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Campanha anti-marquises

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"Campanha anti-marquises arranca em Setembro
Vai arrancar em Setembro uma campanha para sensibilizar a população para as consequências estéticas das marquises nas fachadas dos prédios, escreve o Público. Também os estendais e as caixas dos ares condicionados serão alvo desta iniciativa que partiu de um gestor privado
Com o apoio do Ministério do Ambiente, a iniciativa de sensibilizar para os efeitos de marquises nas fachadas partiu de um gestor privado. Como explica o Público, Luís Mesquita Dias, presidente do conselho de administração da Unilever-Jerónimo Martins, decidiu chamar a atenção dos portugueses para um fenómeno que diz nunca ter visto em parte nenhuma da Europa desenvolvida senão aqui. «Choca-me ver o meu país degradar-se. Estamos a hipotecar a nossa paisagem urbana».
Há 12 anos, Mesquita Dias já havia tentado sensibilizar todas as câmaras municipais e várias outras entidades para a necessidade de acabar com a «desordem urbanística», mas sem sucesso, conta o jornal.
Agora decidiu agir. Um spot televisivo, outro radiofónico e cartazes nas ruas de Lisboa são as armas de que se muniu para desafiar a «impunidade com que se intervém nas fachadas dos prédios» e «a falta de controlo das entidades» responsáveis pela fiscalização.
Com 30 segundos, o spot mostra algumas marquises dos milhares delas que têm sido fechadas clandestinamente, aparelhos de ar condicionado e estendais «com cuecas que teimam em pingar», como diz a voz off. «A cidade que temos é a cidade que fazemos», lê-se no final. "


Fonte SOL

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A mim choca-me como é que querem acabar com as marquises se não dão outra alternativa às pessoas. Isto é, as pessoas têm que fechar as varandas para secar a roupa, porque não têm outro sitio e têm que meter a maq de lavar a roupa na cozinha porque não há um sitio para o tratamento decente das roupas

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Mas, são muito poucas as casas que têm uma lavandaria e que custam preços minimamente aceitáveis. Além disso, as pessoas estão em suas casas e, se o fazem para sua comodidade, não vejo qual é o problema. E já agora, as casas que não têm lavandaria, ninguem deve comprar porque depois há necessidade de utilização de marquises. Então, o que se faz a essas casas?

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O Tiaguito, desculpa a minha expressão. Mas estás com argumentos muito, mas muito errados. Estou sem tempo, mas vou publicar aqui mais tarde a minha opinião, e foco os teus argumentos.

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acho muito boa ideia! e deviam de envolver os condominios dos edificios pois eles deviam de ser responsabilizados por permitir estas situacoes. o argumento de q e pra lavar roupa tb n me convence, instalar lavandarias comuns dentro de cada edificio para o uso dos moradores (n para uso publico), alias e algo q se praticas em muitos paises.

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Em relação aos aparelhos de ar-condicionado, devia-se começar por dar o exemplo nos edifícios do Estado. Basta andar à volta da Praça do Comércio para ver a quantidade de aparelhos instalados nos edifícios da câmara de Lisboa e nos edifícios dos ministérios. Já agora devia fazer-se uma campanha anti-outdoors de publicidade, pelo menos para haver uma redução destas, pois qualquer dia não se consegue andar nas ruas. Uma vergonha também são os cartazes políticos que decoram as nossas principais praças, que de campanha para campanha, vão aumentado o número de cartazes, e quando as eleições acabam temos que aturar os cartazes no mesmo local sem que estes sejam recolhidos. A cidade de Lisboa precisa de uma lavagem a nível de poluição visual! Também acho completamente absurdo a quantidade de paragens de autocarros de diferente design que existem nas ruas de Lisboa, sendo também, infelizmente, verdade que as principais praças só servem para estacionar os autocarros da carris, e para colocar cartazes publicitários, não existindo imaginação por parte de quem lidera na câmara para repensar a forma como estas (as paragens) devem ser distribuídas na cidade. Os postes de iluminação (design) também variam de rua para rua sem critério nenhum, salvo seja os antigos postes de iluminação que variavam consoante a importância da rua onde se encontravam. etc...

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deixa ver se entendi, a lingua parece ser igual mas tem muitos pormenores, dizem até que é um codigo secreto.

Aqui na minha cidade, quase que 99,99% são vendidos com varandas, mesmo em locais que não tem praia, o que fazem os compradores, fecham estas varandas( hoje muito mais que um comodo da casa, uns chegam a ter mais de 50% da area total) com fechamento de aluminio ou de vidro temperado puro. É isso que voces são contra?

Aliais a questao das saidas de arcondicionados tambem so completamente contra a existencia de tais artificios esteticos, imagina que um apartamento aqui que gira em torno de 180.000 reais ou para voces 64 mil euros vai ser construido assim........

Imagem colocada

olha como e bonito o bichinho e quem compra pode fechar as varandas de 3,8m²

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Estamos na mesma cidade? Quanto a publicidade, melhoraria se fosse feito uma lei como em São Paulo/Brasil que retirou todo tipo de publicidade e regulamentou o tamanho e a quantidade das placas dos estabelecimentos comerciais. Mas as propagandas politicas aqui no Brasil eh a mesma coisa mas so pode ficar até[ um mes depois da eleição senão perde os poderes politicos

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Adorei este artigo no Jornal Público online, gostava de saber a vossa opinião.


Gestor lança iniciativa particular destinada a sensibilizar população
Campanha antimarquises arranca em Setembro


As marquises nas fachadas dos prédios são um dos alvos de uma campanha que arranca no mês que vem para sensibilizar a população para os aspectos estéticos do fenómeno. As caixas de ar condicionado e os estendais também vão estar na berlinda nesta iniciativa, que, apesar de ter o apoio do Ministério do Ambiente, partiu de um gestor privado.

Aos 56 anos, Luís Mesquita Dias, que é presidente do conselho de administração da Unilever-Jerónimo Martins, decidiu que era altura de chamar a atenção dos portugueses para um fenómeno que diz nunca ter visto em parte nenhuma da Europa desenvolvida senão aqui - apesar de ter morado vários anos em Barcelona e Bruxelas e também em Banguecoque: "Choca-me ver o meu país degradar-se. Estamos a hipotecar a nossa paisagem urbana". Depois de, há 12 anos, ter tentado - sem sucesso - sensibilizar todas as câmaras municipais e várias outras entidades para a necessidade de pôr cobro àquilo que designa por "desordem urbanística", resolveu agir.

Um spot televisivo, outro radiofónico e cartazes nas ruas de Lisboa são as armas de que se muniu para desafiar a "impunidade com que se intervém nas fachadas dos prédios" e "a falta de controlo das entidades" responsáveis pela fiscalização.

Com apenas 30 segundos, o spot televisivo mostra algumas marquises dos milhares delas que têm sido fechadas clandestinamente, aparelhos de ar condicionado colocados de forma indiscriminada e estendais "com cuecas que teimam em pingar", como diz a voz off do vídeo. "A cidade que temos é a cidade que fazemos", lê-se no final.

Casado e com dois filhos, Luís Mesquita Dias está ciente das reacções negativas que esta campanha - à qual se associaram parceiros não só institucionais como também privados, que pagaram os custos das suas diferentes vertentes - vai desencadear. As famílias com muitos filhos vão dizer que não têm outra alternativa senão pôr uma das crianças a dormir na marquise, antevê. "Mas não há famílias nos países onde o fenómeno nunca atingiu proporções semelhantes às portuguesas?", questiona.

Realista, o gestor sabe que é impossível arrancar as centenas de milhares de marquises clandestinas espalhadas pelo país. Por isso, apresenta uma solução: a colocação de estores brancos nestas excrecências acrescentadas às varandas. Todos iguais, de forma a uniformizar as fachadas.

O bastonário dos arquitectos, João Rodeia, ignorava a campanha que aí vem. Mas congratula-se por um particular ter resolvido chamar a atenção para o problema. "Não conheço outro país europeu em que isto aconteça", confirma. "Em Espanha as varandas têm toldos e as pessoas usufruem delas sempre que o bom tempo o permite". Então o que se passa em Portugal? "É uma questão de educação cívica", responde o bastonário. "E cada varanda tem um sistema de fecho diferente, o que desfigura ainda mais os edifícios". "Compreendo a necessidade de espaço das pessoas, mas todos têm o direito a que as cidades não fiquem desfiguradas", acrescenta, referindo os anos e anos de permissividade das autoridades. "O que é mais angustiante é que a maioria das pessoas habituou-se a estes fenómenos e não os acha estranhos". Embora arranque em Lisboa, a campanha deverá estender-se ao Porto e eventualmente a outras cidades.

:margarida_beer:

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1397931&idCanal=59

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Guest Iago

Tanto as marquisses como as caixas de ar condicionado, ou as parabolicas da tv por cabo ou até mesmo "estendais "com cuecas que teimam em pingar"",têm, na minha opinião, as seguintes causas: mau projecto e inadequação do programa e consequentemente do edificio, às reais necessidades dos utilizadores! Em vez de lutarem contra as marquisses e as cuecas a pingar nos estendais, sejam a favor da Arquitectura feita para pessoas, com programas personalizados, que atendam ás reais necessidades de cada utilizador! Nas habitações colectivas, o que acontece é que muitas vezes nem se projecta, desenha-se o edificio e depois arranjam-se pessoas para o encher!

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Já era tempo de uma atitude destas, pena que não tenha partido logo do Ministério do Ambiente. É já um hábito tão impragnado no nosso país, que vai ser bastante difícil extingui-lo, mas admiro a coragem.

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Escrevi um post no meu blogue sobre este tema, podem vê-lo aqui.

«Após uma breve leitura da noticia publicada na edição do dia 27 de Agosto do Público, dando conta do lançamento de uma campanha anti-marquises, fiquei inquieto. Resolvi ler todos os 139 comentários deixados pelas mais variadas pessoas, dirigi-me ao meu quarto onde os meus pais fecharam uma varanda clandestinamente de forma a aproveitar os 2,5 metros quadrados para fazer um escritório e....»

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Deixe-me ver, Iago. Quando se projecta um edifício de apartamentos, primeiro arranjam-se os futuros proprietários e só depois se projecta o edifício, com um apartamento personalizado para cada um, será isso?

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Deve considerar-se, também, que a culpa pode ser atribuída aos construtores, muitas vezes não-arquitectos, que continuam a insistir na criação de varandas em edifiícios cuja única vista é não o mar ou a serra mas apenas a construção da frente. Nesses casos, naturalmente, as pessoas tendem a fechar-se, minimizando o contacto, aumentando a privacidade, esquecendo completamente o dano causado no exterior. Quanto à questão das lavandarias, não me parece um argumento válido.

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Guest Iago

Exactamente, só dessa forma é possivel chegar a um programa funcional que preencha as necessidades de um utilizador bem definido! Senão está-se a trabalhar para um hipotético utilizador! (Claro que sei que não é assim que se faz, mas, na minha opinião é assim que devia ser!)

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Iago, as pessoas nao vivem a vida inteira na mesma casa, para mais se for num apartamento. E certo que isso acontece um pouco por todo o Portugal, mas muito honestamente nem sequer acho isso saudavel.

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Preocupa-me mais os azulejos, pedras de granito coladas, e a "litocer" a cair nas cabeças das pessoas do que as marquises e cuecas! Acho mais grave a má aplicação e falta de qualidade dos materiais de revestimento, isso sim um verdadeiro drama nacional!:margarida_beer:

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Hoje em dia, por norma a malta nova já não faz isso. Mas a malta de outras gerações ainda tem a mania das marquises. Só não concordo com elas porque estragam a estetica dos predios, mas se vir bem a maioria dos predios que tem marquises, pouco estetica tem de origem, por isso pouca diferença faz. Agora uma coisa é certa, já ouço isto de "anti-marquise" a mais de 10 anos... Mas não deixa de ser uma boa campanha, pelo o menos para as novas gerações não se meterem nestas aventuras. PS.: Sempre existe a solução dos arquitectos em vez de desenharem varandas... desenharem marquises, logo de raiz... (estou a ser ironico...)

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eu acho que seria mais proveitoso a campanha anti varanda sem sentido, lol. e pior que as piscina, as piscinas usam-se 3 meses por anos, as varandas usam-se 3 dias por ano, a menos que seja para fumar um cigarro. quanto a pastilha, eu ate que não desgosto

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As marquises são uma aberração. Basta pensar nos blocos na av. Infante santo, os da av. dos EUA, ou do bairro das estacas.

Símbolos de uma época completamente descaracterizados pelas marquises que abarracaram totalmente as suas fachadas.

Se o hotel Ritz em Lisboa fosse um edifício de habitação comum, certamente estaria cheio de marquises.

Nos edifícios dos suburbios o problema é igualmente grave. Edifícios que à partida já são fraquinhos (a maioria nem foi projectada por arquitectos) ficam ainda mais aberrantes com as marquises em cima. Sem elas ainda se conseguiria alguma coesão e harmonia nas fachadas.

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concordo com o Marco e com o JAG... as varandas retiram a harmonia e a ligação entre edifícios, criando fachadas confusas e de aspecto desordenado... e muitas vezes o problema é não se pensar se este tipo de edifício, de habitação, necessita mesmo de varandas, uma vez que, provavelmente, a vista não interessa realmente nada, e isso é facilmente observável nas periferias de lisboa, ou mesmo dentro da capital em algumas zonas. se a zona merecer uma varanda, de onde se tenha boa vista ou onde seja agradável estar, jantar, beber um copo à noite, não passa pela cabeça de ninguém fechá-la...

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Fechar varandas tem a meu ver 2 motivos: 1º Aumentar área util do apartamento 2º Varandas descaracterizadas sem fruição possível (espaço diminuto, poluição, ruido, contemplação nula ou desinteressante.) O nosso papel (arquitectos) é fundamental na prevenção deste fenómeno, já que nos edifícios existentes pouco ou nada podemos fazer, além de aprender com os erros cometidos. Tenho verificado nalguns novos edifícios soluções objectivas para evitar este fenómeno e que têm resultado. Aumentar a área dos compartimentos com varanda. Em tempos faziam-se salas com 12/15m2 e fechar a varanda sempre dava para desafogar o espaço. Não criar varandas onde não cabem confortavelmente duas cadeiras. Protecção transparente. Evitar muros. Se me sento para descontrair quero ver mais do que apenas parte do céu. E principalmente. Não criar varandas em locais ou orientações desapropriadas e desagradáveis, só servirão para acumular lixo.... ou fazer marquises.

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há duas maneiras para contornar o problema: O condomínio das duas uma: deve chegar a um consenso e se o consenso for toda a gente quer marquise, então chama-se um arquitecto para uniformizar as marquises e desenhar a fachada com a sua presença ou então opta por transformar uma cobertura ou a sala de condomínio em lavandaria comunitária, contrata uma empregada colectiva que lave a roupa e ponha a secar e já agora que passe a ferro. a dividir por todos dá uma ninharia a cada um e a fachada volta a ter a sua traça original

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