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obra desenterra peças arqueológicas

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Obra "desenterra" peças arqueológicas

As obras de reabilitação em curso na Escola Secundária Diogo de Gouveia, na cidade de Beja, permitiram a descoberta de achados arqueológicos, cujo período ainda não foi classificado, e de algumas ossadas.

De acordo com uma fonte ligada ao estabelecimento de ensino, contactada pelo JN, a descoberta do que se julga ser "uma cisterna", e "ossadas humanas", foi feita ontem, num local das obras que se iniciaram há cerca de um mês.


Os achados estão localizados "num jardim no centro do edifício", zona "onde era expectável que tal sucedesse", de acordo com a fonte, que recordou a descoberta feita no ano passado numa das artérias centrais da cidade, no decurso das obras de renovação da rede de abastecimento de água.
Segundo o nosso interlocutor, a empresa encarregada de executar as obras "estava preparada para alguma descoberta". Assim se justifica que o local tenha sido "mexido mais cedo" do que estava previsto, uma vez que fazia parte da segunda fase das obras.


Segundo apurou o JN, três arqueólogos estão no terreno a acompanhar as obras de reabilitação, que não deverão ser suspensas, uma vez que a zona em causa se encontra, como referimos, fora do perímetro definido para a primeira fase da intervenção.


Apesar dos diversos contactos estabelecidos, não foi possível chegar à fala com o engenheiro responsável pelas obras, lançadas pela Parque Escolar EPE e englobadas no Programa de Modernização das Escolas do Ensino Secundário. Na Diogo de Gouveia, está previsto um investimento de 16,6 milhões de euros.


Este não foi o primeiro caso de achados arqueológicos em escolas da região do Alentejo. No início deste mês, a construção do Centro Escolar do Torrão, no concelho de Alcácer do Sal, revelou a existência de achados do período romano, com um conjunto de tanques, uma cisterna e três esqueletos - de um homem e uma mulher com uma criança ao colo, presumívelmente uma família.
A arqueóloga responsável pela obra, Cristina Cabrita referiu então que os achados "têm a ver com a passagem muito perto da ligação a Beja, já existente na época romana", cujo traçado foi aproveitado pela actual estrada.
As obras nas duas escolas secundárias de Beja foram visitadas pelo primeiro-ministro e pela então ministra da Educação no passado dia 18 de Agosto.



http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Beja&Concelho=Beja&Option=Interior&content_id=1416638

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A abertura de fundações para a construção de um novo equipamento integrado nas obras de modernização da Escola Secundária Diogo de Gouveia, em Beja, trouxeram à luz do dia alguns silos, que serviriam para o armazenamento de cereais, uma cisterna e ossadas humanas cujo período histórico ainda não é possível datar.

Pedro Lucas, responsável pela fiscalização das obras, disse ao PÚBLICO que os achados arqueológicos apareceram durante os trabalhos de escavação que estavam a ser feitos por uma retro-escavadora numa área ajardinada no interior das instalações escolares. Os trabalhos pararam de imediato para dar início ao levantamento dos achados arqueológicos, que vai decorrer por mais alguns dias até que seja possível interpretar correctamente a descoberta.

Desde que as obras se iniciaram no início do passado mês de Agosto que os trabalhos no terreno têm sido acompanhados por uma arqueóloga, até porque o edifício escolar foi construído no local onde, durante o período islâmico, se presume possa estar uma enorme necrópole.

Em 2006, durante os trabalhos de instalação de uma rede de condutas destinadas ao abastecimento de água, na Rua de Mértola, a cerca de uma centena de metros do local onde foram agora descobertos os novos achados arqueológicos, foram identificadas sete sepulturas de uma necrópole islâmica extramuralhas, referenciadas de uma época posterior ao século X. Na circunstância, o arqueólogo Miguel Serra admitiu que a necrópole poderia ocupar uma área muito maior, estendendo-se, provavelmente, por toda a zona das Portas de Mértola, uma área nas imediações do perímetro escolar.

Esta hipótese que pode vir a ser reforçada com a nova descoberta vem confirmar uma ideia avançada pelos arqueólogos Cláudio Torres e Santiago Macias, que já admitiram a existência de uma necrópole islâmica num ponto das Portas de Mértola mais próximo das muralhas. Os mais idosos da cidade de Beja também recordam que na área foram vistos, há décadas atrás, "esqueletos inteiros" durante a realização de obras.

A Escola Secundária Diogo de Gouveia foi inaugurada em 1936 como uma das primeiras construções liceais promovida pelo Estado Novo. Obras de qualificação deste edifício que está classificado de interesse público, vão decorrer durante os próximos 18 meses e o encargo previsto é de cerca de 14,5 milhões de euros.

http://www.publico.clix.pt/Cultura/vestigios-arqueologicos-com-ossadas-descobertos-numa-escola-de-beja_1409501

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