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pauloss

Campanha anti-marquises

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Na minha opinião a crescente utilização das marquises está directamente ligada à vontade das pessoas em ganhar mais 2 m2 de espaço na sua casa para arrumar /arquivar/ aumentar (a sala)/ colocar (um roupeiro)... etc, etc. Por esta razão o uso deste elemento estéticamente deplorável existe em maior quantidade em zonas mais pobres. Tornando os bairros menos atractivos. Mas, como habitualmente digo "Não me arranjem problemas, dêem-me soluções". Vamos lá colocar os neurónios a trabalhar!!

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Marquises, caixotes de ar condicionado e outras excrescências

In Público (6/9/2009)

«O tema das marquises e da forma como estas excrescências têm invadido, como verrugas, a pele dos nossos edifícios, tem sido motivo de desespero para todos aqueles preocupados com o património de Lisboa.

Com efeito, a varanda, espaço-plataforma que devia garantir o nosso contacto natural com os elementos; que devia ser terraço, jardim suspenso, espaço de lazer e transição térmica natural num clima com as nossas caracteristicas, foi transformada através da marquise, irracionalmente, em estufa asfixiante e excrescência desfiguradora.

O desespero vem do sentimento que este fenómeno, tão terceiro-mundista, parece constituir uma fatalidade irreversivel e incontrolável, tal como os carros em cima dos passeios ou os "cachos" de caixotes de ar condicionado que invadiram tudo quanto é fachada.

Tomámos conhecimento através do PÚBLICO, que alguém tomou a iniciativa louvável de desencadear uma campanha sensibilizadora, tendo como objectivo, se não acabar, pelo menos inverter progressivamente esta calamidade. Este texto tem como objectivo contribuir através de uma proposta concreta, "de facto" para o sucesso progressivo desta campanha. A única forma efectiva de desenvolver um exemplo estimulante e pedagógico, capaz de mudar mentalidades e estabelecer disciplina, é conseguir uma situação de conjunto, onde num conjunto arquitectónico significativo, a situação seja invertida e o desastre e o atentado sejam corrigidos.

Na história do urbanismo português, a Baixa pombalina e o bairro de Alvalade constituem dois exemplos paradigmáticos.

No entanto, além da diferença fundamental de discursos determinada pelas diferentes épocas, eles só são comparáveis não só na escala gigantesca dos projectos urbanisticos, mas também pelo facto de que foram executados na íntegra. Fora disso, enquanto um, o da Baixa, nasce da urgência de reconstrução do centro depois do cataclismo, e é portanto sistemático tanto na linguagem arquitectónica unificada e única, como nos métodos de produção, o outro apresenta características diferentes.

O bairro de Alvalade é planeado por Faria da Costa, e conhece o início da sua execução coerente, na década do apogeu do Estado Novo, ou seja os anos 40. Ele é desenvolvido, em diversas fases e células, numa dialéctica simbiótica de diversas inspirações e modelos internacionais, e da "receita-síntese" tradicionalismo-modernismo.

Dentro dele, o bairro das Estacas (1949) surge como uma peça única para a época, de pura influência CIAM - Carta de Atenas (1933) e de linguagem corbusiana, com todos os seus elementos de morfologia e detalhes arquitectónicos (pilotis, brise-soleils, etc). O estado de conservação e de alienação deste notável conjunto é lastimável.

Ainda por cima, quando sabemos que o Icomosdispõe de um departamento dedicado aos monumentos do modernismo, o Docomomo, com trabalho internacional de restauro, ou mesmo de reconstruções integrais, de grande prestígio (Openlucht School Amsterdam, Zonnenstraal Sanatorium Hilversum, Café de Unie Roterdam, Pavilhão de Barcelona, etc., etc.,)

Não teríamos aqui uma oportunidade de classificação de conjunto urbano, de restauro integral e de limpeza de todas as excrescências como marquises, caixotes de ar condicionado e cabos pendurados? Esta mensagem é dirigida à CML, ao Ministério da Cultura e acima de tudo ao Igespar, lembrando esta última instituição de que a forma de como "arrumou" o caso da Classificação do Bairro Social do Arco Cego, é simplesmente inaceitável!

António Sérgio Rosa de Carvalho
Historiador de Arquitectura»


IN http://cidadanialx.blogspot.com/2009/09/bar-por-cima-do-mercado-do-loureiro-vai.html

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vejo aqui comentarios que simplesmente me deixam a pensar se foram feitos por arquitectos.. . desde quando uma varanda só pode ser feita quando se tem vista para o mar ou para a serra? alguém que more no meio duma cidade não tem o direito de poder ir a varanda aproveitar o tempo? de ir simplesmente olhar a rua? de por uma cadeira e ler um livro? de tomar um chá em tempo de sol na sua varanda? o problema das marquises é um problema de mentalidades e de falta de regulamentação, se quem quisesse fazer uma marquise fosse obrigado a cumprir certos requisitos na sua construção (como utilização de materiais, etc) o problema seria certamente minimizado!

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Guest Iago

E que tal se a marquisse, as parabolicas e caixas de ar condicionado fossem previstas desde o inicio do projecto de arquitectura? Partir do principio de que vão ser peças necessarias, reservar-lhes um lugar devidamente enquadrado, definir-lhes materiais. Quando fossem necessarias, era só acoplalas seguindo as instruções! Uma especie de estação espacial á qual se acopla um vai-vém ou um satélite!

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JoelM, falei nisso mas nao posso, realmente, deixar de concordar com a tua opinião e admitir o meu erro. No entanto, e não dando inteiramente o braço a torcer lol, falo um pouco por experiência própria, por ter vivido bastantes anos numa zona dos arredores de lisboa, onde todos os dias me deparava com varandas quase abandonadas, nunca utilizadas, que tornavam a rua e o local ainda mais desagradável. de forma a fugir a esse contacto com um exterior muito pouco convidativo, as varandas eram, quase na sua totalidade, fechadas, ganhando-se ainda algum espaço interior, transformando-se em marquises... provavelmente a minha opinião foi expressa de uma forma demasiado geral, obviamente que em determinadas zonas urbanas a varanda é um elemento importante. no entanto, fará sentido ter uma varanda virada para um cemitério, para a auto estrada, para o vizinho da frente cujo prédio se encontra a 5m...? conheço alguns casos de pessoas que não compraram casas exactamente pela má localização da varanda, por assim dizer, bem como a vista que se tinha de algumas janelas...

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JoelM, falei nisso mas nao posso, realmente, deixar de concordar com a tua opinião e admitir o meu erro. No entanto, e não dando inteiramente o braço a torcer lol, falo um pouco por experiência própria, por ter vivido bastantes anos numa zona dos arredores de lisboa, onde todos os dias me deparava com varandas quase abandonadas, nunca utilizadas, que tornavam a rua e o local ainda mais desagradável. de forma a fugir a esse contacto com um exterior muito pouco convidativo, as varandas eram, quase na sua totalidade, fechadas, ganhando-se ainda algum espaço interior, transformando-se em marquises...
provavelmente a minha opinião foi expressa de uma forma demasiado geral, obviamente que em determinadas zonas urbanas a varanda é um elemento importante. no entanto, fará sentido ter uma varanda virada para um cemitério, para a auto estrada, para o vizinho da frente cujo prédio se encontra a 5m...? conheço alguns casos de pessoas que não compraram casas exactamente pela má localização da varanda, por assim dizer, bem como a vista que se tinha de algumas janelas...


o teu comentário esta correcto, por isso mesmo é que considero que as varandas como todo o projecto devem pensadas, um arquitecto não deixa (ou não deve deixar) nada ao acaso e por isso mesmo tudo tem de ser pensado e nao excluido, é mais um desafio para os arquitectos!

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Na minha opinião penso que as marquises, poderam tirar a beleza um edificio. Poderá limitar-se o aparecimento de marquises, de novas construções e reconstruções, com algumas medidas, limitando essa possibilidade. Algumas medidas, sugeridas por mim, são: - conceber varandas com uma beleza caracteristica, de forma a que, a transformação para marquise, destoasse com o prédio e o condominio, reprovasse. - no minimo, criar sistemas de pré-instalação dos vários sistemas, com a previsão de colocação dos equipamentos exteriores na cobertura, através de espaços técnicos. - conceber um regulamento de condómino que seja impostas algumas normas, de forma a limitar ou necessitar de autorização. Aqui ficam estas ideias! Não quero discutir formas de arquitectura, porque não é essa a minha área, nem me sinto à vontade. Sou Engenheiro e estou aqui no âmbito de aprendizagem, tentando perceber as ideias e formas da arquitectura, para eu próprio poder ser melhor e sugerir algumas coisas técnicas interessantes, necessárias nos projectos das várias especialidades. Votos de bons projectos!!

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Olá Sou estudante de arquitectura e sei que hoje nos exigem a existencia de uma pequena lavandaria dentro de cada apartamento, pensada já nas questoes essenciais de arejamento e canalização mas também na questão estética. Agora é o seguinte, não podemos obrigar as pessoas que vivem (algumas há imensos anos) nos prédios do nosso país a deitarem abaixo as suas marquises! É uma fase da arquitectura, para uns boa, para outros má, mas a verdade é que são as pessoas que fazem a arquitectura, que a habitam. E a marquise ou as tais"cuecas a pingar" não sao mais do que a expressão dessa vivência. Eu não acho que ver a roupa a secar nas varandas seja horrivel. É uma expressão de vida, por muito que possa ser quase exclusivamente portuguesa. Por esta razão acho que este e outros problemas correspondem a uma fase que irá ser ultrapassada com o tempo, a aprendizagem e a maior oferta de arquitectura que é bela e funcional!

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Adquiri um apartamento novo em Lisboa há cerca de 5 anos atrás.

O edifício tem pouco mais de uma centena de fracções de habitação, tendo por este motivo um grande número de condóminos e consequente diversidade de opiniões.

Vou regularmente ás reuniões de condomínio e constatei que em todas elas sem excepção as discussões centram-se á volta da instalação de ar-condicionado na fachada/varanda e nas marquises.

Tenho-me “batalhado” pela não colocação dos mesmos, perante uma percentagem considerável de condóminos que me olham como se eu fosse um “mete nojo” que atenta contra as liberdades individuais.

O que esses condóminos não entendem é que ao tomar esta posição estou a defender o interesse colectivo em detrimento do interesse individual.

Um edifício cuja fachada está “visualmente poluída” por “tuning’s” de ocasião tem como resultante imediata a desvalorização do preço de mercado dos apartamentos.

Neste caso concreto, existem alternativas á instalação do ar-condicionado sem ser na fachada ou varanda (eu tenho ar-condicionado), o único inconveniente é que sai mais caro.

Os eventuais benefícios da colocação das marquises são claramente inferiores aos prejuízos visuais, estéticos e económicos daí resultantes.

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Algumas soluções para o problema:
Proibição de colocação nas novas edificações; Pagamento de impostos dissuasores ás existentes; Redução do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) por um período de tempo a quem as retire voluntariamente e educação muita educação.

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não sou de lisboa, mas de onde quer que eu não seja, vejo marquises dai o post. (sou especialista tambem)


Imagem colocada

(um adjectivo desagradável de) repulsa pelo comentário do Sr Dionísio, não há argumentos errados e o sr tiaguito demonstra-o, é um facto, as marquises são um SINAL DE INSUFICIENCIA da maioria das tipologias de habitação colectiva, não se trata da lavandaria ou dos poucos metros que se fecham; ha uma necessidade vital, embrionária e primitiva de apropriar espaço, FAZER TERRITÓRIO, quando o nosso univeso possivel se resume aos 70m quadrados do nosso t3 as varandas são a próxima conquista.


sr Dionisio(mais uma vez esse tal adjectivo de ataque pessoal e pouco cívico),
Campanha de ARRANCAmarquises não é a solução, digamos, arquitectónica e roça o limite da legitimidade e legalidadeaté: minha varanda da cml.

na aprovação, na sugestão de tipos e formas habitação efectivamente capazes de um desenho que aguente essa apropriação, essa ''marquise'' (ai arranjar -he-íamos outro termo), e senão um dispositivo de regulação térmica que se busca e sempre precariamente se acha, PORQUE SIM BARBECUE, PORQUE SIM Ò BELA DA ROUPA SOL que mais progressiva e ecológica forma de a secar, e PORQUE NÃO UM MERGULHO?http://www.lacatonvassal.com/index.php?idi=704&idp=48

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Vivam as Marquises

Tanta defesa ao património urbano faz-me confusão.

Parece-me que existe uma tendencia de controlar tudo o que acontece em vez de perceber que os erros e lacunas dos projectos levam a um apropriamento da edificação pelo utilizador.

Neste caso aponto um edificio em que não existia uma unica marquise e após mais de 15 anos, basta ver o resultado, mas este não é ofensivo, pois a edificação "aceita" sem se desfigurar essa apropriação de espaço.


Imagem colocada

EU TIVE UMA MARQUISE..... à pois é

e durante o tempo de estudante, foi o meu local de trabalho(com um estirador à medida e tudo, pois os meus pais não foram comprar uma casa onde coubesse o "atelier" do filho.

Talvez à conta desse facto é rara a Habitação que projecte que não coloque um compartimento ou zona sem uso ou definição especifica, pois ao longo do tempo a estrutura e necessidades de uma familia mudam e a "casa" pode adaptar-se (berçario, sala de brincadeiras, zona de estudo, biblioteca, estudio, zona de chá, mini ginásio, etc, etc).

Não é com regras que se controla o uso dos projectos que fazemos, mas sim com bons projectos que os utilizadores prezem eles próprios a sua protecção

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O problema das marquises/ares condicionados e afins é a falta de alternativas. O planeamento tem sido medonho e a arquitectura com o minimo de planeamento, ou seja, que contemple um pouco mais que o "pacote economico" - cozinha, sala, wc's e quartos - é considerada de luxo e isso leva-nos à questão de que no resto da Europa esse problema é menor. Pois também o poder de compra desta nossa nação é o pior da Europa. A questão principal é como fazer a mudança? Não podemos radicalmente dizer que a partir de agora todos os imoveis deverão livrar-se das suas marquises e ares condicionados, ou entao disfarca-los de forma inteligente. Nem as familias têm dinheiro para tais mudanças, nem o Estado deve estar disponivel para comparticipar tão gigantesca empreitada. Em relação à colocação de "de estores brancos nestas excrecências acrescentadas às varandas " penso que levanta algumas questões de "lobby's" que teriam de ser bem pensadas para não se suceder o mesmo que se passou com as empresas de colocação de paineis solares.

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Da minha parte, não vejo qualquer problema quanto ao fechar das varandas em marquise. Deveria dizer respeito apenas a quem vive nas habitações por elas encerradas assim como a divisão ou alteração dos compartimentos interiores e mesmo a escolha dos acabamentos dos mesmos. Quanto a mim a Arquitectura deve solucionar problemas, ser funcional para além de servir a qualidade do traçado de um ou outro alçado. Não me importaria de ver os Arquitectos a projectar tendo em conta o possível desejo do utilizador final em adptar tal solução construtiva. Muitas vezes, como já aqui foi dito, trata-se de auferir uma melhor qualidade de vida, seja pelo colmatar de uma função não estimada previamente em projecto, seja pelo conforto térmico que conferem às habitações.

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Da minha parte, não vejo qualquer problema quanto ao fechar das varandas em marquise. Deveria dizer respeito apenas a quem vive nas habitações por elas encerradas assim como a divisão ou alteração dos compartimentos interiores e mesmo a escolha dos acabamentos dos mesmos. Quanto a mim a Arquitectura deve solucionar problemas, ser funcional para além de servir a qualidade do traçado de um ou outro alçado. Não me importaria de ver os Arquitectos a projectar tendo em conta o possível desejo do utilizador final em adptar tal solução construtiva. Muitas vezes, como já aqui foi dito, trata-se de auferir uma melhor qualidade de vida, seja pelo colmatar de uma função não estimada previamente em projecto, seja pelo conforto térmico que conferem às habitações.


Em termos deontologicos levantam-se algumas questões quanto ao direito de autor, bem como alteração de trabalho de colegas.
Aí deveria ser a ordem dos arquitectos (OA) a pronunciar-se.

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Cara Niroda.

Eu sou um fervoroso defensor da liberdade individual. No entanto, defendo também que a nossa liberdade termina quando começa a dos outros.

Uma coisa é intervir dentro da sua habitação, num contexto privado, em que cada um poderá fazer o que entender, desde que cumpra com a legislação em vigor e as regras elementares de boa coabitação.

Ao intervir no exterior da habitação, não só está a intervir numa zona comum (no caso de propriedade horizontal) que não é exclusivamente sua, como está a imiscuir-se num contexto urbano que é de carácter colectivo e como tal deve estar sujeito a protecção especial.

Ninguém tem o direito de destruir o que é de todos em benefício próprio.

Quando alguém coloca um vaso de flores no exterior da habitação, este simples gesto deixou de pertencer á esfera privada, passou a ter repercussões colectivas.

A partir do momento que as flores estão disponíveis para ser admiradas, cheiradas ou tocadas fazem parte integrante da paisagem e da envolvente urbana, que é de todos e por isso deve ser respeitada.

Flores sim marquises não!

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caro reis gomes, pela sua maneira de pensar então também o exterior de qualquer casa pode ser um atentado à liberdade colectiva uma vez que por exemplo posso pintar a casa de uma cor que o senhor não goste e sendo esta visível a quem passe na rua já passa a ser um atentado no seu entender e como tal não posso pintar a casa da cor que quero porque o senhor se sente afrontado! Penso que isso não será o mais correcto até porque quando se contra o apartamento não compramos só o interior do mesmo, a varanda também entra como área que foi comprada!

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Na leitura dessas oito paginas, me parece o problema em sí não são as varandas, sacadas ou marquises e sim que devido ao alto custo do m2 vendido as unidades estão cada vez menores, com menos espaço as famílias tendem a procurar maximizar seus espaços. A falta de área de serviço é uma calamidade, aqui em São Paulo um decreto dos anos 70 regulamenta a área, e tolera 90cm como área de serviço. A regulamentação do uso do ar condicionado e fechamento de varandas é uma necessidade moderna, carece de resposta do poder público. Enfim colegas, estamos de mãos atadas, pois o mercado imobiliário exige a varanda, mas não onde lavar roupas, o comprador procura o apartamento com varanda já muitas vezes com intenção de fechamento, o poder público omite-se em regulamentar pois preferem ficar quietos a comprar brigas com o eleitor e com os construtores (generosos doadores de campanhas). Um construtor que queira seu empreendimento moderno e com a fachada preservada deve evitar a varanda, prever área de serviço e instalação para ar condicionado. Por fim ter um serviço de marketing que mostre ao consumidor tais vantagens. Não sei como é em Portugal, mas aqui dependendo da cidade a área de varanda (quando projetada em balanço) não é contabilizada para fins de gabarito máximo o que torna um grande negócio ao construtor fazer um apartamento com 50m2 com mais 5m2 de varanda, 10% a mais de área vendável.

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n vejo qual o problema c as marquises... isso de fechar ou não varandas é do direito dos donos. sinceramente. não haverá nada mais importante para discutir? não temos mais onde enfiar os nossos narizes colectivos sem ser na vida das outras pessoas? pensem bem. somos arquitectos. temos o poder de esculpir tendencias e educar atravez de aquilo que fazemos.mas não somos ditadores. nem deviamos querer ser.

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mais. isso de 'direito de autor' é a maior treta que se pode imaginar. agora se os produtores ou 'designers' de automóveis se lembrassem de tal coisa? lá se iam os farois de nevoeiro, os 'kits' e as aparelhagens... os pneus especiais e jantes especias, tubos de escape de alto competição, as cores persoanlizadas... enfim a liberdade á criatividade do individuo e DONO do objecto. não. eles criam e constroem a melhor base possível. procuram qualidade e conforto etc etc. o resto é com o dono. mas a essência das suas criações contua lá. isto é uma paranoia recente. até ao aparecimento desta estupidez. uma casa era um utensilio para quem lá vivesse. não vejo isto senão como uma forma de elitismo artístico que querem impôr á população. ridiculo que hajam pessoas capazes de tal pensamento. se não querem que os donos mudifiquem as vossas criações que tal serem melhores arquitectos pra começar? e depois de uma casa passar as ser propriade de outro acabou-se- deixou de ter vosso. um dono deve ter o direito de fazer o que bem entender com sua casa. não se esqueçam que os gostos são subjectivos. e que nós não estamos aqui para nos mostrarmos uns aos outros. mas sim para fazer, boa arquitectura.

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finalmente alguem se iluminou e disse a pura da verdade acerca deste topico as pessoas ainda não perceberam que não estamos aqui a discutir algo minimamente valido (vai da esolha eopinião das pessoas fazer ou não uma marquize com touda a legalidade adjacente que isso involve obviamente) estamos na realidade a discutir a vontade deum arquitecto que acordou de manha e disse "eu não gosto de marquizes.....vou fazer com que ninguem possa fazer marquizes". por favor cresçam não têm mais nada que fazer do que meter-se na vida dos outros .

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