apagou-se", recorda, acrescentando ainda o exemplo de outro templo que levantou críticas na altura da sua construção e cujo valor arquitectónico é hoje reconhecido, a igreja do Sagrado Coração de Jesus.

"As obras de ruptura levantam sempre polémica, porque não são anódinas", observa Manuel Salgado, que se recusa a questionar a estética do edifício. "Eu não faço aquela arquitectura, mas não a vou contestar."

"Um projecto proposto por uma comunidade não é a mesma coisa que outro proposto por um qualquer cidadão que pretende fazer negócio imobiliário", considera ainda.

A página do Facebook contra o projecto de Troufa Real, que começou a ser construído na semana passada, tinha ontem ao final do dia mais de 1500 fãs. Muitos dos detractores desta obra comparam-na a um bolo de noiva. Troufa Real diz que é uma alusão à época dos descobrimentos.

http://www.publico.clix.pt/Local/sa-fernandes-acha-igreja-de-troufa-real-medonha_1411221

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Afinal ainda há arquitectura em Portugal!


Ainda bem que é em Lisboa, já merecia um edifício assim


Bem, acho que estes comentários dizem quase tudo.

Parece que as pessoas, de repente, acordaram e viram um projecto que lhes dá orgulho.. A sua raiva contra obras do Siza, do Souto Moura e de afins é finalmente ouvida (!) pelo senhor Troufa Real.
É pena que o senhor Troufa Real
(não consigo mesmo chamar Arquitecto Professor Dr. como diz no site da Paróquia de S.F.Xavier)
só se saiba defender com os seus patéticos argumentos de "direito à arquitectura de autor".

O que o senhor e muitos bons "professores doutores mestres reitores arquitectos" precisam é de saber separar aquilo que nos apetece fazer, sem limitações, como é o caso de pintar ou esculpir, e aquilo que é um serviço ao Homem, acima de tudo, que se chama Arquitectura.

Ora, para se fazer "arquitectura de autor", é preciso ter primeiro as bases de Arquitectura e de Projecto bem assentes, sem grandes loucuras. É preciso ter consciência de que aquilo que poderá ser construído vai ser vivido e experimentado por mais pessoas que não nós.

O que está a ser feito neste projecto em concreto, é uma falta de consciência destes principios BÁSICOS.
O homem até pode fazer uma torre
(já que ele gosta "muito de tudo o que é alto"- ver Público.pt)
desde que a saiba fazer.

É isto.

Para os que moram em Lisboa,
boa sorte a tentar abalroar a Caravela
:)

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Bem, acho que estes comentários dizem quase tudo.

Parece que as pessoas, de repente, acordaram e viram um projecto que lhes dá orgulho.. A sua raiva contra obras do Siza, do Souto Moura e de afins é finalmente ouvida (!) pelo senhor Troufa Real.
É pena que o senhor Troufa Real
(não consigo mesmo chamar Arquitecto Professor Dr. como diz no site da Paróquia de S.F.Xavier)
só se saiba defender com os seus patéticos argumentos de "direito à arquitectura de autor".

O que o senhor e muitos bons "professores doutores mestres reitores arquitectos" precisam é de saber separar aquilo que nos apetece fazer, sem limitações, como é o caso de pintar ou esculpir, e aquilo que é um serviço ao Homem, acima de tudo, que se chama Arquitectura.

Ora, para se fazer "arquitectura de autor", é preciso ter primeiro as bases de Arquitectura e de Projecto bem assentes, sem grandes loucuras. É preciso ter consciência de que aquilo que poderá ser construído vai ser vivido e experimentado por mais pessoas que não nós.

O que está a ser feito neste projecto em concreto, é uma falta de consciência destes principios BÁSICOS.
O homem até pode fazer uma torre
(já que ele gosta "muito de tudo o que é alto"- ver Público.pt)
desde que a saiba fazer.

É isto.

Para os que moram em Lisboa,
boa sorte a tentar abalroar a Caravela
:)


Petrucces, se fores quem eu penso que és, acabaste de subir na minha consideração. B)


Em relação ao projecto, quem acha que isto é arquitectura ou precisa de ler mais ou ir às aulas de Projecto.

A Arquitectura, não se deve impor. Isto é uma lição básica.
As vontades, gostos e demais afirmações pessoais só enfraquecem um projecto, visto que este se quer pragmático e objectivo na conjugação de Programa - Território.
Isso não quer dizer que o Arquitecto seja um mero operário, até porque são as considerações individuais, em relação a cada projecto, que resultam em diferentes projectos. No entanto, essas considerações não devem ser uma lista de gostos e vontades, mas sim de pensamentos lógicos, pragmáticos e objectivos em relação a essa conjugação Território-Programa, que resultará, mais tarde, numa concepção formal.
A forma deve resultar desse pensamento, e não o contrário. É errado pensar na forma, neste caso na analogia banal e ordinária, para depois lhe "enfiar" um programa.

Este projecto não é sóbrio, revela demasiadas vontades pessoais e pouca consideração e pensamento.
É uma colagem de formas que não resultam em conjunto, e com certeza não resultará como conjunto em relação à envolvente (embora esta afirmação possa estar errada uma vez que é impossível fazê-la com segurança com os dados que estão à disposição).

Quando estiver concluído terei todo o gosto em visitar a obra e, depois, tecer comentários mais objectivos e seguros.

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sim, eu sou aquele, eheh :) eu ainda tenho esperança que isto seja impedido de continuar. por favor.. qualquer devaneio dos caloiros do 1º ano de Arquitectura é preferível a isto. cada vez que olho para as fotos da maquete, arrepio-me só de pensar que aquilo está em construção. ah e quero acrescentar à minha anterior "postada" mais dois pontos ridículos: - as comparações com Gaudi, que mancham completamente o nome de um génio que sabia o que fazia. - a "caravela num temporal, toda dobrada" + " réplica das antigas fortalezas portuguesas da época dos descobrimentos" + "referência à casa portuguesa do arquitecto Raul Lino" faz-me lembrar as coisas que eu fazia com legos, tinha eu... 3 anos.

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Se Paris tem uma Eurodisney não vejo porque Lisboa não pode ter também um parque temático, uma nova feira popular.

Ao analisar as imagens só não percebo onde fica a montanha russa e a roda gigante.

Mas gosto do barco dos piratas e da torre fantasma.

- :) O quê?!

- B) Não é uma feira Popular?!

- :p É uma Igreja?!

- XD Estão a brincar?!

- B) A sério?!

- B) OK!!

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Igreja

Arquitecto Troufa Real contornou parecer das Actividades Culturais

por Lusa, Publicado em 06 de Dezembro de 2009 .OpçõesVotar:

A igreja-caravela que vai nascer no Restelo

D.R. 1/1

+ fotogalería .O arquitecto Troufa Real, autor do polémico projecto da igreja caravela, no Restelo, contornou o parecer da Inspecção Geral das Actividades Culturais (IGAC) mudando a designação de um dos blocos, que contudo manteve as mesmas características.

Segundo o processo, consultado pela agência Lusa, depois de a autarquia ter chamado a atenção para a necessidade de parecer do Regimento Sapadores Bombeiros e da IGAC relativamente ao edifício que deverá acolher o auditório, o arquitecto alterou a designação do bloco para "salão paroquial".

Num dos documentos constantes do processo, o arquitecto altera a designação do auditório - que por ter determinadas características e poder acolher actividades culturais precisava de parecer da IGAC - que se passou a chamar 'salão paroquial'.

Contudo, já depois desta alteração, os técnicos da autarquia chamaram a atenção para o facto de o auditório apenas mudar de designação, mas manter as mesmas características.

O recinto, de acordo com o projecto, teria um palco com uma área com divisão no soalho para se poderem abrir alçapões.

Contactado pela Lusa, o pároco local, António Colimão, confirmou que o edifício será para actividades culturais.

"Será um espaço polivalente que permitirá várias opções, como conferências e actividades culturais como teatro e música", afirmou, em declarações à Lusa.

De acordo com o IGAC, precisam de parecer desta entidade todos os recintos de espectáculos e natureza artística e mesmo os que, permitindo outro tipo de actividade, contemplam na sua concepção palcos, camarins, cabinas de projecção e outras estruturas, designadamente os auditórios com palco, como é o caso do edifício que integra o projecto da igreja caravela.

A Lusa contactou o Ministério da Cultura para saber se recebeu até hoje algum pedido de parecer para o edifício em causa, mas não obteve resposta em tempo útil.

As perguntas sobre a matéria enviadas por mail ao arquitecto Troufa Real também ficaram sem resposta.

O projecto da igreja caravela, cujas obras arrancaram em Novembro, 12 anos depois da cerimónia de lançamento da primeira pedra, - mereceu já diversas críticas e até Nuno Teotónio Pereira, um dos autores do Plano de Urbanização do Restelo, o considerou "uma aberração", defendendo que "ofende de forma grave a paisagem urbana".

A obra de Troufa Real baseia-se na vida do Apóstolo do Oriente, S. Francisco Xavier, da Índia ao Japão, e na aventura portuguesa dos Descobrimentos.

O projecto inclui a igreja, em forma de caravela dourada, uma torre de 95 metros com uma sala panorâmica revestida de vidro a 60 metros de altura, e outros quatro edifícios, mas apenas três estão contemplados na obra que arrancou agora: auditório/salão paroquial, casa paroquial (residência do pároco) e um outro para salas de formação e catequese.

Para mais tarde ficará o centro social.

Os passos decisivos para o projecto foram dados no tempo dos mandatos de João Soares e Santana Lopes na Câmara de Lisboa.

João Soares presenciou a cerimónia de lançamento da primeira pedra, em Dezembro de 1997.

Foi também João Soares que assinou o contrato de compra e venda onde por um valor simbólico transmitiu uma parcela de terreno para construção da igreja, que veio depois a ser trocada com a Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) por uma outra.

Já o projecto de arquitectura foi aprovado no tempo de Santana Lopes, com um despacho de Maio de 2004 da então vereadora do Urbanismo Eduarda Napoleão.

O projecto sofreu ao longo dos anos várias alterações, na sequência de chamadas de atenção das várias especialidades técnicas e de pareceres negativos, designadamente do Regimento Sapadores Bombeiros.

A última mudança aconteceu em 2008 e refere-se à nave na igreja, cuja estrutura que deixou de ser em "betão armado pré-esforçado" e passou a ser metálica, com revestimento de chapa metálica exterior para redução do peso.

A mudança foi validada pelos vários responsáveis técnicos no Urbanismo em Dezembro de 2008 e mereceu luz verde do vereador Manuel Salgado a um dia do final do ano.

IN http://www.ionline.pt/conteudo/36293-arquitecto-troufa-real-contornou-parecer-das-actividades-culturais

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Pároco garante que documento existe

Vereador do Urbanismo de Lisboa desconhece protocolo de apoio para a igreja do Restelo

10.12.2009 - 10:58 Por José António Cerejo

Três semanas depois de ter surgido a polémica sobre a construção de uma igreja em forma de caravela na paróquia de São Francisco Xavier, no Restelo, a Câmara de Lisboa ainda diz que não sabe se assumiu algum compromisso para apoiar a obra, nem se o respeitou ou não.Daniel Rocha

Troufa Real ainda não respondeu ao convite da Ordem dos Arquitectos para apresentar o projecto da igreja

Manuel Salgado, vice-presidente do município e vereador do Urbanismo disse isso mesmo aos jornalistas, no final da reunião do executivo camarário de ontem: "Se existiu algum protocolo, eu, pessoalmente, não tenho conhecimento".

No PÚBLICO de terça-feira, o padre António Colimão, responsável por aquela paróquia há 19 anos, garantiu que o compromisso da autarquia foi assumido por escrito e se traduziu na promessa de 225 mil euros, destinados ao pagamento dos projectos do arquitecto Troufa Real. Segundo o pároco, só terão sido entregues 25 mil euros, presumivelmente ainda antes do fim de 2001, no mandato de João Soares. Este, por seu lado, afirma que não se recorda de ter sido atribuído qualquer subsídio, mas António Colimão acrescenta que no mandato de Santana Lopes ainda pediu os 200.000 euros em falta, tendo-lhe sido respondido que não havia dinheiro disponível.

Estas declarações não coincidem, contudo, com uma notícia publicada em Setembro de 2002, no Diário de Notícias, onde se citava o protocolo anteriormente celebrado entre o município e a paróquia. De acordo com essa notícia, a autarquia tinha prometido 234 mil euros e já tinha pago uma primeira parte, faltando apenas 87 mil euros.

O pároco tem-se escusado a divulgar o protocolo e a autarquia, já solicitada por escrito pelo PÚBLICO, continua a não esclarecer o assunto. "O senhor pároco não colocou o problema à câmara" de uma eventual dívida, limitou-se a dizer Manuel Salgado.

Ordem quer debate

A Ordem dos Arquitectos (OA) convidou, há 15 dias, o arquitecto Troufa Real para apresentar o projecto da igreja do Restelo, nas sessões públicas que tem promovido sobre casos mediáticos. De acordo com fonte da OA, citada pela Lusa, o convite da secção regional sul da OA seguiu há 15 dias para o arquitecto, mas ainda não teve resposta.


in
http://www.publico.clix.pt/Local/vereador-do-urbanismo-de-lisboa-desconhece-protocolo-de-apoio-para-a-igreja-do-restelo_1413282

Restelo

Câmara desconhece protocolo para pagar projectos de igreja de Troufa Real

O vice-presidente da Câmara de Lisboa afirmou hoje desconhecer um protocolo entre a autarquia e a paróquia de São Francisco Xavier, que envolva pagamento de 225 mil euros em projectos da Igreja projectada por Troufa Real para o Restelo


«Se existiu algum protocolo, eu, pessoalmente, não tenho conhecimento», disse aos jornalistas Manuel Salgado, durante a conferência de imprensa que se seguiu à reunião do executivo municipal.

O pároco de São Francisco Xavier reclamou, em declarações ao jornal Público, a existência de um acordo escrito com a autarquia, que implicaria o pagamento de 225 mil euros para os projectos da Igreja, projectada pelo arquitecto Troufa Real.

Segundo o padre, deste montante, a autarquia pagou apenas 20 mil euros.

Contudo, o vice-presidente da Câmara e vereador do Urbanismo sublinhou hoje que «o senhor pároco não colocou o problema à Câmara».

«Além do que tem sido referido na imprensa, não sei nada sobre um eventual protocolo e compromissos assumidos pela autarquia com a paróquia».

Lusa / SOL

in http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=156385


Restelo/igreja: Ordem dos Arquitectos quer outra sessão com Troufa Real

Lisboa, 09 Dez (Lusa) - A Ordem dos Arquitectos (OA) convidou há 15 dias o arquitecto Troufa Real para apresentar o polémico projecto da igreja caravela, no Restelo, no âmbito das sessões públicas que aquela estrutura tem promovido para casos mediáticos.

Lusa

17:24 Quarta-feira, 9 de Dez de 2009

Lisboa, 09 Dez (Lusa) - A Ordem dos Arquitectos (OA) convidou há 15 dias o arquitecto Troufa Real para apresentar o polémico projecto da igreja caravela, no Restelo, no âmbito das sessões públicas que aquela estrutura tem promovido para casos mediáticos.

De acordo com fonte da OA, o convite da secção regional sul da ordem seguiu há 15 dias para o arquitecto, mas até agora não houve resposta.

"Este convite insere-se no ciclo de sessões que temos promovido envolvendo projectos que se tornam mais mediáticos e o objectivo é alargar o debate", disse à Lusa fonte da Ordem.

in http://aeiou.visao.pt/resteloigreja-ordem-dos-arquitectos-quer-outra-sessao-com-troufa-real=f539721

Bispo auxiliar de Lisboa defende alteração do projecto da igreja de Troufa Real

In Público (8/12/2009)

Por Ana Henriques

«Padre António Colimão diz que a câmara ainda deve à paróquia de S. Francisco Xavier 200 mil euros de uma verba prometida num protocolo aprovado em 2001 para pagar os projectos

Perto de três mil contestatários no Facebook "Igreja ficou exótica"

O bispo auxiliar de Lisboa D. Carlos Azevedo defende a alteração de alguns aspectos da polémica igreja em forma de caravela que o arquitecto Troufa Real projectou para o Alto do Restelo, em Lisboa, e cuja construção começou há três semanas.

O também director da Escola das Artes de Lisboa da Universidade Católica pensa que nesta fase inicial da obra ainda é possível rever, em diálogo com o arquitecto e com a paróquia de S. Francisco Xavier, "alguns detalhes" do edifício, que Troufa Real quer pintar em dourado, vermelho, verde e laranja, além do branco. "A igreja que está a ser iniciada não serve bem os cânones de uma estética cristã", escreveu recentemente o bispo auxiliar na sua coluna de opinião no Correio da Manhã.

Em declarações ao PÚBLICO, D. Carlos Azevedo diz que o templo idealizado por Troufa Real não só enferma de "um pouco de mau gosto" como não parece "respeitar os cânones do que é hoje a concepção de uma igreja". Ora "o arquitecto de uma igreja não pode fazer o que lhe apetece, mas o que serve à comunidade cristã".

No artigo que publicou, o bispo faz ainda críticas ao processo que, no final dos anos 90, levou à escolha do arquitecto. Segundo o responsável pela paróquia, o padre António Colimão, foi João Soares, nessa altura presidente da Câmara de Lisboa, quem escolheu Troufa Real - seu amigo - para desenhar o templo. "Não percebi porquê", acrescenta o padre.

Para o director da Escola das Artes da Universidade Católica, todo este processo evidencia alguns "elos fracos": "a falta de critérios de quem encomenda" a obra, mas também "a aceitação de presentes perigosos, tais como projectos pagos por autarquias selectivas do artista". Isto porque a câmara concedeu um apoio financeiro à paróquia para esta pagar os projectos da igreja.

Acontece que, segundo António Colimão, dos cerca de 225 mil euros que o município se comprometeu, por escrito, a entregar-lhe, faltam pagar 200 mil. Lembra-se de os ter solicitado no mandato de Santana Lopes e de a então vereadora das Finanças, Teresa Maury, lhe haver respondido: "Padre, não temos dinheiro". O que não significa que tenha desistido de reivindicar a verba em falta: "Acredito que a câmara há-de pagar".

Dos cerca de 25 mil euros que recebeu, entregou "qualquer coisa" a Toufa Real. Quanto, não diz. Tinha sido anunciado que o arquitecto trabalharia a título gracioso, mas afinal havia ainda uma factura a pagar. "Ouvi dizer que já não quer receber mais um tostão", refere o padre.

Desenhada com uma torre de cem metros, a igreja custará três milhões de euros só na sua primeira fase. D. Carlos Azevedo vê aqui mais um elo fraco: "a ausência de frontalidade para corrigir e recusar soluções onerosas para as comunidades, seja do ponto de vista económico, seja do ponto de vista da identidade eclesial". No patriarcado, a sua posição é sobejamente conhecida. O que não quer dizer que vingue perante a hierarquia eclesiástica.»

in
http://cidadanialx.blogspot.com/

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Meus caros amigos, colegas, frequentadores. Entrei hoje no ARQUITECTURA para ver se havia novidades, quando me deparo com esta obra, de qualidade inqualificável (peço desculpa mas é mesmo assim). :) Então estou sensivelmente há mais de hora e meia a ler todos o posts para me inteirar da situação. Como já foi referenciado anteriormente por alguém, a minha primeira reacção também foi "Olha um bolo de anos!!". Quando por espanto meu, "aquilo" não era um bolo de anos, mas sim um "projecto" para uma igreja no restelo. É caso para dizer: MEU DEUS!!!!B) Como é possível nos dias de hoje alguém conceber tal ideia? Posteriormente fundamentada fazendo comparações com um queijo, e tendo como inspiração um escritor que ultimamente tem sido alvo de forte contestação por parte da igreja? Como vão olhar os alunos de Arquitectura, futuros Arquitectos, para um trabalho como este? Bom, geralmente não costumo ser longo na minha escrita, por isso termino aqui, ainda meio em choque com a imagem de tal .... coisa, na minha mente. Deixo um abraço a todos! E algumas palavras de (des)apreciação: RIDÍCULO ESTRANHO INACEITÁVEL INCOERENTE INIMAGINÁVEL

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...pois mas a liberdade devia de acabar quando comeca a dos outros. E no caso da Arquitectura tudo o que fazemos afecta todos, os cidadaos, a cidade, o bairro, etc... Nao se trata de um quadro que se pode por ou tirar de uma parede. Levantou-se uma grande bronca quando os irmaos Mateus projectaram um novo edificio para o largo do rato, que a meu ver respondia a diversas questoes do lugar de um modo muito sofisticado e correcto. Entretanto este bolo de noiva parece que ja ta em construcao...

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o povo é quem mais ordena... a cultura visual de um arquitecto para o outro já é diferente quanto mais de um arquitecto para o observador não arquitecto!

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os irmaos Mateus projectaram um novo edificio para o largo do rato,


Única e exclusivamente a titulo de correcção para não geral a discussão desnecessária, esse edificio de que falas foi projecto pelo Manuel Aires Mateus e pelo Frederico Valsassina... Não pelos dois irmãos...

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