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Capela fechada na Moita

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Capela fechada à espera de 100 mil euros



É considerada a principal referência do património religioso da Moita, mas nem por isso a Capela de São Sebastião, erguida pelos habitantes locais por volta de 1450, sai do impasse em que mergulhou em finais de 2006. As verbas destinadas à reabilitação do monumento não chegaram para recuperar o altar e a casa do padre, pelo que continua a haver duas janelas e uma porta entaipadas à espera que sejam arranjados os restantes cem mil euros.


A capela, propriedade da diocese de Setúbal, esteve durante largos anos votada ao abandono. E nem por dividir paredes com o cemitério local deixou de ser ponto de encontro de frequentes actos de vandalismo e de tráfico de droga, chegando mesmo a ameaçar ruir. Foi então que a extinta Direcção Património Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais decidiu deitar mãos ao interior do templo, elaborando um plano de intervenção integrado que englobava a arqueologia, arquitectura e museologia.



O protocolo foi celebrado em 2001, mas ainda foi preciso esperar mais cinco anos pelo início da empreitada. Mas quando as obras avançaram, eis que se descobre que os cem mil euros disponibilizados pelo Estado não eram suficientes para a intervenção, levando a que a autarquia tivesse avançado com mais onze mil euros. Mas nem assim. Ao orçamento inicial, que previa a consolidação do edifício e recuperação das paredes da casa do padre, foi necessário acrescentar sanitários, tratamento de portas e colocação de lajes, entre outras obras, o que representou uma derrapagem financeira de mais 16 mil euros.



Seria ainda a autarquia a arcar com essa verba, acabando o município por despender um total de 27 mil euros, contra os cem mil do Estado. Porém, apesar do investimento, a capela manteve-se fechada até hoje, tendo a câmara assumido a responsabilidade de terminar a segunda fase das obras, porque o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) já fez saber que não tem nenhum programa que contemple este tipo de intervenções, estando a canalizar as verbas para a recuperação dos chamados "grandes monumentos".


A vereadora Vivina Nunes diz que a autarquia tenciona ir realizando a obra de forma faseada, preferindo não arriscar uma data, justamente porque continua sem haver fonte de financiamento onde ir buscar os cem mil euros para reerguer o altar e reconstruir a casa do padre. Ainda assim, admite que em breve (talvez no decurso de 2010) haja condições para se abrir o salão da capela ao público, criando ali um núcleo museológico e um espaço dedicado à cultura da Moita. "Estamos a avaliar uma série de questões ligadas ao património do concelho, que se possa enquadrar ali. Talvez a nossa história seja uma boa hipótese", admite Vivina Nunes, sendo que tanto a autarquia como a própria paróquia não admitem, para já, a possibilidade de realizar algum evento de angariação de fundos.





http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1408710&seccao=Sul

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