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Campanha anti-marquises

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Sou completamente contra as marquises desfigura as fachadas de qualquer edificio portante devia ser punido por lei devia ser penosa a multa. é um atentado ao próprio edifício e também à paisagem urbana de qualquer cidade. As pesoas deviam usar as varandas para fins ludicos como sentar apanhar sol etc... somo o pais que temos mais sol na europa por ano deviam aproveitar os portugueses para descansar nelas e não fazer outro espaço interior para a sua casa ou apartamento boas pessoal

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:margarida_beer:
Apresento-me aqui de óculos escuros e sorriso amarelo, indumentária necessária, quando se fala de "marquises", esse flagelo urbano de apropriação de um espaço (varanda), que tem uma função especifica de relação com o exterior - ser o "pátio elevado". Ora a apropriação do espaço para fins, que não os préviamente definidos, é já de si uma subversão da ordem pré-establecida, como é também o paradigma muito português da apropriação indevida daquilo que não é seu por direito.
A ilegalidade da dita "marquise", começa quando aumentamos a área habitável do fogo. Isto por si só altera os índices de loteamento (passíveis de aumentar 10%), muitas vezes em proporções alarmantes. Ora apliquem-lhe o "fruta-cores" que é ter N "marquises" em N prédios, com escolhas arbitrárias de perfis de alumínio lacado/anodizado/etc. em cores diversas e perfis vários a acompanhar o ruído que esta cacofonia provoca nas fachadas dos inumeros imóveis que são a face visível das nossas cidades. Não vos incomoda sobremaneira que um qualquer serralheiro habilidoso vos "chape " com aluminiozinho colorido que não condiz com o vidro crepe bronze (que ele acha um "must"), e que não vai ligar nunca com a caixilharia da fachada do prédio que vos levou alguns meses a detalhar?
Penso que era perciso educar os promotores - e aí parte um pouco de nós arquitectos - de que se calhar em vez de projectar-mos casas com salas de 40m2, que muitas vezes apenas servem para alimentar o ego de quem compra a casa, começem a incluír nos apartamentos zona de tratamento de roupas, e mais espaços de arrumação, para criarem mais valia efectiva, libertando assim as varandas para a sua função de espaço de estar exterior.
Porem deparar-nos-emos sempre com a tendencia para "abarracar" as habitações que o português possui enrraizada. Todo e qualquer português que se preze, tem uma costela de projectista que exibe desinibidamente e sem pudor, ao acrescentar um "anexozinho" medonho ao seu pedaço de território, quer este seja um apartamento ou uma moradia. E como só se preocupa com a qualidade do espaço interior, que pode decorar opulentamente, mesmo que na maior parte das vezes o gosto seja mais que duvidoso, o exterior é que sofre sempre as consequências.
E não se iludam, é este estéreotipo de portugueses, que compõe a nossa classe politica e são os nossos funcionários públicos, por isso é que os edifícios das entidade oficiais são o primeiro mau exemplo de atropelos urbanisticos (falo de marquises, ares condicionados e belos anexos cobertos por chapa ondulada).
Era bom que se pensá-se no que há a fazer para "abanar" esta mentalidade, em vez de se aferir da legitimidade do proprietário de um fogo poder ou não fechar a sua varanda!?

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Mr. Arch

Tenho algumas observações a fazer ao seu texto.
Os motivos da criação de marquises estão longe de se resumir a zonas de tratamento de roupa ou arrumações. Grande parte são simplesmente prolongamentos dos espaços confinantes sem funções específicas para além de aumentar área útil. Não nos esqueçamos que muitas paredes delimitadoras de varandas foram demolidas e do interior dificilmente se percebe que existia aí uma varanda. (O que se vai fazer com estes?)
Discordo da sua observação sobre as salas de grande dimensão. Como já referi anteriormente, se a sala for ampla será menos provável que o utente se sinta tentado a fechar a varanda.
As insinuações de mau gosto dos políticos e funcionários públicos parecem-me um lavar-de-mãos sobre a responsabilidade, que de facto é de todos.


Já agora,

Percaridade
Perciso
Projectar-mos
Pensá-se

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Eu também não concordo nada com marquises e gaiolinhas que compoêm algumas fachadas urbanas mas a lei ainda o permite e só mesmo mudando essa lei é que se poderá pensar quais as soluções para varandas. De outro ponto de vista nota-se que na arquitectura contemporãnea existem ideias e soluções de um outro tipo de marquises- que não passam disso- onde se pode observar um volume saliente na facahada do edificio onde um vidro e a côr sejam vistos como um "in" de arquitectura virada para o futuro... Digo eu...

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Naquela boa seria que a RTP tinha "Liberdade 21", em certo caso um gajo queria fazer uma marquise, e um dos vizinhos (arq. por sinal) levou a tribunal e ganho. Ganho, porque o vizinho estava a fazer algo que não estava no projecto do prédio. Por isso, solução os que moram nos prédios com as marquises, devem fazer as devidas reclamações para eles tirarem as marquises. Enfim... existe varias formas de contornar esta situação...

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Meu caro GIBAG, parece-me que referi a ausência de arrumos e espaços de tratamento de roupas como necessidades a suprir e não tanto como causa directa da existência de marquises. A remoção de paredes (para tornar as marquises comuncantes com os espaços contiguos), parece-me um dado adquirido, que dificilmente poderá ser alterado. Digo dificilmente, porque mais uma vez, e vai-me desculpar tem a ver com "vontade politica" em alterar as leis ou eventualmente fazê-las aplicar quando elas existem. Isto não é de modo algum um "lavar de mãos", e como referiu «insinuações de mau gosto sobre os politicos e funcionários públicos", é simplesmente o constatar de uma realidade cultural profundamente enraízada. Penso que já se vai fazendo alguma coisa de positivo, nomeadamente a implementação de obrigatoriedade na uniformização das fachadas que já vigora na CM-Lisboa. Ainda não se proibiu o fecho das varandas, mas quem o quiser fazer, tem que convencer os restantes vizinhos a acompanhá-lo. É no minímo uma medida inteligente, porque condiciona bastante a implementação de novas marquises - todos sabemos a dificuldade que é por de acordo os vários condóminos de um imóvel - e aqui sim existe um subtil "lavar de mãos" da CML. Resta-me apenas esclarecer que não sou contra salas de grande dimensão, apenas acho que a definição de qualidade e luxo dos empreendimentos em venda tem em conta a qualidade dos materiais de acabamento (não a qualidade de aplicação dos mesmos), as áreas generosas e a implementação de "gadgets" electrónicos e outros equipamentos para introduzirem acima de tudo um conceito de modernidade e só depois uma real satisfação de necessidades de uso. Pergunto se não era mais importante definir à partida um programa funcional de espaços rigoroso e mais adaptado às necessidades de vivência que uma habitação deve satisfazer? Não será essa a verdadeira razão da existência das marquises? PS: Agradeço as correcções ortográficas.

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Pergunto se não era mais importante definir à partida um programa funcional de espaços rigoroso e mais adaptado às necessidades de vivência que uma habitação deve satisfazer?


Aqui está o nosso papel neste panorama. E seguindo esta premissa, grande parte do edificado construído, talvez nem deveria ter varandas, por serem totalmente desapropriadas.

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por várias vezes vi aqui referido o asco, que certos utilizadores têm por varandas. ora, e como sobre marquises já se chegou a conclusão de: em projectos futuros desenhar lavandarias em projectos passados, uniformizar marquises deixo-vos este comentário. em tempos em que falamos tanto em acessibilidades, na relação dos portadores de deficiências ou incapacidades com a arquitectura, na sensibilidade que devemos ter para com estes usufrutuários de espaços, estarmos aqui a discutir a privação destes a varandas parece um absurdo. um tipo, com alguma incapacidade, partiu uma perna, um velhote com fraca locomoção, um acamado, um desempregado que não está com moral para sair à rua tem na varanda, por mais pequena que seja, o garante da sua existência extra-muros. já viram se todos os velhotes tivessem de ver a rua apoiando os cotovelos nos peitoris de altas janelas e tivesses de fazer o enorme esforço de pendurarem a cabeça para baixo para ver a rua? imaginem todos os portadores de uma cadeira de rodas impossibilitados de olhar para baixo e terem apenas o céu, ou o prédio da frente como mundo imaginem a privação desta gente de um ar puro a rodar-lhe diariamente o corpo todo e não só a face mais exposta na janela, e o sol a bater-lhe nas pernas. não é todos os dias que esta gente sai à rua, por isso a varanda é o seu garante de conforto. pensem nisso antes de afirmarem que a varanda é só para fumadores e para secar a roupa. eu então afirmo. todos os prédios deviam ou ter varandas generosas individuais, ou reservarem um espaço da cobertura para uma varanda colectiva, para um convívio de vizinhança, uma das principais ideias do movimento moderno, e com certeza a menos explorada, infelizmente.

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Grande ponto de vista!!! Felicito-o por isso Sr. Kwhil!!! Concordo plenamente com o último parágrafo porque se trata de um conceito que eu já defendo desde que comecei a aprender arquitectura, -Humanizar a Arquitectura. Por isto é que eu falei num post atrás que devrão ser pensadas outras soluções para varandas...

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Numa primeira opinião as marquises existem devido a uma necessidade de quem as construiu. São feias porque são realizadas por pessoas que não têm qualquer sentido estético. As peças de roupa que estão à vista nos edifícios de habitação também existem porque as pessoas têm necessidade de ter essa acção.

A marquise existe graças a uma necessidade. Proibir por proibir não chega. Deve haver da parte do arquitecto soluções para substituir a marquise, ou adaptar as marquises ao edifício e arranjar uma solução para as necessidades das pessoas que as levaram a construir a marquise.

No momento da concepção do edifício deve haver da parte do arquitecto sensibilidade em resolver estas necessidades.

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Exactamente, só dessa forma é possivel chegar a um programa funcional que preencha as necessidades de um utilizador bem definido! Senão está-se a trabalhar para um hipotético utilizador! (Claro que sei que não é assim que se faz, mas, na minha opinião é assim que devia ser!)


Hum, deixa cá ver. Um promotor imobiliário compra um terreno, e faz um PIP para saber quantos fogos aquilo dá. Depois, vende cada fogo a uma pessoa diferente. Quer dizer, não pode vender, porque ainda não há licença de habitação, tem de fazer CPCV. O arquitecto faz o projecto, mas tem de esperar que os fogos estejam todos vendidos, para saber das necessidades de cada futuro proprietário. E depois, há um deles que arranjou emprego noutro lado, e cede a sua posição a outro, e lá tem de se alterar o projecto todo, porque o novo promitente comprador tem necessidades diferentes. E há um que quer varandas, e outro que não, e um quer janelas grandes, porque é claustrofóbico, e o outro quer as janelas pequenas porque sofre de fotofobia, um quer a cozinha virada para Sul, mas o de cima prefere a Norte, e começam a aparecer prumadas pelo prédio todo, e entretanto a legislação mudou e a caixa de escadas tem de ser alargada, e já não podem ter os m² que compraram... E os preços começam a disparar porque o promotor vai ter de usar acabamentos diferentes em cada fogo... Sim sim, parece-me perfeitamente exequível...

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sinceramente acho um disparate esta campanha, seria mais interessante lançar uma campanha a favor das varandas ou seja fazer as "coisas" pela positiva, num sentido mais amplo. É bom poder estar numa varanda de um prédio, mas reconheço tambem que em certas orientações solares e até em termos de vistas, mais vale mesmo é fechar a varanda.

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Naquela boa seria que a RTP tinha "Liberdade 21", em certo caso um gajo queria fazer uma marquise, e um dos vizinhos (arq. por sinal) levou a tribunal e ganho. Ganho, porque o vizinho estava a fazer algo que não estava no projecto do prédio.

Por isso, solução os que moram nos prédios com as marquises, devem fazer as devidas reclamações para eles tirarem as marquises.

Enfim... existe varias formas de contornar esta situação...


Ok tudo bem, eu concordo que existe por ai muitas fachadas que a meu ver são "inesteticas" outras nem tanto , umas serão ilegais por alguma razão e outras nem por isso, mas a pergunta sacremental que eu faço é "o que é que as pessoas (neste caso o dito arquicteto) têm a ver se o vizinho faz ou deixa de fazer uma marquize?"- independentemente de lhe agradar ou não, independentemente de ser util ou não para o vizinho.
É como agora tambem proibirem alguem de pintar a sua vivenda de cor-de-rosa (não que eu fizesse ou que goste sequer) mas se não prejudica ninguem, se gosta trabalha e pagou para isso, não percebo porque querem acabar com as marquises.
Repito uma pequena expressão para que fique algum mal entendido "SE NÂO PREJUDICAR NINGUEM"
Queria ainda comentar mais um pequeno pormenor mas ja estoua fazer um grande texto:P portanto fico por aqui e aprecio criticas e comentarios, sempre constructivos :margarida_beer:

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Boas a todos

Eu finalmente inscrevi-me neste fórum e foi de propósito para responder a este tópico. Se há algo que me incomoda imenso e me deixa completamente triste é a construção de marquises.

A meu ver, a construção de marquises é feita por uma necessidade de espaço de arrumos. Todas as casas que já visitei que possuíam pelo menos uma não tinham nem um espaço dedicado à arrumação ou erros que obrigavam a construção de uma marquise. Por exemplo, na casa dos meus pais, as tubagens para a maquina de lavar roupa estão localizadas na varanda da cozinha... Como ninguém quer uma máquina ferrugenta é preciso fechar da varanda. Ao menos os condóminos reuniram-se e contrataram uma empresa que as fechou todas de igual maneira.

O problema não reside numa falta de civismo (pelo menos dos moradores) mas sim numa necessidade. Há anos que os nossos edifícios são construídos por indivíduos sem qualificações e que não se preocupam minimamente com as necessidades de um ser humano num mundo civilizado. Desde que cumpra o programa, funciona. As pessoas infelizmente vieram-se a habituar a esta falta de qualidade e acham que uma marquise já é indispensável.

Relativamente à quantidade de varandas num edifício de habitação eu discordo da ideia que são demais. Nós vivemos em Portugal. Muita gente gostaria de ter a mesma quantidade de horas solares que nós temos. Tenho imensa pena quem usa uma varanda só para fumar ou estender roupa...

Foi preciso eu mudar-me para um país frio e chuvoso como a Alemanha para mudar radicalmente a minha visão sobre as varandas. A quantidade de varandas é muito inferior a Portugal. Há muitos edifícios que nem têm varandas. E há também edifícios em que não tinham e os condóminos organizam-se para construírem varandas. A verdade é que na Alemanha cada raio de sol é precioso e toda a gente tira partido dele o mais possível. Assim que o sol passa a espreitar entre as nuvens toda a gente salta para o exterior, quer seja numa varanda ou parque. Tomar um pequeno almoço numa varanda a levar com o sol na cara é dos melhores despertares que já tive. Comer, fazer churrasco, ler um livro, conversar com amigos, são exemplos de um sem número de actividades que se podem fazer confortavelmente numa varanda e que não teriam o mesmo interesse se fossem dentro de casa. Ah, e a nossa varanda tinha uns míseros 2x1,5 metros... Por outro lado não lembro de encontrar varandas fechadas como um muro. Todas elas são permeáveis o que nos dá uma maior sensação de liberdade, quer seja para um pátio privado ou para rua/prédio em frente.

Nenhuma das casas em que estive tinha uma lavandaria ou arrumos no próprio apartamento. Nas caves dos edifícios havia um espaço enorme comum, que era dividido pelas fracções, onde era possível despejar toda a tralha que teimamos em guardar, e no sotão um espaço comum para estender a roupa, apesar de muitos decidirem estendê-la no corredor dos seus apartamentos. Não é por isso necessário haver um desses espaços em cada habitação, desde que haja um no edifício e tenha sido projectado previamente.

De forma resumida quero dizer com tudo isto que as pessoas são como que obrigadas a fecharem as varandas devido a um conjunto de factores. Erros arquitectónicos nas suas habitações, por exemplo através da falta de um espaço de arrumos (individual ou comum); varandas impermeáveis à visibilidade que reduzem em muito a sua qualidade de espaço exterior (e facilitam por sua vez a instalação destas aberrações da natureza) e a desvalorização do nosso clima (estamos habituados a ter sol e por isso não sentimos falta dele).

Quanto à roupa estendida no exterior, eu sou a favor e gosto. Acho que traz mais vida e cor às nossas cidades trazendo a escala humana para fora destes blocos de betão...

Os melhores cumprimentos
Eduardo

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pois é mas a verdade é que os Portugueses não vivem como as outras pessoas na Europa, em Lisboa a maioria das pessoas fecham-se em casa, ou, se esta um dia bom e querem apanhar sol, pegam no carro e vão a praia ou a qualquer esplanada de sua preferência. Não esquecer que grande maioria destas marquises, estão construidas em edificios das décadas de 50 a 70, e eram ainda projectados considerando formas diferentes de habitar (a canalização para a maquina de lavar seria muito provavelmente para o tanque). A verdade é que as famílias compraram as casas, como bons Portugueses, não mudaram de casa nos últimos 30 anos, a família cresceu, foi preciso um escritório, os quartos simples são minúsculos para o nosso standard de vida, ou são ocupados por dois filhos. e por ultimo existe uma óbvia necessidade de arrumos. Tudo isto a juntar a um sentimento de individualidade crescente, não é que eu não goste da ideia de uma lavandaria comum, mas o Português é um individualista por natureza (por isso é que dentro das garagens toda a gente quer "boxs" com portão). O que eu acho é que vai ser muito difícil de mudar o que está feito, na maioria dos casos essas marquises têm mais de 20 anos e são direitos adquiridos, em Oeiras por exemplo, a câmara cobra as marquises como espaço encerrado, e as pessoas têm as suas razões. Mais importante, será alertar construtores e projectistas para a necessidade de apenas construir varandas quando estas se adequam ao lugar, e que quando as construam não façam das mesmas apenas um corredor. A materialidade das mesmas é algo que cabe a cada projectista em cada projecto, pessoalmente não tenho problemas com guardas feitas em tijolo, na verdade conferem alguma privacidade (algo que os Portugueses perseguem obsessivamente).

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pois é mas a verdade é que os Portugueses não vivem como as outras pessoas na Europa, em Lisboa a maioria das pessoas fecham-se em casa, ou, se esta um dia bom e querem apanhar sol, pegam no carro e vão a praia ou a qualquer esplanada de sua preferência.

Não esquecer que grande maioria destas marquises, estão construidas em edificios das décadas de 50 a 70, e eram ainda projectados considerando formas diferentes de habitar (a canalização para a maquina de lavar seria muito provavelmente para o tanque).

(...)

Tudo isto a juntar a um sentimento de individualidade crescente, não é que eu não goste da ideia de uma lavandaria comum, mas o Português é um individualista por natureza (por isso é que dentro das garagens toda a gente quer "boxs" com portão).

(...)

Mais importante, será alertar construtores e projectistas para a necessidade de apenas construir varandas quando estas se adequam ao lugar, e que quando as construam não façam das mesmas apenas um corredor. A materialidade das mesmas é algo que cabe a cada projectista em cada projecto, pessoalmente não tenho problemas com guardas feitas em tijolo, na verdade conferem alguma privacidade (algo que os Portugueses perseguem obsessivamente).


Cada nacionalidade tem formas de se comportar próprias, com aspectos positivos e negativos. Acho que cabe a cada um de nós a adoptar os positivos e abandonar os negativos de forma a evoluir como pessoa. Se essas pessoas se fecham em casa com bom tempo muito provavelmente ou têm as varandas fechadas ou não se interessam em usá-las.

O exemplo que dei da máquina de lavar na varanda é num prédio dos anos 90 e há também outra ligação para o tanque. Isto é inadmissível...

Temos de parar de ver o português como o coitadinho da Europa. Individualismo está presente em todo o lado e não é uma característica tipicamente nossa. Nos exemplos que dei dos arrumos e lavandarias comuns está frisada essa individualidade: "Nenhuma das casas em que estive tinha uma lavandaria ou arrumos no próprio apartamento. Nas caves dos edifícios havia um espaço enorme comum, que era dividido pelas fracções, onde era possível despejar toda a tralha que teimamos em guardar, e no sotão um espaço comum para estender a roupa, apesar de muitos decidirem estendê-la no corredor dos seus apartamentos". Referi para mostrar que podemos projectar soluções diferentes às que estamos habituados.

A não ser que estejas a fazer sexo, a privacidade não se aplica. Uma varanda não passa de uma pequena esplanada a uma cota superior...

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Estamos na mesma cidade?

Quanto a publicidade, melhoraria se fosse feito uma lei como em São Paulo/Brasil que retirou todo tipo de publicidade e regulamentou o tamanho e a quantidade das placas dos estabelecimentos comerciais. Mas as propagandas politicas aqui no Brasil eh a mesma coisa mas so pode ficar até[ um mes depois da eleição senão perde os poderes politicos



Os srs. politicos que gastam tanto do nosso dinheiro a viajar deviam aproveitar e abrir os olhos para ver o que de bom se faz nesse mundo.
O que este nosso amigo diz é bem verdade. Estive há pouco tempo em S.Paulo e falei com a Arquitecta responsável pelo plano de controlo da publicidade, que me mostrou o "antes" e o "depois". Que diferença. Exemplo a copiar.
Abraço
Luis Manata

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O problema das placas dos estabelecimentos comerciais, chega a ser pior que o das marquises. Seria interessante promover uma campanha para harmonizar os toldos dos restaurantes, lojas, "snack bares" e afins. Se viajarem para algumas das cidades italianas como por exemplo Bolonha, (neste caso os toldos das janelas das casas), os toldos têm todos a mesma cor, sangue de boi, dando quase uma imagem de marca à cidade. Temos que saber promover as nossas cidades, principalmente quando a nossa economia depende tanto do turismo, e uma imagem limpa, quase uniforme poderia ser bastante interessante. Em relação aos aparelhos de ar-condicionado, que também esta campanha abrange, não sei se já repararam mas agora que andam a instalar a fibra-óptica, andam a aparecer umas caixas pretas nas fachadas dos edifícios, ou seja, começa-se uma campanha para sensibilizar as pessoas em relação aos malfadados aparelhos de "climatização", para estes serem substituídos por caixas e fios ( o meu edifício, qualquer dia não tem janelas, pois os cabos eléctricos, que temos na fachada, crescem como trepadeiras) de empresas privadas que nada têm que ver com os moradores das habitações! Abraços

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Eu gosto da roupa estendida nas ruas, gosto do cheiro, das cores, da dinâmica. Prefiro que me pingue água proveniente de roupa lavada do que de ares condicionados ou limpezas de varandas. Não gosto de ares condicionados, acho inadmissível que ainda hajam prédios novos que não têm espaço previsto para estes e estes nasçam na fachada e nas traseiras. Não gosto de marquises, mas compreendo. A casa onde vive a minha mãe tinha varandas para norte, nascente e poente, não tinha quase nenhuma arrumação e as caixilharias eram simples. Quando se mudou para lá, a minha mãe fechou duas das varandas, para arrumação e para melhorar o isolamento da casa. Graças a essa obra a casa foi avaliada energéticamente com um C, o que seria se não tivesse marquise com vidros duplos? O que está na marquise de casa da minha mãe? A máquina de lavar roupa e de secar, os produtos de limpeza, o tanque para lavar a roupa, as batatas, as cebolas, os baldes, esfregonas, vassouras, pás, a máquina de passar lençóis, o aspirador, a máquina de costura, um armário de 3mx3mx0.6m com loiças, papéis, fotos velhas, outro armário igual com lençóis, toalhas, edredons, cobertores, fronhas, casacos, roupas da próxima estação, sapatos e tralha. Eu mudei-me recentemente para a baixa, não tenho varanda, n tenho marquise, não tenho onde estender a roupa.

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Olá Bruta Ponto por ponto :margarida_beer: "Eu gosto da roupa estendida nas ruas, gosto do cheiro, das cores, da dinâmica. Prefiro que me pingue água proveniente de roupa lavada do que de ares condicionados ou limpezas de varandas." - O aparelhos de ar condicionado é como as marquises, mais um atentado á qualidade de espaço que é de todos. - Não podes justificar um erro com outro. - A água da varanda a escorrer para a rua, na origem, em geral, está uma omissão de projecto. "Não gosto de ares condicionados, acho inadmissível que ainda hajam prédios novos que não têm espaço previsto para estes e estes nasçam na fachada e nas traseiras." - Na origem, em geral, está uma omissão de projecto. "Não gosto de marquises, mas compreendo. A casa onde vive a minha mãe tinha varandas para norte, nascente e poente, não tinha quase nenhuma arrumação e as caixilharias eram simples. Quando se mudou para lá, a minha mãe fechou duas das varandas, para arrumação e para melhorar o isolamento da casa. Graças a essa obra a casa foi avaliada energéticamente com um C, o que seria se não tivesse marquise com vidros duplos?" - Nada do que aqui dizes justifica a marquise: O isolamento podia ser feito nas janelas e paredes. A tua mãe não comprou a área das varandas como habitável ou arrumos. Alterou a Propriedade Horizontal etc, etc, "Eu mudei-me recentemente para a baixa, não tenho varanda, n tenho marquise, não tenho onde estender a roupa." - Quando foste para baixa já sabias como era a casa! Então qual é o drama? - Se a casa não cumpre as funções básicas, não dá o direito a um atentado do espaço de todos nós. Lembra-te vives numa sociedade urbana com espaços e regras (direitos e deveres).

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Já estive em projectos que foi pensado o sistema todo de ar condicionado, de forma a este estar escondido, mas mesmo assim passado um ano os moradores conseguiram arranjar o pior sítio para meter a porcaria do aparelho. É uma questão cultural, ou falta dela!

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Boa noite, de facto há marquises que são um horror, mas penso que não deveria haver proibição de as realizar desde que cada predio estipulasse um ou dois tipos de design que não afectasse a fachada do prédio. O que se passa para além da fealdade destas ditas obras é muito mais complexo. Uma cultura de Marquise enraizada, muitas vezes por necessidade de espaço ou protecção contra a intempérie, uma vez que só em Portugal é que se passa frio em casa no inverno, não existe rigor na contrução e isolamento térmico. Outra coisa horrenda são os estendais, mas fica aqui uma dúvida que me assola há já algum tempo: Se na década de 70 e 80 ATÉ nos prédios de habitação social havia espaços próprios e camuflados para estendais, porque é que no Século XXI se constroem centenas ou milhares de prédios novos com estendais a descoberto ou simplesmente se esquecem de colocar estendais? Estaremos condenados a ter todos máquina de secar poupa de categoria C! Face a isto, não havendo estendais e sendo a sua necessidade premente, fica ao critério do morador (muitas vezes com deficiencia de sentido estético) colocar o dito estendal onde quier, como quiser, estragando o que lhe apetecer, sem pensar nos outros! Somos um pais bonito, com cidadãos feios, prédios feios, estendais feios, e com muuito frio dentro de casa! Cabe-nos tentar mudar estas condições e sobretudo aprender a poupar energia! A legislação deve ser rigorosa para evitar desastres estéticos! Cumprimentos

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Na minha opinião a crescente utilização das marquises está directamente ligada à constante vontade das pessoas em ganhar mais 2 m2 de espaço na sua casa para arrumar /arquivar/ aumentar (a sala)/ colocar (um roupeiro)... etc, etc. Por esta razão o uso deste elemento estéticamente deplorável existem em maior quantidade em zonas mais pobres. Tornando os bairros menos atractivos. Mas, como habitualmente digo "Não me arranjem problemas, dêem-me soluções". Vamos lá colocar os neurónios a trabalhar: 1ª proposta de solução: Sensibilização! A existência de condominio é obrigatório, certo? Então a decisão deverá passar por todos os habitantes de um determinado edifício. Porque não aceitar a utilização de marquises, (se não te consegues vencer, junta a eles) Mas devem ser todas as varandas encerradas, com material idêntico ao existente nos vãos do edifício. 2ªproposta de Solução: Quem viabiliza um projecto, deve verificar a existència de potênciais geradores de marquises, logo deve propor também a possivel colocação das ditas, mas SÓ

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