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pauloss

Campanha anti-marquises

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Se poderem compreender que os alçados (edifícios, moradias, fabricas, navios, carros, as faces das pessoas) são elementos de uso colectivo. Sim uso colectivo. Todos mas todos somos afectados por tudo que nos rodeia. Se num edifício colocarem uma marquise mal integrada afecta toda a comunidade envolvente. Se numa face não houver cuidados de higiene afecta todos envolventes. As "marquises" podem ser criadas num edifício, se for uma intervenção de todos os condóminos, no edifício total e com estudo de integração. Se poderem compreender que o alçado afecta toda a comunidade, esta discussão (só nesse caso) deixa de fazer sentido.

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hmmm,

deixo-te com um dos paragrafos que mais me marcaram como estudante para arquitecto...

I would suggest that you pay close attention to what we regard as untutored people and how they approach their problems, how they approached them in the past, and how they still approach them. Of course, I mean vernacular architecture. I think quite often people naturally do things when left to their devices, do things very well, and solve an awful lot of problems that architects tend to forget.

In Perspecta 4,
Paul Rudolph, 1957


e tambem cito outro gajo...

se não querem que os donos mudifiquem as vossas criações que tal serem melhores arquitectos pra começar?

hmmm? porque vou-te dizer que se um cliente ou um dono mude alguma coisa nos nossos trabalhos talvez seja porque não cumprimos a nossa função adequadamente ás suas necessidades. Portanto... terão ou não razão as pessoas que sentem essa necessidade de mudar as coisas á sua maneira? Bonito ou não não interessa. Essa questão depende dos gostos de cada um

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LOL que vontade de rir..desde quando é que a "poluição visual" é um caprixo de alguem que decidiu não gostar de marquises? as marquises são um verdadeiro atentado...não só de quem as constrói mas também de quem projecta, que não tem a capacidade por um lado, de equipar uma casa com os espaços suficientes para que não haja essa tentação, e por outro que limita-se a fazer varandas "porque dá aquela palha" sem sequer valorizar esse mesmo espaço...

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Se num edifício colocarem uma marquise mal integrada afecta toda a comunidade envolvente. .


1 - Um edifício mal integrado (vulgo qualquer um que "rompe" com as linhas da edificação envolvente e que "contraste" com qualquer outro num raio de vários quarteirões)? - Ex: edifícios recentes em toda a Av. da Liberdade e Av. da Républica em Lisboa, muitos outros em zonas históricas de Lisboa e resto do pais. Poluição visual, pior que marquises. Porque não declarar guerra as esses infortúnios arquitectónicos? De certeza que essa arquitectura desconjuntada e individualista não é bem pior para a comunidade envolvente e história do local do que a colocação de uma simples marquise?

2 - Concordo que o desenho de marquises seja cuidado e uniforme no edifício. por questões estéticas. Apenas. Um arquitecto projecta edifícios que são usados por pessoas. As necessidades de pessoas muda, evolui, decorrem anos e décadas. A funcionalidade altera-se, o nível de conforto também. O que era aceitável ontem, hoje não é. O luxo de ontem é o trivial de hoje. E não se troca de casa porque se precisa de espaço para por uma máquina de lavar ou de espaço para estender a roupa. As casa nasceram para serem adaptadas. A geometria e a disposição interior, assim como o uso dos espaços evoluiu. A varanda dos anos 60 e 70 não é a varanda dos anos 90 ou do séc. XXI. As primeiras mais que não eram reminiscencias do quintal da aldeia (local para por o tanque de lavar a roupa os vasos com plantas).As segundas devem ser projectadas para uma ocupação mais lúdica. (se um dia os carros voarem, iremos reclamar porque os proprietários as transformaram em garagens).

3 - Um bom projecto é essencial. Varanda com vista para a natureza é bom. Varanda com vista para uma artéria congestionada e com muita poluição é meio caminho andado para uma marquise. E quem nos diz que a primeira não se torna na segunda?Qual o arquitecto que consegue prever a evolução urbana ao longo da vida útil da sua obra? Uma varanda num espaço poluído (sonora, atmosférica ou visualmente) não será mais um espaço morto, sem fruição?

4 - O que é necessário é evolução com integração, integração, integração (3x) e não proibição.

5 - A laia de provocação: O que diferem os painéis solares e fotovoltaicos de antenas e parabólicas nos telhados dos edifícios?

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caro reis gomes, pela sua maneira de pensar então também o exterior de qualquer casa pode ser um atentado à liberdade colectiva uma vez que por exemplo posso pintar a casa de uma cor que o senhor não goste e sendo esta visível a quem passe na rua já passa a ser um atentado no seu entender e como tal não posso pintar a casa da cor que quero porque o senhor se sente afrontado! Penso que isso não será o mais correcto até porque quando se contra o apartamento não compramos só o interior do mesmo, a varanda também entra como área que foi comprada!


Se se pode pintar a casa de uma cor qualquer, não se devia poder. Numa rua onde todos os prédios são brancos não deveria existir um rosa choque. Num local onde todas as fachadas são de pedra não devia haver um com fachada de vidro. Num local onde os edifícios não ultrapassam os dois pisos não devia haver um com 8. Num local onde impera o estilo "português suave" devia ser proibido ter uma construção desconstrutivista.

A liberdade de criação arquitectónica em zonas consolidadas devia obedecer a traços orientativos (materiais, dimensão/localização da fenestração, paletas de cor e não desfazendo estilo arquitectónico, por exemplo).

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Goodfeeling No teu ponto 1. Como não estamos a falar de um caso concreto, acabas "com uma penada" com a criatividade. O mimetismo não é a única opção no projecto. Pelo que acabas de expor recordo que nas zonas históricas de Lisboa havia lá outros espaços. Pegando na tua linha eu podia dizer que as zonas históricas foram um atentado. Percebeste? No teu ponto 2. Começas por falar da forma e não estética! Nada do que dizes justifica as marquises. Se existem necessidades de evolução, adaptasse o edifício no seu todo, não se fazem marquises / remendos improvisados. No teu ponto 3. Que as varandas são espaços mortos, quer pela sua localização quer pela sua dimensão, é verdade. Nem todos os Arquitectos são profissionais conscientes ou a pressão do mercado leva a essas soluções. No teu ponto 4. Concordo "evolução com integração" mas isto não são marquises / remendos improvisados. No teu ponto 5. Não provocas, apontas uma realidade, pode-se aplicar tudo o que dizemos sobre marquises.

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Em relação as marquises ao contrário do que já foi referido estas surgem maioritariamente por necessidade, foque-se os bairros sociais mais antigos com áreas mínimas e que a solução para responder ao problema de lavagem e secagem de roupa passa precisamente por fechar as varandas. Já nos bairros mais recentes isso não acontece pois já foram pensados sem varandas e com espaço interior de lavandaria. Com isto quero dizer que cabe aos arquitectos a partir daqui resolver esta questão logo na concepção do edifício, pois quanto as marquises existentes não sei se a solução passa por as remover pois arriscamos-nos que em vez de caixilharias de alumínio passe a haver um monte de tralha nas varandas. Penso que a solução para casos mais extremos passe por um redesenhar do alçado onde a marquise seja enquadrada e faça parte integrante da linguagem do edifício.

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A existência das "marquises" reflecte apenas e só que as nossas "autoridades" não fazem absolutamente nada!!!! as Marquises são proibidas por lei. alteram as fachadas dos edifícios, para as fazer é preciso obter autorização, mas como se sabe, as nossas autoridades tem um comportamento do deixa andar, e assim se vive em Portugal! Pode-se fazer tudo que as autoridades, não fazem nada!!! Chatear-me para quê??

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Se há necessidade por parte das pessoas em fechar as varandas é porque "alguém" as pensou de forma errada...se foram arquitectos, engenheiros ou desenhadores não sei!?!Sei que conheço muitas casas em que as varandas foram transormadas nas "malvadas" marquises sempre por questões relacionadas com a segurança, com falta de espaço nas cozinhas ou salas, falta de espaço para secar roupa, etc. Julgo que está mais que visto que os verdadeiros culpados da "Invasão das marquises" são os Senhores que pensaram mal os edifícios de habitação colectiva...agora o que podemos fazer para diminuir os impactos negativos? Estabelecer regras! Por mim sugeria que: em edifícios novos seria proíbido fazer qlq tipo de alterações ao projecto. Edifícios antigos com lacunas em termos de segurança e espaços úteis mínimos não admissíveis para o dia a dia contemporâneo - fazer marquises mas com um projecto de alteração da fachada com regras muito bem definidas quanto à geometria dos vãos, materiais da caixilharia e cor.

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